segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Espaço "Encontros: Encontro com Saulo Adami – Um bate papo durante a sessão de autógrafos de seu novo livro.


Não é de desconhecimento por grande parte dos leitores do blog FILMES ANTIGOS CLUB que seu editor tem profunda admiração por um dos mais notáveis escritores deste país, o catarinense SAULO ADAMI.  Nas décadas de 1980 e 1990, Saulo colaborou para uma das mais conceituadas revistas de cinema do Brasil, a saudosa CINEMIN, publicada pela Editora Brasil-América durante muitos anos, onde escreveu primorosos artigos dividindo a honra entre outros grandes nomes da comunicação social, como João Lepiane, Gil Araújo, A.C Gomes de Mattos, etc.


SAULO ADAMI, e o editor deste espaço PAULO TELLES, que  recepcionou o escritor em sua chegada ao Rio de Janeiro.

Mas, além disso, o que chama a atenção é que Saulo é um notório admirador da franquia PLANETA DOS MACACOS, desde o primeiro filme de 1968 dirigido por Franklin J. Scheafner, até o último filme lançado ano passado, incluindo também uma série de TV (Live Action, 14 episódios) e dos desenhos animados. E isso fez com que escrevesse diversos livros a respeito desta grande saga, que vem cativando um enorme público por quase 50 anos.

Vamos conhecer um pouco de SAULO ADAMI, falar um pouco de sua trajetória como escritor, próximos projetos, e claro, como começou sua fascinação por uma das franquias mais bem sucedidas no cinema. Tudo isso em um bate papo com o editor do blog e o escritor.

Reportagem de Paulo Telles, Rio de Janeiro/RJ 

O editor recebe autografado uma das matérias publicadas na revista Cinemin pelo escritor. Edição de Cinemin pertencente a coleção pessoal de Paulo Telles.

    PAULO TELLES - Saulo, é um prazer de tê-lo conosco aqui na “Cidade Maravilhosa”, seja bem vindo! É uma honra para os leitores do blog FILMES ANTIGOS CLUB conhecer ainda mais o seu trabalho, tendo em vista o evento realizado no Planetário da Gávea para a sessão de autógrafos de seu mais recente livro – “Homem não entende nada - arquivos secretos do Planeta dos Macacos”, publicado pela Editora Estronho. Mas você já escreveu outros livros a respeito do tema, e também já publicou um artigo em duas partes sobre PLANETA DOS MACACOS na saudosa revista “Cinemin”. Fale-nos, Saulo, um pouco de sua “saga” nesta saudosa revista, e o trabalho com grandes nomes que deram sua contribuição neste “magazine”, como o Professor A.C Gomes de Mattos, e os falecidos Gil Araujo e João Lepiane?


Saulo Adami

 SAULO ADAMI - Escrever para a revista “Cinemin” foi uma das experiências mais marcantes da minha vida! De tanto enviar cartas para o editor Fernando Albagli cobrando uma reportagem sobre as séries de cinema e TV “O Planeta dos Macacos”, ele um dia me escreveu devolvendo a pergunta: “E por que você não escreve um artigo e envia para a gente, então?”. O desafio foi aceito, e lá fui eu, para a máquina de escrever, com o colo cheio de material de pesquisa sobre o tema, e escrevi um artigo. Na verdade, um artigo tão grande que eles publicaram em duas edições da revista, em 1990. Começava assim a minha trajetória na “Cinemin”. Talvez eu decepcione aos leitores desta entrevista, mas nunca tive contato direto com Antonio Carlos Gomes de Mattos, Gil Araújo ou João Lepiane. Teria gostado de conhecê-los, mas isso nunca aconteceu. Meu contato foi com o Albagli, que um dia conheci durante uma viagem ao Rio de Janeiro, na década de 1990, pouco antes do fim das atividades da “Cinemin”. Ele foi gentil, me convidou para conhecer o museu que a EBAL – Editora Brasil-América Limitada mantinha em sua sede, inclusive me apresentou as revistas “Cinemin” de todas as séries, os gibis do “Tarzan” e de tantos outros heróis, e o chapéu do Cabo Rusty de “Rin-Tin-Tin”. Fiquei triste com a morte do Albagli e com o encerramento das atividades da revista. Foi uma honra e um privilégio contribuir com a “Cinemin”. Ela me aproximou de muitos dos leitores dos meus futuros livros sobre “O Planeta dos Macacos”.




Charlton Heston em ação no Planetário da Gávea. Sessão em tela grande de "O Planeta dos Macacos", de 1968.



Quando você começou a se interessar pelo Planeta dos Macacos? Você viu o filme estrelado por Charlton Heston no cinema quando estreou no Brasil?

Saulo Adami - Assisti pela primeira vez “O Planeta dos Macacos” (1968), de Franklin J. Schaffner, na televisão, em 1975. Em preto e branco, dublado em português. Apenas agora, durante este evento no Rio de Janeiro, 40 anos depois que iniciei minhas pesquisas, terei a oportunidade de assistir ao filme do cinema do Planetário da Gávea!


Cartaz original ao período de seu lançamento em 1968 no Brasil
Qual foi sua impressão no primeiro filme? Você ficou impactado?

Saulo Adami - Eu tinha 10 anos de idade, e naquela noite quase não dormi: eu queria descobrir como tudo havia sido feito. Maquiagem, figurino, efeitos especiais, aquela cidade cenográfica, o roteiro, o livro que havia inspirado aquela história extraordinária. Mais do que impactado pela história e pelo filme, eu fiquei encantado por encontrar, todos juntos em um só filme, os meus favoritos: os atores Roddy McDowall e Charlton Heston, a atriz Kim Hunter, o músico Jerry Goldsmith e o diretor Franklin J. Schaffner, cujos filmes e seriados de TV eu já conhecia.


O Livro de Pierre Boule
Chegou a ler o livro de Pierre Boule?

Saulo Adami - Li o livro de Pierre Boulle apenas na década de 1980, a princípio em uma versão em francês, presenteada por meu amigo Haroldo Esteves, do Rio de Janeiro, depois em espanhol... e finalmente em língua portuguesa, uma edição publicada em Portugal nos anos 1960.

O impacto que você sentiu foi o mesmo que se sucedeu em relação ao primeiro filme?

Saulo Adami - O livro é diferente do filme, são dois “veículos” distintos, não faço comparação entre estas obras. Gosto dos dois, cada um ao seu modo! Mas, pessoalmente, prefiro o filme.


Edward G. Robinson - O Dr. Zaius que ninguém viu nas telas.

Sabemos, por exemplo, que Edward G. Robinson foi a primeira escolha (e talvez a mais acertada, já que era um ótimo ator) para o papel de Dr. Zaius, contudo ele não se adaptou as maquiagens e foi substituído por Maurice Evans.

Saulo Adami - Sim, Edward G. Robinson era um excelente ator, e teria dado um Dr. Zaius sensacional. Mas não teria sobrevivido ao papel, do qual ele abriu mão por indicação do seu cardiologista. Quem tiver a oportunidade de assistir ao curta-metragem que fizeram com Edward G. Robinson no papel de Zaius e Charlton Heston no papel de Thomas (primeiro nome criado para o personagem do astronauta) verá que ele tem dificuldades para falar debaixo da maquiagem primitiva criada por Bem Nye para o teste de cena, em 1966. Ele certamente teria morrido dentro da maquiagem. Independentemente disso, Robinson pediu US$ 150 mil para viver Zaius, enquanto Maurice Evans – que ficou com o papel e também era um ator extraordinário, oriundo do teatro – assinou contrato por US$ 25 mil. Ou seja, com o dinheiro economizado com Robinson, foi possível pagar os salários dos atores Maurice Evans (US$ 25 mil), Roddy McDowall (US$ 40 mil), da atriz Kim Hunter (US$ 25 mil) e do diretor Franklin J. Schaffner (US$ 75 mil).


Charlton Heston

Charlton Heston já havia sido a primeira e definitiva escolha para o papel do Astronauta Taylor, ou os produtores já haviam pensado em algum outro ator  para a caracterização deste personagem?

Saulo Adami - O produtor Arthur P. Jacobs tinha a mania de fazer lista de possíveis escolhidos para os papeis que seus filmes teriam. Quando ele pensou no personagem Taylor, a sua lista tinha vários nomes: Marlon Brando, Paul Newman, Burt Lancaster, Steve McQueen, George Peppard, Rod Taylor, Jack Lemmon, James Garner, Stuart Whitman e Cliff Robertson. Mas sua escolha recaiu sobre Charlton Heston porque Heston era um nome de grande destaque na Hollywood dos anos 1960, um ator conhecido pela participação em filmes épicos, como “Os Dez Mandamentos”, “Ben-Hur”, “El Cid”, “O Senhor da Guerra”, e neste último ele havia trabalhado com o diretor Schaffner. Heston gostou do personagem e assumiu compromisso com Jacobs para interpretá-lo, desde que o diretor fosse Schaffner. Fiel aos acordos que assumia, Jacobs manteve este, também.


Um almoço descontraído no bar Amarelinho, na Cinelândia. Saulo Adami com o editor e sua namorada, Neusa Coutinho.

    Falando agora um pouco de você e sua vida pessoal. Você é casado? Tem filhos? Onde nasceu? Fique a vontade!

Saulo Adami- Meu nome completo é Luiz Saulo Adami, foi assim que eu assinei o meu primeiro livro sobre este tema, “O único humano bom é aquele que está morto!” (1996). Nasci em 21 de fevereiro de 1965, em Brusque, Santa Catarina. Sou filho de um casal de comerciantes – Luís Avaní Adami e Teresa Conte Adami – estabelecidos na comunidade rural do Arraial dos Cunhas, em Itajaí, Santa Catarina, e tenho uma irmã chamada Karina Adami, que é formada em Direito. Em 2011, depois do divórcio – primeiro casamento durou 25 anos –, eu me casei com a psicóloga paranaense Jeanine Wandratsch Adami, e desde então moramos em Curitiba. Não tive filhos, por opção minha.


Exemplares de "Homem não Entende Nada - Arquivos Secretos de Planeta dos Macacos" em exposição no Planetário da Gávea. Uma obra primorosa, com quase 40 anos dedicadas à pesquisas sobre o tema.

Quando começou sua carreira de escritor e qual foi seu primeiro livro, Adami?

Saulo Adami - Aos 10 anos de idade, eu escrevia crônicas e contos, e montei meu primeiro texto para teatro, uma comédia encenada com ajuda de colegas da Escola Municipal Luiz Silvério Vieira, do Arraial dos Cunhas, em 1975: “Show do Riso”. O primeiro livro, “Cicatrizes” foi publicado em 1982, reunindo conto, crônica e poesia.


Junto a seus fiéis colaboradores, o escritor Saulo Adami, autor de "Homem não Entende Nada - Arquivos Secretos de O Planeta dos Macacos", em evento realizado a 15 de agosto de 2015 no Planetário da Gávea, Rio de janeiro. Venda do livro, Sessão de Autógrafos, Sessão de Cinema, e Palestras.

Já esteve envolvido no Rádio ou na TV?

Saulo Adami - No rádio. Participei como convidado da sessão “Bastidores da Sétima Arte”, no programa “A Tarde é Nossa”, de Luiz Augusto Wippel Filho, na Sociedade Rádio Araguaia de Brusque, em 1984. Este trabalho me levou a ser convidado para fazer dois programas: “O Artista da Terra Pede Passagem” e “Geração Jovem Guarda”. Ficaram no ar por seis meses, eu era roteirista, co-apresentador e co-produtor com Tina Rosa, com quem fui casado de 1985 a 2011.


Sessão de Autógrafos 

Quantos livros de sua autoria já foram publicados?

Saulo Adami - Desde 1982, já foram publicados 78 livros de minha autoria. São obras nas áreas de literatura, como poesia, conto, crônica, novela e romance. Também tenho obras nas áreas de ensaio, história e biografia. Agora, aguardo oportunidade para lançar livros com minhas peças teatrais e roteiros para documentários de cinema. Desde 2004, tenho publicado em média quatro a seis livros por ano.


Neusa Coutinho recebendo o seu exemplar autografado

Sabemos que do final da década de 1960 até o início de 1970, se prolongando um pouco, a primeira franquia se tornou um enorme sucesso no cinema, originando depois uma série Live Action de 14 episódios e desenhos animados, e claro, histórias em quadrinhos. Em sua opinião Adami, como você vê o sucesso de Planet of the apes e a que se deve tamanho êxito?

Saulo Adami - O que existe move as pessoas a ler um livro, assistir a um filme ou comprar uma revista em quadrinhos? Cada um de nós tem pelo menos duas respostas para esta pergunta. Mas, acima de tudo, independentemente dos interesses individuais ou coletivos do público, acredito que o grande trunfo destas séries – cinema, TV, quadrinhos... – foi a forma como provocou a reflexão do público, nas décadas de 1960 e 1970: quem somos nós, e o que estamos fazendo na Terra? E se, de repente, a Terra não fosse um planeta exclusivamente regido por humanos? Fora isso, o produtor Arthur P. Jacobs era um homem de publicidade: relações públicas experiente, acostumado a lidar com as maiores estrelas de Hollywood – Marilyn Monroe, James Stewart e dezenas de outras estrelas eram clientes do seu escritório –, ele sabia como transformar uma ideia em um produtor conhecido.


O Editor recebendo seu exemplar

O PLANETA DOS MACACOS com sua abordagem pessimista, ao tratar da regressão do ser humano e o holocausto da humanidade, ela de alguma maneira serviu de reflexão ou objeto de estudos para alguns acadêmicos da área filosófica?

Saulo Adami - Sim, sempre há autores interessados. Não faz muito tempo, saiu nos Estados Unidos um livro dedicado à filosofia no Planeta dos Macacos, escrito por acadêmicos. Auxiliei alguns formandos na área de comunicação social a fazer seus TCCs sobre as mensagens dos filmes e seriados de TV. Enfim, é um tema abrangente, importante e curioso para quem lida com áreas como filosofia, antropologia, religião, evolução...

Saulo Adami em ação!

Você viajou para os Estados Unidos e visitou Hollywood, conhecendo celebridades envolvidas em o “Planeta dos Macacos” tanto nos trabalhos cinematográficos quanto na série de TV. Fale-nos de atores e atrizes que chegou a conhecer, como Ron Harper, por exemplo? Você já entrevistou Roddy McDowall ou Charlton Heston? Fale-nos de sua emoção ao conhecer de perto algumas destas celebridades.

Saulo Adami - Em 1998, tive oportunidade de participar da convenção “Starcon”, reunindo atores e técnicos que participaram de séries e filmes de ficção científica, horror e fantasia. Havia um grande grupo de pessoas ligadas ao “Planeta dos Macacos”, como Booth Colman, Linda Harrison, Ron Harper, Jeff Corey, Buck Kartalian, William Smith, Don Pedro Colley e Lee Delano. Durante este evento, gravei entrevistas com Colman, Harper, Kartalian e Colley, que foram muito gentis. Inclusive, Colman me levou para conhecer seu apartamento e o acervo da biblioteca da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, onde pude conhecer vários roteiros de filmes da série e os Oscars recebidos pelo ator, diretor e roteirista John Huston, o Legislador do quinto filme da série e um dos legendários do cinema. Jamais tive acesso a Roddy McDowall, embora tenha encaminhado meu primeiro livro para ele pelo menos seis vezes: o livro sempre voltava, por endereço incorreto ou destinatário não encontrado. Quando finalmente o livro não retornou, soube que ele havia morrido, e até hoje desconheço se ele teve acesso à obra. Charlton Heston não respondeu através de carta, mas enviou uma fotografia autografada. Em 1999, retornei aos Estados Unidos, e conheci Natalie Trundy, viúva de Jacobs, que me levou à biblioteca da Universidade de Marymouth, Beverly Hills, onde tive acesso a todos os arquivos do produtor da saga cinematográfica (1968-1973). Conheci também o maquiador Bill Blake, que me convidou para fazer a experiência da maquiagem de Cornélius, usando apliques e figurinos que pertenceram a Roddy McDowall. E o maquiador John Chambers, que foi muito gentil em me receber no seu apartamento, permitindo-se fotografar ao meu lado e ao lado do Oscar que ele recebeu em 1969 pela criação do desenho da maquiagem dos chimpanzés, gorilas e orangotangos que povoaram a Cidade dos Macacos no primeiro filme da série.


Quando resolveram fazer um Remake em 2001, dirigido por Tim Burton, a crítica e o público não deram uma boa recepção. Em sua opinião, o que faltou para ser bem sucedido, mesmo tendo na regência um cineasta no porte de Tim Burton?

Saulo Adami - Faltou história. O roteiro, escrito a seis mãos, ficou confuso. O ator que fez o astronauta é inexpressivo. A Ari parecia uma caricatura do Michael Jackson. O Tim Burton atirou no próprio pé, o que acontece com bons diretores. E com os maus, também.

Nos fale do futuro da franquia “Planeta dos Macacos” no cinema, e os projetos de Hollywood para o próximo ano, se houver.

Saulo Adami - Espero que a franquia se perpetue e se aperfeiçoe filme após filme. Público para isso tem. E se o público prestigia a produção não para, a não ser que o estúdio decida parar de produzir. É preciso cuidar mais e melhor dos roteiros. E se por um lado não há mais o transtorno da maquiagem dos macacos, por outro lado há o desafio da criação e da execução dos novos e detalhes efeitos especiais visuais. Em 14 de julho de 2017, teremos a estreia de “Planeta dos Macacos: A Guerra”, terceiro episódio do reboot. Espero que tenhamos outros filmes, talvez mais duas trilogias, como alguns amigos americanos deixaram escapar a informação. Considerando que cada episódio da nova franquia precisa de três anos para ser produzido. Teremos filmes do “Planeta dos Macacos” no cinema pelos próximos 21 anos. Estou achando ótimo, pois estarei “empregado” até meus 71 anos de idade! E lançando uma edição revista e ampliada de “Homem não entende nada!” a cada filme. Espero que venham, também, novos seriados de TV e telefilmes, e um dia gostaria de ver nas telonas uma adaptação fiel do livro de Pierre Boulle. Com a tecnologia de hoje em dia, é bastante provável que ficasse convincente!

"HOMEM NÃO ENTENDE NADA! ARQUIVOS SECRETOS DE O PLANETA DOS MACACOS" - Editora Estronho (2015)- Uma obra prima destinada ao Sucesso.

O seu mais recente livro, que tem 612 páginas, “Homem não entende Nada- Arquivos Secretos do Planeta dos Macacos” enquadra quase 40 anos de pesquisa e estudo a respeito de uma das franquias mais bem sucedidas de todos os tempos, pois sua mais recente obra promete ir além das fronteiras. Há quase 40 anos atrás você já tinha um projeto para juntar todos estes estudos e pesquisas e colocar tudo num livro, ou foi idealizando isso de uns tempos para cá?

Saulo Adami- “Homem não entende nada! Arquivos secretos do Planeta dos Macacos” começou a ser escrito em 1978, pois ele reúne todos os conteúdos dos livros anteriores: “O único humano bom é aquele que está morto!” (1996), “Diários de Hollywood: Um brasileiro no Planeta dos Macacos” 2008) e “Perdidos no Planeta dos Macacos” (2013), este em parceria com o quadrinista Angelo Junior. É a mais completa obra já publicada sobre o universo Planeta dos Macacos no mundo, sem exagero, sem pretensões: é a mais pura verdade. Conta a história do livro de Pierre Boulle aos filmes de Arthur P. Jacobs, com entrevistas exclusivas com atores e técnicos que fizeram parte destas produções, desde a criação e aplicação da maquiagem até a criação de figurinos, construção de cidades cenográficas e outras histórias jamais contadas. Este livro é resultado de 40 anos de pesquisas e da colaboração de mais de 450 pessoas espalhas pela América do Sul, América Central, América do Norte, Europa, Oceania e Ásia. Tem mais de 200 fotografias, a maioria inédita no Brasil. “Homem não entende nada! Arquivos secretos do Planeta dos Macacos” é o livro que eu sempre quis publicar, a contribuição definitiva à memória destas séries e das pessoas que fizeram sua história.


Fale-nos de seus projetos futuros. Outros livros em andamento?

Saulo Adami - Desde 2003, minha vida é só escrever e publicar livros. Escrevo obras por encomenda, também: histórias de empresas, entidades, famílias, biografias... Sim, tenho algumas obras em andamento, neste sentido, e planos para pelo menos mais dois ou três livros a respeito de “O Planeta dos Macacos”. Hoje, há muito mais campo para isso do que em 1996, pois os filmes estão vivos no cinema. E os fãs estão interessados em saber tudo o que puderes. Graças a Deus!

Saulo quero agradecer-te imensamente por conceder um tempinho para mim e para os leitores do blog. Que seu livro seja um estrondoso sucesso e que leitores de todo o Brasil possam conhecer seu brilhante trabalho. Parabéns e que venham outros livros pela frente.

Saulo Adami - Sou eu quem te agradece! Que assim seja! Obrigado e um abraço para todos os leitores do Blog Filmes Antigos Club.

Saulo Adami e Paulo Telles
Esta entrevista foi realizada antes do grande evento realizado no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, onde o escritor Saulo Adami, além de autografar seu mais recente livro, também promoveu uma brilhante palestra a respeito de “Planeta dos Macacos” em todo o seu conteúdo. Este editor teve o imenso prazer de conhecer pessoalmente este catarinense simpático, que dedica sua vida a escrever e a dividir o que sabe com seus leitores, e muito emocionado, o editor pediu que autografasse três exemplares da revista Cinemin de sua coleção, onde foram publicadas três matérias de sua autoria – dois artigos intitulados Perdidos no Planeta dos Macacos, nos números 60 e 61 de 1990, e uma matéria dedicada ao grande ator Charlton Heston, publicada em julho de 1993 (com dedicatória para Haroldo Esteves, um carioca amigo muito querido do escritor). A emoção do editor foi ainda maior (e em dose dupla) quando ganhou de Saulo um exemplar de “Homem não Entende Nada...” e de quebra, ainda descobrir que seu nome estava listado entre os agradecimentos do autor. Haja coração!!!

Muito obrigado Saulo, parabéns pelo seu novo trabalho, pois o primor e a dedicação com que se empenhou por anos para levar a luz esta obra merece o reconhecimento geral não somente dos leitores brasileiros, mas para os leitores do mundo todo.  Vamos em frente, meu amigo.

Paulo Néry Telles – Editor do Blog Filmes Antigos Club.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

NOTAS DE OBSERVAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO DE COMENTÁRIOS.

1)Os Comentários postados serão analisados para sua devida publicação. Não é permitido ofensas ou palavras de baixo teor. É Importante que o comentarista se identifique para fins de interação entre o leitor e o editor. Comentários postados por "Anônimos" sem uma identificação ou mesmo um pseudônimo não serão publicados e serão tratados como spam

2)Anúncios e propagandas não são tolerados neste setor de comentários, pois o mesmo é reservado apenas para falar e discutir as matérias publicadas no espaço. Caso queira fazer uma divulgação, mande um email para filmesantigosclub@hotmail.com. Grato.

O EDITOR


“Posso não Concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dize-la”

VOLTAIRE

Outras Matérias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...