quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Saga de Audie Murphy - Parte 2


“Uma pessoa de olhar até tenro, de modos pacíficos, sem o talento que nem era preciso se ter para fazer todos aqueles muito modestos faroestes que fez, mas que se enraizou forte em nossas memórias e em nosso arquivo de ídolos.
JURANDIR BERNARDES LIMA – Leitor da Bahia, seguidor do blog, fã de Audie Murphy, comentarista, e amigo do editor do espaço.


Continuando a trajetória de um ídolo das telas, AUDIE MURPHY (1924-1971), na primeira parte foi retratada suas incríveis e traumáticas experiências no front durante a II Guerra Mundial.  Filho de uma família pobre de Kigston, no Texas, desde infância teve que trabalhar para o sustento de casa, principalmente depois que o pai abandonou a família quando Audie só tinha 12 anos. A partir daí, e depois do falecimento de sua mãe, Murphy teve que dar duro para ajudar a criar seus irmãos. Contudo, a Segunda Grande Guerra já estava em curso, e os Estados Unidos da América resolveu entrar após o ataque a base de operações de Pearl Harbor pelos japoneses.

O Pequeno Audie (que tinha 1m65), movido pelo espírito voluntário dos jovens americanos de lutar pelo “Tio Sam”, teve dificuldades em se alistar até que, finalmente, conseguiu ser aceito pelo Exército Americano, na Arma de Infantaria. No começo, não foi fácil ao aparentemente fraco e franzino Audie se adaptar ao intensivo treinamento, mas com força, determinação, e garra, sobrepujou suas dificuldades e se tornou um verdadeiro soldado de combate, matando 240 alemães, e ganhando as mais devidas honras que um soldado americano poderia receber, sendo condecorado por bravura e recebendo do Governo Americano a Medalha de Honra do Congresso.



Tais qualidades não deixaram  desapercebidas para o público americano, que tão logo o mancebo herói retornou para os EUA, homenagens a ele foram dedicadas, e até mesmo o ator James Cagney (1899-1986) reconheceu nele seu valor, que lhe convidou para fazer um teste em Hollywood. Foi seu primeiro passo para uma carreira cinematográfica, mas assim como no campo de batalha, Audie também teve que saborear o gosto amargo das dificuldades (e algumas decepções), até que finalmente veio sua real primeira chance de um papel importante e principal no filme Caminho da Perdição (Bad Boy), de 1949. A Partir daí, Audie se firmaria em outras produções, que veremos na SEGUNDA PARTE, onde vamos continuar com a saga deste pequeno notável. Vamos falar dos seus principais filmes, o fim do seu casamento com Wanda Hendrix, e os primeiros indícios de seus traumas pós-guerra.

A PRIMEIRA PARTE DESTA SAGA ESTA NESTE LINK:




BAD BOY – O PRIMEIRO PAPEL PRINCIPAL

Após o lançamento do seu primeiro filme como protagonista, Caminho de Perdição, em 1949, Audie Murphy embarcou em um extensivo tour pelo sudoeste americano, promovendo sua imagem e frequentando festas para dar autógrafos para a sua recentemente publicada autobiografia, chamada To Hell and Back.



A atuação em Bad Boy foi boa o bastante para que o considerado melhor estúdio de Hollywood investisse em seu nome e em seu talento: a Universal International Estúdios. A Universal ofereceu a ele um contrato de sete anos com um salário de U$2.500 dólares por semana. Isso foi uma proposta arranjada com o produtor Paul Short , que arranjou para Audie cinco roteiros em que ele seria a estrela principal. 

Mas somente o 5º roteiro, chamado Duelo Sangrento/The Kid from Texas foi para a tela de cinema e Audie ganhou o seu 2º papel principal e o seu 1º Western. Assim como Bad Boy, The Kid from Texas foi fortemente promovido na região da estrela solitária, o Texas. Propagandas anunciaram a estreia mundial do filme no mesmo teatro de Dallas em março de 1950. O filme quebrou os recordes de bilheteria alcançados antes por Bad Boy no ano anterior, sempre com os cinemas repletos.



Caminho de Perdição é baseado num caso verídico dos arquivos do Variety Clubs International, que entre outros trabalhos de caridade, trabalhava com infratores juvenis para reabilita-los fora do ambiente presidiário. O filme foi rodado no Boys Ranch Club, no Texas, terra de Audie.

O filme constrói um tema cronológico e próprio para as telas de cinema de antigamente, como o comportamento juvenil das cidades americanas e o aspecto mais real da juventude dos anos de 1950, como o que seriam abordados seis anos depois por Nicholas Ray em Juventude Transviada/Rebel Whitout a Cause, estrelado por James Dean.

Danny Lester (Audie Murphy) é definitivamente um jovem um tanto rebelde e fora do controle. A princípio, seu comportamento criminoso e violento parece ocorrer sem nenhuma razão específica. Gradualmente, o espectador vai se dando conta do perfil psicológico de Danny, que tem origem com as discussões que tem com o padrasto e da morte de sua mãe, aparentemente causada por uma dose de comprimidos para dormir que o próprio Danny lhe havia dado.



Capturado durante uma tentativa de roubo, Danny é levado perante o tribunal juvenil e finalmente é libertado pelo delegado Brown (Lloyd Nolan, 1902-1985), que é o administrador do rancho Boys Ranch. Embora o tribunal fosse incrédulo que Danny poderia parar de ser um delinquente juvenil, Brown sentia que o ambiente do rancho poderia ajudar a melhorar a conduta do rapaz. Talvez ele pudesse encontrar ou descobrir o que estava perturbando Danny.

A princípio, Danny parece ajustar-se a vida no rancho, fazendo pequenas tarefas espontaneamente. Em breve, ele sai agindo sorrateiramente para cometer outro assalto, arrombando uma joalheria local. Houve mais confrontos no rancho. Enquanto isso, Brown consegue traçar um histórico da família de Danny e, eventualmente, descobre o por que de Danny ser tão violento, e muitas vezes, quando alguém o chama de “filho”.

Brown fala com o médico que tratou da mãe de Danny. Parece que ela morreu de causas naturais e os comprimidos para dormir não foram a causa de sua morte. Antes de voltar ao rancho, a polícia descobriu que Danny tinha cometido outro roubo, agora numa loja de armas. A polícia fez uma batida no local, mas Danny pega um carro para tentar fugir, mas acaba sofrendo um acidente. Ferido e cercado pelos policiais, Danny mostra resistência em se entregar, mas Brown chega a tempo para dizer a ele sobre sua mãe, e convence o rapaz de que ele não causou a morte dela.

Finalmente, o Rebel Boy se recupera dos ferimentos e consegue outra chance para se reabilitar no rancho, para mais tarde se matricular como estudante de engenharia na Texas A M.

Apesar de alguns veteranos da indústria cinematográfica não aceitar a atitude de Audie quanto a sua pretensão em fazer filmes em que ele tivesse o papel principal, eles reconheceram sua fotogenia perante as câmeras, e que um herói de guerra como ele poderia render boa bilheteria.

Um crítico escreveu:
Audie Murphy quer ser um bom ator e confia uma boa promessa de conseguir seu objetivo.



Audie fez o papel com muita confiança. Ele acreditava que os maiores atores profissionais não conheciam os seus próprios trabalhos. Mas o produtor Paul Short não concordava exatamente com o ponto de vista do jovem herói de guerra, e por isso, fez com que ele se cercasse de atores veteranos para cobrir a inexperiência dele. Esta política foi seguida por outros produtores em vários filmes que viriam depois estrelados por Audie, que rapidamente aprendia qualquer coisa que ele tinha interesse. Ele aprendeu atuar ao longo da produção de seus primeiros filmes.

Durante a produção de Bad Boy, Audie veio com uma de suas famosas piadas. Ele aparentemente tinha dificuldade para completar uma tomada do filme e, por isso, várias tomadas tiveram que ser refeitas. Finalmente, o diretor Kurt Neumann reclamou  sobre o atraso de Audie em completar a tomada na cena. Audie lhe respondeu:
- Você deve lembrar que eu estou em desvantagem. – Disse Audie.
- Que desvantagem? – perguntou Kurt Neumann
-Nenhum talento- respondeu Audie com um sorriso.




DE VERDADEIRO HEROI DE GUERRA A IDOLO DOS WESTERNS

Antes de fazer outro filme, Audie foi o centro das atenções de um programa de rádio chamado This is your Life, apresentado por Ralph Edwards, o programa enfocou os anos de crescimento de Audie, os seus dias na escola, e suas façanhas na II Guerra. Ele se reuniu novamente com seus companheiros de luta, que ele já não os via há cinco anos. Audie ficou visivelmente emocionado por ver seus amigos, não somente seus amigos e companheiros de farda, mas também os amigos da sua cidade natal.

AUDIE E WANDA HENDRIX, casados, durante as filmagens de SERRAS SANGRENTAS 
Com o longo contrato que conseguira, Audie decidiu comprar os roteiros que Paul Short produziria para o cinema. No entanto, os dois nunca mais trabalharam juntos. Ele rapidamente se lançou em MAIS DOIS WESTERNS: Cavaleiros da Bandeira Negra/Kansas Raiders, e Serra Sangrenta/Sierra. Justamente durante as filmagens de Serras Sangrentas, Audie e Wanda Hendrix, sua esposa na vida real e seu par na fita dirigida por Alfred E. Green (1889-1960), anunciavam o fim do casamento deles e o divórcio saiu no dia 20 de abril de 1951.

Wanda não se adaptou aos hábitos de Audie, que começava a ter os primeiros sintomas do que hoje é conhecido como transtorno de estresse pós-traumático. Ele dormia constantemente com uma pistola carregada debaixo do travesseiro, tinha constantes pesadelos que lhe remetiam as tétricas lembranças do front, e passou a dormir a base de calmantes.

Mas Audie já tinha uma carreira cinematográfica se firmando, e como bom texano e criado em uma fazenda, Audie sabia cavalgar e atirar muito bem, e se associou perfeitamente como um dos mais destemidos Man of The West do cinema, mesmo que seus faroestes fossem de baixo orçamento. Sua estatura também não foi empecilho. Enquanto John Wayne (1,93cm), Gary Cooper (1,91cm), Randolph Scott (1,89cm), Tim Mccoy (1,81cm), Buck Jones (1,82cm), e Tom Mix (1,83cm), ícones do Western que eram de estatura alta, o bom Audie se saía muito bem beijando a mocinha e triunfando sobre os inimigos numa boa briga de socos com apenas 1,65 cm de altura, a mesma altura de Alan Ladd, outro ator associado ao faroeste americano. 


A GLORIA DE UM COVARDE

Após a conclusão de Sierra, Audie anunciou que voltaria para o Exército. A Guerra da Coréia estourou em junho de 1950. Em Julho, Audie voltou para Dallas para se alistar na 36ª Divisão de Infantaria (Guarda Nacional do Texas). Esta divisão foi reativada como um Exército efetivo, e Murphy iria outra vez a uma missão de combate. Ele foi um voluntário para o serviço militar direto, mas a “ação policial” – como a guerra era chamada – indicava um combate de curto prazo, e Audie tinha desejo de colocar um laço integral de paz no Exército.


Entretanto, dois outros fatores alteraram a decisão dele. Ele estava por estrelar o papel principal no filme da Metro Goldwyn Mayer, a “Marca do Leão”, A Glória de um Covarde/The Red Badge of Courage, e ele tinha um grande desejo de atuar neste filme, mesmo que esse fosse o último de sua carreira.

Quando foi anunciado que John Huston (1906-1987) iria dirigir The Red Badge of Courage, “Spec” McClure  sugeriu Audie para o papel do jovem soldado Henry Fleming. Entretanto, o filme estava no início e com uma discórdia sobre quem seria o ator principal. Outro problema é que o lendário chefão da MGM, Louis B Mayer (1884-1957) não queria fazer o filme de maneira alguma, e existiam mais objeções em escalar Murphy para o filme.

O CINEASTA JOHN HUSTON E AUDIE MURPHY
Huston conseguiu convencer B Mayer com a ajuda da “fofoqueira de Hollywood” Hedda Hopper (1885-1966) que tinha uma coluna sobre cinema. Hedda defendia Audie porque pensava muitas coisas boas sobre ele. Huston gostou muito de Murphy e o chamava de “olhos gentis de criança”.


A Princípio, Huston imaginou autênticas cenas de guerra ao ar livre e batalhas de Guerra Civil Americana nunca vistas antes desde E O VENTO LEVOU de 1939. Entretanto, o orçamento aprovado forçou o diretor a filmar todo o filme dentro da Califórnia se passando pelos campos da Virginia e do Tennesse. Algumas cenas também foram gravadas no rancho do próprio cineasta. Logo depois que os planos para a produção estavam em fim de andamento, Huston foi para a África dirigir o clássico Uma Aventura na África/The Africa Queen, deixando a edição de A Glória de Um Covarde inteiramente para os estúdios de Mayer. A falta dos toques finais do grande diretor na edição final da fita fez com que o filme A GLÓRIA DE UM COVARDE tivesse problema nas bilheterias.


No entanto, Huston estava convencido que Audie tinha a capacidade de se transformar num excelente ator. Huston considerava A Glória de Um Covarde e O Passado não Perdoa/The Unforgiven  as melhores atuações do ator e herói de guerra texano em toda sua carreira cinematográfica:

“Em O Passado Não Perdoa e A Glória de Um Covarde ele conseguiu habilidade para conquistar a audiência de público. Ele despertou o instinto  maternal nas mulheres e o instinto fraternal nos homens. São pouco os atores que conseguem esta façanha”.

John Huston.


Esta famosa versão cinematográfica da novela de Stephen Crane (1871-1900), constituiu um dos mais rumorosos casos dos bastidores da produção Hollywoodiana. Sabe-se que John Huston não aceitou a intervenção dos diretores da Metro na montagem final e largou a realização, deixando o produtor Gottfried Reinhardt  (1913–1994) lutando pela integridade da obra.


A história da sabotagem do filme foi inclusive tema para assunto de um livro, Picture, que Lilian Ross escreveu em 1953. Produzida em plena era macarthista, A GLÓRIA DE UM COVARDE estampa violenta crítica ao heroísmo militar, narrando em tom realista e psicológico o drama de um jovem recruta, Henry Fleming, durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Soldado da União, ele foge durante uma batalha, fazendo-se passar por um herói de outra unidade. A um amigo, o recruta Tom Wilson (Bill Mauldin, 1921–2003), Henry revela que é de fato um desertor. Esta brilhante fita (ainda que mutilada) acompanha as reações de medo e covardia do protagonista, curiosamente interpretado por um verdadeiro herói americano de guerra, o soldado americano mais condecorado da II Guerra Mundial, que foi Audie Leon Murphy.


John Huston rodou as cenas de batalha em San Fernando Valley, Los Angeles, onde D.W. Griffith havia feito O Nascimento de uma nação/ The Birth of a Nation em 1915, clássico da Sétima Arte, prestando a este legendário diretor do período dos silents movies uma brilhante homenagem nas imagens admiráveis do fotógrafo Harold Rosson (1895–1988). O filme ainda conta com grandes atuações, como a de Bill Maudin, Arthur Hunnicutt, John Dierkes, e Royal Dano.

Enquanto fazia uma turnê de apresentação de seu filme em Washingnton, D.C, Audie foi convidado sentar-se junto ao Senador Price Daniel, do Texas. Enquanto se sentava, o Senador Daniel interrompeu os debates e o apresentou. Audie se levantou, acenou e sorriu, e foi fortemente aplaudido pelos senadores e observadores presentes.


O SEGUNDO CASAMENTO E FAMILIA

Não demorou muito após o fim de seu casamento com Wanda Hendrix, Audie conheceu Pamela Archer. Ela era aeromoça da Braniff Airlines linhas aéreas, e ela já o conhecia por tê-lo visto na capa da revista Life. O encontro resultou num grande romance e eles se casaram três dias depois do divórcio dele ter sido homologado, ou seja, no ano seguinte em que se conheceram.


Depois do casamento com Pamela no dia 23 de abril de 1951, Audie retornou aos estúdios da Universal e aos filmes de faroeste, retomando a sua carreira cinematográfica. Audie queria ter sua própria família, ter filhos. A vida dele depois da Guerra estava virtualmente enraizada. Ele pensou que se tivesse a sua própria família, ele poderia ter a estabilidade de que tanto necessitava. Então, no dia 14 de março de 1952, nasceu seu primeiro filho, chamado Terrance Michael, conhecido como Terry, e dois anos depois, James Shannon, apelidado de Skipper, a 23 de março de 1954. Os nomes dos filhos foram dados em homenagem aos seus dois melhores amigos: Terry Hunt, e James “Skipper” Cherry.


Mas manter uma família custa dinheiro, e a única maneira de Audie ganhar dinheiro além de seu soldo como ex-combatente, mesmo sendo um herói consagrado pelos americanos, ainda era o cinema. Cavaleiros da Bandeira Negra foi seu primeiro filme que ele fez sob o novo contrato com os estúdios da Universal. Entretanto, Murphy acreditava que estava sendo mal remumerado, e de certa forma, ele estava certo.



Uma vez, na tentativa de fazer os estúdios aumentarem seu salário, Audie anunciou suas intenções de abandonar as telas totalmente e deixar Hollywood. Na sua percepção, ninguém poderia força-lo a voltar a filmar. Mas ele tinha um contrato a cumprir e era impossível ele ir para outro estúdio à procura de um melhor salário.


OS PRINCIPAIS WESTERNS DE AUDIE MURPHY NA DECADA DE 1950


Audie Murphy foi o astro querido de vários faroestes assistidos por todos nós fãs do gênero. Vamos aos principais:



SERRAS SANGRENTAS/SIERRA (1950)

Ring Hassard (Audie Murphy) e seu pai Jeff (Dean Jagger, 1903-1991) capturam e domam cavalos selvagens. Eles vivem isolados nas montanhas, porque Jeff é procurado por um crime que não cometeu. Quando Ring conhece a advogada Riley Martin (Wanda Hendrix, 1928-1981), Jeff é ferido por um cavalo. Ring e Riley partem em busca de socorro, porém Ring acaba preso acusado de roubar cavalos. Riley defende-o, mas a essa altura o juiz está mais interessado em saber onde seu pai está escondido. Participação de Tony Curtis (1925-2010) em um de seus primeiros papéis no cinema.




DUELO SANGRENTO/THE KID FROM TEXAS (1950)

Este foi o primeiro faroeste de Audie Murphy, gênero com o qual ele seria sempre associado. Foi também seu primeiro filme para a Universal, estúdio onde ficaria até meados da década seguinte.

O produtor Paul Short chamava Billy the Kid, interpretado por Murphy, de "o primeiro delinquente juvenil", e foi assim que o ator  interpretou o precoce  outlaw, praticamente repetindo a mesma atuação de Bad Boy no ano anterior.

No início, o scripit trata o personagem de maneira simpática, mas depois muda de opinião e retrata-o como um mero assassino. Afinal, Billy the Kid, em seus vinte e um anos de vida, teria matado exatamente o mesmo número de pessoas, como informa o narrador da fita.


 Reconstituindo um dos episódios mais famosos da carreira de William H. Bonney, aliás Billy the Kid (1859-1881), aos 18 anos, Billy chega ao Novo México e abandona as armas, empregando-se no rancho do inglês Tunstall, com quem faz amizade e que o ajuda a regenerar-se.

Tunstall, porém, é assassinado por ladrões de gado que operam na região e Billy resolve vingar-se deflagrando um combate que ficou conhecido como a Guerra do Condado de Lincoln (1878), episódio histórico evocado em Chisum (1970), de Andrew V. MacLaglen, com John Wayne.



CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA/KANSAS RAIDERS (1950)


Dirigido por Ray Enright (1896-1965), especialista em faroestes b, e estrelado por Audie Murphy e Brian Donlevy (1901-1972), este brilhante ator. Tendo encarnado Billy the Kid em Duelo Sangrento, agora Murphy é Jesse James, outra lenda do Velho Oeste Americano, num filme sem maiores preocupações com a verdade histórica. 

Por sua vez, depois de Sierra, Tony Curtis (1925-2010) reaparece novamente junto de Murphy, como um dos irmãos Dalton.


Famoso pelo desconforto em cenas românticas, Murphy pela primeira vez beija nas telas - a felizarda foi Marguerite Chapman (1918-1999), que interpreta a companheira do celerado William Clarke Quantrill (Donlevy).


O ÚLTIMO DUELO/THE CIMARRON KID (1952)

Falsamente acusado por oficiais corruptos de ter ajudado num assalto a um trem feito por seus antigos companheiros, Cimarron Kid (Audie Murphy) se une novamente a gangue dos irmãos Dalton e torna-se um membro ativo em outros roubos do grupo.


Traído por um de seus companheiro (James Best) ele se torna um fugitivo e vai procurar refúgio em um rancho de um ex-ladrão (Hugh O' Brian). Lá ele conhece a bela Carrie (Beverly Tyler, 1927-2005), por quem se apaixona.


Mas ser um fugitivo da lei e de sua gangue não será fácil, e o casal terá de enfrentar muitos desafios se quiser viver esse amor.


O ÚLTIMO DUELO marcou o primeiro encontro de Audie com o lendário diretor Budd Boetticher (1916-2001), que também era associado a outro ícone do faroeste americano – Randolph Scott. Com Boetticher, Audie ainda faria seu último filme, Gatilhos da Violência, em 1970.


ONDE IMPERA A TRAIÇÃO/THE DUEL AT SILVER CREEK (1952)

Um dos filmes iniciais da carreira do cineasta Don Siegel (1912-1991), e a quinta aparição na tela do então novato Lee Marvin (1924-1987), outro combatente da II Guerra Mundial.
Uma quadrilha encabeçada por Opal Lacey (Faith Domergue, 1924-1999) e Rod Lacey (Gerald Mohr, 1914-1968) assalta as minas de prata da região de Silver Creek. 



LEE MARVIN
O delegado Lightning Tyrone (Stephen McNally, 1911-1994), após o assassinato de um amigo, ocorrido quando perseguia a quadrilha, resolve se vingar, e convoca para ajuda-lo Luke Crowell, vulgo Silver Kid (Audie Murphy), cujos pais também foram mortos pela gang

Os problemas surgem quando Lightning se apaixona por Opal, apesar das advertências de Silver Kid, com isso dando ensejo à consumação de mais um assalto. 



A MORTE TEM SEU PREÇO/GUNSMOKE (1953)

Audie interpreta Reb Kittredge, um pistoleiro que chega ao vilarejo de Billings, em Montana, para trabalhar com o barão de gado Matt Telford (Donald Randolph, 1906–1993), que pretende dominar toda região.

Cabe a Reb afugentar o colono Dan Saxon (Paul Kelly, 1899-1956) de suas terras. Mas este acaba perdendo seu rancho para Reb num jogo de cartas, o que leva o pistoleiro a colocar-se a seu lado contra Matt.


Susan Cabot (1927-1986) interpreta Rita, filha de Dan e interesse romântico de Reb e do capataz Curly Mather (Jack Kelly, 1927-1992), enquanto Mary Castle (1931-1998) faz a cantora de saloon Cora DuFrayne.



JORNADA SANGRENTA/COLUMN SOUTH (1953)


O tenente Jed Sayre (Audie Murphy) luta para evitar tensões pré-Guerra Civil e a guerra entre o Exército e a tribo Navajo, mas seus esforços estão sendo arruinados pelas maquinações de simpatizantes Confederados.


Ele tenta convencer seu superior, o Capitão Lee Whitlock (Robert Sterling, 1917-2006) a ser condescendente com os índios navajos, enquanto namora a irmã de Lee, Marcy Whitlock (Joan Evans) e trava conhecimento com um líder confederado, o general brigadeiro B. N .Stonne (Ray Collins, 1889-1965).


RONDA DA VINGANÇA/TRUMBLEWEED (1953)

Dirigido por Nathan Juran (1907-2002) e estrelado por Audie Murphy e Lori Nelson. Tumbleweed é o nome do cavalo que o personagem de Murphy ganha de um rancheiro. O animal terá papel decisivo no desenrolar da história. Lee Van Cleef (1925-1989), em um de seus primeiros trabalhos, faz um tipo de  bandido que ele se acostumou a interpretar antes da fama alcançada nos westerns spaghetti.


Jim Harvey (Audie Murphy) é o guia de uma caravana que se dirige ao Velho Oeste. Após um ataque dos índios, Jim tenta negociar com Aguila (Ralph Moody, 1886–1971), chefe dos Yaquis, mas é preso, enquanto a caravana é dizimada.



Depois de escapar, ele é responsabilizado pelo massacre e é salvo da forca pelo xerife Murchoree (Chill Wills, 1902–1978).  Jim foge com a ajuda de Tigre (Eugene Iglesias), filho de Aguila e seu amigo, porém é ferido. Recebe guarida no rancho de Nick Buckley (Roy Roberts, 1906-1975), que lhe dá de presente Tumbleweed, um cavalo ruim de trote.
Já há algum tempo, Jim desconfia que homens brancos tem se passado por índios e promovido os ataques. Ao investigar, recebe surpreendente colaboração de Tumbleweed, que se revela muito mais inteligente do que se suspeitava.  Lori Nelson é a namorada de Jim, Laura Sanders.



TRAIÇÃO CRUEL/RIDE CLEAR OF DIABLO (1954)



Quando seu pai e irmão são assassinados por uma gangue de ladrões de gado, o explorador de estradas Clay O'Mara (Audie Murphy) trava uma estranha aliança com o fora-da-lei Whithey Kincaid (Dan Duryea, 1907-1968), um violento pistoleiro que está mais interessado em ver o inexperiente O'Mara tentando matar os assassino que encontra pelo caminho do que propriamente ajudá-lo.



Mostrando-se um verdadeiro durão, ele ainda encontrará muitos criminosos em seu caminho até que, num sangrento tiroteio, consiga finalmente defender a honra de sua família. Novamente, Audie tem como parceira romântica Susan Cabot, no papel de Laurie Kenyon, namorada de Clay.


TAMBORES DA MORTE/DRUMS ACROSS THE RIVER (1954)


Crown City pode se tornar uma cidade fantasma, pois todo o seu ouro está localizado em terra indígena. Gary Brannon (Audie Murphy), um homem honesto que odeia índios, junta-se à uma missão para tentar concessões de mineração, mas o líder do grupo, o ganancioso Frank Walker (Lyle Betger, 1915-2003), planeja em segredo começar uma guerra contra os índios para tomar suas terras.


Gary e seu pai Sam (Walter Brennan, 1894-1974.) têm agora nas mãos a manutenção da paz e terão de juntar forças com os índios para impedir os planos de Walker.



Destaque para as participações de Jay Silverheels (1912-1980), o eterno índio Tonto do Cavaleiro Solitário/The Lone Ranger; o cowboy das matinês e também baixinho Bob Steele (1907-1988), que trava uma bela luta com Murphy em uma das sequencias do filme; e Lisa Gaye (irmã de Debra Paget), como a namorada de Brannon.


ANTRO DA PERDIÇÃO/DESTRY (1954)

Dirigido por George Marshall (1891-1975) e estrelado por Audie Murphy e Mari Blanchard (1923-1970). O tom de comédia do filme deu a Murphy a chance de testar sua versatilidade. Ele acabou por sair-se bem da empreitada, no papel do almofadinha Tom Destry, que impõe a lei e a ordem sem usar armas. Sua atuação rendeu-lhe as melhores avaliações críticas desde A Glória de Um covarde.  Com isso, ele mostrou à Universal que já estava maduro o suficiente para interpretar a si mesmo em Terrível como o Inferno, suas memórias da Segunda Guerra Mundial e no campo de batalha.

Destry é a refilmagem do clássico Atire a Primeira Pedra/Destry Rides Again (1939), também dirigido por Marshall e estrelado por James Stewart e Marlene Dietrich, mas sem o brilho e os excessos divertidos destes dois astros.


Esta é a terceira versão do romance Destry Rides Again, publicado por Max Brand (1893-1944) em 1930. Antes da versão de 1939, o livro já havia sido filmado em 1932 com Tom Mix. A história ainda serviu de inspiração para Anjo de Vingança/Frenchie, de 1955 e dirigido por Louis King, com Joel McCrea e Shelley Winters, e tornou-se série de TV em 1964.


Na cidade de Restful, quem manda é Phil Decker (Lyle Betger, 1915-2003), o dono do saloon. Ele elege o bêbado local Rags Barnaby (Thomas Mitchell, 1892–1962) o novo xerife, depois de matar o anterior. Rags sabe que não vai dar conta sozinho, então manda chamar Tom Destry (Audie Murphy), filho de um valente pistoleiro, para ajudá-lo.

Destry chega e, para surpresa geral, não porta armas. Apesar de ridicularizado por todos, ele consegue se impor aos poucos, e suas investigações deixam Decker em maus lençóis. Difícil mesmo, para Destry, é enfrentar a cantora Brandy (Mari Blanchard) e Martha (Lori Nelson), a sobrinha de um rancheiro.



HONRA DE SELVAGENS/WALK THE PROUD LAND (1956)




Após dois anos sem filmar westerns, Audie Murphy volta vivendo a história real de John Philip Clum (1851-1932), um agente do Exército americano enviado a uma tribo Apache para tentar novas formas de aproximação entre índios e brancos.




Pat Crowley é a noiva de John (Audie Murphy), que entra em atrito com a corajosa índia Tianay (Anne Bancroft, 1931-2005), que tem interesse amoroso pelo agente. Direção de Jesse Hibbs (1907-1985), ainda no elenco Jay Tonto Silverheels (1912-1980) que interpreta o índio renegado Gerônimo.


RENEGADO DO FORTE PETTICOAT/THE GUNS OF FORT PETTICOAT (1956)


Dirigido por George Marshall (1891-1975) e estrelado por Audie Murphy e Kathryn Grant. Bom de bilheteria,Murphy decidiu associar-se a Harry Joe Brown (1890-1972) para formar a Brown-Murphy, sua própria produtora.  Brown já havia se associado à Randolph Scott, e junto com este, já haviam produzido outros westerns, sempre com ótimas rendas, contudo, este foi o único fruto da companhia Brown-Murphy.


As quarenta mulheres que participam do elenco foram treinadas no manuseio de armas  e até em combates corpo a corpo por Audie, o que, segundo ele, constituiu-se em sua missão mais difícil.


Durante a Guerra Civil, o exército da União massacra uma tribo indígena em Sand Creek, Texas, próximo à terra natal do Tenente Frank Hewitt (Murphy).


Frank sabe que os índios procurarão vingança, então abandona os companheiros e volta para casa, na tentativa de ajudar seus conterrâneos. Com isso, ele é considerado desertor. Ora, quase todos os homens partiram para lutar na guerra, notadamente ao lado das forças confederadas. A solução é treinar as mulheres para que elas possam se defender quando os ataques começarem. 



NA ROTA DOS PROSCRITOS/RIDE A CROOKED TRAIL (1958)




Escrito por Borden Chase, Audie interpreta o bandoleiro Joe Mayne, que é confundido com um delegado federal e, forçado pelas circunstâncias ter que assumir este papel. Diante disso, se vê na dúvida entre acatar uma vida pacífica, em meio a comunidade que o acolhe fraternalmente, ou prosseguir na vida de fora da lei, pois já combinara com seu parceiro Sam Teeler (Henry Silva) assaltar o banco. 



Os problemas entre Joe e Sam se complicam devido a Tessa Milotte (Gia Scala, 1934-1972), uma mestiça ligada amorosamente a ambos. O filme é enriquecido pela brilhante presença de Walter Matthau (1920-2000) como um juiz beberrão. Em Cinemascope. 


BALAS QUE NÃO ERRAM/NO NAME ON THE BULLET (1959)


Dirigido por Jack Arnold (1916-1992), este western traz Audie Murphy num papel um tanto que vilânesco e psicológico. Ele interpreta o pistoleiro de aluguel John Gant, que, enquanto ronda sua presa, debate com o médico da cidade (Charles Drake, 1917-1994) sobre qual dos dois representariam a melhor "cura": se o doutor que trata de qualquer um inclusive dos maus, ou se ele, quando elimina pessoas más.


John Gant chega à uma pequena cidade do Oeste e se hospeda no hotel, dizendo que ali ficará por alguns dias. Ao dizer seu nome ao atendente, é ouvido por outras pessoas. A notícia se espalha pela cidade, pois Gant é um conhecido pistoleiro de aluguel, que age sempre da mesma maneira: fica à espera durante dias, até o momento ideal de ir atrás e matar a sua vítima, a qual ele nunca diz quem é. Vários moradores ficam nervosos pois acham que Gant está atrás deles.


O médico Canfield (Charles Drake) é um dos poucos que parece não se preocupar com o pistoleiro, mas se incomoda com o comportamento das pessoas que passam a agir de forma nervosa e irracional. E com isso resolve confrontar Gant.



ANTRO DE DESALMADOS/THE WILD THE INNOCENT (1959)



Por volta de 1890, o jovem montanhês simplório mas esperto Yancy Hawks (Audie Murphy) volta de uma longa caçada com seu tio Lije (George Mitchell, 1905–1972) e a esposa índia dele, quando são atacados por um urso.



Seu tio fica ferido, então Yancy tem que levar sozinho as peles para trocar por mantimentos. No caminho, tentam rouba-lo, e depois de trocar as peles por uma garota, a suja e mal cuidada Rosalie Stocker (Sandra Dee, 1942-2005). Yancy se nega mas a garota foge do pai e quer que Yancy a leve para a cidade grande de Casper, no Wyoming.



Yancy não quer mas acaba fraquejando e chega com a garota na cidade durante as festas de quatro de julho. Lá ele fica amigo do xerife Paul Bartell (Gilbert Roland, 1905-1994) e lhe pede que arrume um emprego para a garota, que se arruma e fica muito bonita, enquanto ele vai atrás de Marcy Howard (Joanne Dru, 1922-1996), que desconhece tratar-se de uma prostituta do saloon, estabelecimento este que é de propriedade do próprio xerife. Quando Yancy descobre que o xerife Paul quer prostituir Rosalie, ele resolve enfrenta-lo.


Audie nunca teve tão simplório e “inocente” nas telas. Direção do roteirista Jack Sher (1913-1988).



UM HOMEM CONTRA O DESTINO (ou A SOMBRA DO MAL)/ Cast a Long Shadow (1959)



Faroeste dirigido por Thomas Carr (1907-1997) e estrelado por Audie Murphy e Terry Moore. Rodado em apenas dezenove dias, com fotografia em preto e branco, este é um dos veículos de Murphy mais mal avaliados pela crítica.



Matt Brown (Audie Murphy) tem passado os últimos anos vagando sem rumo, geralmente bebendo e jogando. Chip Donohue (1915-1992) procura-o para dizer-lhe que Jake Keenan, o homem que o criara, morreu e deixou-lhe suas terras. Matt volta para casa, mas é impulsivo, inflexível e orgulhoso, e isso lhe traz sérios problemas de relacionamento. Ele chama Chip e os outros cowboys para ajudá-lo na condução de uma boiada, o que lhe causará uma enorme dor de cabeça. Destaque para a bela briga entre Audie e o vilão James Best.




COM O DEDO NO GATILHO/HELL BENT FOR LEATHER (1960)



Outro exemplar de George Sherman estrelado por Murphy e Felicia Farr. A fita é destaque por duas coisas: O novo hobby de Murphy --pilotagem de aviões- foi decisiva para a escolha das locações do filme, algumas delas fotografadas pela primeira vez por ele mesmo. E ainda, no elenco, estão dois grandes nomes dos faroestes B: Bob Steele (1907-1988), que já havia travado uma bela luta com Murphy em Tambores da Morte, em 1954, e que conheceu o auge do sucesso na década de 1930- e Allan Rocky Lane (1909-1973), astro das matinês na década seguinte.




Acampado no ermo, Clay Santell (Audie Murphy), um negociante de cavalos, oferece água a um estranho, que em seguida o agride e foge com sua montaria, deixando o rifle. Clay chega a Sutterville e os moradores, ao vê-lo com a arma, confundem-no com Travers (Jan Merlin), o homem que o atacara e que é um perigoso assassino. O xerife Harry Deckett (Stephen McNally, 1912-1994) sabe que Clay não é o bandido, mas leva a farsa avante para se promover perante a população. Clay foge e leva a jovem Janet (Felicia Farr) como refém. Janet acaba convencida da inocência do cowboy e procura ajudá-lo, enquanto o xerife e sua patrulha se aproximam. Destaque também para Robert Middleton (1911-1977) que desponta no elenco.


SUSAN CABOT  - PAR ROMANTICO NOS WESTERNS


A Universal tinha sob contrato Audie Murphy, cuja especialidade como bem sabe eram os westerns. Mas o estúdio tinha uma preocupação: encontrar atrizes que não fossem muito mais altas do que ele, já que o novo cowboy do cinema media apenas 1m65 de altura.  Mas este problema não demorou em ser selecionado e Audie teve seu par feminino perfeito para as telas: Susan Cabot (1927-1986), que tinha apenas 1m57 de altura e fez par com o diminuto Murphy. Juntos Audie e Susan atuaram em três westerns:  Onde Impera a Traição/The Duel at Silver Creek, dirigido por Don Siegel;  A Morte tem seu Preço/Gunsmoke; e Traição Cruel/ Ride Clear of Diablo.




Susan Cabot teve um fim trágico digno de um filme de terror. A 10 de dezembro de 1986, Timothy, o filho de Susan de 20 anos, assassinou a mãe batendo-lhe na cabeça com halteres enquanto ela dormia. Susan estava com 59 anos e a suntuosa casa em que moravam estava totalmente deteriorada. Timothy foi condenado a apenas quatro anos de reclusão e a atenuante de seu advogado foi que ele sofria de doença mental agravada pelos sistemáticos abusos por parte de Susan, sua mãe. Timothy faleceu em 2003, aos 38 anos.



TERRIVEL COMO O INFERNO – A OBRA BIOGRAFICA



Depois de convencer por um bom longo tempo os estúdios da Universal que ele era maduro o bastante para lidar com um papel principal de uma grande produção – a produção de seu livro autobiográfico publicado em 1951 – Terrível como o Inferno/ To Hell and BackAudie conseguiu mudar a engrenagem dos negócios. O jovem guerreiro da vida real foi capaz de causar impacto com o seu livro, o que serviu de fonte de material para um roteiro cinematográfico.



De início, os estúdios queriam Tony Curtis para fazer o papel de Audie, mas o produtor Aaron Rosemberg e o diretor Jesse Hibbs convenceram o estúdio que o próprio biografado fizesse seu papel.



Audie frequentemente recordava sobre as batalhas na Europa entre as tomadas das filmagens e também se lembrava de seus companheiros do Exército. Muitos tinham sido mortos em combate e ele era profundamente respeitoso em relação a memória deles.



O diretor Hibbs (1906-1985) teve que enfrentar um problema que para ele foi difícil de resolver. O filme tinha muitas cenas prolongadas de batalha: “começar a batalha foi fácil, eu apenas dava o primeiro tiro e as armas entravam em ação. Mas parar a batalha era outro problema”. O alto-falante dele não era ouvido entre gritos, berros, e os barulhos dos tanques e das metralhadoras com festim durante a filmagem. Desesperado, Hibbs descobriu uma solução lógica para o problema: ele colocou uma bandeira com o mastro ereto no seu posto de observação que ficava atrás das câmeras. Quando ele queria “cortar” a filmagem, ele meramente levantava a bandeira de rendição e todos os disparos paravam.




TERRÍVEL COMO O INFERNO rendeu quase dez milhões de dólares durante a exibição no decorrer de seu lançamento nos grandes cinemas, e assim se tornou um dos êxitos comerciais da Universal em seus 43 anos de estúdio. A princípio, o filme não seria exibido até outubro de 1955, mas o estúdio acreditou que o filme seria uma grande sensação, portanto deu plena liberdade a Audie para escolher papéis, desde que tivessem bastante ação. Terry Murphy, o filho mais velho de Audie, fez o papel do pai quando ele tinha 4 anos.



UM WESTERN AO LADO DE UMA LENDA:

JAMES STEWART

Escrito pelo especialista do gênero Borden Chase (1899-1971) e produzido por Aaron Rosemberg (1912-1979), A Passagem da Noite/Night Passage, de 1957, deveria ter sido dirigido por Anthony Mann, que largou o projeto no início, alegando “receio de reprisar demais uma fórmula”, já que tanto o roteirista, o produtor, e mais o astro James Stewart (1908-1997) vinham de uma série de westerns semelhantes. O novato James Neilson (1909-1979) assumiu o comando desde que veio a ser o primeiro filme rodado pelo sistema Technirama (criado pela Techinicolor para rivalizar com o Cinemascope).




Na história, o guarda ferroviário Grant MacLaine (Stewart) enfrenta a quadrilha de White Harbin (Dan Duryea, 1907-1968), da qual faz parte seu irmão caçula Útica Kid (Audie Murphy), que pela quarta vez executa assalto ao trem pagador.




O menino Joey Adams (Brandon de Wilde, 1942-1972, de Shane) esconde o dinheiro mais o bando sequestra  como refém Verna Kimbail (Elaine Stewart, 1930-2011), mulher do dono da ferrovia (Jay C Flippen, 1899-1971).



Contracenar com o incrível Jimmy foi uma sensação de grande felicidade para Audie, pois rendeu a ele seu terceiro dos quatro papéis de suporte, e ainda, num western de alto orçamento. Fizeram amizade ao longo da produção e ambos tinham muito em comum, visto que além de servirem ao Exército Americano e lutado na II Guerra (Stewart foi aviador), Murphy repetiu o mesmo papel de Jimmy no remake de Atire a Primeira Pedra/Destry Rides Again, (1939), que aqui se chamou Antro da Perdição/Destry, em 1954, criando uma sequência em que Mari Blanchard se atraca numa luta contra Mary Wickes, lembrando uma das mais memoráveis sequências da versão original que é a briga de Marlene Dietrich e Una Merkel no Last Chance Saloon. Ambas as versões foram dirigidas pelo mesmo cineasta, George Marshall (1891-1975).



UM CLASSICO DE JOHN HUSTON:

O PASSADO NAO PERDOA

O romance de autoria de Alan Le May (o mesmo autor de Rastros de Ódio), publicada em 1957, foi comprada por 75 mil dólares pela empresa Hecht-Hill-Lancaster, dos proprietários Harold Hecht, James Hill, e do ator Burt Lancaster (1913-1994). Lancaster encabeçaria o elenco desse faroeste em superprodução que teria ainda Kirk Douglas, Audrey Hepburn, Lilian Gish e Charles Bickford nos papéis principais.  Mas Kirk Douglas preferiu não atuar em outro western naquele momento, o que levou Burt a sondar Tony Curtis que também declinou do convite. Richard Burton foi também cogitado, mas o papel de irmão de Lancaster no filme acabou ficando para Audie Murphy.




Defendido por um elenco de peso, O Passado Não Perdoa/The Unforgiven, de 1960, se passa entre os pioneiros do Texas de 1870. Rachel Zachary (Audrey Hepburn, 1929-1993) esta na fazenda de uma família com a mãe, Matilda (Lilian Gish, 1893-1993). Ben (Burt Lancaster), o filho mais velho, foi a Wichita contratar vaqueiros, deixando os irmãos Cash (Audie Murphy) e Andy (Doug McClure, 1935-1995), encarregados de vigiar o gado. Mas saindo de casa, Rachel encontra uma figura estranha, Abe Kelsey (Joseph Wiseman, 1918-2009), que a questiona sobre sua origem e a amedronta. Matilda, de arma em punho, o expulsa das terras.




Ben retorna com os empregados, entre eles Johnny Portugal (John Saxon), um mestiço com quem Cash logo antipatiza.  Raquel recebe o irmão com uma afeição além do fraternal. Zeb Rawlins (Charles Bickford, 1891-1967), vizinho e sócio dos Zachary, pede a Ben permissão para que o filho Charlie (Albert Salmi, 1928-1990) namore Rachel. Não demora, o estranho Kelsey espalha na cidade que Rachel é uma índia adotada e sua presença significa uma ameaça, pois os temíveis kiowas querem reavê-la a força.




Um índio procura Ben disposto a pagar por Rachel, mas não conseguindo seu intento, promete se vingar dos Zachary. Nesse interim, os apaches matam Charlie, e Zeb, desesperado, chama Rachel de índia em público, culpando-a pela tragédia. Para refutar a acusação, Ben e os irmãos saem em busca de Kelsey, obrigando-o a confessar a cumplicidade no assassinato de Charlie. Kelsey é enforcado, mas morre revelando a ascendência de Rachel. Matilda admite a veracidade da história de Kelsey e os quatro filhos ficam chocados. Cash, embriagado, briga com a família e os abandona. Os Kiowas surgem, e na luta, Matilde morre e Andy se fere. Num último intuito, Cash volta para o rancho, e ele e Ben afugentam os índios. Ben e Rachel descobrem que se amam.



A intenção do diretor John Huston era fazer uma obra mais séria do que a concebida pelos produtores. Pretendia transforma-la numa história de intolerância racial numa cidade da fronteira, num comentário sobre a verdadeira natureza da chamada “moralidade pública” – Disse Huston.

Os patrocinadores não concordaram e o tema foi dissipado no relato e absorvido por clichês do faroeste, aliás, o primeiro exemplar legítimo, e CLASSE A do cineasta no gênero.



O PASSADO NÃO PERDOA custou mais de 5 milhões de dólares, sendo parte dessas despesas devida ao atraso de três semanas provocado pelo acidente em que Audrey Hepburn, ao cair de um cavalo, quebrou uma vértebra das costas. Hepburn, que estava grávida, perdeu o bebê. . “Me senti culpado, por tê-la obrigado a montar pela primeira vez.”- lamentou John Huston, que nunca se perdoou por isso.



AUDIE MURPHY, durante as folgas das filmagens, costumava caçar patos num lago das redondezas, mas um dia seu barco afundou, e ele foi salvo por uma fotógrafa que passava pelo local.



Anos depois, John Huston depreciou sua obra numa entrevista:

Mas no fim o pior de tudo foi o filme que fizemos. Tem alguns, na minha carreira, que não ligo a mínima importância, mas O Passado Não Perdoa é realmente o único de que não gosto. Apesar de alguns bons desempenhos, o tom geral é bombástico e muito pretensioso. Não há nenhum personagem que não seja heróico. Uma noite dessas, ainda bem recentemente, assisti pela televisão e mais ou menos na metade da primeira parte tive que desligar para não ver mais aquela droga. Não deu para aguentar.”


A atuação de Audie Murphy em  The Unforgiven é geralmente considerada a melhor de sua carreira. O Passado não Perdoa teve filmagens em Durango, Novo México. Na verdade, foi um Western que respondeu ao apelo discriminatório de Rastros de ódio/The Searchers, realizado em 1956 por John Ford, cuja história original era do mesmo autor de The Unforgiven, Alan Le May (1899-1964).  Enquanto The Searchers continha uma mensagem desfavorável à raça indígena, The Unforgiven tinha a pretensão de combater a intolerância racial.



AUDIE INGRESSA EM OUTROS GENEROS

Audie ingressou em outros estilos cinematográficos além dos faroestes. O notável Terrível como o Inferno foi um destes exemplares. Ainda que Audie fizessem seu próprio papel em suas duras e penosas experiências na II Guerra, ele sentiu que poderia embarcar em outros gêneros e ser mais do que um cowboy nas telas, e isto se seguiria na década seguinte, onde veremos no próximo artigo.



O MUNDO ENTRE CORDAS- 1956
(World in My Corner)

Tommy Shea (Murphy) é um árduo e jovem pugilista. Ele perde em um campeonato amador, mas várias pessoas veem o seu potencial para lutar profissionalmente. Seu treinador acredita que sua carreira vai deslanchar, e entra em contato com o empresário Harry Cram (Howard St. John, 1905–1974). Mas Tommy recusa, mas a seguir, outro empresário se aproxima do rapaz, Dave Bernstein (John McIntire, 1907-1991), que lhe cede um cartão de visitas.


Tommy acaba perdendo seu emprego numa fábrica e liga para Dave, dizendo-lhe que aceita ser treinado como lutador. O rapaz conhece Robert T. Mallinson (Jeff Morrow, 1907-1993), que é o responsável pela promoção de novos pugilistas.


Tommy se apaixona pela filha de Mallinson, Dorothy (Barbara Rush) e passa a treinar para o pai dela, que lhe arruma uma luta e outras novas propostas.

Após vencer seu primeiro combate, Tommy leva Dorothy para a arena ao qual foi treinado. Ele explica a ela que escolheu o boxe porque acredita ser a maneira mais fácil de ganhar dinheiro, mas a moça diz que dinheiro não é tudo na vida.


Mallinson oferece a Tommy para ficar em sua casa e ele aceita, mas sua namorada não quer que ele trabalhe mais para seu pai, mas Tommy fala com ela para não se preocupar. O jovem lutador aprecia o idealismo de Dorothy e seu pai não poderia mais controla-la. Certo dia, Tommy vê Dorothy fazer as malas pois descobriu que seu pai não agiu de boa para com o namorado. Depois que ela vai embora, Tommy se recusa a lutar mais. O empresário de lutas Cram sabendo da decisão de Tommy manda três capangas darem uma surra no rapaz, que acaba saindo gravemente ferido.


O médico fala para Dave que Tommy não poderá mais lutar, mas aos olhos de sua querida Dorothy, Tommy já era um campeão, e assim, o rapaz desiste de sua carreira no boxe.

Por duas semanas, Audie Murphy treinou boxe com Chico Vejar, pugilista profissional que desponta no elenco, além de outros boxers de Los Angeles. Audie gostava de seu trabalho, de seu esforço, e ele acreditava na sua maturidade como ator. O diretor Jesse Hibbs (que já havia dirigido Audie em Terrível como o Inferno, no ano anterior) ficou impressionado com a garra de Murphy, já que treinou num total de 8 semanas para parecer um expert no ringue. As cenas de lutas foram filmadas em 3 dias e estava muito condicionado.


Não demorou muito, Audie lutou com  Vejar e lhe deu vários socos, causando-lhe um corte no supercílio. A luta foi muito aplaudida pela equipe de filmagem. As imagens são mesmo de um impressionismo e de autenticidade únicas, como se realmente Audie fosse um profissional no Boxe. O filme foi bem recebido, mas Murphy e a Universal Pictures logo percebeu que seus fãs ainda queriam vê-lo mesmo nos faroestes.



A ROSA DO ORIENTE (1957)

(Joe Butterfly)



Única tentativa de Audie na comédia. Foi feita uma pequena apresentação em um cinema de Manhattan e pareceu ter repercutido bem entre o público, assim como nas bilheterias. Entretanto, alguns críticos deram somente alguns vagos elogios ao trabalho de Audie. Obviamente, ele não pensava em ser um amante ou comediante nas telas. Certamente, seu melhor trabalho é mesmo nos westerns, onde ele se sentia mais confortável.



O AMERICANO TRANQUILO (1958)

(The Quiet American)


Outro esforço notável e admirável de Audie fora do gênero faroeste foi em O Americano Tranquilo, em 1958. Ele foi convidado pelo premiado diretor Joseph L. Mankiewicz (1909-1993), que confiou no potencial de Murphy, e este arrumou as malas para Roma e começou a ler o célebre livro de Graham Greene (1904-1991) em seu quarto de hotel.


Audie acreditava que qualquer coisa que Joseph fizesse seria ótima. Durante as filmagens, Murphy e Pam celebraram seu sétimo aniversário de casamento, em Roma. O Americano Tranquilo ainda teve filmagens em Saigon e participação de Michael Redgrave.



CONTRABANDO DE ARMAS (1958)

(The Gun Runners)



Mais uma tentativa de Audie se solidar como um astro na meca do cinema, como Sam Martin, um capitão de barco que se infiltra em regime de contrabando de armas para conseguir dinheiro para pagar as dívidas. Baseado no romance de Ernest Hemingway (1899–1961), foi dirigido por Don Siegel (1912-1991), e ainda no elenco Eddie Albert (1906-2005) e Patricia Owens (1925-2000), como a esposa de Sam.


 AUDIE POR AUDIE

Sempre que Audie estava no elenco de um filme, duas coisas aconteciam: ou ele usava um uniforme, ou ganhava um cavalo. Naturalmente, ele tinha muita facilidade com qualquer uma das duas. Muitos sulistas nascem para selas de cavalos, e Audie não era uma exceção. Ele se sentia tão confortável com uma arma qualquer, fosse uma metralhadora ou um rifle. Gostava de encenar o mocinho, mas uma vez ou outra, poderia encarar um anti-herói como em Balas que não Erram. Segurança e autoconfiança eram lados fortes da personalidade de Audie Murphy.

A SAGA CONTINUA DAQUI A UMA SEMANA. BREVE A TERCEIRA PARTE DA SAGA DE UM DOS GRANDES “MOCINHOS” DO FAROESTE.

AUDIE MURPHY NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1960 ESTREOU UMA SÉRIE TELEVISIVA, MAS NÃO DEIXOU DE ATUAR NO CINEMA ONDE MAIS DO QUE NUNCA PERSONIFICOU O COWBOY ESTILOSO NOS WESTERNS.

A DÉCADA DE 1960 FOI UMA ÉPOCA DE MUDANÇAS NO GÊNERO CONSIDERADO GENUINAMENTE AMERICANO, E UM DOS MAIS AMERICANOS DOS COWBOYS INGRESSA EM UM WESTERN A LA ITALIANA. VOCÊ SABE QUAL É?

NO FINAL DOS ANOS 60, COM A CARREIRA CINEMATOGRÁFICA EM DECLÍNIO, AUDIE INVESTE EM OUTRAS EMPRESAS. MAS UMA ACUSAÇÃO DE TENTATIVA DE ASSASSINATO EM UMA BRIGA DE BAR AMEAÇA SUA REPUTAÇÃO E SUA INTEGRIDADE.



SEGUE A SAGA 3 EM - 


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IN MEMORIAN


LAUREN BACALL

(1924-2014)
Parece incrível como a morte tem rondado em Hollywood. Só este ano, perdemos Shirley Temple, Eli Wallach, James Garner, e agora uma lenda viva que definitivamente se torna um mito. A atriz Lauren Bacall, que foi casada com o lendário mito do cinema Humphrey Bogart, morreu nesta terça feira, dia 12 de agosto, aos 89 anos. Ela sofreu um derrame em casa. Lauren foi casada com Bogart entre 1945 até a morte do ator em 1957.




Eles tiveram dois filhos. Após a morte de seu marido, Bacall se casou com o também ator Jason Robards.

Lauren estrelou ao lado de Humphrey  os clássicos Uma Aventura na Martinica (1944), A beira do abismo (1946) e Paixões em fúria" (1948).

Ela foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante em 1997 pelo filme O espelho tem duas faces, dirigido e estrelado por Barbra Streisand. Em 2009, ela ganhou um Oscar honorário por sua participação na "era de ouro" de Hollywood.



HUMPHREY BOGART morreu em 1957, ou seja, há 57 anos. E justamente 57 anos depois, Lauren foi se encontrar com seu verdadeiro amor, nos infinitos caminhos da Eternidade. Quem sabe?




ROBIN WILLIAMS
(1951-2014)
Robin Williams foi encontrado morto em sua casa aos 63 anos nesta segunda, dia 11 de agosto. A polícia confirmou sua morte por suicídio. O ator estava lutando contra uma depressão severa. Ele já havia sido internado várias vezes em clínicas de reabilitação, por problemas com drogas, sendo a última vez em julho passado. Segundo sua esposa, Williams sofria do Mal de Parkinson.

Robin McLaurin Williams começou sua carreira em 1977, atuando na TV. Já demonstrando seu talento para a comédia, participou de diversos episódios do "The Richard Pryor show". Depois de ficar conhecido como o personagem Monk na série "Monk and Mind", conquistou o sucesso também no cinema já com seu primeiro papel. Em 1980, interpretou o marinheiro Popeye, em filme de mesmo nome.


Além do destaque como comediante, Williams tem no currículo filmes que comoveram grandes plateias, como "Bom dia, Vitenã” (1987), "Sociedade dos poetas mortos" (1989), "Tempo de despertar" (1990), "O pescador de ilusões” (1991) e "Gênio Indomável" (1997), que lhe rendeu seu único Oscar.


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