sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Felicidade Não Se Compra (1946): O Espírito Natalino de Frank Capra.


É tempo de Natal. Época em que as pessoas costumam presentear aquelas que estimam, decoramos nossas casas com árvores de natal e presépios, e não dispensamos uma ceia. Parece uma época em que as pessoas esquecem um pouco do digladio do dia a dia. Entretanto, o cinema e a TV hoje produzem filmes em maior escala sobre o tema nos últimos vinte anos. Mas há 70 anos, tempo em que foi realizado A Felicidade Não se Compra (It's a Wonderful Life), produzido em 1946 e obra prima de Frank Capra (1897-1991), havia poucas produções a respeito nas telas de cinema. As salas de exibição neste período do ano exibiam produções bíblicas ou histórias ligadas ao cristianismo, algo que também perdurou na televisão por algum tempo. 


O Diretor Frank Capra, o "autor" de
A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946)
Frank Capra foi um cineasta singelo, que abordou o espírito de boa fé e a integridade do ser humano em suas obras. Basta vermos O Galante Mr Deeds, A Mulher Faz o Homem, Do Mundo nada se Leva, e Adorável Vagabundo, alicerces da cinematografia do grande componente do diretor. Seus heróis creem na bondade e na honestidade humana, onde se caracteriza a luta do bem contra o mal, e mesmo que sofram com isso, eles não abandonam suas convicções. Em A Felicidade Não Se Compra não é exceção, pois se eternizou na memória de muitos apreciadores da Sétima Arte e também daqueles que de forma incessante buscam uma vida mais feliz. E quem não quer ser feliz? É possível ser feliz? estas são algumas das interrogações que fazemos em nossas entrelinhas durante toda a projeção da fita, aliás, a preferida deste grande cineasta. 


O diretor Capra e seu astro, James Stewart, papeando numa pausa das filmagens.
Foi produzido pela firma independente Liberty, de Frank Capra e William Wyler, que faliu justamente porque A Felicidade não se Compra não se deu bem nas bilheterias. Como os direitos autorais não foram renovados, o longa caiu em domínio público em 1974 e, dessa forma, foi exibido inúmeras vezes na TV americana, especialmente na época de Natal, criando uma reputação de clássico. A versão oficial que se tem em DVD e Blu-Ray pertence hoje a Republic (que distribui pelo selo da Paramount). Apesar do fracasso, o filme chegou a ser indicado ao Oscar de melhor filme, diretor (Capra), ator(James Stewart) e montagem (William Hornbeck, 1901-1983).


James Stewart é George Bailey, um
"Boa-Praça" que gosta de ajudar as
pessoas.
Donna Reed é Mary Hatch, sua namorada,
depois esposa.

James Stewart (1908-1997, em seu primeiro filme depois de seu retorno da II Guerra) e Donna Reed (1921-1985) são as estrelas de uma história que, talvez, muitos de nós gostaríamos de viver. Entretanto, nem tudo são flores. Há empecilhos, desvios, provações, erros e problemas como na vida de qualquer mortal. O que fundamenta nesta magnífica obra de Capra é a humanidade nas relações pessoais e sociais, que podem causar danos por interesses de alguns mal intencionados, motivados pela individualidade e o egoísmo. A ambição, que costumeiramente envenenam ambientes, seja na família ou no trabalho, dá espaço para relações mais fraternas, altruístas, e solidárias a partir da ação de pessoas comuns, e em gestos comuns.



George e Mary dançam na pista, prestes
a se abrir e prontos a cair na piscina.
Não é à toa que Capra tinha um carinho todo especial por este filme mais do que os demais que dirigiu. Até quase ao fim de sua vida, em 1991, tinha o costume de convidar amigos pessoais juntando toda a família para assistir no cinema de sua casa ao seu original em 35 mm em toda véspera de Natal. Filmado em preto & branco, o cineasta chegou a enfartar quando viu sua obra sendo colorizada por computador, um modismo que penetrou nos anos de 1980 e que colorizou outros clássicos das décadas de 1940/50 (como Casablanca, por exemplo), e até James Stewart, o astro da película, protestou. De qualquer forma, A Felicidade Não Se Compra não envelheceu, capaz até hoje de fazer com que o espectador se identifique com qualquer um dos personagens ou mesmo com toda a situação do enredo.


Thomas Mitchell, de óculos, é o Sr. Billy, tio de George.
O Policial Bert (Ward Bond) e o motorista Ernie
(Frank Faylen), amigos de George.

O verdadeiro "amor ao próximo" não precisa vir em embalagens vistosas, assim prega a fita. Através de gestos simples de nosso cotidiano, se pudermos ser apenas mais cordiais com as pessoas, já forma por si só uma ação poderosa. Adicionar um pouco de esperança e otimismo no nosso dia a dia pode representar muito para as pessoas que convivem com as outras, seja na família, no trabalho (principalmente), ou nas nossas relações sociais.


Lionel Barrymore (sentado) é o Sr. Potter,
que apesar de estar preso a uma cadeira de
rodas, é um homem avarento e individualista.
Henry Travers é Clarence, anjo de guarda
de George, prestes a ganhar suas asas.
A alegria, a capacidade de superação, a fé e a valorização da vida e de tudo aquilo que somos, e que representamos para outras pessoas, tem que ser o pilar de nossas vidas. E eis que vem uma lição poderosa nesta obra de Capra, onde reside a ideia de nossa importância na vida das pessoas e de nossos amigos, pois ela pode afetar de modo positivo a vida delas. Naturalmente, jamais agradaremos toda a Humanidade, afinal, nem Jesus Cristo agradou a todos. Entretanto, sempre poderemos ser reconhecidos por nossos valores, seja por amigos, parentes e colegas de trabalho, e sem dúvida, a vida de um indivíduo seria bem diferente se não pudesse ele existir e fazer do dom de sua vida toda a diferença.


Gloria Grahame é Violet, ex-namorada
de George.
Todos os amigos de George reunidos na
noite de Natal, prontos para ajuda-lo
em momento crucial.

Um sonho acompanha a trajetória do jovem George Bailey (James Stewart) desde seus anos de infância. Sua vida foi marcada por inúmeros percalços que tendem de tudo para não permitir que suas aspirações se concretizem. Desde cedo, quando ainda era menino, George consolida sua vida como a de uma pessoa que está por perto para ajudar ao próximo. Não de forma totalmente consciente do valor dessa participação fraterna e solidária. Desprovido de qualquer busca de valorização ou reconhecimento em função de suas ações, movido somente pelo belo coração que possui.


Apesar de George ser prestativo com todos,
ele tem momentos de incertezas e dúvidas...
dúvidas estas que logo serão descartadas
quando ele conhecer o espírito da felicidade. O mundo é maravilhoso.
Por esse motivo, George é capaz de ajudar pessoas, como o farmacêutico manipulador de remédios, Sr. Gower (H. B. Warner, 1875-1958), ou ainda salvando a vida de seu irmão mais novo. Sua grandeza é realçada na defesa de pessoas pobres que com dificuldade tentam construir o grande sonho de suas humildes vidas, ter uma casa própria. Nesse sentido, apesar do desconforto dessa situação, George assume a empresa de seu pai, e é deste, inclusive, que ele herda as nobres convicções de justiça e compaixão, abdicando dos lucros em favor de uma vida modesta desde que isso lhe garanta a paz.


Em alguns momentos, George perdeu a fé.
Suas alegrias, apesar de alguns contratempos, ou pela deslealdade e individualidade do homem mais rico da cidade, o senhor Porter (Lionel Barrymore, 1878-1954), são ainda maiores a partir de seu casamento com a fiel Mary (Donna Reed) e com o nascimento dos filhos. Nesse momento tudo parece caminhar para um final feliz. É quando o acaso resolve lhes pregar uma peça e faz com que o dinheiro que garantiria os saldos e o cumprimento dos contratos de sua empresa simplesmente desaparece.


Mas a fé no amor e nas pessoas reacendeu no
espírito de George Bailey nesta noite de Natal.
Acuado pelas dívidas e pela possibilidade de ser preso, George fica desesperado e pensa em tirar sua vida para resgatar um seguro de vida que poderia assegurar a sobrevivência de sua empresa e a reputação de sua família É aí que entram os questionamentos. O que fazer quando sua vida parece não ter valido a pena? E se eu não tivesse nem ao menos existido, tudo seria muito melhor, não seria? Será que a minha vida foi de alguma forma importante para alguém?


A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946): Obra
de Frank Capra.
Com toda essa inocência terna e sincera, A Felicidade Não Se Compra é até hoje um dos mais belos filmes de todos os tempos, sendo despontado numa lista entre os melhores 45 filmes na categoria "valores humanos" de acordo com o Vaticano (que realizou uma lista de 100 melhores filmes em 1995, ano do Centenário da Sétima Arte), pois trata de temas importantes com simplicidade e de maneira tocante sem nunca parecer piegas ou pueril. Seus personagens perfeitos não caem na chatice ou na antipatia, e sim funcionam como o perfeito exemplo de como uma pessoa altruísta pode ser. Em um mundo capitalista de como era o de 1946 (ano de sua produção), pós-crise de 1929 e o início da reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, e num mundo hoje todo que individualista, devíamos refletir em pleno século XXI sobre o que Capra (um verdadeiro visionário) queria nos dizer naquele tempo, sobre os verdadeiros valores da vida e das boas relações com o próximo.


Thomas Mitchell, Dona Reed, Jimmy Stewart, Beulah Bondi: A FELICIDADE NÃO SE COMPRA.
Partindo dessa ideia, a de que nossa existência é fundamental para o equilíbrio e para a felicidade de muitas outras vidas, que Frank Capra consolida um dos mais celebrados clássicos do cinema mundial. No elenco, destaques para Thomas Mitchell (1899-1961), Ward Bond (1903-1960), e Gloria Grahame (1923-1981).No Brasil, o filme estreou a 14 de fevereiro de 1947, fez tanto sucesso em nossas salas que ficou quase 20 anos seguidos em cartaz. Um filme para curtir e apreciar, que consegue sobrepujar as ações do tempo. Afinal, como condiz seu título original, a vida é maravilhosa, apenas depende de nós e de nossas atitudes para com o semelhante. Assim prega o inesquecível diretor Frank Capra.

Divulgação do filme nas salas do Rio de Janeiro
em reprise na década de 1960.


FICHA TÉCNICA
A FELICIDADE NÃO
SE COMPRA

(It's a Wonderful Life)

Ano de Produção: 1946
Direção: Frank Capra
Gênero: Comédia dramática
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett, Frank Capra, Jo Swerling, baseado em história de Philip Van Doren Stern.
Produção: Frank Capra, para a RKO
Música: Dimitri Tiomkin
Fotografia: Joseph F. Biroc, Joseph Walker, Victor Milner. Em Preto & Branco.
Metragem: 130 minutos.



ELENCO PRINCIPAL:

James Stewart – George Bailey
Donna Reed – Mary Hatch
Lionel Barrymore – Sr. Porter
Thomas Mitchell – Tio Billy
Henry Travers – Clarence, o anjo
Beulah Bondi – Senhora Bailey, mãe
Frank Faylen – Ernie
Ward Bond – Bert
Gloria Grahame – Violet
H. B. Warner – Sr. Gower
Samuel S. Hinds – Sr. Bailey, pai
Jack Albertson - Sam Wainwright



PRODUÇÃO E PESQUISA DE
PAULO TELLES
FELIZ NATAL!!!
FELIZ 2017 PARA OS AMIGOS E LEITORES

11 comentários:

  1. Um dos melhores filmes de todos os tempos. Está na minha lista dos 20 melhores filmes de todos os tempos. Um filme que deveria ser obrigatório a todos assistirem, não apenas em época de Natal. Um grande cineasta, Frank Capra, e um grande elenco, com destaque primeiro para James Stewart. Nos filmes de hoje em dia, é raro ver um ator que consiga passar a imagem de uma pessoa de caráter de sua personalidade para o personagem que ele faz nos filmes. Acho que apenas Tom Hanks poderia ser o James Stewart do século 21.
    E para finalizar, Donna Reed. Dois papeis em que mais gostei dela, nesse filme em que é a esposa de James Stewart e no da garota de Montgomery Clift em "A Um Passo da Eternidade".

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    1. Saudações Valdemir!

      Não diria que uma obra por melhor que seja admirada, deve ser assistida motivada por obrigação. Mas com toda certeza, merece uma visita, ao menos uma vez na vida, e depois disso, vai do coração e da mente de cada espectador se vai continuar revisitando. Mas não tem como não se apaixonar por este grande alicerce da Sétima Arte.

      Engraçado vc mencionar Tom Hanks. No início da cerreira, ainda bem jovem, quando ainda era um ator de comédias românticas, ele chegou a ser comparado com o saudoso Jimmy. Hoje, já não diria tanto.

      Donna Reed era uma excelente atriz, mas preferiu tempos depois aderir a TV, onde teve até um programa com seu nome, o DONNA REED SHOW.

      Abraços do editor e feliz 2017.

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  2. Nossa,eu não sabia que esse filme tinha ficado vinte anos em cartaz no Brasil. Incrível!Mas também dá pra entender porque o filme é incrivelmente fofo(desculpem o termo piegas mas é o que me vem a mente quando penso nesse filme),ainda mais com o mito James Stewart.Amo esse homem!

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    1. Yara, naturalmente não foi 20 anos seguidos. Houve intervalos, onde algumas salas de exibição faziam questão de reprisar, em ocasiões especiais. Se não estou enganado, na década de 1960 já era exibida na TV no Brasil, já que fez sucesso também na telinha nos EUA. No auge do VHS, foi lançada em duas versões nos Estados Unidos, preto & branco (original) e colorizado por computador, e no Brasil saiu pela primeira vez em vídeo, pelo selo da Republic do Brasil, no final de 1989.

      Sobre Jimmy, naturalmente foi um dos maiores astros de todos os tempos.

      Abraços do editor e feliz 2017.

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  3. Mas mesmo com intervalos 20 anos ainda é muito tempo!Totalmente justificável,é claro!E feliz 2017 pra vc também!

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  4. Telles,

    Há uns tres anos atrás eu peguei este filme e disse para minha esposa: "tome aqui e assista a um filme de verdade."
    -- Que filme é este? -- indagou
    -- assista e depois falaremos.

    Ele meteu o filme no aparelho e quando percebi que o filme acabara lhe perguntei:
    -- E então? Gostou?
    -- Foi o mais belo filme que vi na vida. - respondeu com semblante ainda emocionado.

    Sim, porque a partir do momento em que o Anjo, meio desajeitado, surge em sua vida, a fita ganha uma cara nova, ou como dizer, o verdadeiro sentido que se desejava dar ao filme, ou o pensamento do diretor, surge a partir dali, com cenas incrivelmente bem interpretadas pelo Jimmy e seus companheiros de elenco.

    Porém, amigo, vou lhe confessar; a fita não gerou em mim o mesmo impacto que gerara quando o vi pela primeira vez. Acontece muito isso comigo. Não sei explicar o porque, mas meu interior ficava me perguntando; "o que há Jurandir? Porque não estás extravasado dos mesmos sentimentos e emoções de quando o viu pela primeira vez? Estás vendo um bom filme, com atores ótimos, com uma das mais perfeitas faces femininas de Hollywood (a Reed), com tão bons interpretes e momentos gratificantementes belos e, ainda assim, nada parece mexer muito com você?

    Um amigo meu me falou que detesta filme colorizado. Me falou que a fita perde sua qualidade de nascimento e o encanto do NÃO preto e branco lhe arranca a originalidade.

    É o que deve ter ocorrido comigo vendo a fita assim. Vos falei que pegara uma copia colorizada e estava aguardando sua postagem. E fiz isso. Vi o filme e todo aquele sentido de magia que Kapra nos presenteara pareceu esmorecer, desaparecer em parte, morrer por falta de alguma coisa, que descobri ter sido não te-lo revisto no seu original P&B.

    Não sei, não se foi isto mesmo ou minha ansiedade de ve-lo pela 2a. vez. Não sei.
    O filme é perfeito, leve, todo agradável, embora o Jimmy em alguns instantes seja uma pessoa normal que explode com injustiças, além de ser um homem que consegue sempre convencer.

    Aquela lição de que pensava em se atirar no rio, cheio de desespero revolta e mágoas, e percebe que alguém o fez antes dele, fazendo-o esquecer de si e atirando-se na água revolta para salvar o homem, é perfeita e de uma imaginação criativa fortemente preparada para criar uma fita com tantos momentos humanos e desumanos, como é o caso do Lionel e suas tramamóias e revides verbais. (Extraordinário no papel)

    Dou notas de 1 a 5 nos filmes e estou dando 4 neste.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Saudações meu bom amigo baiano!

      Olhe amigo, somos dois a pensar do mesmo modo, ou melhor, dizendo, sentirmos do mesmo modo. Posso falar pra vc que o impacto de assistir a um filme pela primeira vez (principalmente quando se é uma criança ou adolescente) não será o mesmo quando vc reassistir esta mesma fita daqui a alguns anos. Isso é um processo natural, mesmo porque ao longo de nossas vidas atravessamos várias fases. Não que fiquemos insensíveis, mas a visão pode ser outra.

      Um exemplo disso, em mim, foi quando pela primeira vez assisti BEN-HUR, de William Wyler, e foi mesmo na TV (ainda inédito então e apresentado em duas partes). A parte em que a mãe e a irmã de Ben-Hur estão no vale dos leprosos e a tentativa dele de salva-las me atingiu profundamente que até achei que ele fosse pegar a lepra. O final então, quando o herói vai de encontro com a mãe e a irmã já curadas pelo Milagre da Cruz foi a sequencia que me fez chorar. Naturalmente, só tinha 14 anos. Hoje com 46, já revisto esta obra do cinema épico e mundial talvez por mais de 150 vezes desde os tempos que consegui meu primeiro vídeo-cassete, posso dizer que o mesmo impacto não surpreendeu em mim.

      Por que isso não aconteceria com A FELCIIDADE NÃO SE COMPRA? - filme que assisti na minha vida, pela primeira vez em 1993, e até numa sessão de carnaval que a extinta TVE (TV Educativa, aqui no RJ) exibiu em sua programação. Quando vi a fita de Capra, até então inédito pra mim, já fiquei extasiado de fantasia e comecei a entender o porque deste clássico ser badalado por fãs de toda a Sétima Arte. Confesso que me emocionei. Mas em qualquer filme que assistamos, por mais que possamos nos afiliar, sempre vai perdendo um pouco do impacto inicial depois da primeira vista.

      Falando em George Bailey (Jimmy Stewart)...

      Talvez um dos personagens (ou até mesmo um dos heróis) mais humanos que o cinema pôde confeccionar, pois pode existir um George Bailay dentro de cada um de nós, enfrentando as adversidades (representadas pelo Lionel Barrymore, o Sr. Porter) e os inúmeros desafios da vida.

      Grande abraço do editor.

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  5. Telles, (sobre falas do Valdemir e vossa resposta)

    Eu vi Ben Hur mais de 60 vezes, assim como Absolutamente Certo também, dentre muitos outros que revejo a cada vez que tenho oportunidade. E não faço isso sem vontade, faço-o com inteiro prazer.

    E ainda sem querer podar sua resposta ao Valdemir, o Jimmy foi um dos maiores atores do cinema. No entanto, cito: o Hawks não deve nada a ele em termos de carisma e talento. O Tom fez sucesso em TODOS os filmes que fez, TODOS. O que não estou dizendo que o Jimmy foi diferente, pois não existe cinéfilo que não ame e até "sorria de agrados" nas gaguejadas do Jimmy. Ele foi incrivel!

    Até andei lendo que ele gaguejava propositalmente. E fazia isso nos momentos em que não lembrava direito suas falas. As gaguejadas lhe davam tempo de buscar o texto certo.

    Procurem ver com ele Minha Querida Brigite. É uma comédia deliciosa demais e ele arrasa!

    Não sei se é verdade isso das gaguejadas. Andei lendo.Agora: que era lindo demais aqueles momentos, isso era.

    Abração a ti e ao Valdemir

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Olha aí baiano, e ainda falando de BEN-HUR, rsrsrs..

      Meu velho, vc falou que assistiu a este filme 60 vezes, e eu no comentário anterior falei umas 150...pode até ser que eu tenha assistido um pouco menos desta estatística, visto que vc deve ter apreciado esta obra numa gigantesca tela de cinema em 70mm, luxo este que eu não tive o privilégio, rsrsrs.

      Sobre o Jimmy, considero como um dos maiores astros de cinema de todos os tempos, e não somente do século passado. Este ano se celebra os 20 anos de seu falecimento, aos 89 anos. Talvez estas “gaguejadas” sejam até mesmo sua marca registrada e que foi isso que veio a cativar inúmeros fãs.

      Abraços para os dois


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  6. Telles,

    Isso, falou e disse.

    Vi Ben Hur no seu lançamento e não foi uma vez somente não, porque ele passou tanto tempo direto no mesmo cinema, que eu não perdia tempo revendo-o e revendo-o.

    Na TV então e depois que eu o gravei, aí a coisa correu solta. Mas também, pudera, porque no somar das contas sou mais idoso que tu e tive mais tempo para isso, porque minha vida dos 11 aos 35/40 anos se passou dentro de cinemas. Claro que aos 27 depois que casei, a coisa diminuiu mais. No entanto, ia com a patroa, que passou a gostar da Arte.

    E sobre o Jimmy não há mais nada a dizer. Ele era de sensacional para cima. O mundo o amava como se o mesmo fosse alguém de suas próprias familias. E não estou exagerando!

    Abraço enorme

    Jurandir_lima@bol.com.br

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