segunda-feira, 30 de maio de 2016

Gregory Peck: Tributo ao Galã das Causas Sociais. 2ª Parte.


Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Gregory Peck (1916-2003) personificou papéis de homens íntegros e de bom moço nas telas, personalidade esta que levou também em sua vida pessoal ao abraçar causas humanitárias. Mas, além disso, foi o galã das épocas douradas da Sétima Arte (entre suas Leading Ladys, passaram Ingrid Bergman, Jennifer Jones, Carroll Baker, Ava Gardner, Lauren Baccal, Sophia Loren, Susan Hayward), onde estreou diversos clássicos famosos de grande gosto do público, como “As Chaves do Reino”, “Virtude Selvagem”, “Duelo ao Sol”, “O Homem do Terno Cinzento”, “Os Canhões de Navarone”, e muito mais. Foi também o ator preferido de muitos cineastas renomados (passaram Alfred Hitchcook, Henry King, William Wyler, Fred Zinnemann, e outros).

Embora tivesse um talento limitado e não muito vibrante (sem o talento de Spencer Tracy ou de Fredric March, ou a energia de Kirk Douglas), porém, Gregory Peck irradiava integridade, consideração, honestidade, e solicitude, conseguindo atrair plateias, especialmente o público feminino.

Ganhou o Oscar pela sua atuação como o advogado Atticus Finch no clássico anti-racista “ O Sol é Para Todos”, de Robert Muligan, em 1963. Duas semanas antes de sua morte, em 2003, o personagem vivido por Peck no filme de Mulligan foi eleito como o “maior herói do cinema americano”. Celebrando o centenário do ator (ocorrido em abril), vamos relembrar os grandes momentos e os grandes clássicos que este eterno galã das telas participou, uma retrospectiva de sua vida e sua obra cinematográfica.  Aqui presente, A SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE do artigo iniciado em 17 de maio último, onde traçaremos seus filmes nas décadas de 1970/80 e 90 e, ao final, sua filmografia completa.

A PRIMEIRA PARTE DO ARTIGO A DISPOSIÇÃO NO LINK:

A VIDA E A OBRA DE GREGORY PECK 2ª Parte e Última Parte


Por Paulo Telles



A DÉCADA DE 1970
Peck e Tuesday Weld: O PECADO DE UM XERIFE, em 1970
Aos 54 anos de idade e caminhando para 30 anos de carreira, Gregory Peck ainda estava em ótima forma.  Sua vida se dividia entre as telas de cinema, a família, e as causas humanitárias. Com todo este ritmo, Peck ainda esbanjava ótimas atuações em seus trabalhos seguintes. Em 1970, o ator atuou para o cineasta John Frankenheimer (1930-2002) em O Pecado de Um Xerife/ I Walk the Line, um impressionante drama onde Peck vive um cinquentão xerife moralista de uma pequena cidade conservadora do Tennessee, e que vive entediado de sua esposa (Estelle Parsons) e de sua vida, até conhecer uma jovem (Tuesday Weld) por quem se apaixona, provocando reações negativas no local.


Gregory Peck e Tuesday Weld: O PECADO DE UM XERIFE (1970)
O PECADO DE UM XERIFE (1970)
Seus próximos dois filmes seriam Westerns. Já nesta altura, Peck já era um nome bem identificado no gênero, tanto que em 1957, durante as filmagens de O Estigma da Crueldade/The Bravados, o ator decidiu se tornar um cowboy de verdade, aprendendo a laçar e comprando um vasto rancho perto de Santa Barbara, Califórnia, com 600 cabeças de gado. 

O PARCEIRO DO DIABO - SHOOT OUT (1971),
Gregory Peck é o PARCEIRO DO DIABO (1971)
Dirigido por Henry Hathaway (1898-1985), onde se reúne novamente com o produtor Hal B. Wallis (1899-1986), e a roteirista Marguerite Roberts (1905-1989), o trio de Bravura Indômita, com John Wayne, em 1969. Peck vive o frio e vingativo Clay Lomax, que sai da cadeia sete anos após assaltar um banco, tendo sido traído por seu parceiro, Sam Foley (James Gregory, 1911-2002). 


Peck tendo tempo para ser paternal em O PARCEIRO DO DIABO (1971)
Pistoleiros contratados para matar Clay Lomax (Gregory Peck):
O PARCEIRO DO DIABO (1970).
Foley se torna um homem rico e respeitável na cidade de Gun Hill, e sabendo que Lomax esta em seu encalço, ele contrata três bandoleiros para dar-lhe cabo: Bobby Jay (Robert F. Lyons), Pepe (Pepe Serna), e Skeeter (John Davis Chandler, 1935-2010). Como se já não bastasse o problema para levar a empenho sua vingança contra Foley, Lomax, a contragosto, aceita ser o tutor de uma menina que lhe foi confiada pela mãe, falecida. Muita ação num dos  mais respeitáveis filmes ao estilo, e com Peck em ótima forma.

MATANDO SEM COMPAIXAO  - 
BILLY TWO HATS (1974),
Peck é um bandido com alusão a profeta bíblico:
MATANDO SEM COMPAIXÃO (1974)
Último filme do gênero do astro Peck, produzido na Inglaterra por Norman Jewison, tendo cenas exteriores rodadas em Israel e sob direção do canadense Ted Kotcheff, autor do elogiado Caminhos do Inferno, em 1971, onde vemos Gregory Peck no papel do escocês Arch Deans, que ao lado do mestiço Billy Two Hats (Desi Arnaz Jr), assaltam um banco, onde conseguem levar apenas 420 dólares, e são imediatamente alvejados pelo xerife Henry Gifford (Jack Warden, 1920-2006) e seu ajudante Copeland (David Huddleston). Daí para frente, existirá uma perseguição pelo deserto, onde vai haver uma ligação romântica entre Billy e a escravizada mulher de um fazendeiro, Esther (Sian Barbara Allen).


Gregory Peck no papel de Arch Deans
Alvejado, Deans é tratado por seu jovem parceiro, o mestiço
Billy Two Hats (Desi Arnaz Jr)
O Western, com alusões bíblicas (o nome da “mocinha”, vivida por Barbara Allen, não foi por acaso, já que Esther foi a Rainha da Pérsia que libertou o povo judeu da Babilônia, segundo o Antigo Testamento), ainda remete o personagem vivido por Peck , que fisicamente lembra um profeta eremita, que vive citando o Livro de Eclesiastes e ensinando o discípulo Billy passagens da Bíblia. A travessia penosa do deserto, então, sugere a travessia de Moisés pelo Sinai, onde grande parte do filme foi rodado. 


Poster de A PROFECIA (1976)

HORROR EM
A PROFECIA – THE OMEN
Peck com Harvey Stephens e Lee Remick: A PROFECIA (1976)
Após a morte de seu filho mais velho, Jonathan, em 1975, Gregory Peck ficou retirado um ano do cinema. Mas em 1976, voltou às telas em um gênero em que nunca havia participado. A Profecia/The Omen é um drama de horror que faz parte de uma trilogia completada por Damien – A Profecia 2, em 1978, dirigido por Don Taylor e com William Holden; e A Profecia, o Conflito Final, em 1981, dirigido por Graham Baker. 


Lee Remick e Gregory Peck: A PROFECIA (1976)
A PROFECIA (1976)
Peck interpreta Robert Thorn, um diplomata americano em Roma, casado com Katharine (Lee Remick, 1935-1991) e que estão na expectativa do nascimento do primeiro filho. Contudo, ela perde o bebê ao dar a luz sem saber. Por sugestão de um padre, Spilleto (Martin Benson, 1918-2010), Thorn aceita a sugestão de trocar o natimorto por outro recém-nascido, cuja mãe morreu durante o parto, para total desconhecimento de Katharine. Cinco anos depois, Thorn se torna embaixador americano em Londres. 


A PROFECIA (1976) - Peck em sua única incursão para o gênero
do horror.
As primeiras manifestações de Damien: A PROFECIA (1976)
A festa de aniversário do filho, Damien (Harvey Stephens) é interrompido pelo suicídio da babá. Em seguida, Thorn é procurado pelo padre Brennan (Patrick Troughton, 1920-1987) e vem, a saber, da misteriosa história de Damien. Fatos estranhos e aterradores que se seguem confirmam a profecia de que o menino é o anticristo renascido com ambições de domínio político no mundo. No Brasil, o filme estreou nas grandes salas em 21 de fevereiro de 1977. Em entrevista durante o lançamento nos EUA, Peck declarou sobre seu trabalho em A Profecia:

“O que me deliciou em fazer em “A Profecia” foi me introduzir a um filme de horror. Eu achei divertido. E tem a parte agradável do sucesso mundial. É uma loucura! Quando li o roteiro, achei a história parecida com um destes livros que a gente compra nas bancas da rodoviária. O filme já fez mais de cem milhões de dólares, mais do que muitos dos meus filmes elogiados, premiados, e chamados “sérios”. Sei que o filme é de fácil apelo, mas foi o que me reprojetou, me dando maior sucesso financeiro. Isto também conta para um ator. Francamente, eu me sentia meio que marginalizado nos últimos anos, e de repente chega novos roteiros. Esta é a verdadeira natureza dos negócios e do Show Business”. 


Looby de MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)

MACARTHUR
O GENERAL REBELDE

Gregory Peck como o General Douglas MacArthur.
“Aceitei este papel porque acho que o General MacArthur foi um personagem importante na História dos Estados Unidos. E porque o filme também era uma oportunidade para mim. Especialmente, porque em toda a minha vida, acho que um ator deve interpretar todo tipo de papel, sem razões íntimas, pessoais, familiaridades, ou afinidades com o personagem. O retrato que fiz de MacArthur foi formado através de meus liberais, que todo o mundo conhece. Foi baseado em seus maneirismos, a arrogância de pavão real, as afetações emotivas, os arroubos de sentimentalismo, os hábitos estranhos, o cachimbo de sabugo de milho, o modo e a maneira de falar dos vitorianos, cheios de rebuscados, floreados e sem ir direto ao interlocutor, como normalmente faz um general em comando. Eu não me lembrava bem de sua briga com o Presidente Truman, não sabia de sua demissão por ele por insubordinação, pensei que o general queria começar a III Guerra Mundial (Risos)”


Peck em um de seus papéis mais lembrados:
MACARTHUR, O GENERAL REBELDE.
Aos 62 anos, Peck concedeu esta entrevista sobre seu mais recente trabalho de então, MacArthur, o General Rebelde/MacArthur, dirigido em 1977 por Joseph Sargent (1925-2014), uma astuta biografia do General americano Douglas MacArthur (1880-1964) prestada como um tributo para este personagem controverso. O filme começa com um discurso do herói vivido sob os traços convincentes de Gregory Peck na Academia Militar de West Point para os cadetes em 1962. MacArthur tinha na ocasião 82 anos e morreria dois anos depois, a 5 de abril de 1964, convencido que a nação americana o havia injustiçado.


MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)
A fita, em superprodução de Richard Zanuck e David Brown (os responsáveis por Tubarão), faz balançar favoravelmente a MacArthur, sonegando dados sobre seu envolvimento na reconstrução do Japão (quando não apenas lutou pela desmilitarização do país e por uma nova constituição), e, sobretudo, forjando verdades sobre suas atividades na Coréia. Ao longo de seus mais de 130 minutos de duração, além dos relatos já citados que marcaram a vida do biografado como militar arredio ao poder civil, possessivo e arrogante, e que por fim, iriam incompatibiliza-lo à Casa Branca.


Com Dick O' Neill: MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)
Com trilha sonora do discípulo do Mestre Miklos Rozsa, Jerry Goldsmith (1929-2004), efeitos especiais Albert Withlock, a película faz desfilar diversos herói da nação americana, como o Presidente Franklin Delano Roosevelt (Dan O'Herlihy, 1919-2005), General Marshall (Ward Costelo, 1919-2009), Harry Truman (Ed Flanders, 1934-1995), Almirante Nimitz (Addison Powell, 1921-2010), General Bradley (Fred Stuthman, 1919-1982) – enquanto John Fujioka personifica a perfeição física o derrotado imperador Hirohito. Todas as láureas, todavia, vão para Gregory Peck, que passa praticamente o filme inteiro diante das câmeras, oferecendo uma imagem discreta e convincente de um personagem que a sua maneira soube, por bem ou mal, eternizar-se na lembrança de seus concidadãos.


O discurso de MacArthur na Academia em West Point.
Ainda lembrou Gregory Peck sobre o papel:

Este homem inspirou amor, ódio, adulação, e a imaginação humana. Acho que todos devem reconsiderar e deixar de preconceitos, e ver um general ser humano, capaz de erros e acertos”.


Poster de OS MENINOS DO BRASIL (1978)

OS MENINOS DO BRASIL – 
PECK VOLTA A SER UM VILÃO.
Peck é o carrasco nazista Joseph Mengele.
Em 1978, Peck voltou a personificar um vilão em sua carreira (depois do lembrado Duelo Ao Sol, de King Vidor, em 1946). Ele viveria o carrasco nazista Joseph Mengele em 1978, numa obra dirigida por Franklin J. Schaffner (1920–1989), o mesmo cineasta de O Planeta dos Macacos, em 1966. Os Meninos do Brasil/ The Boys from Brazil é um Thriller baseado no livro de Ira Levin (1929-2007), o mesmo autor de O Bebê de Rosemary, e filmado em locações da América Latina, Austria, Estados Unidos, e Inglaterra. No Paraguai, um jovem ativista judeu (vivido por Steven Guttemberg) descobre que Mengele esta vivo e planeja o assassinato de 94 pessoas, todas com cerca de 65 anos de idade, e em países da América do Norte e da Europa. 

OS MENINOS DO BRASIL (1978)
O lendário Laurence Olivier como o inimigo implacável
de Mengele (Peck): OS MENINOS DO BRASIL (1978)
Antes de ser morto pelos homens de Mengele, o rapaz revela o que sabe ao caçador de nazistas Ezra Lieberman (Laurence Olivier, 1907-1989), que opera em Viena e inicia suas investigações particulares, vindo a saber que, em seu laboratório numa floresta do Brasil, Mengele criara clones do próprio Adolph Hitler, filhos das vítimas, com o objetivo de estabelecer o IV Reich.


O implacável caçador de nazistas Ezra Lieberman em uma luta
mortal com Mengele: OS MENINOS DO BRASIL (1978)
Foi gratificante para Gregory Peck trabalhar com o “ator dos atores”, e segundo ele, a quintessência da arte cênica, Laurence Olivier. Para contragosto do público, que nunca aceitou Gregory Peck em personificar um vilão, o motivo do ator para viver um dos seres mais execráveis da Terra foi pela oportunidade de trabalhar com o grande Laurence Olivier.  Curiosamente, o mesmo Olivier já havia vivido o carrasco nazista Mengele em Maratona da Morte, de John Schlesinger, em 1976, estrelado por Dustin Hoffman. No elenco, grandes nomes vem a valorizar a fita,  como James Mason (1909-1984), Lili Palmer (1915-1986), Denholm Elliott (1922–1992), Uta Hagen (1919–2004), e John Dehner (1915-1992). 


Poster de ESPIONAGEM EM GOA (1980)

ESPIONAGEM EM GOA
Gregory Peck é o veterano herói Lewis Pugh.
Espionagem em Goa/The Sea Wolves, de 1980, novamente traz um Gregory Peck ativo e em plena forma aos 64 anos de idade (e parecendo repetir suas façanhas em Os Canhões de Navarone, em 1961), numa eletrizante aventura em superprodução rodada na Índia, Alemanha, e Inglaterra, e dirigida por um discípulo do Mestre John Ford, o inglês Andrew V. McLaglen (1920-2014), especializado em filmes com muita ação. Baseado em livro de James Leasor (1923–2007) e com script de Reginald Rose (1920–2002), a película se trata de uma história real, durante anos mantido em segredo pelo Governo Britânico assim como outros fatos da Inteligência Britânica durante a Segunda Guerra Mundial.  


Peck com Roger Moore, Trevor Howard, e David Niven:
os heróis de ESPIONAGEM EM GOA (1980)
Roger Moore e Gregory Peck numa aventura de espionagem
em plena II Guerra Mundial.
Em 1943, vários navios aliados são destruídos no Oceano Indico por submarinos nazistas que recebem informações pelo rádio de três navios mercantes alemães ancorados na Baia de Goa, colônia portuguesa. Assim, o Serviço Secreto Britânico envia sigilosamente a Goa o Tenente Coronel Lewis Pugh (Gregory Peck) e o capitão Gavin Stewart (Roger Moore) para localizar o radiotransmissor. De volta a Calcutá, na Índia, Pugh organiza um plano para desmantelar a espionagem nazista, onde convoca membros da antiga Carga da Brigada Ligeira num clube de veteranos que haviam lutado na Primeira Guerra Mundial e na Guerra dos Bôeres, e passa a lidera-los o Coronel Bill Grice (David Niven, 1909-1983).


O Coronel Pugh (Peck) comemorando a ação ao lado dos amigos
Gavin (Moore) e Brice (Niven)
Peck é o dono da ação em ESPIONAGEM EM GOA (1980)
Assim, dezoito dos velhos combatentes que se dedicavam as partidas de Polo e Críquete decidem abandonar o ócio para voltarem à ativa. Para dotar de máxima verossimilhança os episódios evocados, a produção convocou como consultores históricos alguns dos próprios participantes dos fatos que ainda viviam na época de sua realização. 

A DÉCADA DE 1980
Dois Trabalhos para a Televisão.
Peck como Abraham Lincoln na minissérie
O AZUL E O CINZA, para a TV (1981)
Em 1981, Gregory Peck investe na televisão. Seu primeiro trabalho para a telinha foi numa minissérie intitulada O Azul e o Cinza/The Blue and The Gray, uma saga épica com 380 minutos de projeção e exibida originalmente em três episódios pela TV americana, onde o nobre astro e um dos outrora galãs de todos os tempos interpreta nada mais e nada menos do que o Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln. Dirigido por John Leekley, baseado em obra de sua autoria, conta a trajetória da Guerra Civil Americana (1861-1865) a partir de sua origem, conflitos, e o fim, onde conta com um grande elenco: Stacy Keach, Diane Baker, Lloyd Bridges (1913-1998), Rory Calhoun (1922-1999), Colleen Dewhurst (1924-1991), Warren Oates (1928-1992), Geraldine Page (1924-1987), Rip Torn, Robert Vaughn, e Paul Winfield (1939-2004).


Peck no meio de Walter Brooke e Rip Torn (como o General Ullyses Grant): O AZUL E O CINZA (1981)
Em 1983, Greg ainda faria outro notável trabalho para a TV, desta vez para a RAI (Rádio e Televisão Italiana) rodada na Inglaterra e na Itália – O Escarlate e o Negro/ The Scarlet and the Black, retirado do magnífico Best Seller de J.P. Gallagher, que também colaborou com o roteiro. Dirigido por Jerry London, conta em seus 143 minutos de projeção a verdadeira história do monsenhor Hugh O'Flaherty (Gregory Peck) um corajoso padre irlandês que exercia seu ministério no Vaticano durante a ocupação alemã.


O ESCARLATE E O NEGRO (1983) - Para a TV Italiana. 
Peck é o Monsenhor Hugh O' Flaherty, que enfrenta o nazismo
no Vaticano: O ESCARLATE E O NEGRO (1983), para TV italiana.
O'Flaherty devota todo o seu tempo e energia para esconder refugiados e Aliados construindo uma rede de centenas de pessoas que o ajudam em seus esforços. Porém, o chefe local da Gestado, Coronel Kappler (Christopher Plummer) descobre as atitudes de O'Flahertry. O padre tem imunidade diplomática devido ao seu exercício no Vaticano, mas Kappler ordena a captura do padre ou a morte caso ele seja visto fora das paredes da Praça de São Pedro.


O Monsenhor O'Flaherty tem um inimigo mortal
O Chefe da Gestapo, Coronel Keppler, vivido pelo formidável
Christopher Plummer.
O religioso é o alvo. O ESCARLATE E O NEGRO (1983)
O Papa Pio XII (John Gielgud , 1904-2000) permanece indiferente insistindo na neutralidade da Igreja. Trabalhado juntamente com uma valente viúva de um aristocrata, o padre se utiliza de disfarces para escapar e adentrar no Vaticano, continuando sua perigosa missão ate que Roma seja libertada, salvando milhares de inocentes da morte. Mais uma vez, Gregory Peck prova o porquê recebeu ao longo de sua carreira o título de “Herói das Causas Sociais e Humanitárias”, pois além de seu abraçamento a inúmeras causas fora das telas, ele também soube desempenhar heróis de atitudes que agiam em defesa dos oprimidos em nome de uma causa nobre. A trilha sonora é de Ennio Morricone.


Peck com o menino Dean Alexander, em A VOZ DO SILÊNCIO (1987)
Em 1987, Peck volta ao cinema, ainda com um tema social, em A Voz do Silêncio/ Amazing Grace and Chuck, dirigido por Mike Newell, e estrelado por Jamie Lee Curtis, onde um menino se recusa a participar de uma partida de Beisebol para protestar contra as armas nucleares. Peck interpreta mais uma vez um Presidente dos Estados Unidos, mas fictício.

GRINGO VELHO
Peck com Jane Fonda e Jimmy Smiths, em GRINGO VELHO (1989)
Era o ano de 1989, e o nome de Gregory Peck volta em cartaz ao ser lançado nos cinemas Gringo Velho/Old Gringo, do cineasta argentino Luiz Puenzo, adaptação do romance de Carlos Fuentes. O eterno galã, aos 73 anos, trava com Jane Fonda um belo dueto na arte da interpretação.


Gregory, impecável aos 73 anos, como o Gringo Velho (1989)
Peck e Jane Fonda, num dueto de interpretação:
GRINGO VELHO (1989)
Peck vive o jornalista americano Ambrose Bierce, em uma das mais impecáveis atuações de sua carreira desde O Sol é Para Todos, em 1963. Amargurado, larga tudo nos Estados Unidos para viver no México em busca de aventura por ocasião da Revolução. Lá, ele conhece a solteirona Harriet Winslow (Jane Fonda, que esteve no Rio de Janeiro para a divulgação do filme junto com o cineasta Puenzo, em 1989), que trabalha de governanta para uma rica família, e também o rebelde mexicano Tomas Arroyo (Jimmy Smiths). De repente, o velho Ambrose se vê envolvido pelos acontecimentos, encontrando nos revolucionários a família que ele não teve, além de uma nova forma de viver e sentir a vida. Assim, declarou Peck sobre seu papel em Gringo Velho:

-“Nesse estágio da minha vida e na minha carreira, este é um desafio inesperado, mas muito bem vindo, assim como uma grande oportunidade. Eu comecei a ler Bierce quando eu ainda estava na Faculdade. Ele me fascinou. É o personagem ideal para representar. Ele era sarcástico, poético, imprevisível, cheio de virtudes e defeitos, arrogante e bondoso. Ele dava um basta na hipocrisia, fosse ela religiosa, política, ou social”.

E Sobre o filme, como uma volta triunfal as grandes telas em Gringo Velho:

-“Trabalho tanto quanto quero trabalhar. Se eu puder evitar fazer algo medíocre, evitarei! É triste na minha idade ter que fazer um filme ruim”. 


O bom e velho Peck, ainda em forma.
Produzido pela atriz Jane Fonda, ela escolheu a roteirista Aída Bortnik (1938–2013) para adaptar o romance, e o cineasta Luiz Puenzo para dirigir, ambos argentinos – bem como o ator para assumir o papel-título, Gregory Peck. Para Jane Fonda, Peck é o “ator mais completo do cinema”, por isso a escolha da atriz e produtora pelo veterano astro, para viver o personagem Ambrose.

A DÉCADA DE 1990 e os últimos filmes.
Peck com Danny DeVito e Penelope Ann Miller:
COM O DINHEIRO DOS OUTROS (1991)
Em 1991, Peck atua no cinema em dois trabalhos consideráveis. Uma é na comédia Com o Dinheiro dos Outros/Other People's Money, sob direção de Norman Jewison e estrelada por Danny DeVito, que interpreta o espertalhão Lawrence Garfield, que vive de negociar companhias que estão em situação financeira ruim. Para conseguir um bom negócio, não hesita em fazer jogadas inescrupulosas na bolsa de valores. Agora ele está de olho na empresa familiar comandada por Andrew Jorgenson (vivido por Gregory Peck). Temendo o pior, Andrew recorre à sua filha, a advogada de Nova York Kate Sullivan (Penelope Ann Miller). Desta vez as coisas vão se complicar para Larry, que não contava se apaixonar justamente por Kate.


Peck junto a Martin Scorsese e Nick Nolte:
CABO DO MEDO (1991)
No mesmo ano, Peck faz uma pequena, mas significativa participação especial no remake de Círculo do Medo/Cape Fear, em que foi o astro principal na versão original de 1962, dirigido por J. Lee Thompson. Desta vez dirigida por Martin Scorsese, Peck atua como o advogado Lee Heller, que defende o psicopata Max Cady, aqui vivido por Robert De Niro. Robert Mitchum, que viveu Max Cady na versão de 1962, também faz participação na refilmagem, como o policial Elgart.


Peck e Lauren Bacall, na produção televisiva O RETRATO (1993)
Diminuindo o ritmo de trabalho por conta do avanço da idade, em 1993, Peck atua numa produção televisiva para o canal Turner, O Retrato/The Portrait, dirigido por um veterano de cinema, Arthur Penn (1922-2010), onde o ator contracena novamente com sua amiga Lauren Bacall (1924-2014). Os dois já haviam contracenado juntos em Teu Nome é Mulher/Designing Woman, de Vincente Minnelli, em 1957.  O Retrato é um enredo comovente sobre os anos crepusculares de um casal idoso (Peck e Bacall), cuja filha artista plástica (vivida por Cecilia Peck, filha de Greg) tenta pintar-lhes um retrato.


Divulgação de MOBY DICK, versão televisiva de 1998
Peck como o Padre Mapple: MOBY DICK (1998)
Minissérie para TV.
Peck e seu Globo de Ouro, pelo seu papel em MOBY DICK (1998).
Foi sua última atuação
Por ironia do destino, Peck se despediu da atuação na versão televisiva da obra literária de Herman Melville (1819-1891), Moby Dick/Moby Dick, em 1998, dirigido por Franc Roddam e em forma de minissérie, exibido originalmente em três partes, com 60 minutos de duração cada. Greg, que já havia participado de uma montagem teatral em sua época de faculdade, e também foi o astro da clássica versão cinematográfica dirigida por John Huston em 1956 no papel do transtornado capitão Ahab – agora era o Padre Mapple, parte que coube a Orson Welles na versão de Huston. Como os principais, Patrick Stewart interpreta Ahab, Henry Thomas como Ismael, e Ted Levine como Starbuck. Pelo papel do Padre Mapple, Gregory Peck recebeu o Globo de Ouro em 1999, e acabou sendo seu último trabalho.



CURIOSIDADES SOBRE GREGORY PECK
Greg com Gary Cooper.
-Em 1946, Gregory Peck conheceu Gary Cooper (1901-1961), e com ele foi comparado pelos fãs por causa de seu modo de atuar e estilos cavalheirescos. Curiosamente, Peck recusou o papel do perseguido Xerife Will Kane em Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann, por motivo de já ter feito um faroeste psicológico, O Matador, no ano anterior. Assim, Gary Cooper viveu um dos heróis mais humanos do western que se tem notícia.


Cena de CÉU AMARELO (1948)
- Quebrou o tornozelo em três lugares em uma queda de um cavalo durante as filmagens Céu Amarelo, em 1948.


Ovacionado pelos fãs, ao lado da esposa Veronique, 1963.
- Seu filho mais velho, Jonathan, sofria de depressão e usava de muitos antidepressivos. Ele se matou com um tiro na cabeça em 1975. Peck até o fim de seus dias, jamais esqueceu o filho: “eu sempre lembro dele, não todo dia e nem toda hora...mas a cada segundo”.

-De acordo com suas lembranças, o filme mais antigo que ele se lembrava de ter visto era O Fantasma da ópera, estrelado por Lon Chaney (1883-1930), aos nove anos de idade, tanto que ele se assustou e foi dormir com a avó na cama dela na mesma noite.

-Foi membro fundador do Conselho Nacional de Artes entre 1964 a 1966

-Como Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, adiou a cerimônia do Oscar de 1968, devido ao assassinato de Martin Luther King.


Atticus Finch, o maior herói do cinema!
-Seu personagem Atticus Finch, em O Sol é Para Todos, foi eleito o “maior herói das telas de todos os tempos” pelo American Film Institute em maio de 2003, apenas duas semanas antes da morte do ator (batendo fora Indiana Jones, que foi colocado em segundo lugar, e James Bond, que ficou em terceiro lugar).

-E m 1997, foi apresentador da cerimônia da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD), e ele disse: "Parece bobo para mim que algo tão certo e simples tem de ser combatido por nada”.

- Em 1947, no início das investigações anticomunistas em Hollywood, Peck assinou uma carta lamentando a caça às bruxas, apesar de ser avisado que sua assinatura poderia prejudicar sua carreira.


Peck e Senhora, num evento em 2000
- Ele não se deu bem com o diretor Elia Kazan (1909-2003) durante as filmagens de A Luz é Para Todos (1947). Kazan disse à imprensa que ele estava muito decepcionado com o desempenho do Peck e os dois homens nunca mais trabalharam juntos. Entretanto, em 1999, ele apoiou a decisão de dar ao cineasta um Oscar honorário pelo conjunto da obra, afirmando que o trabalho de um homem deve ser separado de suas convicções.


Intervalo das filmagens de A GRANDE AMEAÇA, em 1969.
- O nome de Gregory Peck estava numa lista de possíveis “inimigos” do Presidente Richard Nixon, em 1972.

-Um apoiante ativo para arrecadação de estudos para a cura da AIDS.

- Como um membro do conselho do controle de armas de fogo nos Estados Unidos (juntamente com Martin Sheen e Susan Sarandon), Peck foi por  muitas vezes criticado por sua amizade com Charlton Heston, um defensor de longa data da posse de armas e que foi presidente da Associação Nacional do Rifle Americano, entre 1998 a 2003.


Peck e Veronique, durante os funerais de Jack Lemmon. Nota-se
que o ator esta com a cabeça enfaixada.
-Quando Peck chegou aos 80 anos, sua aparência frágil e fina ocasionou rumores da Imprensa de que sua morte estava iminente. Em 2001, apareceu no funeral do ator Jack Lemmon com a cabeça enfaixada de uma queda que havia sofrido poucos dias antes.

- Peck havia sido um bebedor quase que inveterado quando jovem ator em Hollywood. Em 1949, ele foi hospitalizado com espasmos do coração, e durante as filmagens de David e Betshabá (1951), ele foi hospitalizado com um ataque cardíaco suspeito. Embora tivesse sido uma palpitação provocada por seu estilo de vida e excesso de trabalho, ele começou a beber menos depois. No entanto, ele não pararia de fumar ainda por muitos anos.


Peck e Veronique, na sociedade Hollywoodiana, década de 1980.
Peck de braços dados com Hilary Clinton.
-Em 1996, o ator Richard Jaeckel (1926-1997), que atuou ao lado de Greg no clássico O Matador, em 1950, foi diagnosticado com câncer, e a esposa de Jaeckel, Antoinette, sofria do Mal de Alzheimer. Os Jaeckels tinha perdido sua casa em Brentwood, foram mais de um milhão de dólares em dívidas, deixando-os sem-teto praticamente. Sua família tentou sem sucesso introduzi-lo no Motion Picture and Television Country Home and Hospital, uma espécie de “retiro dos artistas”. Gregory Peck fez uma divulgação massiva para o ingresso do ator, conseguindo por fim sua entrada na instituição e iniciando seu tratamento, contudo Jaeckel permaneceu no hospital até sua morte, em junho de 1997.

- Formou uma sólida amizade com Mary Badham , que interpretou sua filha "escoteira" em O Sol E Para Todos (1962). Eles permaneceram em contato até o seu falecimento. De acordo com Badham, ela sempre o chamou de "Atticus" e ele sempre a chamou de "escoteira".


Peck e a amiga Audrey Hepburn (seu eterno par em A PRINCESA
E O PLEBEU, 1952) num evento em 1987.
Da esquerda para direita: o ator Burt Lancaster, o produtor Howard Koch, o cineasta Robert Wise, e Gregory Peck, em importante evento em 1988.
-Embora alto e magro, Peck era fisicamente poderoso, conhecido por fazer suas próprias cenas de luta sem o uso de dublês. Durante as filmagens de Círculo do Medo, em 1962, seu adversário no filme, Robert Mitchum (1917-1997), disse que Peck acidentalmente lhe desferiu um soco de verdade durante uma cena, e que veio a sentir o seu impacto por dias e depois disse: “Eu não sinto pena de qualquer burro que escolha brigar com ele”.

- Ele visitava regularmente o doente terminal Humphrey Bogart (1899-1957) durante as filmagens de Teu Nome E Mulher (1957) com a mulher de Bogart e a amiga de Peck, Lauren Bacall . Peck ficou devastado pela morte de Bogart em janeiro de 1957.


Peck e Veronique em 1981.
-Em Fevereiro de 1955, Peck foi escalado para estrelar o Western A Borda Da Morte/The Proud Ones, mas o papel ficou com Robert Ryan (1909-1973).

-A Warner escolheu Peck para interpretar o vovô no remake de A Fantástica Fábrica de Chocolate, em 2005. Para ele foi oferecido o papel e seriamente considerado, mas o ator veio a falecer antes mesmo que pudesse dar uma resposta.


Peck entre as beldades Jean Simmons e Grace Kelly, durante
o Oscar de 1954.
- Peck era católico, muito embora ele achasse que a Igreja Católica deveria ser mais liberal.

ÚLTIMOS ANOS E SEU FALECIMENTO
Peck em uma de suas últimas aparições públicas, em
Cannes, em 2001.
Em 2000, Gregory Peck fez uma de suas últimas aparições públicas no Festival de Cannes, prestigiando a apresentação de um documentário em sua homenagem, A Conversation With Gregory Peck. Nos três anos seguintes, o ator pouco aparecia publicamente, até que em 12 de junho de 2003, aos 87 anos de idade, Gregory Peck, um dos atores mais amados de todos os tempos, o eterno galã das causas sociais, morreu dormindo, vítima de parada cardíaca e pneumonia brônquica.  Segundo sua viúva, Veronique (que faleceria nove anos depois), com quem foi casado por 48 anos, Peck não estava doente, mas fraco devido à idade. Como disse um porta-voz da família, o ator morreu de “velhice, estando fraco devido à idade, cumprindo seu curso”.


Funeral de Gregory Peck. Missa de corpo presente (acima).
Na foto, os filhos Cecilia e Stephen (abaixo)
Harrison Ford (com a esposa), Angie Dickinson, e o cantor
Lionel Richie, foram algumas das presenças marcantes
no funeral do ator.
Peck foi sepultado em uma das criptas da Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, lugar que o ator, como católico apostólico romano, frequentou muitas vezes. Em seu funeral, foi lembrado por familiares e amigos, como também por companheiros de profissão: Harrison Ford, Calista Flockhart, Barbra Streissand, Anjelica Huston, Angie Dickinson, Harry Belafonte, Lauren Bacall, e Charlton Heston, foram as celebridades que foram prestar um último tributo.

No eulogio feito para o finado artista, o ator Brook Peters, amigo e seu colega em O Sol é Para Todos, declarou:

"Trata-se de se despedir de uma figura que emanava essa decência que os atores devem buscar não somente em seus filmes,  mas também em sua vida particular"


O ator Brook Peters, no eulogio para Gregory Peck.
Durante a cerimônia, os filhos de Peck estavam todos presentes. Stephen dando as boas vindas. Anthony lendo uma passagem do Novo Testamento. Cecilia cantando O Senhor É meu Pastor. E Carey oferecendo uma prece.

"Sempre houve algo sobre essa humanidade imperial que ele tinha", declarou Harry Belafonte, ao descrever um ator ligado por tantos títulos, como A Princesa e o Plebeu, A Profecia, MacArthur, Os Canhões de Navarone, assim como suas tarefas humanitárias pela luta contra o câncer, a AIDS, e em defesa da cultura. De acordo com o cardeal Roger Mahony, amigo pessoal do ator, sobre todos os ideais e títulos que compõem a carreira de Peck, vale lembrar dele também como um símbolo de integridade, autenticidade, e consciência. “Gregory Peck nunca precisou atuar para demonstrar o bom indivíduo que foi” – afirmou o religioso.


O Túmulo do ator, na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em
Los Angeles.
O local de repouso eterno de Gregory Peck.
A 17 de agosto de 2012, sua esposa Veronique veio a descançar
ao lado de seu amado marido. 
O próprio ator esteve presente em seu funeral, pelo menos sua voz, ao ler uma passagem favorita do Novo Testamento e a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, em uma gravação que o ator havia feito meses antes de sua morte.  Brook Peters, por fim, concluiu seu discurso com um “Vá com Deus! Tenho certeza que Deus também desfrutou de seus filmes


.
Gregory Peck, um Ídolo Imortal da Sétima Arte.




filmografia
O pintor Salvador Dali conversando com Peck e Ingrid Bergman
durante as filmagens de QUANDO FALA O CORAÇÃO (1945)
01 - QUANDO A NEVE TORNAR A CAIR (Days of Glory) - de Jacques Tourneur . RKO. 1944. Com Tamara Toumanova, Gregory Peck, Alan Reed, Maria Palmer, Lowell Gilmore, Hugo Haas, Dena Penn, Glenn Vernon.

02 - AS CHAVES DO REINO (The Keys of the Kingdom) - de John M. Stahl . 20ª Century Fox. 1944. Com Gregory Peck, Thomas Mitchell, Vincent Price, Rose Stradner, Roddy McDowall, Edmund Gwenn, Cedric Hardwicke, Peggy Ann Garner, Jane Ball, James Gleason, Anne Revere.

03 -  QUANDO FALA O CORAÇÃO  (Spellbound)- de Alfred Hitchcock. RKO- 1945. Com Ingrid Bergman, Gregory Peck, Jean Acker, Donald Curtis, Rhonda Fleming, John Emery, Leo G. Carroll, Norman Lloyd, Steven Geray, Paul Harvey, Erskine Sanford.

04 - VALE DA DECISÃO – (The Valley of Decision)- de Tay Garnett . MGM. 1945. Com Gregory Peck, Greer Garson, Donald Crisp, Lionel Barrymore, Preston Foster, Gladys Cooper, Marsha Hunt, Reginald Owen, Dan Duryea, Jessica Tandy, Barbara Everest, Marshall Thompson.


Looby de DUELO AO SOL
A pegada de Peck em Jennifer Jones, em DUELO AO SOL (1946)
05 - DUELO AO SOL (Duelo f The Sun) - de King Vidor . Selznick Produções. 1946. ​​Com Jennifer Jones, Joseph Cotten, Gregory Peck, Lionel Barrymore, Lillian Gish, Walter Huston, Herbert Marshall, Charles Bickford, Joan Tetzel, Harry Carey, Otto Kruger, Sidney Blackmer, Tilly Losch, Scott McKay, Butterfly McQueen.

06 – VIRTUDE SELVAGEM (The Yearling) - de Clarence Brown . MGM- 1946. ​​Com Gregory Peck, Jane Wyman, Claude Jarman Jr., Chill Wills, Clem Bevfans, Margaret Wycherly, Henry Travers, Forrest Tucker.


O GRANDE PECADOR (1949)
7-A LUZ É PARA TODOS (Gentleman's Agreement) - de Elia Kazan . 20ª Century Fox- 1947. Com Gregory Peck, Dorothy McGuire, John Garfield, Celeste Holm, Anne Revere, June Havoc, Albert Dekker, Jane Wyatt, Dean Stockwell, Sam Jaffe, Nicholas Joy.

08 – COVARDIA (The Great Sinner) - de Zoltan Korda . RKO. 1947. Com Gregory Peck, Robert Preston, Joan Bennett, Reginald Denny, Carl Harbord, Earl Smith, Jean Gillie, Vernon Downing, Frederic Worlock.

09 – AGONIA DE AMOR (The Paradine Case) - de Alfred Hitchcock . Selznick Estúdios. 1948. com Gregory Peck, Charles Laughton, Charles Coburn, Ann Todd, Ethel Barrymore, Louis Jordan, Alida Valli, Leo G.Carroll, Joan Tetzel, Isobel Elsom.


Poster de CÉU AMARELO (1948)
10 – CÉU AMARELO (Yellow Sky)- de William Wellman . 20ª Century Fox. 1948. Com Gregory Peck, Anne Baxter, Richard Widmark, Robert Arthur, John Russell, Harry Morgan, James Barton, Charles Kemper, Robert Adler, Victor Kilian.

11 – O GRANDE PECADOR (The Great Sinner) - de Rober Siodmack . MGM. 1949. Com Gregory Peck, Ava Gardner, Melvyn Douglas, Walter Huston, Ethel Barrymore, Frank Morgan, Agnes Moorehead, Ludwig Stossel.

12 – ALMAS EM CHAMAS (Twelve O'Clock High)- de Henry King . 20ª Century Fox. 1949. Com Gregory Peck, Hugh Marlowe, Gary Merrill, Dean Jagger, Millard Mitchell, Robert Arthur, Paul Stewart, John Kellogg.


Poster de O MATADOR (1950)
13 – O MATADOR (The Gunfighter) - de Henry King . 20ª Century Fox. 1950. Com Gregory Peck, Helen Westcott, Millard Mitchell, Jean Parker, Karl Malden, Skip Homeier, Anthony Ross, Verna Felton, Ellen Corby, Richard Jaeckel, Alan Hale Jr., David Clarke.

14 – FALCÃO DOS MARES (Captain Horatio Hornblower R.N.)- de Raoul Walsh . Warner. 1951. Com Gregory Peck, Virginia Mayo, Robert Beatty, James Robertson Justice, Denis O'Dea, Terence Morgan.

15 – DAVI E BETHSEBÁ (David and Bethseba) - de Henry King . 20ª Century Fox - 1951. Com Gregory Peck, Susan Hayward, Raymond Massey, Kieron Moore, James Robertson Justice, Jayne Meadows, John Sutton.


DAVI E BETHSEBÁ (1951)

16 – RESISTÊNCIA HERÓICA (Only the Valiant) - de Gordon Douglas. Warner. 51. Com Gregory Peck, Barbara Payton, Ward Bond, Gig Young, Lon Chaney, Neville Brand, Jeff Corey, Warner Anderson, Steve Brodie.

17 – AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro )- de Henry King . 20ª Century Fox- 1952. Com Gregory Peck, Susan Hayward, Ava Gardner, Hildegarde Neff, Leo G. Carroll, Torin Thatcher, Ava Norring, Helene Stanley.


Poster de O MUNDO EM SEUS BRAÇOS (1952)
18 - O MUNDO EM SEUS BRAÇOS – (The World in His Arms ) - de Raoul Walsh . Universal. 1952. Gregory Peck, Ann Blyth, Anthony Quinn, John McIntire, Andrea King, Carl Esmond, Eugenie Leontovich, Sig Ruman, Hans Conried, Bryan Forbes, Rhys Williams.

19 - A PRINCESA E O PLEBEU (Roman Holiday)- de William Wyller . Paramount- 1953. Com Gregory Peck, Audrey Hepburn, Eddie Albert, Hartley Energia, Harcourt Williams, Margaret Rawlings, Tullio Carminati, Paolo Carlini.

20 – APUROS DE UM MILIONÁRIO (The Million Pound Note)- Pinewood Studio - de Ronald Neame . 1954. Com Gregory Peck, Jane Griffith, Ronald Squire, AE Matthews, Wilfrid Hyde-White, Joyce Grenfell, Maurice Denham.


Foto promocional de A SOMBRA DA NOITE (1954), rodado na Alemanha
21 –A SOMBRA DA NOITE (Night People) - de Nunnally Johnson . 20ªCentury Fox. 1954. Com Gregory Peck, Broderick Crawford, Anita Bjork, Rita Gam, Walter Abel, Buddy Ebsen, Max Showalter, Jill Esmond, Peter Van Eyck, Marianne Koch, Ted Avery.

22 – TERRA ENSANGUENTADA (The Purple Plain )- de Robert Parrish . Two Cities Films. 1954. Com Gregory Peck, Win Min Than, Bernard Lee, Maurice Denham, Ram Gopal, Brenda de Banzie, Lyndon Brook, Anthony Bushell.

23 - O HOMEM DO TERNO CINZENTO (The Man in the Gray Flannel Suit )- de Nunnally Johnson. 20ª Century Fox. 1956. Com Gregory Peck, Jennifer Jones, Fredric March, Marisa Pavan, Ann Harding, Lee J. Cobb, Keenan Wynn, Gene Lockhart, Gigi Perreau, Portland Mason, Arthur O'Connell, Henry Daniell, Connie Gilchrist.


O inesquecível Ahab em MOBY DICK (1956)
24 - MOBY DICK (Moby Dick) - de John Huston . Warner. 1956. Com Gregory Peck, Richard Basehart, Leo Genn, Orson Welles, James Robertson Justice, Harry Andrews, Royal Dano, Bernard Milles, Noel Purcell.

25 – TEU NOME É MULHER (Designing Woman) - de Vincente Minnelli . MGM. 1957. Com Gregory Peck, Lauren Bacall, Dolores Gray Sam Levene, Tom Helmore, Mickey Shaughnessy, Jesse White, Chuck Connors.

26 – DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country) - de William Wyler. United Artist. 1958. Com Gregory Peck, Jean Simmons, Carroll Baker, Charlton Heston, Burl Ives, Charles Bickford, Alfonso Bedoya, Chuck Connors.

27 – O ESTIGMA DA CRUELDADE (The Bravados) - de Henry King . 20ªCentury Fox. 1958. Com Gregory Peck, Joan Collins, Stephen Boyd, Albert Salmi, Henry Silva, Kathleen Gallant, Barry Coe, George Voskovec, Herbert Rudley, Lee Van Cleef.


TEU NOME É MULHER (1957). Com Lauren Bacall
28 - O IDOLO DE CRISTAL (Beloved Infidel) - de Henry King . 20ªCentury Fox. 1959. Com Gregory Peck, Deborah Kerr, Eddie Albert, Philip Ober, Herbert Rudley, John Sutton, Karin Booth, Ken Scott.

29 – A HORA FINAL (On the Beach )- de Stanley Kramer . United Artist. 1959. Com Gregory Peck, Ava Gardner, Fred Astaire, Anthony Perkins, Donna Anderson, John Tate, Lola Brooks, John Meillon, Lou Vernon, Guy Doleman.

30 - OS BRAVOS MORREM DE PÉ (Pork Chop Hill) - de Lewis Milestone . United Artist. 1959. Com Gregory Peck, Harry Guardino, Rip Torn, George Peppard, James Edwards, Bob Steele, Woody Strode, George Shibata, Norman Fell, Robert Blake, Martin Landau.


OS CANHÕES DE NAVARONE (1961)
31 – OS CANHÕES DE NAVARONE (The Guns of Navarone) - de J.Lee Thompson . Columbia. 1961. Com Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn, Stanley Baker, Anthony Quayle, Irene Papas, Gia Scala, James Darren, James Robertson Justice, Richard Harris, Bryan Forbes.

32 - O CÍRCULO DO MEDO (Cape Fear) - de J. Lee Thompson . Universal. 1962. Com Gregory Peck, Robert Mitchum, Polly Bergen, Lori Martin, Martin Balsam, Jack Kruschen, Telly Savalas, Barrie Chase, Paul Comi, Edward Platt.


Em Cannes, no fim dos anos de 1950
33 - A CONQUISTA DO OESTE (How The West Was Won) - de John Ford, George Marshall, Henry Hathaway . MGM 1962. Com Lee J.Cobb, Henry Fonda, George Peppard, Karl Malden, Gregory Peck, Robert Preston, John Wayne, James Stewart, Eli Wallach, Henry Morgan, Russ Tamblyn, Debbie Reynolds, Agnes Moorehead, Lee Van Cleef.

34 – O SOL É PARA TODOS (To Kill a Mockingbird)- de Robert Mulligan . Universal. 1962. Com Gregory Peck, Mary Badham, Philip Alford, John Megna, Frank Overton, Rosemary Murphy, Ruth Branco, Brock Peters.


O SOL É PARA TODOS (1963) - O Oscar ganho e seu filme preferido
35 - PAVILHÃO 7 (Captain Newman, MD )- de David Miller . Universal. 1963. Com Gregory Peck, Tony Curtis, Angie Dickinson, Eddie Albert, Bobby Darin, James Gregory, Jane Withers, Bethel Leslie, Robert Duvall, Dick Sargent.

36 - A VOZ DO SANGUE (Behold a Pale Horse) - de Fred Zinnemann . Columbia. 1964. Com Gregory Peck, Anthony Quinn, Omar Sharif, Mildred Dunnock, Raymond Pellegrin, Paolo Stoppa, Daniela Rocca, Christian Marquand.


Com Burt Lancaster, década de 1960.
37 - MIRAGE (Mirage)- de Edward Dmytryk . Universal. 1965. Com Gregory Peck, Diane Baker, Walter Matthau, Kevin McCarthy, Jack Weston, Leif Erickson, Walter Abel, George Kennedy, Robert H. Harris, Anne Seymour.

38 - ARABESQUE (Arabesque) - de Stanley Donen . Universal. 1966. Com Gregory Peck, Sophia Loren, Alan Badel, Kieron Moore, Carl Duering, John Merivale, Duncan Lamont, George Coulouris, Ernest Clark.

39 -A NOITE DA EMBOSCADA (The Stalking Moon)- de Robert Mulligan. National General Pictures. 1968. Com Gregory Peck, Eva Marie Saint, Robert Forster, Noland Clay, Russell Thorson, Frank Silvera, Lonny Chapman.

40 – A GRANDE AMEAÇA (The Chairman )- de J.Lee Thompson . 20ªCentury Fox. 1969. Com Gregory Peck, Anne Heywood, Arthur Hill, Alan Dobie, Conrad Yama, Zienia Merton.


Man Of The West em O OURO DE MACKENNA (1969)
41 - OURO DE MACKENNA (Mackenna’s Gold)- de Lee J.Thompson . Columbia. 1969. Com Gregory Peck, Omar Sharif, Telly Savalas, Camilla Sparv, Keenan Wynn, Julie Newmar, Ted Cassidy, Lee J. Cobb, Raymond Massey.

42 - SEM RUMO NO ESPAÇO (Marooned) - de John Sturges . Columbia 1969. Com Gregory Peck, Richard Crenna, David Janssen, James Franciscus, Gene Hackman, Lee Grant, Nancy Kovack, Mariette Hartley, Scott Brady.

43 -O PECADO DE UM XERIFE (I Walk the Line )- de John Frankeinhmer . Columbia. 1970. Com Gregory Peck, Tuesday Weld, Estelle Parsons, Ralph Meeker, Lonny Chapman, Charles Durning, Jeff Dalton, Freddie McCloud.


Ao lado de Fred MacMurray e James Stewart, num evento
em 1976.
44 – O PARCEIRO DO DIABO (Shoot Out) - de Henry Hathaway . Universal. 1971. Com Gregory Peck, Pat Quinn, Robert F. Lyons, Susan Tyrrell, Jeff Corey, James Gregory, Rita Gam, Amanhecer Lyn, Pepe Serna, John Chandler, Paul Fix, Arthur Hunnucutt.

45 – MATANDO SEM COMPAIXÃO (Billy Two Hats) - de Ted Kotcheff . United Artist. 1974. Com Gregory Peck, Desi Arnaz Jr., Jack Warden, David Huddleston, Sian Barbara Allen.

46 –A PROFECIA (The Omen) - de Richard Donner . 20ªCentury Fox. 1976. Com Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw, Harvey Stephens, Patrick Troughton, Martin Benson, Robert Rietti, Tommy Duggan, John Stride.


MACARTHUR, O GENERAL REBELDE.
47 – MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (MacArthur)- de Joseph Sargent . Universal. 1977. Com Gregory Peck, Ivan Bonar, Ward Costello, Nicolas Coster, Marj Dusay, Ed Flanders, Art Fleming, Russell Johnson.


Com Peck não tem moleza!!! ESPIONAGEM EM GOA (1980)
48 - OS MENINOS DO BRASIL (The Boys from Brazil)- de Franklin J. Schaffner . Paris Filmes. 1978. Com Gregory Peck, Laurence Olivier, James Mason, Lilli Palmer, Steven Guttemberg, Uta Hagen, Rosemary Harris, John Dehner.

49 – ESPIONAGEM EM GOA (The Sea Wolves) - de Andrew V. McLaglen . 20ªCentury Fox. 1980. Com Gregory Peck, Roger Moore, David Niven, Trevor Howard, Barbara Kellerman, Patrick Macnee, Patrick Allen.

50- O AZUL E O CINZA (The Blue and The Gray) – Para a TV. de John Leekley – Lou Reda Productions – Columbia Pictures Television – 1981. Com Stacy Keach, Diane Baker, Lloyd Bridges, Roey Calhoun, Collen Dewhurst, Gregory Peck, Rip Torn, Geraldine Page.

51- O ESCARLATE E O NEGRO (The Scarlet and the Black)- Para a TV. De Jerry London - ITC, RAI Radiotelevisione Italiana – 1983. Com Gregory Peck, Christopher Plummer, Sir John Gielgud, Raf Vallone, Kenneth Colley, Walter Gotell,  Barbara Bouchet.


Os Peck, durante o funeral de Frank Sinatra, em maio de 1998.
52 - A VOZ DO SILÊNCIO (Amazing Grace e Chuck )- de Mike Newell . Delphi V Productions. 1987. Com Dean Alexander, Jamie Lee Curtis, Jim Allen, Gregory Peck, William L. Petersen, Red Auerbach.

53 - GRINGO VELHO (Old Gringo) - de Luis Puenzo . Columbia. 1989. Com Jane Fonda, Gregory Peck, Jimmy Smits, Patricio Contreras, Jenny Gago, Gabriela Roel, Sergio Calderón, Guillermo Rios, Jim Metzler.

54 - COM O DINHEIRO DOS OUTROS (Other People's Money )- de Norman Jewison . Warner. 1991. Com Danny DeVito, Gregory Peck, Penelope Ann Miller, Piper Laurie, Dean Jones, RD Chamada, Mo Gaffney.


Peck e um de seus melhores amigos.
55 - CABO DO MEDO (Cape Fear) - de Martin Scorsese . Universal. 1991. Com Robert De Niro, Nick Nolte, Jessica Lange, Juliette Lewis, Joe Don Baker, Robert Mitchum, Gregory Peck, Martin Balsam, Ileana Douglas.


Peck em 1999
56- O RETRATO (The Portrait) – Para a TV -  de Arthur Penn. Turner Pictures. 1993. Com Gregory Peck, Lauren Bacall, Cecilia Peck, Paul McCrane, Donna Mitchell, Joyce O'Connor.

57-MOBY DICK (Moby Dick) – Para a TV – de Franc Roddam. American Zoetrope, Nine Network. 1998. Com Henry Thomas, Bruce Spence, Hugh Keays-Byrne, Patrick Stewart, Piripi Waretini, Ted Levine, Gregory Peck.


Produção e pesquisa de 
Paulo Telles

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