sábado, 29 de novembro de 2014

A Vida e a Obra de Hedy Lamarr


Hedy Lamarr (1914-2000) foi uma das atrizes mais belas de sua época, sobretudo famosa após seu desempenho no clássico épico bíblico de Cecil B. De Mille Sansão e Dalila, em 1949, no papel da sensual traiçoeira Dalila. Embora uma atriz de talentos limitados (mas carismática), ela foi um símbolo cinematográfico de seu tempo, mas o que poucos ainda sabem que, além de bela, era também uma mulher inteligente, pois inventou um recurso que possibilitou o invento do telefone celular, e por isso, ela é considerada a “mãe da telefonia celular”. Vamos conhecer um pouco da trajetória da bela Hedy, que completou seu centenário de nascimento no ano de 2014. 


Por Paulo Telles.

Hedy Lamarr, cujo verdadeiro nome era Hedvig Eva Maria Kiesler, nasceu em Viena a 9 de novembro de 1914, na Áustria, filha de pais judeus. A mãe, Gertrud  era uma pianista de Budapeste, vinda de uma família burguesa, e o pai Emil Kiesler, um rico banqueiro. Educada nos teores da arte, Hedy estudou bale e piano até os 10 anos de idade.

Hedy aos 9 anos

O interesse de Hedy pela ciência começou na mais tenra idade quando ela, ainda menina,  acompanhava o pai em longas caminhadas, absorvendo explicações sobre como funcionavam prensas de impressão, bondes e outras maravilhas modernas. Mas, em vez de seguir uma carreira técnica ou mesmo ser uma cientista de renome, Hedy preferiu ser atriz.


Lamarr estudou teatro em Berlim com o diretor Max Reinhardt  (1873-1943).  No cinema, usando o nome Hedy Kiesler, estreou em 1930 com o filme alemão Geld auf der Straße. Max Reinhardt considerou Hedy a "mais bela mulher da Europa". Durante a adolescência, Hedy fez diversos papéis em filmes alemães, ao lado de atores como Heinz Rühmann e Hans Moser.


Em agosto de 1933, Hedy casou com Friedrich Mandl, um vienense fabricante de armas 13 anos mais velho, com o qual ficou casada durante 4 anos. Em sua autobiografia, Ecstasy and Me, de 1966, Lamarr descreveu Mandl como um homem extremamente controlador, que tentava mantê-la trancada em sua mansão e com uma ridícula empregada tomando conta da atriz.



Em 1933, ano de seu casamento com Mandi, que Hedy protagonizou seu primeiro filme importante e o mais polêmico de sua carreira: Extase/Ecstasy, dirigido por Gustav Machaty (1901-1963), uma co-produção tcheco-austríaca, filme que chamou a atenção do mundo ao aparecer nua e simulando um orgasmo.  Esse verdadeiro escândalo fez com que seu marido a espancasse, e este gastou mais de US$ 300 mil na tentativa de comprar todas as cópias do filme a fim de incinerá-las, uma tentativa infrutífera e sem sucesso, visto que várias cópias desta película circulam até os nossos dias.  Na época, o casal morava no famoso Castelo de Salzburg onde, anos mais tarde, o filme A Noviça Rebelde foi rodado.

De fato, o filme foi banido na América e várias cópias foram queimadas. Porém a carreira de Hedy Lamarr deslanchou, mas com um atraso de alguns anos.


Lamarr frequentava os encontros técnicos de seu marido e, possuindo aptidão à  matemática, acabou por aprender os princípios de tecnologia militar, principalmente no que dizia respeito ao interesse de seu marido: controlar torpedos por ondas de rádio. Como Mandl era simpatizante do nazi-fascismo (Hitler e Mussolini costumavam frequentar suas festas) e Hedy era de descendência judia (curiosamente Mandl também era), então só lhe restava uma opção: fugir da Áustria. De acordo com sua autobiografia em 1966, em 1937 a atriz persuadiu Mandl a autorizá-la a comparecer a uma festa usando todas as suas joias, depois o drogou e, em seguida também dopou a empregada que costumava vigia-la, roubando suas roupas e assumindo sua indentidade, escapando do país levando consigo as valiosas joias que ganhara do então marido.


FRUTO PROIBÍDO, 1940- Hedy ao lado de Spencer Tracy, Claudette Colbert, e Clark Gable
Fugindo do marido nazista, ciumento e possessivo, fuga de aspectos aventurescos se diga de passagem, ela parte para Paris. Na capital francesa, Hedy não tinha muitas opções, já que ela era judia e não muito tempo depois, a Áustria seria anexada à Alemanha, e não demoraria a eclodir a II Grande Guerra. Depois, Lamarr partiu para Londres, onde conheceu o lendário chefão da Metro Goldwyn Mayer, Louis B Mayer (1884-1957). Mayer chegou a ver o filme Extase, e convidou a inteligente atriz para um teste em Hollywood, onde mudou seu nome para Hedy Lamarr, em homenagem à estrela do cinema mudo Barbara La Marr (1896-1926), que morreu em 1926 de tuberculose.

Hedy com Charles Boyer e Sigrid Gurie: ARGÉLIA (1938)
Sensualmente petitosa: O DEMÔNIO DO CONGO (1942)
Com Robert Taylor: FLOR DOS TÓPICOS (1939)
Divorciada de Mandl em 1937, sua estreia em Hollywood deu-se no ano seguinte com o filme de John Cromwell (1887-1979), Argélia/Algiers, tendo como seu primeiro par romântico nas telas americanas Charles Boyer (1899-1978). Entre seus muitos filmes, destacam-se: Flor dos Tópicos/Lady of the Tropics, 1939, com Robert Taylor (1911-1969) e dirigido por Jack Conway; Fruto Proibido (ou Fruto Maldito na TV)/Boom Town (1940), de Jack Conway (1887-1952) ao lado de Clark Gable (1901-1960) e Spencer Tracy (1900-1967), Demônio do Congo/White Cargo (1942) de Richard Thorpe (1896-1991), e Boêmios Errantes/Tortilla Flat (1942) de Victor Fleming (1889-1949), ao lado novamente de Spencer Tracy, baseado no romance de John Steinbeck (1902-1968).

Com Spencer Tracy e John Garfield: BOÊMIOS ERRANTES (1942)
Ao lado de Judy Garland e Lana Turner: O MUNDO É UM TEATRO (1942)

DIVA DO AMOR E DA BELEZA
White Cargo/Demônio no Congo, um dos maiores sucessos de Lamarr na MGM, contém um de suas citações mais famosas: "I am Tondelayo". Em 1941, atuou ao lado de duas outras belas do cinema, Lana Turner (1920-1995) e Judy Garland (1922-1969) no musical O Mundo é um Teatro/Ziegfeld Girl. Hedy fez 18 filmes entre 1940 e 1949, apesar de ter tido dois filhos durante essa época (em 1945 e 1947). Lamarr deixou a Metro em 1945.


SANSÃO E DALILA – O ÁPICE DA FAMA COMO A ETERNA DALILA DAS TELAS.




O sucesso da bela atriz austríaca veio ao ápice em 1949 quando interpretou a sensual e traiçoeira personagem bíblica Dalila no espetacular épico de Cecil B DeMille (1881-1959) SANSÃO E DALILA/ Samson and Delilah. O fabuloso cineasta veterano gostou da personalidade de Hedy e a convidou para fazer um teste para o papel da perversa mulher que, mesmo apaixonada, trai o forte líder hebreu Sansão, vivido por Victor Mature (que não foi a primeira escolha do diretor para o papel, e sim Burt Lancaster, que recusou, seguido depois do recém-campeão de fisiculturismo Mr. América, Steve Reeves, mas segundo a Paramount, jovem demais para o papel). Acertada a escolha e aprovada no teste, Hedy Lamarr se entregou de corpo e alma a personagem, talvez numa das melhores e inesquecíveis atuações de sua carreira.




A Lux Radio Theatre, popular programa de rádio nos Estados Unidos dirigido e apresentado pelo próprio Cecil B. DeMille, onde transmitiam em versão radiofônica adaptações de grandes clássicos do cinema, transmite também uma adaptação de 60 minutos do seu famoso clássico bíblico, na segunda-feira, dia 19 de novembro de 1951, com Hedy Lamarr e Victor Mature (1913-1999) reprisando seus papéis como haviam feito nas telas. O Imortal Soundtrack de Victor Young (1899-1956) de fundo exuberante, é considerada uma das mais marcantes trilhas musicais para o cinema épico, em seu hino à Canção de Dalila. Sansão e Dalila custou aos cofres de Paramount US $ 3 milhões de dólares , arrecadando US $ 12 milhões brutos só no mercado interno, sendo o maior sucesso comercial do estúdio até aquele momento, só superado por Os Dez Mandamentos, também de DeMille, seis anos depois.


COM OS TRAÇOS DA BRANCA DE NEVE

Walt Disney (1901-1966) lançou em 1937 um dos primeiros grandes clássicos da animação, Branca de Neve e os Sete Anões, baseado no famoso conto dos irmãos Grimm. Para fazer os traços da bela Branca de Neve, Disney se inspirou na beleza de Hedy Lamarr. Recentemente, Anne Hathaway se inspirou também em Hedy para viver A Mulher Gato na mais recente adaptação de Batman para o cinema – Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge, em 2013.


O DECLÍNIO CINEMATOGRÁFICO


Com Ray Milland no western O VALE DA AMBIÇÃO (1950)
Mesmo com o sucesso retumbante de Sansão e Dalila em 1949, papéis para a estonteante atriz ficavam escassos para o cinema. Ela só fez apenas seis filmes depois do monumental épico de DeMille, entre também outros trabalhos na TV, mas nenhum deles sem muita repercussão. Em 1953, Hedy Lamarr se naturalizou americana.


Como Joana D'Arc em A HISTÓRIA DA HUMANIDADE (1957)
NAUFRÁGIO DE UMA ILUSÃO, seu último filme, em 1958

Entre os filmes deste período de quase ostracismo são: O Vale da Ambicão/Cooper Cannyon, de 1950, faroeste dirigido por John Farrow (1904-1963), ao lado de Ray Milland (1905-1985); A Cigana me Enganou/My Favorite Spy, de 1951, dirigido por Norman Z. McLeod (1895-1964), fraca comédia estrelado também por Bob Hope (1903-2003); A História da Humanidade/The Story of Mankind, em 1957, curioso drama com requintes de ficção dirigido por Irwin Allen (1916-1991) onde Lamarr viveu Joana D’arc; e encerrou sua carreira no cinema com o melodrama Naufrágio de uma Ilusão/The Female Animal, em 1958, onde desempenhava justamente uma atriz decadente que tinha problemas com sua filha alcóolatra, vivida por Jane Powell. 

Hedy com seu filho e um dos maridos, o ator John Loder.
CASAMENTOS E ROMANCES

Hedy com sua filha Denise e seu marido Teddy Staufer.
Além de Fritz Mandl, de quem se divorciou em 1937, Hedy Lamarr casou-se ainda com Gene Markey (05/03/1939 a 03/10/1941), o ator John Loder (27/05/1943 a 17/07/1947), Teddy Stauffer (12/06/1951 a 1952), W. Howard Lee, um magnata do petróleo (22/12/1953 a 1960), e Lewis Bois (04/03/1963 a 21/06/1965).

Hedy com os filhos. Uma excelente mãe.
Hedy ainda teve um breve relacionamento com o ator alemão Fred Doederlein e, posteriormente, com o ator George Montgomery (1916-2000), em 1942.


HEDY E SUA INVENÇÃO

George Antheil
George Antheil (1900-1959) era um músico e inventor que havia ganho certa notoriedade ao experimentar o controle autômato de instrumentos musicais. Ele possuía conhecimentos gerais tão vastos que chegou a escrever um livro sobre endocrinologia. Ele e Hedy Lamarr se conheceram em torno de 1940, quando se tornaram vizinhos em Hollywood: Foi a parceria dos dois que deu origem ao invento que viria a revolucionar mais tarde a possibilidade de criar a telefonia celular e os recursos WI-FI. O curioso é que o que provocou o encontro dessas duas mentes criativas foi um motivo aparentemente fútil. De acordo com a autobiografia de Antheil, Bad Boy of Music, Hedy marcou um jantar depois de ter lido um de seus artigos sobre glândulas. A então considerada “a mulher mais bonita do mundo” estava preocupada com o tamanho dos seios, que não correspondiam ao padrão hollywoodiano.

Planta do projeto de invenção de Hedy e Antheil, em 1942
Durante as conversas, a atriz e o compositor descobriram que tinham outros interesses em comum. Ambos acompanharam de perto os horrores da guerra. George perdeu um irmão no conflito. Hedy, de origem judaica, ficou horrorizada com os ataques nazistas, principalmente quando um submarino alemão afundou um navio que transportava crianças refugiadas.

Hedy Lamarr, que a esta altura já detinha bons conhecimentos de física e eletrônica e tendo visto o trabalho de seu ex-marido, já havia bolado um método de “alternância de frequências” (frequence hooping) que consistia do seguinte: se o emissor e o receptor mudassem constantemente de frequência, somente eles poderiam se comunicar, sem serem interceptados pelo inimigo. Imagine sua estação de rádio mudando de posição constantemente e seu aparelho acompanhando a alternância. Você conseguiria ouvir a transmissão, mas outros rádios não teriam como sintonizar a estação, por não saber qual a posição certa no dial, até porque ela mudaria constantemente. Só havia um detalhe: como fazer isso?


Antheil abraçou o projeto por estar furioso com os nazistas: Hitler havia realizado uma caça à Musica Moderna, e sem ter onde trabalhar na Europa em guerra, ele refugiou-se nos Estados Unidos. A solução que ele trouxe veio justamente de Ballet Mécanique: a sincronização entre emissor e receptor seria feita exatamente como ele fez ao sincronizar 16 pianos no filme, usando rolos perfurados. Transpondo para os transmissores e receptores de rádio, e Antheil e Hedy desenvolveram uma técnica capaz de usar 88 frequências diferentes numa mesma transmissão, o mesmo número das teclas de um piano. A ideia recebeu o nome de “Sistema de Comunicação Secreta”. A versão inicial consistia na troca de 88 frequências e era feito para despistar radares, mas a ideia pareceu difícil de realizar na época.

O lado humano de Hedy, visitando uma criança num hospital durante a Guerra, junto com a atriz Susan Hayward, em 1942.
Hedy e George patentearam o invento em 1942, onde Lamarr assinou como Hedy Kiesler Markey, uma forma americana de seu verdadeiro nome austríaco, Hedivig Maria Kiesler, já prevendo que não seria levada a sério se usasse seu nome artístico de Hedy Lamarr. No caso, nem precisou, pois os militares não gostaram de um sistema adaptado de um instrumento musical, além de naquela época serem muito mais resistentes a mudanças. Frustados, Lamarr e Antheil passaram a usar sua fama para levantar fundos em prol da guerra.

O invento que revolucionaria o mundo
A patente ficou esquecida até 1957, quando engenheiros da Sylvania criaram um sistema usando o mesmo projeto, mas eletrônico ao invés de mecânico, passando a ser utilizada por tropas militares dos EUA em Cuba, quando a patente já havia expirado. A empresa Sylvania adaptou a invenção. Ficou desconhecida, ainda, até 1997, quando a Electronic Frontier Foundation deu a Hedy Lamarr um prêmio por sua contribuição.  


Em 1998, a Ottawa wireless technology desenvolveu Wi-LAN, Inc. adquirindo 49% da patente de Lamarr. George Antheil morrera em 1959. A ideia do aparelho de frequência de Lamarr e Antheil serviu de base para a moderna tecnologia de comunicação, tal como COFDM usada em conexões de Wi-Fi e CDMA usada em telefones celulares.


Apesar de ter patenteado a ideia de uma frequência que fosse variável no percurso entre emissor e receptor, Hedy Lamarr não ganhou dinheiro com isto. Somente em 1997 é que a atriz, aos 83 anos de idade, recebeu do Governo dos Estados Unidos menção honrosa "por abrir novos caminhos nas fronteiras da eletrônica".

ÚLTIMOS ANOS E RECONHECIMENTO


Em 1964, Hedy Lamarr recebeu um convite do diretor Robert Wise (1914-2005) para interpretar a Baronesa em A Noviça Rebelde/Sound of Music, entretanto, ela não aceitou e o papel acabou nas mãos de Eleanor Parker.


Em sua autobiografia publicada em 1966, Hedy Lamarr dizia que considerava sua beleza tão aclamada mundialmente como uma verdadeira maldição. No entanto, nesta época, pouco se sobrava da beleza de outrora, graças às muitas plásticas exageradas.

Uma rara foto de Hedy madura, em 1979. Resultado do excesso de plásticas que deterioram o rosto tão belo, talvez o mais perfeito do cinema
Tristemente ela foi presa duas vezes acusada de furto em lojas de conveniência: uma em janeiro de 1966, e absolvida da acusação, e outra em 1991, onde obteve um ano de liberdade condicional. Nos últimos anos de sua vida, a atriz tornou-se uma pessoa amargurada e solitária, apesar de ter tido três filhos de seus casamentos com Markey e Loder. Por sua contribuição para o cinema, Hedy Lamarr tem uma estrela na Calçada da Fama, no 6247 Hollywood Blvd.


Quando recebeu o prêmio por sua contribuição cientifica em 1997, Lamarr declarou:
O que que eu ganho com isso? Não tenho motivo para estar orgulhosa desse prêmio
Ao longo de sua carreira no cinema, Hedy Lamarr chegou a estrelar mais de 30 filmes. Costumava dizer que “qualquer garota pode ser glamourosa, basta ficar quieta e fazer cara de burra”. Apesar de tardio, o reconhecimento de sua invenção serviu para mostrar que por trás de todo aquele tipo físico e beleza impactante — que era o sinônimo da própria beleza — havia uma MENTE BRILHANTE.


Hedy Lamarr viveu seus últimos dias em Orlando, Florida, morrendo a 19 de janeiro de 2000, aos 85 anos de idade. Conforme seu expresso pedido, ela foi cremada e suas cinzas levadas para sua terra natal, Austria, sendo espalhadas na floresta Wienerwald pelo seu filho, conforme ainda seu desejo.


Hoje, a ideia de alternância de frequência serve como base na técnica moderna de comunicação por espalhamento espectral, que garante a confiabilidade dos dados. Essa técnica é usada hoje nos protocolos Bluetooth, Wi-Fi e CDMA. Portanto, toda vez que você fizer uma ligação, lembre-se: foi uma estrela de Hollywood que tornou isso possível.




Hedy Lamarr entrou para a história não só como uma grande estrela do cinema, mas como personagem importante na Ciência tanto quanto na arte. Ela deixou os livros científicos mais glamorosos, tão glamorosos como o próprio esplendor da Sétima Arte em que ela também se consagrou e deu sua importante contribuição.

Produção e pesquisa de

PAULO TELLES

A mais sensual e inesquecível DALILA das telas
FILMOGRAFIA
1-    Geldd auf der Straße (1930)
2-    Die Blumenfrau von Lindenau (1931)
3-    Die Koffer des Herrn O.F. (1931)
4-    Man braucht kein Geld

Looby Card de ÊXTASE (1933)
Poster de ARGÉLIA (1938)
5-    Êxtase/Ecstasy (1933)
6-    Argélia/Algiers (1938)


7-    Flor dos Tópicos/Lady of the Tropics (1939)
8-    A Mulher que eu Quero/ I Take This Woman (1940)
9-    Fruto Proíbido/Fruto Maldito (TV Brasileira)/Bown Town (1940)

Com Spencer Tracy: A MULHER QUE EU QUERO (1940)
10-Inimigo X/Comrade X (1940)
11-Pede-se um Marido/ Come Live with Me (1941)


12-O Mundo é um Teatro/Ziegfeld Girl (1941)
13-Sol de Outono/ H.M. Pulham, Esq (1941)
14-Boêmios Errantes/Tortilla Flat (1942)
15-Sua Excelência, o Réu/ Crossroads (1942)

Com John Hodiak: CONSPIRADORES (1944)
16-Demonio no Congo/White Cargo (1942)
17- Um Rival nas Alturas/ The Heavenly Body (1944)
18- Conspiradores/ The Conspirators (1944)
19- Idílio Perigoso/ Experiment Perilous (1944)
20- Sua Alteza e o Groom/ Her Highness and the Bellboy (1945)

INIMIGO X (1941), com Clark Gable
21- Flor do Mal/ The Strange Woman (1946)
22- Mulher Caluniada/ Dishonored Lady (1947)
23- Por Causa de um Beijo/ Let's Live a Little (1948)
24-Sansão e Dalila/Samson and Delilah (1949)

Poster espanhol de SANSÃO E DALILA (1949)
Hedy e Victor Mature, durante a exibição de SANSÃO E DALILA no Lux Radio theatre em 1950

25-A Mulher sem nome/ A Lady Without Passport (1950)
26-O Vale da Ambição/Cooper Cannyon (1950)

27-A Cigana me enganou/My Favorite Spy (1951)

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