segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Clayton Moore: O Verdadeiro Cavaleiro Solitário.


Difícil ver outro ator na pele do CAVALEIRO SOLITÁRIO (ou se preferir, ZORRO) que não seja Clayton Moore (1914-1999), estigmatizado pelo personagem graças ao seu carisma inigualável.

Houve outros intérpretes do The Lone Ranger, mas Moore certamente foi o mais admirado e amado pelos fãs, tornando-se mesmo um ícone da cultura americana.

Mas antes de ser o Justiceiro Mascarado na TV e em dois filmes para o cinema, Clayton foi astro de inúmeros seriados das saudosas matinês. Mas tarde, passou a participar de comerciais e eventos sempre fantasiado de Cavaleiro Solitário, usando a máscara do personagem, o que veio a causar posteriormente problemas para ele.

Vitórias, alegrias, e tristezas, acompanham a vida deste notável astro como veremos ao longo da matéria.

 O Blog FILMES ANTIGOS CLUB presta uma singela homenagem a este fantástico artista que foi em seu tempo um astro das eletrizantes aventuras, fazendo uma retrospectiva de sua vida e de seu trabalho, e que se estivesse vivo faria 100 anos.  Um tributo à...


Ayoull Silver!!! Bang Bang Bang!!!!




CLAYTON MOORE

O verdadeiro nome de Clayton Moore era Jack Carlton Moore, nascido em Chicago a 14 de setembro de 1914 (outras fontes não muito fidedignas apontam como 1908 ou 1912), embora em sua certidão de nascimento seu nome tenha sido redigido como Carlson. Uma vez visto o erro cometido na hora de registrar, Jack sempre usou o nome de Carlton. Descendentes de alemães, Jack era o filho caçula de Sprage C. Moore e Theresa Violet Fischer, que tinham mais dois filhos, Sprague Jr e Howard.

O Jovem Clayton Moore, nos tempos de ginasta.
Quando criança, Jack sonhava em ser cowboy ou policial, mas sua vida profissional começou um tanto amadoristicamente retirando neve das fachadas das casas de seus vizinhos. Tal atividade ajudava a incrementar sua mesada, muito embora os Moore não fossem pobres. Seu pai trabalhava no ramo imobiliário e era dono de vários imóveis, incluindo um prédio com mais de 70 apartamentos.


Na adolescência, Jack pensou em ser médico, sob o apoio dos pais que chegaram a envia-lo à Flórida para terminar o ensino médio. No entanto, justamente nesta época, o jovem Jack (e futuro Clayton!) estava envolvido com um grupo de ginastas que se apresentavam como trapezistas em turnê por várias cidades americanas, e acabou por largar os estudos. Aliás, o esporte foi uma das paixões de Jack, que se dedicou a várias modalidades, incluindo ginástica, boxe, natação. Foi nesta época também que acabou conhecendo outro apaixonado pela natação, Johnny Weissmuller (1904-1984), campeão olímpico de quem se tornou amigo e que viria a se tornar o mais famoso e idolatrado Tarzan das telas.


Após alguns anos se apresentando como trapezista, Jack decidiu seguir seu sonho de se tornar cowboy e pediu ajuda a seu irmão, Sprague, que trabalhava como modelo. Após alguns trabalhos publicitários, Jack se mudou para Nova Iorque, onde esperava estudar interpretação. Todavia, apenas prosseguiu com sua carreira de modelo. Mais tarde, concluiu que a melhor maneira de se tornar um ator cowboy era se mudando para Los Angeles, mesmo inexperiente. Assim, Jack chegou a Hollywood em 1937.


Na terra ensolarada de Los Angeles, Clayton entrou em contato com um amigo de sua mãe, que tinha um cargo de importância nos estúdios da Columbia. Este amigo, cujo nome o ator não conseguiu lembrar em suas memórias, lhe indicou a Joe Rifkin, um descobridor de talentos do estúdio, que por sua vez, lhe arranjou um teste. Mas por não ter qualquer preparo como ator, Clayton foi reprovado. Mesmo assim, ficou o bom porte e a boa aparência do jovem aspirante que media 1m85cm, e Rifkin recomendou Clayton a um curso de arte dramática administrado por Doc Fleishman. Após um período de seis meses, Rifkin fez um novo teste com Jack que, desta vez, foi aprovado.

Bryan Foy
Nesta época, Bryan Foy (1896-1977), produtor da Warner Brothers, procurava por atores para trabalhar em filmes e seriados de ação. Doc Fleishman  recomendou Clayton. Ao chegar no escritório de Foy, não o encontrou. Havia apenas uma menininha de seis anos com quem Jack ficou conversando. Quando descobriu que a garotinha gostava de cavalos, Clayton se ajoelhou e pediu que ela subisse em suas costas. Durante alguns minutos, ele “cavalgou” com a menina pela sala até que Foy chegou e o contratou para fazer os devidos testes. Mais tarde, Jack descobriu que a menina era filha de Bryan Foy.

O contrato de Jack tinha duração de seis meses apenas, período pelos quais trabalhou como figurante e coadjuvante, com pouca ou nenhuma fala. Ainda utilizando o nome artístico de Jack Moore, ele aprendeu tudo o que podia sobre o trabalho de ator integrando o elenco de filmes como Cowboy de Asfalto - Cowboy from Brooklyn, de 1938 e estrelado por Dick Powell, e No Limiar do Crime – Crime School, estrelado por Humphrey Bogart. Paralelamente, Clayton continuou seus estudos de interpretação nos estúdios da Warner, ao lado de alunos que se tornariam famosos, como Susan Hayward (1918-1975), que foi sua colega.


No fim da década de 1930, Rifkin passou a trabalhar como agente e Jack se tornou um de seus clientes. Foi quando a Metro Goldwyn Mayer (MGM) pediu Moore emprestado aos estúdios Warner. No entanto, o produtor da MGM não aceitava receber um ator que tivesse um agente que não fosse Frank Orsati, que era a agência de atores mais famosa e conceituada na época. Assim se mantinha o monopólio nos negócios e acabava qualquer concorrência. Assim, Jack teve que trocar de agente e se apresentou aos estúdios da Marca do Leão, que acabou por contrata-lo. A mudança de estúdio significava uma mudança significativa de escola de interpretação, pois todos os estúdios de cinema mantinham um curso permanente para seus atores.

Clayton com a atriz LUPE VELEZ
Após seis meses no estúdio de Louis B. Mayer (1884-1957), seu contrato expirou, e ao invés de renova-lo, Jack aceitou a oferta de uma produtora independente, a Edward Small Productions para estrelar o filme Ao Sul de Pago Pago- South of Pago Pago, dirigido por Alfred E. Green (1889–1960) e estrelado por Victor McLaglen e Frances Farmer, e Jack a substituir Jon Hall cujo empréstimo não estava sendo viável pela Metro. Mas Edward Small (1891-1977) não gostou do nome artístico de Jack Moore, e decidiu troca-lo para CLAYTON MOORE. Contudo, alguns meses depois do ensaio, a MGM finalmente cedeu Jon Hall para a fita e Clayton foi dispensado.

OUTRA FOTO de Clayton com a atriz LUPE VELEZ
Nesta época, a lendária latina fogosa Lupe Velez (1908-1944), que havia se divorciado de Johnny Weissmuller (que era amigo de Moore), estava tendo problemas para conseguir espaço nas revistas e jornais da época, aparecendo em público em bares e boates. Ela precisava de alguém de boa aparência para acompanha-la, e também alguém não muito famoso para não lhe roubar as atenções. Lupe pediu a um amigo em comum que a apresentasse a Clayton. Assim, os dois se tornaram amigos e passaram a ser vistos em vários lugares famosos. Não demorou muito, os jornais logo começaram a falar de Lupe e seu novo “amor”. Toda esta publicidade só veio a ajudar a carreira de Clayton, que assim, passou a receber mais convites.

A Esposa Sally, companheira do ator por longos anos
Em 1940, Clayton, que já contava com 25 anos, conheceu uma jovem atriz chamada Mary Francis, que tinha 18 anos, e com quem se casou a 19 de agosto do mesmo ano. Contudo, a união durou poucos meses e se divorciaram. Dois anos depois, Clayton conheceu Sally Allen, que no passado fora namorada do ator John Barrymore. Sally era atriz figurante em filmes. Clayton e Sally se casaram em 1943.


Em 1942, Clayton Moore recebeu uma oferta da Republic Pictures, que era um dos mais famosos estúdios de Hollywood produtoras de filmes em seriados, para que o ator participasse em um deles. Visto que ele não estava tendo chances com a Edward Small Productions, ele pediu liberação de seu contrato e mudou-se para a Republic, passando a trabalhar em seriados como Os Perigos de Nyoka. Foi com esta produção que Clayton tornou-se amigo de dois atores que também eram dublês: Tom Steele e Dave Sharpe, que lhes ensinou todos os truques possíveis para realizar, ele mesmo, as cenas de ação.

CLAYTON MOORE
O REI DOS SERIADOS DE CINEMA

Assim, Clayton Moore definitivamente iniciou sua carreira no cinema atuando nos mais incríveis e eletrizantes seriados de cinema das antigas e saudosas matinês. Moore é considerado o segundo Rei dos Seriados, título este dado anteriormente a Buster Crabbe (1908-1983), o eterno Flash Gordon.

LOBBY CARD de AS AVENTURAS DE JESSE JAMES- 1948
POSTER de O FANTASMA DO ZORRO
Clayton Moore em O FANTASMA DO ZORRO - 1949
Quando Moore apareceu em Os Perigos de Nyoka - Perils of Nyoka, seriado de 1942, ele roubou todas as cenas da protagonista Kay Aldridge (1917-1995) enfrentando e vencendo toda sorte de perigos e vilões. A molecada da época que frequentava as matinês já percebia que ali nascia um grande mocinho e astro das tardes dos fins de semana, e acertaram! A partir daí, Clayton Moore iria participar de outros onze seriados, e sua legião de fãs sabiam que seu nome e sua performance eram sinônimos de muita ação e aventura eletrizante.

O FANTASMA DO ZORRO - 1949
IMPLACÁVEL em A VOLTA DE JESSE JAMES (1947)
Um vilão em O ESPÍRITO ESCARLATE (1946)
Os seriados que Clayton Moore se destacou foram: O Espírito Escarlate (The Crimson Ghost), de 1946, onde personificou um vilão; A Volta de Jesse James (Jesse James Rides Again), de 1947; Vingadores do Crime (G-Men Never Forget) e Aventuras de Frank e Jesse James (Adventures of Frank and Jesse James), ambos de 1948;

Todo Mascarado ao lado de George Lewis: O FANTASMA DO ZORRO (1949)
Ao lado de Ramsey Ames: VINGADORES DO CRIME - 1947
Desferindo um punho implacável num bandido em O FANTASMA DO ZORRO.
O Fantasma do Zorro (Ghost of Zorro), de 1949O Mistério do Disco Voador (Flying Disc Man from Mars), de 1951; O Cavaleiro Relâmpago (Son of Geronimo) e Cody, o Marechal do Universo (Radar Men from the Moon), ambos de 1952; Tambores Feiticeiros (Jungle Drums of Africa), de 1953; O Sinal do Cavalo Branco (Gunfighters of the Northwest), de 1954, ao lado de Jock Mahoney.

COMO THE LONE RANGER ENTROU EM SUA VIDA E O CONSAGROU PARA SEMPRE

Para se projetar, Clayton Moore atuava, além dos seriados, em musicais e comédias. Mais tarde, ele pôde ser visto em westerns de baixo orçamento, estrelados por Roy Rogers, Charles Starrett, Tim Holt, Don ‘Red’ Barry, Gene Autry, e Rocky Lane. Isto foi muito decisivo para que o ator fosse futuramente convidado para interpretar um dos heróis preferidos da cultura americana numa pioneira série de TV, e que o consagraria para sempre.

 
Em 1949, Moore estrelou o seriado de cinema O Fantasma do Zorro (Ghost of Zorro), no qual interpretou Ken Mason, o neto do lendário Don Diego de La Veja, o Zorro do Capa & Espada. A título de curiosidade, quando ele aparecia como Zorro, sua voz era dublada por outro ator com o motivo de modificar os personagens, tornando-os independentes entre si. Mas foi justamente este seriado que chamou a atenção de Antrim Short, um agente responsável em encontrar um ator para estrelar O Cavaleiro Solitário- The Lone Ranger, a primeira série de faroeste produzida para a TV americana, que estava dando seus primeiros passos.


Após uma longa conversa com os produtores Jack Chertok, George W. Trendle e Fran Striker, Trendle perguntou a Clayton se ele gostaria de interpretar o The Lone Ranger. Moore respondeu: “Sr. Trendle, eu sou o Cavaleiro Solitário”. Assim, Clayton foi escolhido para interpretar a série, ao lado do autêntico índio Mohawk nascido no Canadá Jay Silverheels (1912-1980), cujo verdadeiro nome era Harold J. Smith, que interpretou o índio Tonto, companheiro do Cavaleiro Solitário (ou se o leitor preferir: Zorro).


O herói já havia sido levado às telas cinematográficas como um seriado de cinema em duas ocasiões: A mesma Republic Pictures já havia lançado em 1938 O Grande Vingador (The Lone Ranger), onde The Lone Ranger era interpretado por Lee Powell (1908-1944). Powell foi o primeiro a retratar o herói nas telas da Sétima Arte, mas teve uma vida breve, já que morreu em 1944 enquanto lutava durante a II Guerra Mundial. Destinado ao sucesso, O Cavaleiro Solitário após o êxito do 1º filme, mereceu a sequencia de mais um seriado: A Volta do Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger Rides Again), em 1939, onde desta vez, o personagem foi interpretado por Robert Livingstone (1904-1988). Nos dois primeiros filmes, o parceiro de aventuras do herói, o índio Tonto, foi interpretado por  Chief Thundercloud (1899–1955), um legítimo índio cherokee.


Paralelamente a série de TV que estava em exibição com Clayton, o Cavaleiro Solitário continuava a ser produzido para o rádio (que levava ao ar desde 1933), no qual era estrelado por Bruce Beemer, cuja voz já havia ficado associada ao personagem. Desta forma, foi pedido a Clayton que imitasse a voz de Beemer, a qual era um tom abaixo do normal de Moore. Por isso, Clayton teve que treinar alguns meses antes de iniciar as gravações do piloto. As cenas internas eram rodadas nos mesmos estúdios de Os Batutinhas e O Gordo e o Magro.


A série foi um estrondoso sucesso quando estreou em 1949, transformando Clayton Moore e Jay Silverheels em atores famosos da noite para o dia, contudo também houve contratempos. Após produzir 22 episódios, durante uma cena de briga entre Tonto e alguns bandidos, Jay sofreu um enfarte e foi levado para o hospital.  Durante o restabelecimento de Jay, a produção ficou suspensa voltando uma semana depois, com a introdução de um novo personagem, Dan Reid, sobrinho do Cavaleiro Solitário, que foi interpretado por Chuck Courtney (1930-2000), em oito episódios.

CLAYTON entre sua esposa Sally e sua mãe.

Um verdadeiro amigo das crianças e dos adultos.
Clayton Moore era íntegro, levava uma vida austera, não fumava e nem bebia, e nem demonstrava interesse por mulheres fora do casamento. A vida do ator confundia-se com a do próprio personagem que interpretava na TV, tornando-se um ídolo não apenas das crianças e adolescentes, mas também dos pais, especialmente pelos princípios básicos da cultura e da moral americana.


Uma das mais notáveis e surpreendentes coisas ao longo da série era a capacidade do ator de personificar alguns personagens que eram os disfarces do Cavaleiro Solitário quando ele precisava assumir uma personalidade de fachada com intuito de fazer alguma investigação. Clayton conseguia mudar tanto a voz quanto o porte, e este talento não passou despercebido visto que Moore realmente era um ótimo ator. Logo, Clayton fazia do seu The Lone Ranger um mestre dos disfarces.

JOHN HART, que substituiu Clayton Moore, ao lado de Jay Sillverheels, o Tonto.
Mas embora com tanta popularidade alcançada, graças ao carisma dos atores principais, George W. Trendle (1884-1972), um dos produtores da série, decidiu demitir Clayton Moore em 1950, contratando em seu lugar o ator John Hart (1917-2009). Para que o público não percebesse a mudança, o produtor fez com que Hart usasse uma máscara maior para cobrir o máximo possível o seu rosto. A demissão de Clayton ocorreu sumariamente, sem qualquer explicação. Ao chegar para filmar, simplesmente o ator foi avisado que fora substituído. Com o passar dos anos, foi divulgado pela imprensa que sua demissão foi causada por uma disputa salarial, mas segundo o Clayton em sua autobiografia, isto nunca aconteceu.

POSTER de BUFFALO BILL E OS ÍNDIOS - 1952
CLAYTON como BUFFALO BILL
CLAYTON no seriado TAMBORES FEITICEIROS - 1952
Após seu afastamento da série, Clayton voltou a atuar em seriados da Republic, como O Cavaleiro Relâmpago (Son of Geronimo) e Cody, o Marechal do Universo (Radar Men from the Moon). Em 1952 ainda, interpretou Buffalo Bill no western Búffalo Bill e os Índios - Buffalo Bill in Tomahawk Territory. O que poucos sabem ou notaram, é que Clayton participou do clássico de George Stevens (1904-1975) Os Brutos Também Amam - Shane, numa pequena participação, quase de figuração, como um dos capangas dos irmãos Ryker. Clayton não foi creditado.


Durante o afastamento da série, Clayton manteve amizade com Jay Silverheels, até que em 1953, Trendle chamou o ator novamente para substituir John Hart. Os fãs não haviam aceitado a troca e escreveram aos produtores exigindo a volta imediata de Clayton ao papel. Como bem se diz: A voz do Povo é a Voz de Deus, e a aclamação popular elegeu Clayton Moore como seu único Lone Ranger da telinha.


Assim, o ator voltou ao papel em 1954, sendo que no mesmo ano, os direitos da série foram vendidos a Jack Wrather (1918-1984), responsável por séries como Lassie e Sargento Preston, que se tornou o novo produtor de O Cavaleiro Solitário (aqui no Brasil, a série se chamou As Aventuras do Zorro, ou Zorro e Tonto). Analisando bem os fatos, é imensamente possível que Trendle trouxe Clayton de volta para o papel para que a venda da produção da série subisse de valor, visto que Wrather e os fãs preferiam Moore sob a máscara do herói. De qualquer forma, o negócio foi fechado em três milhões de dólares.


Em 1956, a série passou a ser produzida a cores. Isto porque o sistema de cor americano estava gradativamente sendo adaptado para os aparelhos de TV, embora ainda em menor quantidade. A total produção de séries a cores somente ocorreria nove ou dez anos depois, por volta de 1965 ou 1966, mas alguns produtores visionários já previam a necessidade de aderir ao novo sistema, pois as emissoras mais tarde se negariam a reprisar séries produzidas em preto & branco.  Assim, O Zorro ou Cavaleiro Solitário ganhou cores e um novo vestuário, com aquela linda roupa azul e o lenço vermelho envolta do pescoço.  A máscara, que era púrpura, cor que parecia ficar melhor na imagem em preto & branco, foi trocada por uma máscara preta.

A série foi cancelada em 1957, com um total de 221 episódios, dos quais Moore estrelou 169. O sucesso da série ainda levou o produtor Jack Wrather a produzir dois longas-metragens para o cinema. O público pode então ver em cores e em tela grande o herói mascarado montando Silver, seu portentoso cavalo branco, ao lado de Tonto, o fiel parceiro de aventuras.




Em 1956, foi lançado The Lone Ranger – Zorro, o Justiceiro Mascarado, dirigido por Stuart Heisler (1896-1979), onde teve as participações de Lyle Betger (1915-2003), que juntamente com Robert Wilke (1914-1989), vem a compor como um dos mais notáveis vilões dos faroestes americanos, além da bela presença de Bonita Granville (1923-1988), que era esposa do produtor Jack Wrather. Destaque para luta do Cavaleiro Solitário contra o índio interpretado por Michael Ansara (1922-2013). Um ano depois do cancelamento da série, em 1958, foi lançado nos cinemas Zorro e a Cidade do Ouro Perdido – The Lone Ranger and The Lost City of Gold (no Brasil, também teve o título de Zorro e o Ouro do Cacique), dirigido por Lesley Selander (1900-1979).

Sem fins lucrativos, Clayton vestido de Cavaleiro Solitário visita uma menina em um hospital e a presenteia.
CLAYTON, ou CAVALEIRO SOLITÁRIO, ovacionado pelas crianças.

Enquanto fazia a série, paralelamente, Clayton Moore fazia aparições públicas vestido de Cavaleiro Solitário, e após o cancelamento da série, o ator ficou tão estigmatizado pelo papel que não se empenhou em procurar outros trabalhos na TV ou no cinema, contentando-se apenas em aparecer publicamente vestido como o herói. 

Registros de Família


Em 1959, Clayton e Sally (que não podia ter filhos), adotaram uma menina que se tornou a única filha do casal, Dawn Angela, e decidiram mudar de Los Angeles para um lugar mais tranquilo onde poderiam cria-la. Assim, Moore e sua família se mudaram para Minneapolis e, mais tarde, para Lake Tahoe antes de voltar à Los Angeles na década de 1970.


UMA IMPORTANTE VISITA
Certo dia, Bill Ward, dublê de Clayton Moore, chegou ao estúdio durante as filmagens de um dos episódios acompanhado de uma atriz novata, bem mesmo em início de carreira, que estava rodando um filme em produção ao lado do cenário de The Lone Ranger. O nome desta jovem e iniciante atriz era Norma Jean Baker, que ficaria mais tarde conhecida como MARILYN MONROE (1926-1962), e ela passou algumas horas assistindo a rodagem de um dos episódios da série estrelada por Moore e Silverheels. 


PROBLEMAS PARA O CAVALEIRO SOLITÁRIO

Durante todos estes anos em que esteve afastado do cinema e na TV, Clayton Moore manteve sua renda apenas com suas aparições públicas, alguns comerciais, reprises de antigos seriados de cinema em que participou pela TV, e seus investimentos pessoais.  Suas aparições públicas consistiam em encontros com celebridades, convenções, inaugurações, mestre de cerimônias, convidado de honra em festas, e visita a hospitais. Exceto as visitas em hospitais, Moore era pago pela sua presença no local usando sua roupa de Cavaleiro Solitário. Contudo, isto lhe traria grandes problemas.


Chuck Connors, John Wayne, e Clayton Moore a caráter como The Lone Ranger, num especial para a TV em 1975. Atrás, bem no fundo, David Carradine
CLAYTON abraçado a CHUCK CONNORS, o HOMEM DO RIFLE - 1975
Visto que os direitos de imagem do personagem pertenciam a Jack Wrather e sua empresa, Moore pagava uma porcentagem de seus ganhos ao estúdio. Até que em 1975, Wrather decidiu produzir um novo filme com o personagem: A Lenda do Cavaleiro Solitário – Legend of The Lone Ranger, para qual seria contratado para fazer o personagem um ator mais jovem. Para que não houvesse confusão quanto à identidade do The Lone Ranger, a empresa de Wrather solicitou a Moore que parasse de se apresentar em público vestido como Cavaleiro Solitário, ou Zorro. Caso contrário, seria processado por infringir os direitos autorais da empresa de Jack Wrather. 

A FELICIDADE E A TRISTEZA

Levando em conta que as aparições públicas eram o sustento do ator, ele e seu agente fizeram uma contra proposta ao produtor, acordo com o qual ele passaria a se apresentar não mais como o Cavaleiro Solitário, e sim como Clayton Moore, o ator que interpretou o herói na televisão e no cinema.  Mas a empresa de Wrather não aceitou a proposta e em 1979, proibiu que Moore usasse a máscara e a roupa do herói em aparições públicas.


Clayton concedendo entrevista durante uma das audiências
A imprensa divulgou um boletim informando que a proibição se originou do fato do ator ser muito velho e gordo para continuar a se apresentar como Cavaleiro Solitário. Foi com base neste argumento que a empresa de Jack Wrather deu início a um processo contra Clayton, alegando que ele não tinha mais uma boa aparência para se apresentar como o Cavaleiro Solitário, arriscando denegrir a imagem do personagem.


Após a primeira sessão, o juiz que presidia o caso pediu afastamento alegando ser fã da série e do ator, portanto não apto para julgar a causa. Um novo juiz foi escolhido, que acabou dando ganho de causa a Wrather e sua empresa, alegando que eles detinham os direitos autorais do personagem, proibindo Moore ou quem quer que fosse de se apresentar como Cavaleiro Solitário, mesmo que se utilizasse de seu verdadeiro nome.


Jay Silverheels, em fins da década de 1970
Enquanto seu advogado entrava com uma apelação, Clayton e seus fãs entraram em choque. Em 1980, a imprensa divulgava que a empresa de Jack Whater havia oferecido 150 milhões de dólares para que o ator fizesse ponta no novo filme  A Lenda do Cavaleiro Solitário – Legend of The Lone Ranger, a qual ele teria recusado. Mas segundo Moore, tal oferta nunca aconteceu.  Ainda em 1980, a 5 de março, morreu Jay Silverheels, o querido parceiro do herói, o índio Tonto, e na vida real, amigo de Clayton Moore, que ficou abalado com a perda do ex-companheiro de aventuras, vitimado por um Acidente Vascular Cerebral, aos 67 anos de idade.



Mas parece até castigo dos céus ou, quem sabe, praga do querido Clayton. O novo filme do herói, lançado em 1981 com o inexpressivo Klinton Spilsbury (que não fez carreira) como o Cavaleiro Solitário, foi um desastroso fracasso de bilheteria e crítica (nem o brilhante Christopher Lloyd, mais tarde conhecido como o cientista de De Volta Para o Futuro, salvou o filme na pele do vilão Butch Cavendish), e a fita acabou no anonimato, seja nas reprises por TV por assinatura ou nas prateleiras das locadoras de VHS na década de 1980.

Manchete de um jornal americano, falando da disputa judicial


Quanto ao nosso querido homenageado, ele abandonou o uniforme azul e a máscara, passando a se apresentar com seu próprio nome, vestido de cowboy e usando óculos escuros que se assemelhavam em forma á máscara do Cavaleiro Solitário. A reação do público quanto ao resultado da disputa foi uma mobilização de protestos e petições exigindo que “devolvessem” a máscara do herói a Clayton Moore. Moore apareceu em vários programas de televisão e eventos para contar sua vida e sua história, duplicando assim, suas aparições públicas nas quais recebia o carinho e o apoio dos fãs.

Enfim, a máscara voltou para seu devido lugar!
Após a liberação, a felicidade junto das crianças de posar com a máscara. Esta foto é de 1985.
A ESTRELA de Clayton Moore, O CAVALEIRO SOLITÁRIO, no Calçadão da fama, em Hollywood.
Em 1984, Jack Whater morreu vítima de câncer, mas, três semanas antes de morrer, sua esposa, a atriz Bonita Granville (que atuou com Moore no longa-metragem para o cinema The Lone Ranger, em 1956) retirou a ação que moviam contra Clayton. Ela enviou uma notificação a seu agente, informando-o a respeito e autorizando Clayton a se apresentar como Cavaleiro Solitário em todas as suas públicas aparições. Em 1987, para louvor dos fãs, o nobre Clayton recebeu sua estrela na Calçada da fama, na qual se lê: Clayton Moore, The Lone Ranger.

Clayton Moore, num evento, ao lado de DALE EVANS, esposa de Roy Rogers.
Clayton Moore com MAUREEN O' HARA, LESLIE CHARLESON, e BARBARA HALE- 1991
OS DOIS "LONE RANGERS": John Hart e Clayton Moore, década de 1990
Clayton ao lado da filha Dawn, em 1990
Durante todo o processo, desde seu início em 1975, a esposa de Clayton, Sally, sofreu diverticulite, o que ocasionou ao longo dos anos, agravamento de sua saúde. Em 1986, Sally morreu. Triste com a morte da esposa, ele buscou consolo em sua enfermeira, Connie, com quem se casou seis meses depois, quando o ator já contava com 72 anos. Mas a união não deu certo e o casal se divorciou em 1988.

Clayton, entre Neil Summers e Victor French
Um dos últimos momentos em que se caracterizou como o CAVALEIRO SOLITÁRIO, em sua casa. Foto batida em 1997

Em 1990, Moore se reencontrou com Clarita Petrone, uma jovem que conhecera em 1952 quando ela e seu marido visitavam o casal Curcio, vizinho de Clayton, em Los Angeles. Os dois se encontraram novamente na década de 1970, quando ela e o marido voltaram a visitar os Curcios. Agora viúva, Clarita voltou a encontrar Clayton em uma festa, novamente, na casa dos Curcios. Os dois se casaram em 1992, permanecendo casados até o dia em que Clayton morreu.


Manchete de um jornal americano, sobre a morte de Clayton Moore
O túmulo de Clayton Moore, no Forest Law Memorial Park, Los Angeles. Um fã deixou uma Máscara e um simulacro de uma bala de prata sobre seu túmulo, símbolos do herói CAVALEIRO SOLITÁRIO.
No dia 28 de dezembro de 1999, Clayton Moore morreu aos 85 anos de idade, vitimado por um ataque cardíaco. A saúde do velho herói, que tantas emoções deu a molecada das saudosas matinês, bem como na telinha assistindo as aventuras do Cavaleiro Solitário (ou Zorro, não importa o nome que dê), já vinha declinando há alguns anos. Mas em seus últimos anos, fez questão de manter o ritmo de seu dia a dia, o qual incluía responder as cartas de seus fãs, que tão bem tratava. O orgulho e a arrogância eram coisas que não havia no coração e na mente de Clayton Moore. Foi toda dedicação prestada para seus fãs que fez Clayton continuar a usar a máscara, mesmo quando tentaram tira-la através de um mandato judicial. No fim, ele saiu vencedor, como um verdadeiro...


 THE LONE RANGER.
AYOU SILVER! GO WAY!
Cavalgando pelas pradarias do Céu.

O “LONE RANGER” ESQUECÍVEL.
Em 2013, os estúdios Disney resolveram “ressuscitar” O Cavaleiro Solitário, num filme que foi dirigido por Gore Verbinski e estrelado por Johnny Depp protagonizando o índio Tonto, e com a difícil (e impossível!!!) tarefa de encarnar o Cavaleiro Solitário que tão bem celebrizou o carismático e saudoso Clayton Moore, ficou a cargo de Armie Hammer.


O filme, lançado no ano passado, parecia prometer uma volta triunfante ao personagem criado para a rádio por George Washington Trendle (1894-1972), e tendo suas primeiras histórias escritas por Fran Striker (1903-1962). Os mais nostálgicos estavam ansiosos para ver seu herói de novo na tela ainda que fosse com outro ator e uma nova produção.  Tudo parecia resgatar a nostalgia daqueles tempos, mas o público mais jovem teria talvez o primeiro contato com o personagem. O problema todo, apesar de alguns bons momentos de eletrizante ação, é o fato de a produção ter transformado o nobre The Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário, ou Zorro, como um verdadeiro idiota, pateta, enrolado, e trapalhão, fazendo do herói praticamente um personagem cômico. E isto foi deplorável, e certo que o filme poderia ser um sucesso, o editor publicou neste espaço durante seu lançamento a matéria Hi Yooo Silver!!! O Cavaleiro Solitário esta de Volta!(acesse: http://www.articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/2013/07/hi-yooo-silver-o-cavaleiro-solitario.html), onde se conta um pouco sobre o herói. Contudo o filme não decolou e com total razão.

O Cavaleiro Solitário, em suas origens, é um herói íntegro, de personalidade forte, sério, que tinha elevada carga moral suficiente para baixar sobre a bandidada e os malfeitores, tendo no índio Tonto como seu amigo e ajudante, na defesa aos fracos, e ajudando a impor a ordem no Velho Oeste. Suas atitudes, especialmente pelos seus princípios, eram o básico da moralidade e do princípio do certo e do errado, numa constante luta do bem contra o mal,que tanto norteia o ser humano, num imortal duelo consigo mesmo.

A atuação de Hammer, seja pelo roteiro que exigia ou por sua própria opção de atuar desta forma, foge completamente as características do original Cavaleiro Solitário. Foi triste para os veteranos que acompanharam a série de TV com Clayton Moore verem como foi transformado The Lone Ranger.  


Quem sabe, como castigo, o filme não foi bem sucedido e não se deu bem sequer no mercado norte-americano, pois nem Johnny Depp, que realmente roubou todas as cenas como um exótico Tonto, pôde salvar deste desastroso fracasso. Não tinha como não chorar e sentir saudades do eterno, do brilhante, e do carismático Clayton Moore, que deve ter se revirado do seu túmulo tamanha presunção desta produção. Com certeza, seja no imaginário ou na cultura popular americana (e claro, mundialmente), Clayton Moore ainda é o imortal e verdadeiro 
THE LONE RANGER.


FILMOGRAFIA

1937- Forlorn River
1937- Cowboy do Asfalto -Cowboy from Brooklyn"
1938- No Limiar do Crime- Crime School
1940- Kit Carson
1940- O Filho de Monte Cristo- The Son of Monte Cristo
1941- Sedutora Intigrante - International Lady Sewell
1941- Tuxedo Junction

O ESPÍRITO ESCARLATE - 1946
1942- Perigo Amarelo ou Dragões Negros-  Black Dragons        
1942- Os Perigos de Nyoka - Perils of Nyoka
1942- Outlaws of Pine Ridge
1946- The Bachelor's Daughters
1946- O Espírito Escarlate- The Crimson Ghost


1947- A Volta de Jesse James - Jesse James Rides Again
1947- Along the Oregon Trail
1948- Os Vingadores do Crime - G-Men Never Forget
1948- Estalagem Misteriosa- Marshal of Amarillo

AS AVENTURAS DE JESSE JAMES - 1948
1948- As Aventuras de Jesse James - Adventures of Frank and Jesse James
1949- The Far Frontier
1949- Sheriff of Wichita
1949- Riders of the Whistling Pines

O FANTASMA DO ZORRO - 1949
1949- O Fantasma do Zorro - Ghost of Zorro
1949- Frontier Investigator
1949- Cisco Kid- The Cisco Kid
1949- Vereda da Morte - South of Death Valley
1949- Bandidos Mascarados- Masked Raiders
1949- O Vaqueiro e os índios- The Cowboy and the Indians
1949- Bandidos de El Dorado- Bandits of El Dorado

UMA DUPLA INESQUECÍVEL
1949/1957- O Cavaleiro Solitário – As Aventuras do Zorro- The Lone Ranger    (Série de TV) 169 episódios
1952- Durango Kid: Fúria Ciclônica - Cyclone Fury
1952- Durango Kid: O Gavião do Rio Bravo- The Hawk of Wild River

BUFFALO BILL E OS ÍNDIOS - 1952
1952-Buffalo Bill e os índios - Buffalo Bill in Tomahawk Territory
1952- Diligência Marcada – Desert Passage
1952- O Cavaleiro Relâmpago - Son of Geronimo: Apache Avenger
1952- Radar Men from the Moon

Ao lado de CHARLES STARRETT, O DURANGO KID, em O GAVIÃO DO RIO BRAVO, como um vilão.
1953- Tambores Feiticeiros- Jungle Drums of Africa
1953- A Ferrovia da Morte - Kansas Pacific
1953- A Volta dos Irmãos Corsos - The Bandits of Corsica
1953- O Salto da Morte- Down Laredo Way
1954- O Sinal do Cavalo Branco- Gunfighters of the Northwest
1954- Rebelião em Dakota- The Black Dakotas

Clayton, como CAVALEIRO SOLITÁRIO, num episódio da série LASSIE, em 1959.
1956- O Cavaleiro Solitário – Zorro, o Justiceiro Mascarado - The Lone Ranger
1958       O Cavaleiro Solitário e a Cidade do Ouro Perdido (ou Zorro e o Ouro do Cacique)- The Lone Ranger and the Lost City of Gold
1959- Lassie (série de TV)- EPISÓDIO: A Patrulha da Paz/ Peace Patrol- exibido a 10 de maio de 1959.

PRODUÇÃO E PESQUISA:
PAULO TELLES
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EM TEMPO
IN MEMORIAN

ANDREW V. MCLAGLEN
(1920-2014)
ANDREW V. McLAGLEN, no meio de ROCK HUDSON e EDWARD FAULKNER, rodando JAMAIS FORAM VENCIDOS, em 1969
Andrew V. McLaglen, conhecido por seu trabalho na direção de filmes de faroeste protagonizados por John Wayne e James Stewart, como Quando um Homem É Homem e Shenandoah, respectivamente, morreu aos 94 anos em Friday Harbor, no estado americano de Washington, no começo do mês de setembro. Andrew era filho do ator Victor McLaglen (1886-1959), que ganhou em 1930 o Oscar de melhor ator pelo filme O Delator, de John Ford.

JOHN WAYNE, assistindo ao diretor McLAGLEN dar instruções a YVONNE DE CARLO em QUANDO UM HOMEM É HOMEM (1965)
Antes de estrear como diretor em Atirar para Matar, de 1956, McLaglen trabalhou como assistente em 14 filmes, vários deles com John Wayne, como Uma Aventura Perigosa, Geleiras do Inferno, e Rota Sangrenta, além de vários filmes do diretor John Ford (que era seu padrinho), entre eles o clássico Depois do Vendaval, em 1952.

MCLAGLEN e JAMES STEWART num intervalo de SHENANDOAH (1966)
Andrew dirigiu John Wayne nos longas Quando um Homem É Homem, Jamais Foram Vencidos, Chisum, Uma Lenda Americana, Cahill, Xerife do Oeste e Heróis do Inferno.

MCLAGLEN junto a WILLIAM HOLDEN, durante a produção de A BRIGADA DO DIABO, em 1968.
McLaglen também teve grande relação profissional com James Stewart, com quem trabalhou em O Preço de um Covarde, Raça Brava, O Olho da Justiça e ShenandoahCom uma carreira cinematográfica que durou três décadas, o diretor também se destacou com filmes famosos como Desbravando o Oeste, com Kirk Douglas; Em Liberdade para Matar, com George Peppard; Os Renegados, com Dean Martin, e Os Últimos Machões, com Charlton Heston.Também esteve a cargo de filmes de guerra como A Brigada do Diabo, com William Holden; Selvagens Cães de Guerra, com Richard Burton, e Espionagem em Goa, com Gregory Peck. O cineasta, que media 2m01cm, nasceu 28 de julho de 1920,  em Londres, foi casado 4 vezes, sendo que um dos casamentos foi com a atriz Veda Ann Borg (1915–1973),  com quem teve três filhos, um deles falecido em 2006. Andrew ainda dirigiu séries de TV, como Paladino do Oeste, estrelado por Richard Boone.

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