domingo, 19 de março de 2017

A Lendária e Realística Rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford.


Uma das mais célebres rivalidades do cinema voltou a ser notícia nos últimos dias. Recentemente, a rivalidade entre as atrizes Bette Davis (1908-1989) e Joan Crawford (1906-1977) virou tema de uma série de TV, Feud: Bette and Joan, antologia dirigida por Ryan Murphy, e que conta com as excelentes Susan Sarandon (como Bette Davis) e Jessica Lange (como Joan Crawford) nos papéis principais. A trama conta, com muito bom humor, a rivalidade que existia entre estas lendárias estrelas do passado. O foco é os bastidores do filme O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?), do diretor Robert Aldrich (na série vivido pelo competente Alfred Molina), no qual as duas trabalharam juntas. Mas tal conflito durou anos, muito antes da realização do filme de Aldrich. Feud promete, em oito episódios, levar para o canal FX toda a rixa e complexidade dessas duas grandes atrizes, campeãs do Oscar.


Susan Sarandon e Jessica Lange são respectivamente Bette Davis e Joan Crawford no seriado FEUD, levado ao ar pelo Canal FX.
Betty e Joan ficaram imortalizadas tanto por suas atuações nas telas quanto por suas brigas e desentendimentos fora dos bastidores. Ambas tinham suas similaridades e também suas diferenças. Em comum, as duas enfrentaram problemas com suas filhas (as filhas de Bette e Joan publicaram livros falando mal de suas mães) e o quase declínio de suas carreiras ao atingirem a meia idade.  É sabido que a Meca do cinema sempre procurou manter segredos de seus astros, mas a briga dessas duas deusas da tela, ambas de personalidade muito forte, não foi um deles. Contudo, para tentarmos entender melhor a personalidade de cada uma destas estrelas e os motivos que pudessem levar a esta rivalidade, vamos fazer uma mini-retrospectiva da vida e trajetória delas. 


BETTE DAVIS nasceu Ruth Elizabeth Davis em 5 de abril de 1908, em Massachusetts. Decidida a ser estrela de cinema, demorou em conquistar o tão sonhado lugar ao sol em Hollywood. Em um episódio icônico, o motorista que deveria buscá-la no aeroporto saiu de lá sem ela porque não encontrou “ninguém que parecesse uma atriz”.Davis sempre foi muito mais reconhecida pela qualidade das atuações do que pela beleza (muito embora fosse realmente muito atraente quando mais jovem). Zombaram da aparência fora dos padrões hollywoodianos, mas ela nunca deu confiança, pois como mulher inteligente e a frente do seu tempo, ela reconhecia seu próprio talento.




Estreou na Broadway em 1929 e em 1932 assinou um contrato com a Warner. Teve uma próspera carreira na década de 1930, ganhando dois prêmios Oscar, um em 1935 por Perigosa (Dangerous), dirigido por Alfred E. Green (1889-1960) e outro em 1938 por Jezebel (Jezebel), sob direção de William Wyler (1902-1981). Durante a década de 1940 atuou em inúmeros filmes, incluindo A estranha passageira (Now, Voyager,1942), dirigido por Irving Rapper (1898-1999), onde contém uma de suas frases mais famosas, ditas para o personagem vivido por Paul Henreid (1908-1992): Jerry, don’t let’s ask for the moon. We have the stars (Jerry, não pediremos a lua. Nós temos as Estrelas). 




O contrato de Bette com a Warner terminou em 1949, mas no ano seguinte ela ressurgiu no papel que lhe deu mais uma indicação ao Oscar, Margo Channing, no aclamado A Malvada (All About Eve, 1950), dirigido por Joseph L. Mankiewicz (1909-1993). Sua carreira continuou próspera até o fim da década. No início da década de 1960 voltou em O que terá acontecido a Baby Jane, um clássico que impulsionou a carreira da atriz, que sem preconceitos, também estava fazendo alguns trabalhos na TV. Bette Davis conseguiu solidar sua carreira até o fim da vida, e um de seus últimos filmes foi As Baleias de Agosto (The Whales of August), realizado em 1987, sob direção de Lindsay Anderson.  Davis foi a primeira recordista de indicações ao Oscar. Bette Davis morreu em 6 de outubro de 1989, aos 81 anos.


JOAN CRAWFORD nasceu Lucille Le Seur em 23 de março de 1906, em San Antonio, Texas. Sua infância foi dramaticamente difícil. Filha de uma mãe solteira, ela penou para conseguir uma boa educação e sair de vez da cidade natal. Seu sonho, de início, era ser dançarina, e era boa no que fazia. 




Em 1925 chegou à Hollywood e foi forçada por Louis B Mayer (1884-1957), o Chefão da MGM, a trocar seu nome por um de maior apelo ao público, tornando- se Joan Crawford. Com a Metro, atuou em inúmeros filmes ao longo dos 18 anos de contrato. Assinou com a Warner em 1943 e, dois anos depois, ganhou um Oscar por Almas em suplício (Mildred Pierce, 1945), do diretor Michael Curtiz (1886-1962), e continuou a fazer filmes de sucesso no estúdio, como Precipícios D´alma (Sudden Fear, 1952), de David Miller. Em 1954, realiza para Nicholas Ray (1911-1979) o clássico Johnny Guitar (Johnny Guitar), um faroeste cujo ponto culminante é o duelo dela contra Mercedes McCambridge (1916-2004).



Sua carreira ganhou uma guinada em 1962 com o sucesso de O que terá acontecido a Baby Jane e continuou atuando até 1972. Não teve filhos biológicos, mas adotou quatro, dois dos quais foram excluídos de seu testamento, Christina e Christopher Crawford. Após a morte da atriz, em 10 de maio de 1977, aos 71 anos, Christina publicou Mommie Dearest (Mamãezinha Querida)livro que se tornou best-seller e que descreve o comportamento abusivo de Joan como mãe. O livro deu origem ao filme homônimo com Faye Dunaway no papel de Joan, em 1982.

O CONFLITO ENTRE AS ESTRELAS

Não se sabe ao certo como deu início essa famosa e lendária rixa, mas uma suposição seria que ambas, sendo grandes estrelas nos anos de 1930 e 1940, competiam por papéis principais. Bette era a estrela da Warner, enquanto Joan era a menina dos olhos da MGM. As duas nunca se gostaram, e apesar de terem muito em comum, viviam dando declarações de mau gosto sobre a outra. Bette, com anos de experiência no teatro, costumava dizer que Joan, que tinha sido dançarina antes de atuar, não tinha talento e baseava sua carreira na beleza. É verdade que Bette não era de uma beleza glamourosa, dando a entender que isso poderia ser uma dor de cotovelo da atriz. O certo que tanto Joan quanto Bette eram excelentes atrizes, cada uma com seu método de interpretação.

Bette Davis e Joan Crawford. Uma rivalidade existente de longa data.

Eu sou tão boa em interpretar malvadas porque eu realmente não sou uma… é por isso que a Srta. Crawford sempre interpreta as boazinhas

Clark Gable: um dos muitos lovers de Joan Crawford.

Bette continuou alfinetando Joan, e dessa vez com mais peso:
Ela já dormiu com todos os astros da MGM, exceto a Lassie”.

Em realidade, Joan teve relacionamentos independentes, entre os quais, com Clark Gable (1901-1960), que para ela, foi "um verdadeiro macho" na concepção da palavra, e “consolou” o ator depois que ele perdeu a esposa, Carole Lombard (1908-1942), num trágico desastre aéreo. 

Franchot Tone e Bette Davis em PERIGOSA (1935)
Mas se antes o conflito era velado e se restringia aos bastidores, o negócio ficava ainda mais sério em público, e isto porque surgiu... um homem. Em 1935, enquanto filmava Perigosa, filme pelo qual ganhou o primeiro Oscar, Bette se apaixonou por seu parceiro de cena, Franchot Tone (1905-1968). Na época, Davis ainda estava casada com o namorado da adolescência Harmon Oscar “Ham” Nelson, um músico insatisfeito com a carreira. Como era de se esperar, o matrimônio não estava dando mais certo e estava bem próximo do fim, e Bette enxergou em Tone a paixão pela qual ansiava. “Eu me apaixonei por ele, profissionalmente e intimamente. Tudo sobre ele é elegante, do nome ao comportamento”, afirmou certa vez a atriz.

Franchot Tone e Joan Crawford.
Porém, no meio do caminho existia Joan Crawford, a grande sex symbol da MGM, que, recém-divorciada de Douglas Fairbanks Jr, rapidamente se interessou por Tone. Reza a lenda que ela teria convidado o ator para a casa dela e o recebido completamente nua. Pouco tempo depois, estavam casados. “Ele estava loucamente apaixonado por ela. Eles se encontravam todos os dias para o almoço e, quando ele voltava para o set, estava coberto pelo batom dela. Eu estava morrendo de inveja, claro”, afirmou Bette. Mas se Joan sorriu no amor, Davis gargalhou na vida profissional: Perigosa foi um sucesso de crítica e ela ganhou o primeiro Oscar da carreira. Por ser relativamente novata, não pensou na possibilidade de uma vitória e escolheu um simples vestido azul para a grande noite. Quando Bette foi anunciada como a grande vencedora, Tone foi o primeiro a levantar e deu um caloroso abraço na colega de filme. A mulher do ator, nada mais e nada menos do que Joan Crawford, permaneceu sentada até ele dizer para ela: Amor! Na ocasião, Joan estava com um vestido deslumbrante e coberta de joias. Crawford se levantou, se dirigiu ao marido que estava ao lado de Bette, e olhou altivamente para ela, de baixo para cima, e exclamou em tom bem natural: Querida Bette! Que linda camisola. Também não demorou muito e em 1939, Joan e Franchot estavam divorciados. 



O caminho da fama é um dos mais incertos e, na metade dos anos 1940, a popularidade de Bette Davis estava começando a balançar. Exatamente nesse período, uma cansada Joan Crawford resolveu pedir demissão da MGM e, acabando por assinar contrato com a Warner. Se até então elas trabalhavam em estúdios diferentes e não precisavam entrar em confrontos diretos por causa de certos papéis, agora a rivalidade era real. E se tinha uma coisa que ambas prezavam na vida era a carreira.

Joan e seu Oscar por ALMAS EM SUPLICIO (1945)
O primeiro pedido de Joan no novo estúdio foi um camarim ao lado da rival. Não para provoca-la, mas na realidade, conseguir a afeição dela e até se tornar sua amiga.  Seja por sinceridade ou não, o fato que Joan mandou para Bette presentes e flores para a “colega de trabalho”. Davis nunca aceitou a “cortesia” de Joan e lhe devolvia todos os presentinhos que a rival lhe mandava. Bette considerava esses gestos de Joan como “cantadas”, pois havia a história dentro dos bastidores que Joan fosse bissexual.  E o pior veio por acontecer: Joan topou ser a estrela de Almas em suplício, papel oferecido a Bette, que recusou. Além de se beneficiar com o papel, Joan ganhou seu primeiro Oscar, para espanto e raiva de Bette, que se arrependeu amargamente por ter se recusado a viver Mildred Pierce.


Bette e Joan estudando e discutindo seus papéis para O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE (1962).
O diretor Robert Aldrich assessorando Bette e Joan em O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE (1962).
Antes donas de prolíficas carreiras, elas envelheceram e as ofertas não apareciam mais com tanta frequência no início da década de 1960. Em 1961, o diretor Robert Aldrich (1918-1983) queria reunir duas atrizes veteranas para seu filme e cogitou Davis e Crawford. Joan imediatamente disse que era impossível, afinal, como iriam estar interessados em duas coroas passadas do ponto? Bette ficou enfurecida e mandou uma nota para a rival pedindo que ela nunca mais se referisse a ela nesses termos. Mas era verdade. Aldrich e a produção estavam interessados nas duas, que foram escaladas para estrelar O que terá acontecido à Baby Jane?.  Bette é a Baby Jane do título, uma ex-estrela infantil em decadência e à beira da loucura. Joan é sua irmã Blanche, presa a uma cadeira de rodas.


O filme deu novo fôlego à carreira das duas e se tornou um clássico, mas as filmagens foram um show à parte, tão bom quanto o produto final. Na primeira rodada, Joan exigiu um camarim maior. Bette retrucou dizendo que camarins grandes não fazem bons filmes. Na segunda rodada, Joan que era viúva do presidente da Pepsi, instalou uma máquina da bebida no estúdio. No dia seguinte, Bette não deixou por menos e mandou instalar uma máquina da concorrente Coca-Cola, bem ao lado.


Numa das cenas em que Jane maltrata sua irmã, contam as más linguas que Davis realmente chutou Crawford, para dar mais realismo, e Joan não deixou por menos. No dia seguinte, Joan colocou pesos em suas roupas para a cena em que Jane tinha de arrastar Blanche pelo chão. Conclusão: Bette deu um jeito na coluna e teve de se ausentar das gravações por três dias.

Joan Crawford, abraçada a Patty Duke, recebendo o Oscar por Anne Bancroft em 1962. Com elas, Gregory Peck e Ed Begley, que também conquistaram o prêmio da Academia.
O filme estreou em 1962, recebendo ótimas críticas. As duas rivais foram indicadas a vários prêmios, mas Bette levou uma indicação ao Oscar de melhor atriz no mesmo ano. Como não havia sido indicada, Joan procurou se informar com as outras indicadas ao prêmio da mesma categoria, e soube que uma delas, a atriz Anne Bancroft (1931-2005) estaria ausente na cerimônia. Joan prontamente se ofereceu para receber o prêmio em nome de Bancroft caso fosse ela a vencedora, e Anne aceitou a oferta. Na grande noite, Bette perdeu o prêmio para Bancroft por O Milagre de Anne Sullivan. Joan aproximou-se de Bette, e apenas disse “Com licença”, e subiu ao palco para aceitar o prêmio em nome de Anne Bancroft. 

Bette e Joan em reunião com Robert Aldrich e Joseph Cotten, para COM A MALDADE NA ALMA (1964). Crawford não prosseguiu no filme e foi substituída por Olivia De Havilland.
Com o sucesso de Baby Jane, Robert Aldrich planejou um novo trabalho novamente com as duas atrizes.  Elas assinaram contratos para o novo filme juntas, Com a Maldade na Alma (Hush...Hush, sweet Charlotte), em 1964,  e após poucos dias de filmagens, Joan Crawford passou mal e teve de ser internada. Quando souberam que ela não poderia voltar ao set, resolveram procurar uma substituta. Bette Davis exigiu outra atriz para ocupar o posto de Joan, e assim a escolha recaiu para Olivia De Havilland, com quem Davis mantinha um bom relacionamento dentro e fora dos bastidores.

Uma das fotos publicitárias, que certamente irritou Joan Crawford. Bette, Robert Aldrich, Joseph Cotten, e Olivia De Havilland, aos brindes com Coca-Cola.
Nas fotos publicitárias, Bette fez questão de aparecer segurando uma Coca-Cola, para irritar Joan Crawford, que estava seriamente enferma. A briga continuou, até o falecimento de Joan. Quando Bette foi procurada para falar da morte da antiga rival, ela declarou: ”Não se deve falar mal de quem já se foi, só se deve falar coisas boas, Como?  Que bom, Joan Crawford morreu!“. A vez de Bette chegaria doze anos depois.




A rivalidade entre estas duas grandes estrelas do passado tem suas realidades, e seus mitos, contudo o que as imortalizou em definitivo foram suas soberbas interpretações nas telas, capaz de deixar o mais jovem entendedor de cinema compenetrado, e até mesmo, seduzido e apaixonado. 

Produção e Pesquisa
PAULO TELLES


7 comentários:

  1. Olá, Paulo. Grandes atrizes. Os filmes que mais me impressionaram das duas, de Joan foi Johnny Guitar e de Bette, All about Eve (A Malvada). Minha preferência pessoal vai para Bette Davis, que me parece ter tido papeis mais memoráveis e ter uma maior amplitude na maneira de atuar que Joan, mas sem desprezar esta.

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    1. A minha preferência também recai em Bette, Valdemir! Acho que tanto Bette quanto Joan foram atrizes dinâmicas e cada uma com seu método de interpretação. A MALVADA é o ponto culminante da carreira de Bette e sem dúvida a maioria de seus filmes são mais memoráveis do que as de Joan, cuja preferência minha vai para ALMAS EM SUPLÍCIO, talvez o melhor filme da atriz segundo minha opinião.

      Abraços do editor.

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  2. Telles,

    Duas atrizes que fizeram sucesso, principalmente, nas décadas de 1930 e 1940, justamente fase onde ainda não tinha minha vida voltada para o cinema, pois nasci em 1944.

    Não por isso exatamente e nem que isto seja uma desculpa sobre meu desconhecimento da desavença das atrizes, pois as reprises eram constantes. É que naquela época nos ligávamos muito mais nos nossos heróis e em suas aventuras. Essas são as verdades. O que conheço dos atritos destas duas Divas é o que acabo de ler.

    Entretanto, pelo lido, dá para se captar fácil que a Davis já tem por si só uma fisionomia de encrenqueira. Era bonita quando jovem, mas o interior já predizia seus instintos.

    Aí veio e se bateu com outra tal qual era a própria que, aliás, era muito mais linda e onde o Gable usou e abusou. E aí meu amigo, o fogo somente não se alastra se fizeram como eu faço: não gosto de alguém ou tive qualquer problema com A ou com B, simplesmente isolo a pessoa e ponto final.

    Só vi um filme com a Joan, que foi o de Ray/54. Já com a Davis eu vi alguns mais. A descobri em A Malvada/50, o ótimo filme do Mankiewickz. Vi mais Floresta Petrificada/36 do Maio, Jezebel/38 do Willer (fita que andei sabendo que foi feita para competir com ...E O Vento Levou). Quanta pretensão, pois o filme do Willer nem chega a ser uma boa fita. E ainda vi com ela o ótimo, também do Willer e de 1940, A Carta.

    Sobre a desunião das duas e seus disse me disse, estou conhecendo agora. O que conhecia era a diferença entre as irmãs Havilland, que nunca soube ter chegado a tanto.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Falou e tá falado Ju!

      Bom, tudo é uma questão de gosto. Mas sem querer tentar defender Bette Davis (que prefiro indubitavelmente mais do que a Joan Crawford), sim, ela poderia ser encrenqueira, mas isso não era gratuito, meu amigo. Ela precisava ser provocada. Mas isso virou uma bola de neve,entende? As duas tiveram vários atritos, e nenhuma das duas foram santas. Eu particularmente acho Bette muito mais linda, mas infelizmente envelheceu mal. Joan poderia ser muito atraente, mas prefiro restringir suas qualificações como grande atriz (tanto quanto Bette).

      Abraços do editor!

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  3. Boa tarde! Tua opinião: aonde começava uma saudável competição entre atrizes e terminava uma bem arquitetada jogada de marketing, para reviver duas carreiras em baixa de duas artistas históricas? Tõ contigo: BETTE DAVIS era artista de verdade!

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  4. Mauricio Kus - mkus@uol.com.br3 de junho de 2017 19:34

    Parabéns Paulo:Excelente trabalho de pesquisa e um arquivo impressionante de filmes da éra de 30/40.
    Conheci Joan Crawford nos anos 60 quando ela veio ao Brasil como presidente da Pepsi Cola. E ela parecia mais uma CEO de multinacional do que estrela de cinema, o que prova sua versatilidade e talento como atriz. Eu era RP do Othon Palace Hotel, em São Paulo, onde ela se hospedou e sua assessoria me contratou para organizar uma conferencia de imprensa com a presidente da companhia e não como estrela de cinema. E assim foi, ela nem tocou em sua carreira e se esquivou das perguntas sobre cinema. Estava sempre de chapéu, dizem que isto era uma de suas caracteristicas, à exemplo da colunista Eda Hopper.

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    1. Saudações Mauricio Kus! Acredito que Joan não era só versátil como estrela de cinema e grande atriz (isto sem dúvida!), mas também como empreendedora, ao assumir o comando da presidência da Pepsi. Creio que na ocasião de sua visita, ela estava ali por uma missão interligada pela empresa que administrava. Ali deveria estar a Joan Crawford empresária e dona de uma multinacional, e não a estrela de Hollywood. Isso deve ter sido o pensamento de Joan em suas entrelinhas e como ela decidiu se portar em sua vinda ao Brasil.

      Há aqueles que podem falar mal de ambas as atrizes aqui em pauta, ambas realmente geniosas, mas com certeza, cada uma tinha suas qualidades marcantes, legando um registro indelével de seus trabalhos, e a admiração de amantes do cinema mesmo em épocas vindouras.

      Agradeço por sua participação, seu comentário foi muito importante, e seja bem vindo sempre ao espaço.

      Saudações do Editor.
      Paulo Telles.

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