domingo, 3 de julho de 2016

Olivia de Havilland: Cem Anos de Uma Lenda Viva da Sétima Arte.


No último dia 1º de julho, Olivia de Havilland completou cem anos de vida. Uma das poucas reminiscências vivas dos anos dourados do cinema, Olivia foi participante ativa de diversos clássicos das telas, celebrados por inúmeros fãs da Sétima Arte. As Aventuras de Robin Hood talvez seja o mais lembrado de todos por uma geração mais jovem, junto à outra obra prima, E o Vento Levou. No primeiro se consagrou como a parceria romântica do galã e aventureiro Errol Flynn (1909-1959), com quem atuou oito vezes, e no segundo, ela é a única atriz viva do elenco principal do que é considerado “o maior filme de todos os tempos”, realizado em 1939 e onde viveu a doce e gentil Melanie.  Mas não foi só de canduras que viveu esta grande atriz dentro e fora das telas.  Ela se impôs como mulher e artista, desafiando o sistema hollywoodiano de estúdios e com isso, conquistando o respeito de seus amigos e colegas de profissão (entre os quais, se destaca Bette Davis), sendo premiada pela Academia em duas ocasiões. Notório também são as desavenças com a irmã, a também atriz e igualmente premiada Joan Fontaine (1917-2013). Celebrando o aniversário desta Legenda Viva do cinema radicada hoje na França, vamos fazer uma retrospectiva sobre sua vida e sua obra cinematográfica.

Parabéns Para OLIVIA DE HAVILLAND.

Por Paulo Telles


Olivia Mary de Havilland nasceu a 1º de julho de 1916, em Tóquio, Japão, Filha de pais naturais do Reino Unido. Seu pai, Walter Augustus de Havilland (1872 —1968), um Procurador, era filho do Reverendo Charles Richard de Havilland, que viera de uma família de Guernsey, nas Ilhas do Canal.  A mãe, a atriz Lilian Augusta de Havilland, que adotou o nome artístico de Lillian Fontaine (1886-1975), estudou na Academia Real de Artes Dramáticas, em Londres, tornando-se atriz de teatro, deixando a carreira após ir para Tóquio com o marido. Sua mãe voltaria a trabalhar com o nome artístico de Lillian Fontaine na década de 1940.

Olivia aos cinco meses, com seus pais.
Lilian saíra da Inglaterra para o Japão a fim de visitar um irmão que trabalhava como professor na Universidade de Tóquio. Foi quando acabou conhecendo o futuro marido, então professor na mesma Universidade, com quem se casou em 1914. Mas não foi uma união feliz, devido às infidelidades de Walter. Da união do casal nasceram Olivia, em 1916, e Joan de Beauvoir de Havilland, que o mundo a conheceria como Joan Fontaine, em 1917 (e falecida em 2013).

A Mãe de Olivia de Havilland e Joan Fontaine:
Lillian Fontaine (1886-1975)
Em fevereiro de 1919, Lilian convenceu o marido a levar a família de volta à Inglaterra, pois lá encontrariam um clima mais adequado para a saúde das filhas. A família parou na Califórnia, nos Estados Unidos, para tratar Olivia, com saúde fragilizada devido a uma bronquite. Quando Joan contraiu pneumonia, Lilian decidiu permanecer com as filhas na Califórnia, onde se estabeleceram na cidade de Saratoga, a cerca de 80 km ao sul de San Francisco. Seu pai abandonou a família e voltou para a amante japonesa, que se tornaria a segunda esposa dele. O divórcio só aconteceu de fato em fevereiro de 1925.

Olivia de Havilland em sua juventude
Embora tivesse abandonado a carreira de atriz, Lilian ensinava as filhas a apreciarem as artes, sempre lendo Shakespeare para as crianças (o próprio nome de Olivia fora escolhido por causa da personagem Lady Olivia, da peça Noite de reis, de Shakespeare), e também lhes ensinando música e declamação. Em abril de 1925, depois de o divórcio com Walter ter sido finalizado, Lilian casou-se novamente, desta vez com um proprietário de uma loja de departamentos chamado George Milan. Fontaine, um homem severo e detestado por ambas as garotas. O sobrenome deste, que fora adotado por Lilian em razão de seu segundo casamento, seria usado por Joan quando, ao virar atriz, decidira criar um nome artístico. A infância de Joan e Olivia seria marcada por desentendimentos entre ambas, desentendimentos estes que por sua vez gerariam uma rivalidade entre as irmãs que se estenderia ao longo de suas vidas.

Ensaio para O CINEMA
Olivia de Havilland frequentou a Saratoga Grammar School, o Convento de Garotas Católicas de Notre-Dame, em Belmont, e a Los Gatos High School, em Los Gatos. Hoje a escola de Los Gatos oferece um prêmio com o nome de Olivia para jovens atores. No colégio, ela se destacou na oratória e no hóquei em campo, além de ter participado do clube dramático da escola.

Olivia aos 17 anos, personificando Alice na peça
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, em 1933
Em 1933, aos 17 anos de idade, participou da montagem teatral de Alice no País das Maravilhas, obra imortal de Lewis Carroll (1832-1898) interpretando o papel principal. Tempos e tempos depois, a atriz faria uma declaração sobre seu desempenho como Alice e suas primeiras experiências na atuação:

“Pela primeira vez eu vivi a mágica experiência de sentir-me tomada pela personagem que eu estava interpretando. Eu realmente senti que eu era Alice e que, quando atravessei o palco, eu estava me movendo para o encantado país das maravilhas de Alice. E assim, pela primeira vez, senti não apenas o prazer em atuar, mas o amor por estar atuando também.”

Olivia como Hermia na versão cinematográfica de
SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO (1935)
Assim que terminou o colegial no ano seguinte, Olivia ganhou o papel de Puck na produção teatral Sonho de uma noite de verão, inspirada na obra de William Shakespeare. Naquele verão, o cineasta austríaco Max Reinhardt (1873-1943) veio para a Califórnia para assistir a peça no Hollywood Bowl. Depois de um dos assistentes de Reinhardt terem assistido Olivia em sua atuação, foi proposta a ela fazer o papel de Hermia na versão cinematográfica que o diretor iria rodar da mesma obra. Ela prontamente aceitou.

Olivia no auge da beleza e da forma física.
Aceitar o papel de Hermia alterou todos os planos que a jovem atriz reservou para si: excelente aluna, ela havia ganhado uma bolsa na Universidade de Mills, onde iniciaria seus estudos no outono de 1934 com o objetivo de tornar-se professora de inglês. Após Reinhardt tê-la convencido a aceitar o seu convite, ela entendeu que essa era a grande chance de sua vida, e que não poderia deixá-la passar.

O começo em hollywood

A versão cinematográfica de Sonhos de uma noite de verão, produzida pela Warner, marcaria a primeira aparição da novata Olivia de Havilland no cinema. Curiosamente, o filme só seria lançado no final de 1935, depois dos lançamentos de outros dois filmes em que Olivia atuaria depois de concluídas as gravações de seu primeiro trabalho cinematográfico. 

Olivia em ESFARRAPANDO DESCULPAS (1935), com Joe E. Brown
Com James Cagney: O FILHINHO DA MAMÃE (1935)
São eles: Esfarrapando Desculpas/Alibi Ike, em 1935, dirigido por Ray Enright (1896-1965), uma comédia onde ela atuou ao lado do lendário “boca larga”, Joe E. Brown (1892-1973), e ainda no mesmo ano, O Filhinho da Mamãe/The Irish in Us, de Lloyd Bacon (1889-1955), outra comédia onde contracena com James Cagney (1899-1986) e Pat O’Brien (1899-1983). 

ERROL FLYNN: O PARCEIRO ROMÂNTICO PERFEITO NAS TELAS
A jovem Olivia começava a se destacar em Hollywood. A delicadeza e o charme comum entre as estrelas do cinema, e uma dicção perfeita impressionavam o público, os cineastas, e os produtores. Sua forma de atuar delicada e ao mesmo tempo profunda e verdadeira causou uma impressão muito agradável, resultando em um contrato de sete anos com a Warner Brothers.

Olivia com seu mais famoso par romântico, Errol Flynn,
em CAPITÃO BLOOD (1936)
O auge do sucesso, entretanto viria com a sua associação com o ator Errol Flynn (1909-1959), onde ela seria sua parceira romântica em oito filmes, entre 1936 a 1941. Flynn, na época, era o astro mais promissor (e com o melhor salário) do estúdio Warner, já se firmando como um dos grandes campeões de bilheteria da década de 1930.

Olivia de Havilland e Errol Flynn, no primeiro clássico em
parceria: CAPITÃO BLOOD.
Capitão Blood/Captain Blood, produzido em 1935 e dirigido por Michael Curtiz (1886-1962) foi a primeira união entre Errol e Olivia, um capa & espada baseado no célebre romance de aventuras de Rafael Sabatini (1875-1950), o mesmo autor de Scaramouche.  Foi um estrondoso sucesso graças à química perfeita entre os dois astros, que se tornaria também uma das duplas românticas mais famosas do cinema. 

A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA (1936).
No ano seguinte os dois voltariam as telas com Carga da Brigada Ligeira/ The Charge of the Light Brigade, também dirigido pelo notável Curtiz, muito embora seus personagens não eram precisamente um par romântico, já que a parte de Olivia, Elsa Vickers, não correspondia ao amor do personagem vivido por Flynn, o major Geoffrey Vickers da Brigada Ligeira.  Um sucesso que decolou e que ajudou a firmar ainda mais os nomes de seus astros principais.

AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD (1936): Olivia e Errol no filme
mais popular da dupla.
A 16 de setembro de 1936, a extremamente bem sucedida parceria de Olivia com Errol em Capitão Blood e A Carga da Brigada Ligeira leva a Warner a decidir-se por Olivia para o papel de Lady Marian, em As Aventuras de Robin Hood/ The Adventures of Robin Hood.

A beleza de Olivia de Havilland, como Lady Marian.

O papel de Lady Marian foi antes oferecido à atriz Anita Louise (1915-1970), sendo a fita dirigida também por Curtiz em parceria com William Keighley (1889-1984).  As Aventuras de Robin Hood se incluiu no privilegiado grupo de filmes aonde chega a perfeição interpretativa. Olivia de Havilland, com a suavidade de sua beleza e ao seu talentoso charme, dá um fascínio especial às cenas de que participa, pois sua Lady Marian parece sair de um livro de histórias de um conto de fadas.

Olivia beijando Errol, sob o olhar despeitado de Patric Knowles:
AMANDO SEM SABER (1938)
Olivia e Errol: UMA CIDADE QUE SURGE (1939) - O Primeiro
Faroeste da dupla.
Em 1938, Flynn e Olivia voltariam em Amando sem Saber/ Four's a Crowd, também dirigido por Michael Curtiz, uma comédia romântica com os dois novamente fazendo suspirar as plateias.Em 1939, os dois se encontram novamente, desta vez num Western, Uma Cidade que Surge/ Dodge City, novamente sob a batuta de Curtiz. 

MEU REINO POR UM AMOR (1939): Olivia e Errol, e no
meio...
No mesmo ano, Michael Curtiz coloca Bette Davis (1908-1989) no meio dos dois astros no fascinante Meu Reino Por Um Amor/ The Private Lives of Elizabeth and Essex. Davis (no papel da Rainha Elizabeth) então na época a atriz mais importante da Warner, foi também o interesse romântico de Flynn que vivia o aventureiro Earl de Essex.


A lendária BETTE DAVIS. Mas  a
Grande Estrela foi apoiada por Olivia de Havilland.
Olivia era o terceiro nome creditado do elenco, ofuscada pelo brilho de Davis, mas isso não a invejou, pelo contrário, pois as duas atrizes se entendiam perfeitamente bem. Clima agitado durante as filmagens, pois já nessa época, Flynn, graças às farras e bebedeiras noturnas se atrasava as gravações, pondo as disciplinadas Olivia e Bette (que se tornaram amigas), bem como o diretor, Michael Curtiz, fora do sério. 

E O VENTO LEVOU
“Eu diria que Melanie foi a pessoa que eu gostaria de ser... mas também a pessoa que eu nunca consegui ser”.

Olivia como Melanie Hamilton, em E O VENTO LEVOU (1939)
Assim Olivia de Havilland definiu a sua personagem, Malanie Hamilton Wilkes, em E O Vento Levou/Gone With The Wind, em uma entrevista realizada em 2009. Com 22 anos de idade, ela desempenhou magistralmente o papel da gentil cunhada da determinada Scarlett O'Hara, interpretada por Vivien Leigh (1913-1967).


De Havilland e Leigh ameaçaram dominar o filme, tanto que o “machão” Clark Gable (1901-1960), o astro que vivia Rhett Buttler, protestou, e o diretor George Cukor (1900-1983) teve de ser despedido por esta razão. Cukor, que era homossexual, era conhecido por ser um “diretor de mulheres” por se relacionar muito bem profissionalmente com elas e sentir o que elas precisavam obter em uma interpretação. Mesmo assim, tanto Olivia e Vivien foram instruídas por este grande diretor às escondidas.

Com o lendário Leslie Howard: E O VENTO LEVOU (1939)
A escolha para viver Melanie também mereceu uma busca antes da escolha definitiva para De Havilland. Maureen O’ Sullivan (a inesquecível Jane dos filmes de Tarzan com Johnny Weissmuller), Janet Gaynor, Marsha Hunt, Geraldine Fitzgerald, Priscilla Lane, Dorothy Jordan, Frances Dee, Ann Shirley, e até a irmã de Olívia, Joan Fontaine, estavam na lista de candidatas para o papel.

David O' Selznick com Leslie Howard, Vivien Leigh, e
Olivia de Havilland, em reunião para decidir os trâmites de

E O VENTO LEVOU (1939)
Malanie era uma mulher gentil, delicada, e frágil, o oposto de sua cunhada Scarlett, que na verdade amava seu marido, Ashley Wilkes, vivido por Leslie Howard (1893-1943), mas este só tinha olhos para esposa Melanie. As filmagens deste grandioso espetáculo (baseado no Best Seller de Margaret Mitchell,1900-1949) começaram bastante tumultuadas a 10 de dezembro de 1938, nos velhos estúdios da RKO-Pathé, em Culver City, mas não havia ainda a atriz para Scarlett O’ Hara. Sob a direção de William Cameron Menzies (1896-1957), encenou-se diante das câmeras Technicolor a sequência do incêndio de Atlanta, com a utilização de antigos cenários (de King Kong / King Kong / 1933, Jardim de Alá / Garden of Allah / 1936, etc.), disfarçados com falsas fachadas.

Sete câmeras Technicolor fotografaram os dublês dos personagens de Rhett e Scarlett em planos médio e geral com o fogo ao fundo. Foi necessário filmar esta cena antes do verdadeiro início da produção, a fim de limpar a área para a construção do cenário de Tara, partes de Atlanta e vários outros exteriores.

Hattie McDaniel, com Olivia e Vivien Leigh: E O VENTO LEVOU.
As filmagens terminaram a 1º de julho de 1939, e Selznick tinha diante de si uma montanha de celulóide revelado – cerca de 60.000 metros de filme, equivalente a 28 horas de projeção. Trancado dia e noite com o editor Hal C. Kern e seu assistente James Newcom, o produtor montou o filme sem consultar nenhum dos diretores que nela tomaram parte e ordenou a filmagem de cenas adicionais, como aquela em que Scarlett se esconde debaixo da ponte numa tempestade, enquanto uma tropa da União passa sobre a mesma. Sob o comando de Victor Fleming, a cena de abertura foi mais uma vez encenada. A montagem final redundou em 4 horas e 25 minutos de projeção. Efetuaram-se novos cortes e o filme terminou com a duração de 3 horas e 43 minutos.

A noite de estreia em Atlanta: Vivien Leigh, Clark Gable,
David O' Selznick, Margaret Mitchell (autora do livro), e Olivia
A première teve lugar em Atlanta na noite de 15 de dezembro de 1939, com a frente do cinema Lowe’s Grand decorada como a mansão de Twelve Oaks. O Governador da Geórgia, E. D. Rivers, decretou feriado estadual em virtude do lançamento de um filme. Para não ficar atrás, o Prefeito de Atlanta, William B. Hartsfield, programou três dias de festividades, substancialmente patrocinadas pela Metro. A imprensa estimou em um milhão o número de pessoas aglomeradas na cidade – então habitada por 500 mil cidadãos – no dia da estreia de…E O Vento Levou.

Vivien Leigh e Olivia de Havilland, numa cena excluída na
versão original (Olivia segurando uma edição do romance de

Margaret Mitchell).
Pelo desempenho em E O Vento Levou, Olivia De Havilland recebeu a primeira de suas cinco indicações ao Oscar - a única na categoria de Melhor atriz coadjuvante - embora tenha perdido o prêmio para a amiga Hattie McDaniel (1895-1952), que o levou pela atuação como Mammy, no mesmo trabalho. Dos quatro atores principais do filme (os outros: Vivien Leigh, Clark Gable e Leslie Howard), De Havilland é a única ainda viva. Ironicamente, sua personagem Melanie é a única das quatro a morrer no filme.


Olivia de Havilland é a única remanescente viva deste glorioso espetáculo considerado “o filme dos filmes” ou “primus inter pares” de todas as obras cinematográficas. Ela é a testemunha viva da história não somente desta superprodução onde ela foi participante ativa, mas de toda uma época de criatividade e ação promovida pelos grandes estúdios, mesmo que estes exercessem sistemas bem vigorados para os astros e estrelas em Hollywood.

ÚLTIMOS FILMES COM FLYNN

Após o estrondoso sucesso mundial de E O Vento Levou, que consagrou firmemente os nomes dos seus astros principais, entre os quais se destacava Olivia De Havilland, esta ainda atuou em dois últimos trabalhos com o colega Errol Flynn, em dois faroestes: A Estrada de Santa Fé/ Santa Fe Trail, em 1940, e O Intrépido General Custer/ They Died with Their Boots On, em 1941.

Olivia e Errol: A ESTRADA DE SANTA FÉ (1940)
A Estrada de Santa Fé foi o último filme que Michael Curtiz dirigiu com a dupla, um western sem algum compromisso com a história, onde mostra a questão da validade ou não de se usar o terrorismo para promover uma causa tida como boa para os yankees (os nortistas): a abolição da escravatura. Durante todo o filme, os oficiais do exército norte-americano se mantêm neutros na disputa política entre sulistas e nortistas. O filme termina com uma mensagem de esperança, que as disputas políticas não dividissem a nação.

A ESTRADA DE SANTA FÉ
O filme segue, de forma livre, a vida de J. E. B. Stuart (vivido por Flynn), antes que irrompesse a guerra civil dos EUA. Também fala do seu romance com a fictícia Kit Carson Hollyday (Olivia de Havilland), da sua amizade com o famoso General Custer, aqui vivido por Ronald Reagan (1911-2004), e de batalhas contra o abolicionista John Brown, vivido por Raymond Massey (1896-1986). Curiosamente, Massey repetiria o papel de Brown em 1957, no faroeste Sete Homens Enfurecidos/ Seven Angry Men, dirigido por Charles Marquis Warren (1912–1990).

O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER (1942): Olivia de Havilland e Errol Flynn
O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER: Errol Flynn, e Hattie McDaniel novamente com Olivia, depois de "E O Vento Levou".
O Intrépido General Custer , dirigido por Raoul Walsh (1887-1980) registrou o último encontro da dupla Olivia & Errol. O filme conta a trajetória do General George Armstrong Custer (1839-1876) desde sua formação da Academia Militar de West Point até a famosa Batalha de de Little Big Horn onde morreu “heroicamente”. Partido da legenda romântica dos mitos do Velho Oeste, as imprecisões históricas do personagem são o maior mérito do filme, tornando o General Custer vivido por Errol Flynn uma verdadeira fantasia.  Olivia vive Elizabeth Bacon, a esposa devotada do militar.


 AS LEMBRANÇAS DE OLIVIA SOBRE ERROL
Na autobiografia de Errol Flynn, My Wicked, Wicked Ways (lançado postumamente pouco depois da morte do astro, em 1959), ele afirma que durante muito tempo foi apaixonado por Olivia de Havilland. Mas a atriz, segundo o ator, nunca correspondeu ao seu amor, e mesmo porque ele era casado com a atriz (ciumenta e temperamental) Lili Damita (1904-1994).  Mesmo sendo casado, Flynn pulou várias vezes a “cerca”, e suas bebedeiras e outras atitudes eram consideradas folclóricas em Hollywood.

Errol com sua esposa, a atriz Lili Damita.
Embora conhecidos como um dos mais famosos casais do cinema (estrelaram oito filmes juntos), De Havilland e Errol Flynn nunca estiveram ligados romanticamente. A respeito de seus sentimentos sobre Errol, Olivia observou que, mesmo se sentindo atraída por Flynn, recusou todas as investidas do galã com o receio de se tornar apenas mais uma dentre as inúmeras aventuras amorosas de um homem comprometido.


Olivia e Errol, em foto publicitária.
Mas em 2009, por ocasião da celebração do centenário de nascimento de Flynn, Olivia de Havilland fez uma declaração que surpreendeu a todos:

"Sim, nos apaixonamos e acho que isso é evidente na química que mostrávamos nas telas. Mas as circunstâncias naquele tempo impediram que a relação fosse adiante", afirmou Olivia.

Em outra declaração, ela também disse:

“Eu tive de fato uma queda por Errol Flynn durante as filmagens de “Capitão Blood”. Eu o achava absolutamente sensacional, durante três anos contínuos, sem ele sequer imaginar. Então ele começou a me cortejar, mas não deu em nada. Eu não me arrependo disso; ele poderia ter arruinado minha vida

ERROL FLYNN: Sempre nas lembranças eternas de Olivia de Havilland.
Seja como for, foi nos braços de Errol que Olivia percorreu o Velho Oeste, a Criméia, a Inglaterra medieval, a década de 1930 nos Estados Unidos, e o Sul no tempo da Guerra Civil. Tais trabalhos juntos a Errol Flynn marcaram eternamente a carreira de Olivia de Havilland.

FILMES EM DESTAQUE NA DÉCADA DE 1940.
A partir de E O Vento Levou, em 1939, a carreira de Olivia de Havilland sofreu uma guinada positiva. No mesmo ano, ela contracenou com David Niven (1909-1983) em Raffles, onde foi emprestada para United Artist. Entretanto, A Porta de Ouro/ Hold Back the Dawn, dirigido por Mitchell Leisen (1898–1972) em 1941, exigiu extrema dedicação da atriz para a personagem, Emmy Brown, uma mulher que se confronta com os esquemas políticos sociais para colocar o homem que ama nas alturas, contudo ela é traída por ele. O homem amado por Olivia é vivido por Charles Boyer (1899-1978) e a amante deste é interpretada por Paulette Goddard (1911-1990), e ambos arquitetam para usar e abusar da sofrida mulher vivida por De Havilland.

A PORTA DE OURO (1939): Paulette Goddard, Charles Boyer,
e Olivia de Havilland.
Olivia foi indicada pela segunda vez ao Oscar de melhor atriz pelo papel em A Porta de Ouro em 1941, mas perdeu para a irmã Joan Fontaine, que concorreu na mesma categoria em 1941  por Suspeita, de Alfred Htichcock. Há quem fale que entre outras coisas, a rivalidade das duas irmãs não só derivam de problemas familiares, como também veio a se estender dentro da Meca cinematográfica.

Olivia com Henry Fonda: ASSIM QUE ELAS GOSTAM (1942)
No ano seguinte, em 1942, Olivia embarca na comédia Assim que elas Gostam/ The Male Animal, dirigido por Elliott Nugent (1896–1980), e com Henry Fonda (1905-1982) como um professor universitário as voltas com greves e marxismo. O filme aqui no Brasil só foi exibido 1945, pouco depois do fim da II Guerra, por determinação do “Estado Novo”.

Com Bette Davis: NASCIDA PARA O MAL (1942)
SUA ALTEZA QUER CASAR (1943)
Em 1942 ainda, Olivia viveu a irmã sofrida de Bette Davis e totalmente manipulada por ela em Nascida para o Mal/ In This Our Life, dirigido pelo lendário John Huston (1906-1987).  Em 1943, uma comédia,  Sua Alteza quer casar/ Princess O'Rourke, dirigido por Norman Krasna (1909–1984), onde Olivia vive uma Cinderela disfarçada nos tempos modernos.

DEZ PEQUENAS PARA UM HOMEM (1943)
Em Dez Pequenas para um Homem/ Government Girl, no mesmo ano, dirigido por Dudley Nichols (1895–1960), Olivia interpreta uma funcionária de Washington que tenta reverter à escassez de homens.

Olivia com Ida Lupino e Nancy Coleman: DEVOÇÃO (1946)
Em 1946, De Havilland brilharia como uma das irmãs Bronte na cinebiografia das famosas novelistas em Devoção/ Devotion, dirigido por Curtis Bernhardt (1899–1981), onde ela disputou rasgos dramáticos com a sensacional Ida Lupino (1918-1995) que interpretava sua irmã.

CHAMPANHE PARA DOIS (1946): Ray Milland e Olivia de Havilland.
No mesmo ano de 1946, novamente uma comédia ao velho estilo, Champanhe para Dois/ The Well-Groomed Bride, dirigido por Sidney Lanfield (1898–1972), com Ray Milland (1905-1985).
O PRIMEIRO OSCAR
Ao aceitar atuar em Só resta uma lágrima/ To Each His Own, em 1946, Olivia de Havilland mostrou que realmente queria algo que lhe permitisse uma oportunidade maior para brilhar como atriz.

SÓ RESTA UMA LÁGRIMA (1946): Olivia de Havilland e John Lund
Neste filme ela interpreta Josephine "Jody" Norris, uma garota de uma cidade pequena durante a Primeira Guerra Mundial, que engravida de um piloto de avião morto em combate. Decidida a levar sua gravidez adiante, mas sem querer se tornar vítima de um escândalo por ser mãe solteira, ela entrega o seu bebê para que uma família o adote; à medida que o tempo passa, ela acompanha o crescimento do seu filho de longe e, ao se afeiçoar à criança, sofre pelo fato de não poder revelar que é sua mãe.

Amadurecida em SÓ RESTA UMA LÁGRIMA (1946)
O Primeiro Oscar.
Um grande desempenho que rendeu à atriz sua terceira indicação ao Oscar e sua primeira vitória, como melhor atriz principal. Na cerimônia de entrega do prêmio, ela agradeceu a 27 pessoas, tornando-se a dona do recorde de nomes citados no agradecimento feito após ganhar o Premio da Academia.

Outros FILMES
A seguir, mais três grandes interpretações: Espelho da Alma/ The Dark Mirror, de Robert Siodmak (1900-1973), com Lew Ayres (1908-1996), em 1946.

ESPELHO DA ALMA (1946)
A COVA DA SERPENTE (1948)
A Cova das Serpentes/ The Snake Pit, de 1948, onde Olivia interpretou uma psicopata internada num hospício cujos métodos só agravavam o seu estado. Direção de Anatole Litvak (1902–1974). Novamente, De Havilland receberia uma indicação para o Oscar, mas Jane Wyman ganhou naquele ano por Belinda.

TARDE DEMAIS
Tarde Demais/ The Heiress , produzido em 1949, é baseado em peça teatral que a própria Olivia assistiu na Broadway, sugerindo ao diretor William Wyler (1902-1981) que a história poderia render um ótimo filme. Ele concordou e propôs o filme aos executivos da Paramount, que logo procuraram adquirir os direitos autorais da peça. Por sua vez, o auto teatral  foi baseado no romance A Herdeira, de Henry James (1843-1916).

Olivia e o jovem e belo Montgomery Clift: TARDE DEMAIS (1949)
De Havilland interpreta Catherine Sloper, uma mulher ingênua e sem graça, cujo pai, Dr. Austin Sloper (Sir Ralph Richardson, 1902-1983, ator inglês que fazia aqui sua estreia no cinema americano), não a aprecia.

Monty, Olivia, e Ralph Richardson: TARDE DEMAIS 
Num baile, ela é cortejada por Morris Townsend (Montgomery Clift, 1920-1966), não aprovado pelo pai, que o considera um caça-dotes. O Dr. Austin ameaça Catherine de deserda-la se ela continuar o romance, mas o rapaz sim é que se afasta. Após a morte do pai, Morris tenta recomeçar o namoro, e Catherine finge aceita-lo. Mas quando ele vem busca-la, encontra a porta fechada, para sempre. A trama é um retrato da classe alta de Nova York da metade do século XIX. Novamente, Olivia recebia mais uma indicação da Academia, para o Oscar de 1949.


O segundo OSCAR
A 23 de março de 1950, os prêmios distribuídos na noite foram os esperados. A festa se realizou no RKO Pan Tages Theatre, em Hollywood, com 2.812 lugares.



Olivia de Havilland concorria pelo seu desempenho em Tarde Demais/The Heiress.  A forma como ela retratou a personagem, Catherine Sloper, a princípio uma jovem ingênua e sem atrativos que se torna uma amarga e cruel herdeira, tornou-se memorável graças a sua brilhante atuação, que desde então passou a ser apontado como uma das melhores performances dentre as premiadas com o Oscar.


Olivia teve como concorrentes na ocasião as atrizes Jeanne Crain (Por O que a Carne herda/Pinky), Susan Hayward (Por Meu Maior Amor/My Foolish Heart), Deborah Kerr (Por Meu Filho/Edward My Son) e Loretta Young (Por Falam os Sinos/Come to the Stable).  De Havilland foi a ganhadora da noite.Ao contrário da vez anterior em que ela ganhou seu primeiro Oscar, Olivia não fez discursos longos, mesmo porque o da vez foi redigido pelo marido, o escritor Marcus Goodrich. Contudo foi criticado pela imprensa devido à frieza. 


 A DÉCADA DE 1950
Depois da conquista em 1950 de seu segundo Oscar de melhor atriz, Olivia foi convidada para o papel de Blanche DuBois  para Uma rua Chamada pecado, com Marlon Brando, mas recusou e o papel foi para Vivien Leigh (sua colega de E o vento levou). Por curiosidade, o filme conferiu à Leigh um segundo Oscar de melhor atriz. De Havilland negou numa entrevista em 2006 que recusou o trabalho pelo fato de a natureza desagradável de alguns elementos do roteiro serem o principal motivo de sua recusa. Segundo ela, a recusa se deu pelo fato de ela ter um filho recém-nascido, Benjamin, que precisava de seus cuidados, e isso a tornou incapaz de se relacionar com o material.

EU TE MATAREI QUERIDA (1952): Olivia no primeiro filme
de Richard Burton no cinema americano.
Olivia de Havilland e Richard Burton: EU TE MATAREI, QUERIDA.
Em 1952 ela estrelou Eu Te Matarei, Querida/My Cousin Rachel, dirigido por Henry Koster (1905-1988). O filme é um misto de drama, romance e mistério, onde Olivia interpreta uma mulher de caráter duvidoso. Inspirado no livro de título original homônimo escrito por Daphne Du Maurier (o livro teve o título de Minha prima Rachel no Brasil), a obra cinematográfica registrou a estreia do ator galês Richard Burton (1925-1984) em Hollywood.

Olivia de Havilland e o segundo marido, Pierre Galante, desembarcando no aeroporto de Copenhague, a 13 de agosto de 1957.
Olivia e Pierre, desfrutando do nascimento da filha do casal, Gisele,
em julho de 1956.
Em 1953 a atriz viajou para Paris, a capital francesa. Divorciada do seu primeiro marido, Marcos Goodrich, foi durante essa viagem que ela conheceu o jornalista francês Pierre Galante, com quem se casaria em 1955. Olivia vive em Paris desde então.
O novo casamento gerou outro filho, desta vez uma menina, Gisele, nascida em julho de 1956, quando a atriz já estava com 40 anos de idade. Aceitando papéis em filmes apenas quando interessada, suas aparições no cinema passaram a ser cada vez menos frequentes, em ordem do crescimento de seus filhos.

Olivia em A FAVORITA DE FELIPE II (1955)
Olivia com Mirna Loy: A FILHA DO EMBAIXADOR (1956)
Olivia e Robert Mitchum: NÃO SERÁS UM ESTRANHO (1955)
Na década de 1950, ainda são trabalhos dela: A Favorita de Felipe II/That Lady (1955, dirigido por Terence Young, com Gilbert Roland); Não Serás um Estranho/Not a Stranger (1955, de Stanley Kramer, com Frank Sinatra, Robert Mitchum e Broderick Crawford); e A Filha do Embaixador/ The Ambassador's Daughter (1956, de Norma Krasna, com Mirna Loy e John Forsythe).

O REBELDE ORGULHOSO
Western com Alan Ladd

Em 1958, Olivia de Havilland atuou ao lado de Alan Ladd (1913-1964) e de seu filho, David Ladd, no faroeste O Rebelde Orgulhoso/ The Proud Rebel, dirigido por Michael Curtiz, que não dirigia a atriz desde A Estrada de Santa Fé, com Errol Flynn em 1941.

Olivia com David e Alan Ladd: O REBELDE ORGULHOSO (1958)
O filho de Alan Ladd, David, foi muito elogiado pela critica, mas o protagonista de Os Brutos Também Amam/Shane encontrava-se numa fase péssima de sua carreira e entregue a bebida. Há quem diga que Alan bebia durante as filmagens, mas isto foi desmentido pelo filho do produtor, Samuel Goldwyn Jr, que garante que o ator não pôs nem um gole de álcool durante a produção do filme, e Olivia também nunca percebeu.


O RELACIONAMENTO COM A IRMÃ JOAN FONTAINE.
Olivia de Havilland era irmã mais velha de Joan Fontaine (com diferença de um ano). Das duas irmãs, Olivia foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixá-la usar o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.

Joan Fontaine cumprimentando Olivia de Havilland em um jantar, 
sob os olhares do ator Burgess Meredith, quando Joan ganhou
o Oscar por "Suspeita".
O mesmo evento em foto colorida.
Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita/Suspicion, em 1941, de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro/ Hold Back the Dawn, no mesmo ano. Fontaine foi quem acabou levando a estatueta.


O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio. Anos mais tarde, seria a vez de Olivia ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima/To Each His Own. Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.

Joan Fontaine (1917-2013)
A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial da mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupada para atendê-la.

Joan Fontaine e Olivia de Havilland, em foto de 2012
As irmãs se recusavam (até pouco antes do falecimento de Joan no final de 2013 aos 96 anos de idade) a comentar publicamente sobre a rivalidade e relacionamento familiar, apesar de Fontaine ter comentado em uma entrevista que muitos boatos a respeito delas surgiram dos "cães de publicidade" dos estúdios.Entretanto, certamente como todos os irmãos ou irmãs, Joan e Olivia tiveram altos e baixos, mas no fundo, se amavam, e Olivia certamente lamentou a morte da irmã.

Vida familiar
Olivia de Havilland casou-se duas vezes. O primeiro marido foi o escritor Marcus Goodrich (1897-1991), com quem casou em 1946 e ambos se divorciaram em 1953. Da união entre o casal nasceu o filho, Benjamin (nascido em 1949), que se tornou um matemático e morreu em 1991 após uma longa batalha contra o linfoma de Hodgkin.

O Primeiro marido de Olivia, o escritor Marcus Goodrich
O primeiro filho de Olivia com Marcus, Benjamin, que
faleceria em 1991.
Após divorciar-se de Goodrich em 1953, Olivia fez uma viagem a Paris, onde conheceu o jornalista francês e editor da Paris Match Pierre Galante (1909-1998). De Havilland e Galante se casaram em 1955. A filha do casal, Gísele, nasceu em julho de 1956, quando De Havilland tinha 40 anos de idade.

Olivia e a filha Gisele, num evento em fins da década de 1970
Decidida a se dedicar mais a sua família, a atriz estabeleceu-se definitivamente em Paris no ano de 1960. Olivia e Galante se divorciaram em 1979, mas continuaram bons amigos; ela cuidou dele antes de ele morrer em Paris, vítima de câncer no pulmão, que foi o motivo declarado para sua ausência no 70º aniversário do Oscar em 1998.

RELACIONAMENTOS ANTES DO CASAMENTO

De dezembro 1939 a março 1942, Olivia esteve romanticamente envolvida com o ator solteiro James Stewart (1908-1997). A pedido de Irene Mayer Selznick, o agente de Stewart o informou para acompanhá-la durante a premiére de E o vento levou em Nova York, no Astor Theater a 19 de dezembro de 1939. 

Olivia e o namorado James Stewart: ambos solteiros.
Olivia e Jimmy Stewart.
Olivia, Jimmy, e Bette Davis
Ao longo dos próximos dias, Stewart sempre seria visto acompanhado De Havilland a passeios, idas a teatros e também ao famoso 21 Club. Eles continuariam juntos depois do retorno a Los Angeles, onde Stewart tinha aulas de voo. De acordo com Olivia, Stewart de fato propôs casamento a ela em 1940, mas ela sentia que ele não estava pronto para se estabelecer. O relacionamento entre ambos foi interrompido quando do alistamento militar dele, em março de 1941, mas somente um ano mais tarde, quando De Havilland se apaixonaria pelo diretor John Huston, eles terminaram de vez o seu relacionamento.

Olivia e John Huston
O Cineasta Emilio Fernandez
O cineasta e ator mexicano Emilio Fernandez (1904-1986)  se apaixonou profundamente por Olivia de Havilland, mas ambos nunca se conheceram. Fernandez pediu ao então presidente do México Miguel Alemán Valdés para que a rua onde se localizava a mansão dele em Coyoacán, Cidade do México, recebesse o nome de Dulce Olivia ("Doce Olivia", em português). Segundo ele, essa seria uma maneira de estar sempre com aquela que era a sua paixão, mesmo que fosse platônica. 

FILMES NA DÉCADA DE 1960
Após um intervalo de três anos, Olivia volta as telas em Luz na Praça/ Light in the Piazza, em 1962 e dirigido por Guy Green (1913-2005), estrelado pelo galã italiano Rossano Brazzi (1916-1994), George Hamilton, e a novata Yvette Mimieux. Olivia interpreta a mãe de uma jovem de 26 anos que sofreu um acidente na infância e, como resultado, tem a mentalidade de uma criança de 10 anos de idade, e que agora se apaixona por um rapaz com quem quer se casar.

LUZ NA PRAÇA (1962): Olivia e Yvette Mimieux
A DAMA ENJAULADA (1964)
A Dama Enjaulada/Lady in a Cage, de 1964, é um trabalho polêmico e controverso com misto de suspense e terror dirigido por Walter Grauman (1922–2015), onde Olivia vive uma rica viúva que, devido a uma deficiência numa de suas pernas, deverá utilizar um elevador pessoal sempre que desejar se direcionar ao andar de cima de sua casa, ao invés das escadas. Tudo vai bem até que ela fica fora de si quando percebe que agora está correndo perigo, e, para piorar a situação, seu desespero acaba chamando a atenção de uma gangue psicótica, liderada por um jovem delinquente, vivido pelo iniciante James Caan.

COM A MALDADE DA ALMA: O ÚLTIMO FILME COM BETTE DAVIS

Quando Bette Davis e Joan Crawford viram suas respectivas carreiras serem ressuscitadas após estrelarem o filme de suspense (quase terror) O que terá acontecido a Baby Jane? /What Ever Happened to Baby Jane? em 1962, não demorou muito para que outras atrizes de meia-idade, como Olivia de Havilland, tentassem uma segunda carreira estrelando filmes do gênero.

Bette Davis e Olivia de Havilland: amigas fora das telas, e inimigas
em COM A MALDADE NA ALMA (1964)
Nessa época o cineasta Robert Aldrich (1918-1983), diretor de O que terá acontecido a Baby Jane?, estava à procura de uma atriz que pudesse ao lado de Bette Davis estrelar o suspense Com a maldade na alma/Hush… Hush, Sweet Charlotte, produzido em 1964, no papel antes oferecido a Joan Crawford, que se retirou do projeto alegando doença. Antes de Olivia, Aldrich ainda ofereceu o papel de Miriam Deering (uma mulher cruel que manipula criminosamente Bette Davis), as atrizes Katharine Hepburn, Vivien Leigh, Barbara Stanwyck e Loretta Young, que recusaram a oferta. Para convencer Olivia a ficar com o papel, o diretor teve de viajar até a Suíça, onde a atriz então se encontrava.

Olivia aterrorizando Bette em COM A MALDADE NA ALMA.
Olivia teve a oportunidade de novamente (e pela última vez), contracenar com a amiga Bette Davis. As filmagens de Com a maldade na alma passaram a ser feitas em clima de paz, pois ao contrário do que acontecia com Joan Crawford e Bette Davis, Olivia e Bette, como sempre, se entendiam muito bem. Quando lançado em 1964, o filme chamou a atenção principalmente por seu elenco de veteranos, que também inclui os nomes de Joseph Cotten (1905-1994) e Agnes Moorehead (1900-1974), co-estrelas de Cidadão Kane/Citizen Kane, em 1941.

Olivia brutalizando Bette o quanto pode em COM A MALDADE NA ALMA
Sucesso de bilheteria, mesmo não tendo obtido a mesma que a de O que terá acontecido a Baby Jane?, o filme dividiu opiniões. Ao passo que alguns o achavam inferior a O que terá acontecido a Baby Jane?, outros já achavam Com a Maldade na Alma superior O filme recebeu nada menos que sete indicações ao Oscar. Olivia de Havilland, em sua performance, chegou a ser apontada por muitos como mais atraente do que Bette Davis.

Olivia de Havilland em COM A MALDADE NA ALMA (1964)
Olivia interpreta Miriam Deering, a prima astuta da estranha ricaça Charlotte Hollis (Bette Davis). Miriam é chamada para ajudar Charlotte, que vive a quase 40 anos reclusa em uma velha mansão na Louisiana, obcecada com a ideia que o fantasma de seu amante anda rondando a casa, deixando, assim, todos a sua volta apavorados.

As duas grandes estrelas em um momento de
descontração saboreando comida chinesa durante um

intervalo de filmagem.
Curioso é o fato de tanto Olivia como Bette estarem, neste filme, em papéis diferentes do que os que costumavam interpretar: Bette Davis, famosa por seus papéis de mulheres fortes, determinadas, ou arrogantes, e até más, interpretou uma mulher sofrida, inconformada com a morte do amante, enquanto Olivia, famosa por suas personagens amáveis, de bom coração (uma das razões que levaram a própria Bette a tê-la carinhosamente apelidado de sweet Olivia - sweet, do inglês, quer dizer "doce, meiga"), fez uma mulher suspeita e manipuladora, que ao final do filme descobre-se ter sido ela a responsável por todo o sofrimento de sua prima Charlotte. Enfim, era a personagem de Olivia quem tinha a "maldade na alma", e não a de Bette.

FILMES DA DÉCADA DE 1970 e 80

Cada vez trabalhando menos, vivendo uma quase aposentadoria em Paris, Olivia de Havilland aparecia menos nas telas. Em 1970, ela aceitou partcipar numa superprodução dirigida por Lewis Gilbert baseado no Best Seller  de Harold Robbins (1916-1997) – O Mundo dos Aventureiros/The Adventurers. Apesar dos requintes da produção e rodada em várias locações (Itália, Colômbia, Porto Rico e Estados Unidos), a fita de longa duração não foi um sucesso comercial, mesmo com um elenco all-star onde além da querida Olivia despontam Candice Bergen, o cantor Charles Aznavour, Ernest Borgnine (1917-2012), e Fernando Rey (1917-1994).

A madura Olivia em uma cena sensual com Bekim Fehmiu:
O MUNDO DOS AVENTUREIROS (1970)
Olivia com Liv Ullmann: JOANA, A MULHER QUE FOI PAPA (1972)
Em 1972, De Havilland aparece num grande épico inglês, Joana, a mulher que foi Papa/Pope Joan, dirigido por Michael Anderson, onde a sensacional Liv Ullmann viveu a papisa que provocou escândalo na Igreja. Olivia, aos 57 anos, interpreta uma bondosa madre superior.

Olivia com Brenda Vaccaro:  AEROPORTO 1977 (1977)
Olivia salva por Jack Lemmon: AEROPORTO 1977
Em 1977, De Havilland se juntou ao elenco de Aeroporto 1977/Airport 1977, dirigido por Jerry Jameson, onde um grande cast reunido é o seu maior mérito: Jack Lemmon (1925-2001), Lee Grant, Brenda Vaccaro, George Kennedy (1925-2016), Christopher Lee (1922-2015), Robert Foxworth, Joseph Cotten (1905-1994), e James Stewart (1908-1997).

Agarrada a Fred MacMurray e Ben Johnson, em O ENXAME (1978)
Em 1978, Olivia participou do fiasco de Irwin Allen (1916-1991) O Enxame/The Swarm, o filme que encerrou a moda do cinema-catástrofe (e de modo catastrófico no sentido literal!), comercialmente um fracasso de bilheteria que nem Olivia de Havilland, nem Michael Caine, nem Katharine Ross, nem Richard Widmark (1914-2008), ou ainda Richard Chamberlain, Ben Johnson (1918-1996), Fred MacMurray (1908-1991), Henry Fonda (1905-1982), Cameron Mitchell (1919-1994), e Bradford Dillman  – e um contingente de astros e estrelas – puderam salvar.

Olivia de Havilland em O QUINTO MOSQUETEIRO (1979)
Em 1979, Olivia atua no filme O Quinto Mosqueteiro/The Fifth Musketee, dirigido por Ken Annakin (1914–2009) e baseado na obra literária de Alexandre Dumas (1802-1870), onde retorna as histórias dos Três Mosqueteiros já maduros, com Cornel Wilde (1915-1989) interpretando D’Artagnan, Lloyd Bridges (1913-1998) vivendo Aramis, Jose Ferrer (1912-1992) como Athos, e Alan Hale Jr (1921-1990) como Phortos. De Havilland vive a Rainha Mãe.

Olivia em ANASTASIA, em 1986.
Olivia atuou até a década de 1980, sobretudo em televisão nos últimos anos. Em 1982, participou do telefilme O Romance Real do Príncipe Charles e da Princesa Diana/The Royal Romance of Charles and Diana, dirigido por Peter Levin, onde ela interpreta de modo majestoso a Rainha Elizabeth, a Rainha Mãe.

Olivia de Havilland no Globo de Ouro de 1986.
Em 1986, a veterana atriz então com 70 anos de idade conquistou um Globo de Ouro e uma indicação ao Emmy por sua atuação como a Imperatriz Maria Feodorovna no filme para a TV Anastásia - o mistério de Ana /Anastasia: The Mystery of Anna.

THE WOMAN HE LOVED (1988) - Olivia num filme televisivo.
Seu último trabalho foi em 1988, para o telefilme The Woman He Loved, estrelado por Anthony Andrews e Jane Seymour e dirigido por Charles Jarrott (1927–2011).


O RECONHECIMENTO ARTÍSTICO – 
A LEI DE Havilland

A 28 de novembro de 1941, Olivia adquiriu a cidadania americana. Assim como qualquer outro ator ou atriz de Hollywood das décadas de 1930 e de 1940, De Havilland era uma escrava do sistema dos estúdios, sendo obrigada a fazer o filme que o estúdio mandasse e sem ter o direito de recusar.


Seus desempenhos haviam começado a render nomeações ao Oscar, e isso a deixou esperançosa em relação à possibilidade de a Warner considerar o seu desejo de interpretar papéis por meio dos quais ela pudesse mostrar todo o seu potencial artístico. Olivia, no entanto, tornava-se cada vez mais frustrada com os papéis que continuavam a lhe ser dados. Cansada de interpretar moças ingênuas e recatadas e dos papéis de donzelas em perigo, a doce Olivia tornou-se uma rebelde estrela, passando a recusar os papéis cujos perfis não correspondessem ao que ela visava interpretar e solicitando ao seu estúdio aqueles que pudessem oferecê-la a chance de destacar-se e realizar-se artística e profissionalmente.


A resposta do estúdio foi seis meses de suspensão contratual. Como a própria lei era quem permitia que os estúdios suspendessem o contrato de atores que recusassem filmes, ela realmente não pode fazer nada durante este meio tempo. Na teoria, essa ordem permitia que os estúdios mantivessem controle indefinido sobre um contrato não corporativo. Muitos aceitavam essa situação, enquanto poucos tentavam mudar o sistema (o caso mais notável sendo o de Bette Davis, que abriu um processo mal sucedido contra a Warner na década de 1930).


Com interesse em trabalhar para outros estúdios, pois sabia que fora da Warner receberia melhores ofertas de papéis, a atriz não via a hora de seu contrato terminar. Quando isso finalmente ocorreu, em 1943, ela ainda foi informada de que deveria continuar a trabalhar para a produtora por mais seis meses para compensar o período em que esteve suspensa. Olivia, cujo pai era advogado e ela mesma tinha noções de leis, sabia que não era certo que tais contratos excedessem sete anos; portanto não se via obrigada a pagar pelo período em que esteve suspensa, uma vez que os sete anos de contrato com a produtora já haviam terminado.



Apoiada pelo Screen Actors Guild, abriu um processo contra a Warner. Durante a batalha judicial, ela ficou fora de Hollywood durante cerca de dois anos, fazendo tours para entreter feridos na guerra. E acabou sendo bem sucedida na ação judicial, reduzindo o poder dos grandes estúdios e prorrogando maior liberdade aos atores, tendo podido rescindir o seu contrato, estando agora livre para fazer filmes em qualquer outro estúdio. A Warner, porém, nunca prometeu contratá-la novamente. A decisão judicial, conhecida como Decisão De Havilland, por meio da qual se originou a Lei De Havilland, foi uma das mais significativas e de grande alcance em Hollywood. Com isso, tornou-se uma defensora pioneira dos direitos trabalhistas dos atores. Sua vitória lhe valeu o respeito e admiração de seus colegas, entre eles a sua própria irmã, Joan Fontaine, que certa vez comentou:  Hollywood deve muito a Olivia.

OLIVIA DE HAVILLAND HOJE
De acordo com o Wikipedia, Olivia de Havilland reside em Paris desde 1960, e a atriz ocasionalmente faz aparições públicas.  Ela compareceu à 75ª cerimônia do Oscar, em 2003. Na cerimônia estiveram presentes os também legendários Kirk Douglas, Karl Malden, Luise Rainer, Jack Palance, Ernest Borgnine, Jennifer Jones, Teresa Wright,  Julie Andrews, entre outros.

O OSCAR DE 2003. Olivia de Havilland (de vestido azul) junto a
outras celebridades vencedoras do Oscar. Jennifer Jones, Barbra Straisand, Jack Palance, Clift Robertson,  George Kennedy,Julia Roberts, e muitos outros.
Olivia no Oscar de 2003.
Em 2004, por ocasião do 65º aniversário do lançamento original do filme E o vento levou, o Turner Classic Movies realizou um documentário chamado Melanie Remembers: Reflections by Olivia de Havilland, no qual Olivia, a única viva dentre os quatro atores que protagonizaram o filme, relembra cada momento das filmagens. 

Olivia e o Presidente Bush
Em 2008, a atriz compareceu ao Tributo do Centenário da atriz Bette Davis. De Havilland foi uma das poucas estrelas com quem Bette manteve uma boa amizade. Elas apareceram em cinco filmes juntas. No mesmo ano, aos 92 anos, Olivia recebeu a Medalha Nacional das Artes, a maior honra conferida a um artista individual, em nome do povo dos Estados Unidos. A medalha foi entregue a ela pelo então presidente americano George W. Bush. Assim agraciou Bush a veterana atriz:

Pela sua habilidade persuasiva e convincente como atriz em papéis que iam desde a Hermia de Shakespeare à Melanie de Margaret Mitchell; sua independência, integridade e graça garantiram liberdade criativa para ela e seus colegas atores de cinema”.

De Havilland em sua casa em Paris
A 9 de setembro de 2010, com a idade de 94 anos, De Havilland recebeu do presidente francês Nicolas Sarkozy a mais alta condecoração da França, a Legião de Honra, que é uma ordem de decoração de Cavalaria entregue pelo Presidente da República Francesa. Declarou Sarkozy durante a condecoração:

"Você honra a França por ter escolhido a nós

Olivia junto a Julie Andrews e o ex-jogador de basquete
Kareem Abdul-Jabbar, em evento de 2008
Olivia com Angelina Jolie em 2008
Em fevereiro de 2011, De Havilland apareceu na cerimônia de gala dos Prêmios César, na França. Jodie Foster, presidente da cerimônia, apresentou-a, e Olivia foi longa e fortemente aplaudida de pé.

A legendária atriz pronta para comemorar seu
centenário. Atrás, suas duas estatuetas conquistadas. 
Assim, em 2016, Olivia de Havilland chega aos cem anos de idade, sendo um dos poucos mitos vivos da época áurea do cinema. Uma atriz que deixou registrado grandes desempenhos, já imortalizados por todos os admiradores da Sétima Arte, e que, além disso, em sua vida fora das telas empenhou em conquistar seus direitos e respeito como artista, exemplo para seus colegas de profissão, ontem, hoje, e sempre!


E todos as personagens que ela encarnou de maneira sublime e magistral estão a parabenizar o dom da vida para esta grande atriz: Hermia, Lady Marian, Arabella Bishop, Marcia West, Elsa Campbell, Lady Penelope, Melanie Hamilton, Roy Timberlake, Emmy Brown, Miss Josephine Norris, Catherine Sloper, Kristina Hedvigson, Meg Johnson, Miriam Deering…e tantas e tantas  outras que brilharam graças ao talento, carisma, e charme de Olivia de Havilland. Parabéns, longa vida para ela, com muita saúde e muita paz!


filmografia

1935- Esfarrapando Desculpas (Alibi Ike). Direção: Ray Enright

1935- O Filhinho da Mamãe (The Irish in Us). Direção: Lloyd Bacon

1935- Sonhos de uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Dream). Direção: William Dieterle e Max Reinhardt

1936- Adversidade (Anthony Adverse). Direção: Mervyn LeRoy.

A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA: Errol Flynn e Olivia de Havilland
1936- A Carga da Brigada Ligeira (The Charge of the Light Brigade). Direção: Michael Curtiz.

1937- Vamos brincar de Amor? (Call It a Day). Direção: Archie Mayo

1937-Somos do Amor (It's Love I'm After). Direção: Archie Mayo

1937- O Grande Garrick (The Great Garrick). Direção: James Whale

1938-Onde o Ouro se Esconde (Gold Is Where You Find It). Direção: Michael Curtiz.

AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD
1938- As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood ). Direção: Michael Curtiz e William Keighley.

1938-Amando sem Saber (Four's a Crowd). Direção: Michael Curtiz.

1938- Difícil de Apanhar (Hard to Get). Direção: Ray Enright.


UMA CIDADE QUE SURGE - Faroeste com Olivia e Errol.
1939-Asas da Esquadra (Wings of the Navy). Direção: Lloyd Bacon.

1939-Uma Cidade que Surge (Dodge City). Direção: Michael Curtiz.

1939-Meu Reino por um Amor (The Private Lives of Elizabeth and Essex). Direção: Michael Curtiz.

RAFFLES: Olivia com David Niven
1939-Raffles (Raffles). Direção: Sam Wood

1939-E O Vento Levou (Gone With The Wind). Direção: Victor Fleming.

1940- A Estrada de Santa Fé (Santa Fe Trail). Direção: Michael Curtiz.

1941- Uma Loura com Açúcar (The Strawberry Blonde). Direção: Raoul Walsh.

Olivia em E O VENTO LEVOU, como Malanie Hamilton.
1941- A Porta de Ouro (Hold Back the Dawn). Direção: Mitchell Leisen.

1941 – O Intrépido General Custer (They Died with Their Boots On). Direção: Raoul Walsh.

1942- Assim que elas gostam (The Male Animal). Direção: Elliott Nugent.

O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER: O último filme de Olivia
com Errol Flynn.
1942- Nascida para o Mal (In This Our Life). Direção: John Huston

1943-Graças à Minha Boa Estrela (Thank Your Lucky Stars). Direção: David Butler.

1943- Sua Alteza Quer Casar (Princess O'Rourke). Direção: Norman Krasna.

DEZ PEQUENAS PARA UM HOMEM
1943- Dez Pequenas para um Homem (Government Girl). Direção: Dudley Nichols.

1946- Só Resta uma Lágrima (To Each His Own). Direção: Mitchell Leisen

1946- Devoção (Devotion). Direção: Curtis Bernhardt.


A COVA DA SERPENTE
1946-Champanhe Para Dois (The Well-Groomed Bride). Direção: Sidney Lanfield.

1946- Espelho d'Alma (The Dark Mirror). Direção: Robert Siodmak.


1948-A Cova da Serpente (The Snake Pit). Direção: Anatole Litvak

1949- Tarde Demais (The Heiress). Direção: William Wyler.

OLIVIA DE HAVILLAND comemorou seu aniversário de 33 anos
durante as filmagens de TARDE DEMAIS (1949), onde podemos
ver o diretor William Wyler ajudando a atriz a cortar o bolo,
tendo como testemunha uma "gulosa" Miriam Hopkins.
1952-Eu Te Matarei, Querida! (My Cousin Rachel). Direção: Henry Koster

1955- A Favorita de Felipe II (That Lady). Direção: Terence Young

1955- Não Serás um Estranho (Not as a Stranger). Direção: Stanley Kramer

Como Ana de Mendoza, em A FAVORITA DE FELIPE II
1956- A Filha do Embaixador (The Ambassador's Daughter). Direção: Norman Krasna

1958- O Rebelde Orgulhoso (The Proud Rabel). Direção: Michael Curtiz.

1959- A Noite é Minha Inimiga (Libel). Direção: Anthony Asquith

1962-  Luz na Praça (Light in the Piazza). Direção: Guy Green

1964- A Dama Enjaulada (Lady in a Cage). Direção: Walter Grauman.

Olivia, COM A MALDADE NA ALMA.
1964- Com a Maldade na Alma (Hush...Hush, Sweet Charlotte). Direção: Robert Aldrich.

1970- O Mundo dos Aventureiros (The Adventurers). Direção: Lewis Gilbert.

1972- Joana, a Mulher que Foi Papa (Pope Joan). Direção: Michael Anderson

1977- Aeroporto 1977 (Airport 77). Direção: Jerry Jameson

1978- O Enxame (The Swarm). Direção: Irwin Allen

1979- O Quinto Mosqueteiro (The Fifth Musketeer). Direção: Ken Annakin.

1982- O Real Romance do Príncipe Charles e da Princesa Diana (The Royal Romance of Charles and Diana). Direção: Peter Levin (Para TV)

1986- Anastasia: The Mystery of Anna (Para TV) – Direção: Marvin J. Chomsky

1988- The Woman He Loved (Para TV). Direção: Charles Jarrott.


Participações na Televisão
1965-The Big Valley (episódio:  Winner Lose All. Direção: Richard C. Sarafian ). Exibido originalmente em 27 de outubro de 1965.

1967- ABC Stage 67 (episódio: Noon Wine. Direção: Sam Peckinpah). Exibido Originalmente em 23 de novembro de 1966


1981 – O Barco do Amor (Episódio: The Duel/Two for Julie/Aunt Hilly. Direção: Ray Austin). Exibido originalmente em 14 de março de 1981.

OLIVIA DE HAVILLAND: Ontem, hoje, e sempre!
Produção e Pesquisa:
PAULO TELLES

20 comentários:

  1. Texto maravilhoso, Paulo! Como sempre, aprendendo muito com você!

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    1. Agradeço de imenso o seu cometário, amiga Elisabete.
      Uma semana abençoada e produtiva. Abraços do editor.

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  2. Puxa, que maravilha! Interessantíssimo o texto.

    Vc conhece o Oldflix?
    Só com filmes antigos e não tão antigos.

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    1. Obrigado pelo cumprimento Liliane! Conheço e fica a dica para todos os leitores também.
      Saudações do editor.

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  3. Um apanhado de longo fôlego, "centenário", como a atriz, de tão completo. Fantástica matéria, Paulo. Parabéns.

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    1. De fato amigo Eugenio! Afinal, é uma longa retrospectiva, que o vento não pode levar!
      Abraços do editor!
      PS- Amei seu artigo sobre Cleópatra em seu espaço.

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  4. Telles,

    É tanto para falar que nem sei como começar, além de precisar passar a ser sempre mais compacto e falar menos.
    Mas...como fazer isso dentro de uma matéria deste porte? Acho que não vai dar. Mas..vamos lá.

    O mais engraçado de tudo é que, a imagem que a Havilland nos deixa é exatamente a que ela diz ter gostado de ter sido, mas que não conseguira ser. Incrivel dualidade de uma vida que vemos e sentimos, mas que não é a verdadeira nem para nós nem para a própria atriz.
    Sempre a captei mentalmente como uma jovem linda, doce demais, meiga ao extremo e super amável, além de atriz excelente.

    Os únicos filmes que vi da Olivia, sem seu par principal, foi o melhor Aeroporto que achei, o de 1977, um belissimo filme com um cenário fantástico, ...E O Vento Levou, claro, porque foi o que mais a marcou em mim, e o formidável e denso filme do Le Roy, Adversidade/36.

    No demais, tudo o que vi da Olivia foi o que fez ao lado do Flin. Todos deliciosos e muito bons de assistir. Era o tempo onde se fazia o bom cinema, o cinema para se ver de verdade, de gostar e de sentir prazer em ir à sala escura. Que diferença!!!

    Claro que depois de seu magnifico papel em ...E o Vento Levou, somente mesmo o delicioso e quase mágico As Aventuras de Robin Hood, ao lado do Flin, a lembra demais e fortemente.
    Porém, A Carga da Brigada Ligeira é muito filme. Temos de pensar nisso e analisar esta pelicula com mais atenção. Pensamos sempre no Robin Hood, porém este outro tem mais mensagens e conteúdo. Muitos poucos conhecem o que ocorreu naquela guerra da Criméia.

    Incrível como sua familia toda, a da Olivia, foi longeva. Ela com 100, viva, vivissima. A Fontaine se foi aos 96. Sua mãe viveu 89 e seu pai 96, idade da Fontaine.

    E ambas foram bem frágeis de saúde na infancia e da adolescencia. O que normalmente quer dizer que quando se é assim, doentes, frágeis de saúde cedo na vida, termina se vivendo muito mais que os mais sãos nesta mesma fase.
    Sou testemunha disso, pois fui uma criança acima de doente cedo. Achava até que não duraria mais de 18. Já estou com 72 e agora resolvi que só vou perto da idade da Olivia.

    Ainda falando da dupla e da revelada paixão da jovem Olivia, esta sempre oculta, pelo galã aventureiro Errol Flin, veja-se: o ator que foi um aventureiro tanto no cinema quanto na vida real, viveu exatamente a metade dos anos que ela, sua eterna parceira de tela possui.
    Acredito que suas extravagâncias na juventude carguearam por demais seu organismo e assim debilitou durante o tempo sua saúde.
    Quando o vi alquebrado da forma que estava em E Agora Brilha o Sol, em 1959, do Henry King, percebi que aquela sua aparência não o deixaria viver mais muito tempo. E não deu outra; faleceu naquele mesmo ano.

    Perdemos o aventureiro das belas aventuras e ganhamos uma sua parceira teimosa até a data presente. Falo teimosa em termos de tantos filmes ao lado dele, dos quais somente não vi Uma Cidade que Surge, que deixo aberta a solicitação para quem o tiver me conseguir uma copia, por gentileza.

    Enfim, que a bela atriz siga viva ainda por alguns tão bons anos quantos a fantástica atriz que foi. É um premio que recebe da vida por tanta alegria que doou às nossas.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Olá meu querido baiano, bom dia!

      Eu tinha uma cópia de UMA CIDADE QUE SURGE, mas infelizmente deu problema no disco. Vou providenciar com algum colecionador uma nova cópia para nós dois e assim que conseguir eu mando uma pra vc. Quanto aqueles outros filmes, meu amigo, ainda não consegui consertar meu computador principal onde tem dois excelentes leitores, mas conseguindo, farei com prazer aquelas cópias que me pediu.

      Mas voltando a Olivia!

      Ela conseguiu chegar a cem anos, e seu parceiro, morreu ainda ao 50, aparentando bem mais. A vida de Errol foi cheia de vícios. Morreu de um enfarte dentro de uma ambulância a caminho do hospital, ao lado de sua "última conquista": Uma jovem de 16 anos. Breve farei um novo artigo sobre este Grande Aventureiro com mais informações sobre sua vida. ERROL FLYN já foi tema de um dos primeiros artigos no espaço, ainda em 2010.

      Sem dúvida, Olivia foi o que foi, e chegou no auge graças a seu incrível carisma e talento, onde Joan não ficou atrás. Sinceramente, gosto das duas, muito embora achava Joan mais sensual do que Olivia. Mas acho que no quesito popularidade, talvez Olivia tenha alcançado o patamar.

      Obrigado pelo seu parecer, baiano! abraços do editor carioca!

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  5. Quero parabenizar meu amigo Paulo Telles por esta sensacional e mais que completa matéria, digna do centenário de nossa mais que adorável e talentosa Olivia Mary de Havilland. Uma infinidade se informações e fotografias que fui conferindo com enorme prazer. Só posso dizer que me torneia ainda mais fã de Olivia e quero seguir colecionando e assistindo seus maravilhosos clássicos, a começar por "O Capitão Blood" (1935) que irei rever, seu primeiro grande filme e o primeiro do trio Flynn, de Havilland e Curtiz. Assisti no youtube ao trecho da cerimônia do Oscar de 2003, em que ela aparece ao som da trilha de "...E o Vento Levou" e discursando com muita lucidez, ao lado de outras tantas estrelas da era de ouro ainda vivas e presentes na ocasião festiva.
    Para finalizar, surrupiarei a frase do amigo Jurandir, outro que também escreve muito bem: "Que a bela atriz siga viva ainda por muitos tão bons anos quantos a fantástica atriz que foi. É um prêmio que recebe da vida por tanta alegria que doou às nossas."
    Um abraço!

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    1. Saudações meu amigo Thomaz! Fico feliz com sua presença no espaço, que sempre enriquece com seus comentários. O que o nobre Ju falou é certeiro, Thom! Olivia atinge cem anos com uma trajetória de vida invejável, sem escândalos e com um currículo cinematográfico dos mais fascinantes. Seus filmes merecem ser revistos por todo espectador de bom gosto, e sua parceria com Errol foi realmente um dos mais bem suspirados por todos os amantes da Sétima Arte, que sentiam prazer em ver a parceria romântica dos dois.

      A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA é um clássico, muito embora hoje a trama como elaborado na década de 1930 se torna politicamente incorreto, exaltando os ingleses (que diga de passagem os verdadeiros vilões da Guerra da Criméia). Em 1968 uma versão da mesma história foi dirigida por Tony Richardson, uma versão mais realista da história, contudo, não tem como sentir não saudades da versão de Michael Curtiz com Olivia e Errol, não é mesmo?

      Obrigado amigo Thom!
      Grande abraço e uma semana feliz e produtiva para você, meu amigo!

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  6. Telles,

    É o que digo da Olivia; sempre a veremos como a Melaine de ...E O Vento Levou. Não há jeito de alterar de nossa mente aquele jeito dela e nem de modifica-la como pessoa.

    No entanto, ela mesmo disse que não, embora gostasse muito de se parecer com a Melaine. Fazer o que?

    Já a Joan, nunca vi um filme com ela. Nem seu rosto eu conheço bem.

    Olha; falei com o Thomaz e ele se sentiu mesmo um tanto relaxado no atinente a filmes antigos. Entretanto, acaba de me falar que vai passar por aí. Vou dar uma olhada para ver se você lhe puxou a orelha.

    Abração me informe se posso conseguir atingir a postagem que fez do Flinn em 2010. Como fazer.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Amigo Ju, ele já esteve aqui como vc pode perceber em cima de sua postagem!
      Vcs dois são SHOW! Rsrsrs

      Vou mandar um email pra vc com o link da postagem do Flynn, de 2010.

      Abraços do amigo carioca, uma semana de felicidade e produtiva para ti.

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    2. Só uma coisinha, nobre baiano! Tem certeza que nunca assistiu a um filme de JOAN FONTAINE?

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  7. Obrigado pelas palavras, amigão Paulo!
    Quanto "A Carga da Brigada Ligeira", é um dos filmes do casal Olivia/Errol que ainda não vi, assim como "Uma Cidade que Surge" e "Meu Reino por um Amor".
    Não me conformo de nosso amigo Jurandir dizer que ainda não viu um único filme com Joan Fontaine. Certamente ele já viu e esqueceu rs... O próprio Henry King a dirigiu em seu último filme, "Suave é a Noite" (1961).
    Um abraço e ótima semana para todos vocês também!

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    1. É Verdade, Thom!!! Jurandir deve ter mesmo esquecido. IVANHOÉ, com Bob Taylor e Liz, com certeza ele já deve ter assistido, já que ele curte tanto épico também , rsrsrs

      Abraços do editor, boa semana para todos!

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  8. Eugenio,

    Bem colocado o "centenário" trabalho do Paulo tal qual o da atriz Olivia.

    Por lá no vosso blog, estou em dia, terminando hoje de completar o que faltava.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  9. Telles,

    Sim, caro amigo, tenho sim. Nunca vi uma fita sequer com a Joan. Mais ainda; nem suas feições conheço com perfeição, conforme citei no meu VASTISSIMO falatório.

    Aliás, jovem editor, até mesmo com a Havilland eu somente vi os filmes com o Errol Flinn, exceto Dodge, Uma Cidade que Surge, e mais ...E O Vento Levou e o Aeroporto/77, com o Jack Lemmon, onde o avião bate numa torre e cai no mar afundando e ficando repousando no fundo com todos dentro e vivos.

    Um filme belissimo e, no meu ver, como já citei, o melhor de todos os Aeroportos.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  10. Thomas,

    Caramba, rapaz! Vi este filme sim. Mas...como poderias saber disso se jamais falei da fita contigo?

    Ah! Por causa do nosso querido Henry King, claro.

    Peço então desculpas a quem leu meu comentário, assim como especialmente a ti e ao Paulo, que também se espantou por eu não ter visto nada com a Joan.

    Só tem uma coisa: acho que é um filme da década de 1960, não? Ah! está aqui; 1961.
    Ele consta de meus Alfarrápabios, mas não tem o ano dele nem sei quem nele atuou.

    Portanto, se vi um filme há mais de 50 anos é como se não o tivesse visto pois, se o visse agora seria como se estivesse vendo um filme novo.

    Droga, amigos! Tantas desculpas para justificar uma falha, tal qual falhei com o Eugenio ao dizer que foi a Metro quem tinha produzido A Queda Do Império Romano/64, e arrumei também para ele uma série de desculpas esfarrapadas.

    Desculpem os três bons companheiros. Vi sim Suave é a Noite. Só não recordava de nada.

    Abraço para todos vocês.

    Eugenio? Não precisa responder às minhas desculpas. Faça de conta que nada existe escrito ali. Fui mal. Rsrsrsrsrsrs

    jurandir_lima@bol.com.br

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  11. Epa, Telles!!!

    O que está acontecendo por aqui? Um motim cerrado de um Mineiro e um Carioca contra um pobre e indefeso bahiano?
    Que Absurdo!

    Dois contra um é covardia braba! Rsrsrsrsrs

    Olha amigo; aqui vai mais uma desculpa esfarrapada para ti. Então? Se Suave é a Noite é de 1961, Ivanhoé, o Vingador do Rei é de 1952. Mais motivos tenho ainda para não lembrar de nada da Joan. E acrescento; algo só costuma ficar na memória por mais de 60 anos se na película ocorrer algo marcante. O que não foram os casos dos dois filmes!

    Porque consigo lembrar da Liz e até do Sanders? Claro; porque a Joan passou totalmente sem ter valor na minha vida cinematográfica.

    Mas, não vou desculpar os dois por este indigno avanço contra um indefeso. Se lutar contra um já é difícil, imagine contra 2! Vamos ver o que descobrem mais, agora para uma ataque devastador e final.

    Brincadeira à parte, caríssimos amigos, a verdade é que nem sabia mesmo da Joan nos filmes citados pelos dois.

    Telles? Já fui no Flinn de 2011 e, somente aí percebi que estamos juntos há mais de 5.
    Mesmo já tendo feito minha referencia ali na data do lançamento da postagem, e fala minha que até mesmo eu gostei, deixei mais um recado sobre o destrutível Flinn à sua própria vida.

    Forte abraço aos amotinados

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Epa Baiano!!!

      Que motim que nada!!!
      Só um leve puxão de orelha!!! Ahahaha
      Mas veja bem: IVANHOÉ já esta disponível em DVD. SUAVE A NOITE acredito também que sim, portanto, se houver oportunidade, não deixe de revisitar esses filmes e outros mais com Fontaine. Ainda a destacar o clássico REBECCA, A MULHER INESQUECIVEL, do grande Hitch, e também ALMA SEM PUDOR (ou NASCIDA PARA O MAL), em que ela é dirigida por Nicholas Ray e atua ao lado do grande Robert Ryan. Sensacional!!!

      Quanto ao NOBRE ATAQUE, fique aliviado, pois Thom e eu também aprendemos muito com vc, pode acreditar! E Sabe por que? Porque vc foi testemunha de todo esse tempo e acompanhou a sua medida o lançamento de muitas destas obras nas antigas (e quem sabe algumas já extintas) salas de cinema em sua região.

      Por isso, meu amigo Jurandir, seus comentários e reflexões sobre os astros de cinema em sua saudosa época e seus filmes são de grande relevância para mim e para os demais amigos (Thomaz, que eu acostumei agora a chama-lo de Thom, Eugenio, Edivaldo, e outros mais) – grande relevância movida por lembranças salutares e admiráveis, que só um amante do cinema como você tem o poder de registrar.

      Deixo aqui meu mais sincero (e de novo) abraço para vc nobre baiano, e vamos em frente!


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