sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Flash Gordon e os Seriados do Cinema (1936 a 1940): Uma Sessão de Nostalgia com Buster Crabbe.



Personagem criado em 1934 pelo desenhista Alex Raymond (1909-1956), FLASH GORDON cativou a imaginação de crianças e adultos ao terem suas aventuras publicadas em quadrinhos nas tiras dominicais dos grandes jornais americanos, e aqui no Brasil não foi diferente. Entretanto, o sucesso do herói chegou ao auge quando finalmente ele saiu das tirinhas para as telas de cinema em 1936, com o seriado de cinema Flash Gordon no Planeta Mongo (Flash Gordon), dirigido por Frederick Stephani (1903–1962). O êxito deste primeiro filme do herói (talvez um dos primeiros da Ficção-Científica) foi tão retumbante que a Universal, produtora do seriado, investiu em mais duas fitas em série com o personagem: Flash Gordon no Planeta Marte (Flash Gordon's Trip to Mars, 1938) – dirigido por Ford Beebe (1888–1978) e Robert F. Hill (1886–1966) - e Flash Gordon Conquista o Universo (Flash Gordon Conquers The Universe, 1940), dirigido por Ford Beebe e Ray Taylor (1888-1952), este último considerado o melhor de toda a série. 

Alex Raymond, o desenhista que criou
FLASH GORDON.
FLASH GORDON se tornou de imediato
grande sucesso nos quadrinhos.
Flash com seu parceiro de aventuras, o Dr.
Alexis Zarkov.
Todos os três filmes em série foram estrelados por Larry “Buster” Crabbe, ou se preferir, Buster Crabbe (1908-1983). Crabbe foi o maior astro dos seriados de cinema nos anos de 1930 e 1940, e sua popularidade se deveu ao desempenho fantástico nos esportes, principalmente quando ganhou Medalha de Ouro na natação, ao conseguir a marca nos 400 metros estilo livre, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1932, em Los Angeles. Foi o segundo astro de Hollywood proveniente da glória dos esportes a fazer carreira no cinema. O primeiro foi Johnny Weissmuller (1904-1984), que se tornou o mais mitológico de todos os Tarzans da Sétima Arte. 


Larry "Buster" Crabbe: das quadras da piscina para o estrelato nos seriados em Hollywood.
Buster Crabbe e Johnny Weissmuller: rivais na
piscina e também pelo papel de Tarzan.
O curioso, é que Crabbe fez testes na Metro Goldwyn Mayer para o papel de Tarzan, mas não foi aprovado, e desta forma, os produtores preferiram Weissmuller, que faria sucessivos filmes estrelando como o personagem. Então,  surgiu um produtor independente chamado Sol Lesser (1890-1980) que resolveu produzir um filme de Tarzan desvinculado dos filmes da Metro e protagonizados por Weissmuller.  Assim veio Tarzan, o Destemido (Tarzan the Fearless), realizado em 1933, sob direção de Robert F. Hill, que trouxe Crabbe para o papel do Homem-Macaco por sugestão do próprio Sol Lesser. A ideia de Lesser era colocar Buster em rivalidade com Weissmuller pelo título de melhor Tarzan, já que ambos os atores, outrora atletas e nadadores, já haviam sido rivais nas piscinas olímpicas.

Buster Crabbe e Weissmuller disputando um "Braço de Ferro" para fins de publicidade.
Buster Crabbe, o eterno Flash Gordon.
Mas o público gostou muito mais de Johnny Weissmuller, que prontamente o outorgou como o único e verdadeiro Tarzan das telas. Se Buster não agradou como o herói criado por Edgar Rice Burroughs, certamente agradaria como o herói de Alex Raymond. Sendo um dos Reis dos Seriados da Universal, Crabbe também foi requisitado para ser Buck Rogers (outro herói da Ficção Científica), Kaspa, o Homem Leão (uma cópia descarada de Tarzan), e Red Barry, personagens que tiveram, assim como Flash Gordon, suas origens nos quadrinhos. Mas foi decididamente FLASH GORDON que deu mais notoriedade ao ator. 

O Flash Gordon dos quadrinhos de acordo com seu criador, Alex Raymond, e o Flash dos seriados da Universal, estrelado por Buster Crabbe.
Mas para interpretar esse herói, Crabbe precisou tingir seus cabelos de louro para ficar mais parecido com os traços do personagem de acordo com os gibis. Isso criou de certa forma um constrangimento para o ator, que precisava manter seu chapéu em público para evitar algum tipo de gracejo. 


Os seriados do cinema

FLASH GORDON NO PLANETA MONGO
(FLASH GORDON, 1936)

O povo da Terra esta sofrendo uma epidemia mortal conhecida por todos como a “Praga da Morte Vermelha”. O jovem universitário de Yale Flash Gordon (Buster Crabbe), juntamente com o Dr.Alexis Zarkov (Frank Shannon, 1874-1959), e sua namorada Dale Arden (Jean Rogers, 1916-1991), partem rumo à estratosfera no velocíssimo foguete do Doutor para pouco depois descobrirem o autor desta epidemia: O Imperador Ming (Charles Middleton, 1874-1949, numa soberba interpretação), um cruel ditador do Planeta Mongo. Seu plano para conquistar o Universo consiste em derramar um pó mortífero sobre a atmosfera da Terra.



Flash Gordon (Buster Crabbe) e sua amada Dale Arden (Jean Rogers)
A Princesa Aura (Priscilla Lawson), filha do abominável Imperador Ming, é uma das amigas de Flash Gordon.
Assim, o herói parte para Mongo, onde com a ajuda de seus aliados, a Princesa Aura (Priscilla Lawson, 1914-1958), filha do ditador Ming (que não apoia as atrocidades do pai), e do Príncipe Barin (Richard Alexander, 1902-1989), Flash Gordon consegue destruir parte das máquinas diabólicas criadas pelo gênio de Ming, entretanto a luta de Flash não para por aí, se fazendo necessária uma viagem urgente às terras geladas de Frígia, onde é conhecido o único antídoto para a “Praga da Morte Vermelha”.  O Imperador Ming, embora parcialmente derrotado, não se entrega e faz com que suas espaçonaves controladas ataquem Flash Gordon e seus amigos, mas graças a presença de espírito do herói, as fortificações do terrível ditador são aniquiladas e o cruel Ming vê seus planos diabólicos irem por terra. 

O cruel e impiedoso Imperador Ming, vivido de forma soberba pelo maravilhoso Charles Middleton.
Flash Gordon (Crabbe) domina Ming (Middleton).

Flash Gordon lutando para salvar sua vida contra os Homens-Feras de Mongo.
Flash Gordon no Planeta Mongo foi destinado a reconquistar um público adulto para os seriados e foi exibido nos cinemas de alta rotatividade nas grandes cidades dos Estados Unidos. Muitos jornais, inclusive alguns que não se dedicavam aos quadrinhos do personagem, apresentavam histórias de três quartos de página em suas colunas de entretenimento, com desenhos de Alex Raymond e fotos do seriado. Além disso, o seriado foi produzido com total fidelidade aos quadrinhos, preservando a magia do Planeta Mongo e o erotismo bem caracterizado de Raymond, com lindas mulheres de roupas bem insinuantes. Só para esta primeira aventura do herói foram gastos um milhão de dólares, uma fortuna para um seriado de cinema, ainda que de proporções bem épicas.

O Príncipe Barin (Richard Alexander) e a Princesa Aura (Priscilla Lawson) são os aliados fiéis de Flash Gordon contra Ming.
Dale Arden (Jean Rogers) intercedendo a Ming pela vida de Flash Gordon.


Flash Gordon no Planeta Mongo (1936). Direção: Frederick Stephani. Elenco: Buster Crabbe (Flash Gordon), Jean Rogers (Dale Arden), Charles Middleton (Imperador Ming), Priscilla Lawson (Princesa Aura), Frank Shannon (Dr. Alexis Zarkov), Richard Alexander (Principe Barin), Jack 'Tiny' Lipson (Rei Vultan), Richard Tucker (Professor Gordon), James Pierce (Principe Thun). Metragem: 245 minutos (13 capítulos). Fotografia: Em Preto & Branco. Produção da Universal.


O Rei Vultan (Jack "Tiny" Lipson): de inimigo de Flash a aliado e amigo.

FLASH GORDON NO PLANETA MARTE
(FLASH GORDON’S TRIP TO MARS, 1938)

Segundo dos três seriados feitos com o personagem . Foram mantidos os atores principais do seriado anterior nos mesmos papeis: Buster Crabbe como Flash Gordon, Jean Rogers como Dale Arden, Frank Shannon como Dr. Alexis Zarkov,  e Charles  Middleton, magnífico como o cruel Ming.


O Dr. Zarkov (Frank Shannon), Dale Arden (Jean Rogers), e Flash Gordon (Buster Crabbe) em mais uma eletrizante aventura, desta vez em Marte.
Flash e Dale desta vez não contavam com a presença de Happy Hapgood (Donald Keer), um repórter bisbilhoteiro que acabou caindo na nave da tripulação.
Novamente o perverso Ming (Charles Middleton) querendo destruir a Terra.
Um elemento químico chamado Nitron está desaparecendo da atmosfera terrestre, o que vem causando ciclones tropicais e outros desastres meteorológicos. Dr. Zarkov (Frank Shannon) e Flash (Crabbe) descobrem que um raio de Marte é a fonte do esgotamento de Nitron. Um repórter de jornal, Happy Hapgood (Donald Kerr, 1891-1977), está dentro do foguete da tripulação quando Flash, Zarkov e Dale Arden (Jean Rogers) partem para Marte rumo à investigação. .


Em Marte, a tripulação de Flash se depara com humanoides Homens de Argila.
Flash em conferência com Azura (Beatrice Roberts), Rainha de Marte, aliada de Ming.
Flash, o Principe Barin, Zarkov, e Hapgood, lutam contra seres primitivos enviados por Azura.
Lá, eles descobrem que Azura (Beatrice Roberts, 1905-1970), Rainha de Marte, está associada à Ming, O Impiedoso (Charles Middleton), para conquistar a terra. Todos os marcianos que se opõem a sua parceria com Ming foram transformados em humanoides de argila, forçados a viver sob a superfície de Marte. Os quatro terráqueos refugiam-se em uma dessas cavernas e juntam-se ao Rei Clay (C. Montague Shaw, 1882-1968) para destruir a lâmpada Nitron que está drenando a atmosfera da Terra. Concordam, também, em ajudar a restaurar o povo de argila para sua forma humana para, juntos, derrotarem Azura e Ming.


Flash lutando implacavelmente contra os policiais de Ming.
Na presença de Azura, Flash Gordon derrota Ming.
Flash Gordon no Planeta Marte foi baseado em um Big Little Book de 1936, adaptação dos quadrinhos Flash Gordon and the Witch Queen of Mongo. A ambientação foi mudada para Marte em função do sucesso de The War of the Worlds (a Guerra dos Mundos), obra de H. G. Wells apresentado por Orson Welles em seu programa de rádio, lançado sete meses após o seriado ser levado aos cinemas. Isso fez a Universal lançar às pressas uma versão editada, com 68 minutos, sob o título Mars Attacks the World, para capitalizar a publicidade. O filme foi um sucesso de bilheteria. Flash Gordon's Trip to Mars foi mais cara do que a produção do primeiro seriado.


Flash Gordon, o Conquistador e Herói do Universo.

Flash Gordon no Planeta Marte (1938). Direção: Ford Beebe, Robert F. Hill. Elenco: Buster Crabbe (Flash Gordon), Jean Rogers (Dale Arden), Charles Middleton (Imperador Ming), Frank Shannon (Dr. Alexis Zarkov), Beatrice Roberts (Rainha Azura), Donald Kerr (Happy Hapgood), Richard Alexander (Principe Barin), C. Montague Shaw (Rei Clay), Wheeler Oakman (Tarnak). Metragem: 299 minutos (15 capítulos). Fotografia: Em Preto & Branco. Produção da Universal. 



FLASH GORDON CONQUISTA O UNIVERSO
(FLASH GORDON’S CONQUERS THE UNIVERSE, 1940)

Foi o terceiro e último dos três seriados feitos com o personagem.  Aqui foram mantidos apenas três dos atores principais dos seriados anteriores:  Buster Crabbe como Flash Gordon, Frank Shannon como o Dr. Alexis Zarkov, e Charles Middleton como Ming, o Impiedoso. Jean Rogers saiu da Universal para assinar contrato com a 20ª Century Fox, e em seu lugar entrou Carol Hughes (1910-1995) para viver Dale Arden. Outras duas mudanças a se reparar: Roland Drew (1900-1988) substituiu Richard Alexander no papel do Príncipe Barin, e Shirley Deane (1913–1983) a interpretar a Princesa Aura, personagem vivida por Priscilla Lawson no primeiro seriado de 1936. 


Flash Gordon (Crabbe) e Dale Arden, agora interpretada por Carol Hughes.
Flash e seus aliados: Principe Barin (Roland Drew), Dr. Zarkov (Frank Shannon) e Dale Arden (Carol Hughes).
A Princesa Aura (agora vivida por Shirley Deane) com o pai, Ming - O Cruel.
Uma epidemia mortal devasta a terra, conhecida como a “Morte Púrpura”, deixando muitas vítimas. Ming, o Impiedoso (Charles Middleton), é suspeito de estar por trás da praga e se descobre que suas naves espaciais têm deixado cair a “Poeira da Morte” na atmosfera da terra. Flash Gordon (Buster Crabbe), juntamente com Dr. Alexis Zarkov (Frank Shannon) e Dale Arden (Carol Hughes), é enviado para o Planeta Mongo, para encontrar uma possível cura para a epidemia.



Flash e Dale em busca de um antídoto para salvar a Terra.

O Imperador Ming (Charles Middleton) não desiste em tentar destruir o Universo.
Eles encontram o antídoto, denominado polarite, no Reino de Frigia. Flash e Zarkov distribuem o antídoto através do mesmo caminho onde foi distribuída a Poeira da Morte. Ming envia um exército de robôs-bombas, e consegue capturar Zarkov por um curto período de tempo antes de Flash conseguir libertá-lo. O trio continua a batalha contra Ming e seus aliados. Capitão Torch (Don Rowan, 1905-1966) é o vilão principal deste último seriado de cinema de Flash Gordon, sendo ele o responsável por parar os terráqueos. Ming é preso em uma torre, e um foguete carregado com polarite atômica é enviado contra ele. Príncipe Barin toma seu lugar de direito como governante de Mongo. As últimas palavras de Ming são: "I am the universe!" (Eu sou o Universo!). Zarkov anuncia, então, que Flash Gordon conquistou definitivamente o universo.


Flash Gordon Conquista o Universo (1940). Direção: Ford Beebe, Robert F. Hill. Elenco: Buster Crabbe (Flash Gordon), Carol Hughes (Dale Arden), Charles Middleton (Imperador Ming), Frank Shannon (Dr. Alexis Zarkov), Roland Drew (Principe Barin), Shirley Deane (Princesa Aura), Lee Powell (Roka, Don Rowan (Capitão Torch). Metragem: 220 minutos (12 capítulos). Fotografia: Em Preto & Branco. Produção da Universal.


SUCESSO NA TV

Na década de 1950, os três seriados de Flash Gordon foram transmitidos pela televisão americana. Para evitar confusão com a série de TV levada ao ar com o personagem veiculada na mesma época (entre 1954 a 1955, com Steve Holland no papel de Flash Gordon), os seriados receberam novos títulos, respectivamente Space Soldiers, Space Soldiers' Trip to Mars e Space Soldiers Conquer the Universe (Soldado Universal, Soldado Universal vai para Marte, Soldado Universal conquista o Universo). Na metade da década de 1970, foram reexibidos em diversas estações nos Estados Unidos, trazendo Flash Gordon para uma nova geração, exatamente dois anos antes de Star Wars reacender  no público o interesse pela ficção científica.Todos os três seriados do herói nos dias de hoje figuram entre os mais reprisados e exibidos  pelos cineclubes de diversos países do mundo, sempre promovido por colecionadores dispostos a apresentar para seus associados tamanhas relíquias em compenetrada sessão regada a muito entretenimento e nostalgia.  

Produção e Pesquisa
PAULO TELLES


4 comentários:

  1. Parabéns pelo post, Paulo.
    Flash Gordon está mesmo eternizado na história dos comics e do cinema.
    Graças a Buster Crabbe e Charles Middleton.
    E está faltando algo no gênero na TV/Streaming.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Valdemir! Sim, é verdade, tais relíquias bem que poderiam ser muitas vezes reprises em nossos televisores modernos. Buster Crabbe e Charles Midldleton sem dúvida conduziram Flash Gordon para a eternidade, junto ao seu grande criador, Alex Raymond.

      Abraços do editor.

      Excluir
  2. Eugenio,

    Falei que seria dificil eu dizer algo sobre a matéria por não ter, jamais, acompanhado qualquer seriado.

    No entanto, conforme faço sempre, li toda a matéria e observei a inteligencia dos criadores destes filmes em partes, digo, em capítulos. Foram historia bem imaginadas, ao meu ver muito bem feitas (ao menos para a ápoca) e caras demais!

    Filmes atuais com estas historias e com a nova tecnologia do cinema poderiam render muitos filmes bastante melhores que estas bobagens de Super Herois que vejo por aí. De fato as Historias são bem inteligentes mesmo, apesar de utopicas demais, o que não falta também nestes BASEADOS EM QUADRINHOS que passam em enxurradas hoje, tal qual aqueles filmes italianos da década de 1960, westerns spaguethy, Ursos, Macistes, Hercules, Sansão e etc.

    Deveria ser idolatrados como são hoje os filmes do Spielberg e seus Dinossauros, que empolgaram a todos com tamanha perfeição, pois observo que eram seriados feitos com dedicação, zelo e muita seriedade.

    Nunca vi algum deles, embora nos cinemas dos anos 1950/60 ainda reprisassem muitos e muitos destes seriados. Porém, no momento em que terminava o segundo filme eu saia e não via nada, mesmo ainda ouvindo do lado de fora do cinema a gritaria da garotada se deliciando com o que amavam ver.

    Um bom trabalho e até que me alegro em conhecer dois amigos que, alem de serem competidores no esporte, também o eram na arte, no trabalho. Como eram bons, um se especializou em um tipo de trabalho e o outro em outro.

    Lamento não poder dizer mais. No entanto, passei a saber destas duas coisas neste trabalho; que os dois eram nadadores, competidores no esporte e no cinema. Nunca saberia disso se não fosse levada ao ar esta matéria.

    Outra coisa que fiquei chateado foi a morte meio precoce da Priscilla Lawson, aos 44. O que doi mais ainda é relembrar que a lindissima Gail Russell nos deixou aos 36.

    Quantas perdas de belezas explosivas e grandes atrizes.

    jurandir_lima@bol.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá baiano, corrigindo, sou o Paulo, rsrsrs.
      Já falei do engano na postagem de O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA, e esta tudo ok, amigo.

      Sobre a matéria: Não nasci no tempo dos seriados das matinês, mas conheci e lidei com muitas pessoas que assistiam, toda semana, a estas aventuras, geralmente eram produzidas com baixo orçamento. Mas os três seriados de Flash Gordon, foram exceções. Assistidos hoje, com certeza, sentimos vontade de rir em muitas sequencias tal a tecnologia tão arcaica, mas que para a época significou muita coisa, e ainda mais, partindo do gênero da ficção científica, que ainda dava passos vagarosos nas produções de Hollywood.

      Hoje, o cinema com avançada tecnologia e recursos abastados que se tem (ainda mais com computadores e outras empresas), consegue fazer filmes de super-heróis com mais competência. Para quem ama, é um prato cheio, e confesso que gosto, pois sou “cria de gibis”, meu amigo. Na época de Flash Gordon, não havia tantas produções, somente outros seriados de matinês que em sua época eram lançados nos cinemas, como o Fantasma (Com Tom Tyler), Mandrake, e dois seriados preliminares do Super-Homem, feitos com Kirk Alyn. Depois que foi realizado SUPERMAN com o saudoso Christopher Reeve, a mania de se fazer grandes produções baseadas nos quadrinhos veio a tomar conta até os nossos dias, como vemos hoje a mais moderna adaptação dos gibis, LOGAN, da Marvel. E em junho, finalmente o primeiro filme do cinema da MULHER MARAVILHA, com Gal Gadot, entra em cartaz.

      Falando em Priscila Lawson, era extremamente linda. Podes crer! Ela, Gail Russel, e Belinda Lee, são beldades eternamente lembradas no mundo das grandes telas.

      Abraços do editor carioca!


      Excluir

NOTAS DE OBSERVAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO DE COMENTÁRIOS.

1)Os Comentários postados serão analisados para sua devida publicação. Não é permitido ofensas ou palavras de baixo teor. É Importante que o comentarista se identifique para fins de interação entre o leitor e o editor. Comentários postados por "Anônimos" sem uma identificação ou mesmo um pseudônimo não serão publicados e serão tratados como spam

2)Anúncios e propagandas não são tolerados neste setor de comentários, pois o mesmo é reservado apenas para falar e discutir as matérias publicadas no espaço. Caso queira fazer uma divulgação, mande um email para filmesantigosclub@hotmail.com. Grato.

O EDITOR


“Posso não Concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dize-la”

VOLTAIRE

Outras Matérias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...