segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Saga de Audie Murphy - Última Parte


A Saga chega ao fim. Vimos os altos e baixos deste grande pequeno notável, herói americano da II Guerra Mundial e astro dos filmes de faroeste que foi AUDIE MURPHY (1924-1971).  A Década de 1960 não foi muito produtiva na área cinematográfica, mas em contrapartida, ele tinha outros investimentos e empresas, que o fez tornar-se um homem rico. Também investiu na TV, onde foi o astro de uma série de TV com apenas 26 episódios, intitulada Whispering Smith. Esta série não chegou ao Brasil.

Enfrentou a dependência de calmantes, tinha pesadelos, e dormia com uma pistola debaixo do travesseiro, pois sofria do que hoje é conhecido como síndrome pós-traumática, por conta de suas lembranças de guerra. Contudo, ele foi vitorioso e se livrou do vício do Placidyl, um poderoso sonífero que facilmente mal medicado causa dependência.

Seus westerns na década de 1960, apesar de bem badalados para seus fãs, não trouxeram repercussão da crítica, e Audie até arriscou um “macarrônico” levado pela moda dos faroestes europeus então em voga, Bandoleiro Temerário. Mas nada disso ajudou a alavancar sua carreira no cinema, e como se não bastasse seus negócios fora das telas também não iam muito bem.

Audie produziu um filme chamado A TIME FOR DYING, tendo como diretor seu amigo Budd Boetticher (1916-2001), que enfrentou diversos problemas para sua exibição e ele precisava de capital para levar o projeto adiante. Durante este tempo, enfrentou um processo judicial, quando foi acusado de tentativa de homicídio numa briga de bar. Audie foi absolvido sob o aplauso do juiz por conta de sua argumentação.

Contudo, o destino do ator estava encurtando.

Nesta última parte, vamos reproduzir os comentários do ator e dublê Neil Summers, retirado de seu prefácio no livro The Films and Career of Audie Murphy, de Sue Gossett, bem como também o convite para interpretar um vilão no filme de Don Siegel. Sua trágica morte, e seu legado para o povo americano.


Esta é a saga de AUDIE MURPHY.

Episódios anteriores desta saga:

PARTE 1

PARTE 2




AUDIE MURPHY POR NEIL SUMMERS

Ator, dublê, e escritor, Neil Summers (nascido em 1944, na Inglaterra) dedicou umas linhas no prefácio do livro The Films and Carerr of Audie Murphy, de Sue Gossett, publicado em 1996.  Aqui no artigo, será reproduzido este texto. Vamos a ela:


Em meus 30 anos como profissional, trabalhei em muitos dos filmes de Audie Murphy. Na realidade, foi em Arizona Raiders (Cavaleiros da Bandeira Negra), que eu consegui me associar ao Screen Actor’s Guild (Associação dos atores de Cinema) por fazer uma queda de escadas em uma filmagem no Apache Junction, no Arizona. Mesmo com o fato de Audie e eu não conversarmos muito entre as filmagens, eu mantive contato e recebi muitas propostas de trabalho em outros filmes; o ponto alto foi em um papel como membro de uma gang em A Time for Dying (Gatilhos da Violência), dirigido pelo grande amigo de Audie, Budd Boetticher. Outros filmes foram planejados, mas infelizmente esta foi a última aparição de Audie nas telas.


Durante minha vida em sets de filmagem, eu conheci e trabalhei com quase todas as grandes estrelas que existiram nas últimas três décadas, mas existia um sentimento muito especial enquanto trabalhei nas filmagens com Audie. Eu acredito que muita desta fascinação tem a ver com suas façanhas na guerra. Um companheiro e eu frequentemente discutíamos o que Audie havia passado durante a guerra...o que ele teria visto, o que teria vivido, e o que teria feito para sobreviver, enquanto todos os outros perto dele estavam sendo mortos. Tudo isso antes mesmo dele ter dezoito anos de idade. Todos nós sabíamos que ele foi profundamente afetado pela guerra, mas vendo ele brincar nos sets de filmagem, você jamais diria.


Todos na equipe, mesmo os outros atores, gostavam muito de Audie e tinham muito respeito por ele. Era uma pessoa amiga, ainda que naturalmente reservada com as pessoas que não conhecia, e não era um homem de se esquecer. Trabalhava duro em seus filmes e esperava que todos ao seu redor fizessem o mesmo. Audie conhecia suas armas, conhecia seu diálogo, conhecia seus limites, e acima de tudo, conhecia seus cavalos. Tudo isso é mostrado no produto final: seus filmes são muito bem reconhecidos até hoje, seja nas telas de cinema ou na televisão.


Muitas das pessoas que trabalharam com ele, assim como atores, diretores, e etc, já faleceram. Seu antigo dublê, Jim Sheppard, foi morto pulando um obstáculo em Comes a Horseman (Raízes da Ambição), alguns anos atrás.


Eu ainda me lembro exatamente onde eu estava quando recebi a notícia do trágico acidente em que Audie estava. Nós estávamos filmando em Tucson, Arizona, as cenas de Dirty Little Billy quando recebemos a notícia. Permaneceu um silêncio por algum tempo, e então toa a equipe começou a acordar para o que havia acontecido quando uma pessoa que conhecia Audie falou: “um miserável acidente de avião conseguiu fazer o que todo exército alemão nunca conseguiu.” Com isto, todos nós aplaudimos para Audie. Quando o dia de trabalho havia terminado, alguns de nós estávamos “tremendo” e então fomos para um bar falar das boas lembranças que tínhamos de Audie. Nós rimos muito de algumas de suas brincadeiras (uma de suas favoritas era colocar cobras de borracha nas bolsas ao lado das cadeiras dos atores) e falamos sobre como sentiríamos saudade de nosso verdadeiro herói americano.


Audie Murphy não era um ator tentando ser homem. Audie era um homem que já era ator. Infelizmente faltam homens como ele neste país, e jamais se passa um dia sem que eu pense nele, e em como ele me impressionava e como ele era uma ótima pessoa comigo. Audie Leon Murphy era verdadeiro e eu sou muito orgulhoso de tê-lo conhecido.

Neil Summers
Sherman Oaks, Califórnia.



O final trágico



Na metade de 1970, absolvido da absurda acusação de “tentativa de assassinato” quando apenas se defendia de seu agressor em uma briga de bar, Audie Murphy via que seus negócios não estavam indo bem, mas ele apostava tudo em seu último empreendimento: o filme Gatilhos da Violência (A Time for Dying), que ele produziu e que queria divulgar. Quando finalmente chegou as salas de cinema pouco depois de sua morte, o público se emocionou com o desempenho (embora de poucos minutos) de Audie como um velho Jesse James,e há quem diz que foi um dos melhores personagens que ele interpretou. Fãs e amigos sempre diziam que Audie era muito bom ator, mas infelizmente, nunca teve a chance de mostrar o quanto talentoso ele realmente era.




Uma prova disso esta no convite feito pelo cineasta Don Siegel (1912-1991) para Audie interpretar o vilão Scorpio em Perseguidor Implacável/Dirty Harry, em 1971, estrelado por Clint Eastwood como implacável investigador Harry Callahan, o “sujo”.  Siegel e Audie já haviam trabalhado juntos em Onde Impera a Traição/ The Duel at Silver Creek, em 1952, e em Contrabando de Armas/Gun Runners, em 1959.. Siegel achou que seria irônico um verdadeiro herói de guerra e um astro dos faroestes americanos interpretar um assassino psicopata. O diretor ofereceu o papel a Audie, mas este nunca pôde lhe dar uma resposta ou dar uma decisão, devido ao seu fim trágico. Logo, o papel acabou nas mãos de Andrew Robinson.



No final de uma viagem de negócios, Audie Murphy morreu em um desastre de avião a 28 de maio de 1971, devido a uma grande tempestade perto de Galax, Virginia, a umas vinte milhas a oeste de Roonoke. Por ironia do destino, ele morreu no dia do aniversário de sua mãe.



PAMELA ARCHER, viúva do Herói, abraçada a bandeira dos EUA que cobriu o caixão do marido, ao lado do filho Terry
GRANDE ENCONTRO: JFK e AUDIE MURPHY.
Devido ao isolamento do local, levou alguns dias para que o avião e passageiros fossem achados. Audie Leon Murphy, o Herói Nacional da II Guerra Mundial, o astro dos filmes de faroeste, o querido cowboy com cara de menino que a tantos cativou, foi sepultado no Cemitério Nacional de Arlington, destinado a heróis de guerra como ele e a personalidades ilustres da memória americana, como o Presidente John Kennedy. Audie recebeu todas as honras militares. Dentro das celebridades presentes ao funeral estava o ex-presidente americano George Bush, na época embaixador dos Estados Unidos. Sua esposa Pamela recebeu do soldado a bandeira americana que estava sobre o caixão do marido, e ao lado dela seus filhos Terry e James, que prestaram uma emocionante despedida para o pai. A primeira esposa de Audie, a atriz Wanda Hendrix, também compareceu ao sepultamento.




A ÚLTIMA MORADA DO GUERREIRO.
O Túmulo de Audie é o segundo mais visitado no Cemitério Nacional de Arlington, só perdendo para o túmulo do Presidente John Kennedy. Na lápide, se encontra escrito: Audie L. Murphy, Texas, Major de Infantaria, Segunda Guerra Mundial, 20 de junho, 1924 – 28 de maio, 1971, medalhas de honra: DCS-SS & OLC; LM-BSM & OLC; PH & 2 OLC (DCS Distinguished Services Cross; SS – Silver Star; LM-Legion of Merit; BSM – Bronze Star Medal; OLC- Oak Leaf Cluster; PH – Purple Heart).



Desde a morte de Audie Murphy, muitas homenagens foram atribuídas a ele. A mais marcante de todas foi dedicada a 17 de novembro de 1973: o Audie L. Murphy Memorial Veteran Hospital, em San Antonio, Texas. Uma estátua de uma tonelada de bronze e oito pés de Audie, trabalhado pela escultora Jimilu Mason, que era uma de suas admiradoras.



INSTITUTO REGIONAL DE TREINO MILITAR AUDIE MURPHY - TEXAS
Dentro do hospital que leva seu nome, existe um museu que relata a vida de Audie Murphy, além de objetos pessoais como uniformes, livros e fotos. O museu foi remodelado com o passar dos anos e definitivamente vale uma visita. Mesmo antes da homenagem do hospital, já existiam vários memoriais, estátuas, poemas, e letras de músicas em sua honra.



A 16 de março de 1996, o National Cowboy Hall of Fame e Western Heritage Center, localizados na cidade de Oklahoma, deram grande reconhecimento a Audie por sua fabulosa contribuição aos filmes de faroeste. Após sua morte, Murphy foi reconhecido no Hall of Fames Westerns Performers, a galeria da fama dos atores do gênero. Sua foto na galeria da fama esta junto com a de tantos outros ícones fabulosos das telas, ao lado de John Wayne, Gregory Peck, Barbara Stanwyck, e outros mais.



Este reconhecimento se dá principalmente ao fato de seus fãs terem escrito pedindo para que ele fosse homenageado. O Western Heritage Center mantém viva as lembranças e homenageia as mais ricas heranças do faroeste americano e honra aqueles indivíduos que suas vidas foram baseadas em valores como: honestidade, integridade, e auto suficiência.


NADENE MURPHY, com o quadro de seu famoso irmão
Com isso, no 35º anual de prêmios para heranças do faroeste, as irmãs de Audie, Billie Murphy Tindol e Nadene Murphy receberam o prêmio. Audie conseguia fazer chorar até mesmo olhos de vidro – relatou a irmã de Audie em seu discurso. Isto provocou risos na plateia e reconheceram que Murphy tinha um ótimo senso de humor. Em que lugar sem ser na América, um jovem sem educação básica pode ir para a guerra, se tornar um herói mundial e uma estrela de cinema, sem ser aqui neste maravilhoso Estados Unidos? – concluiu Nadene.




Audie encenou papéis de muita força em sua carreira no cinema. Sua aparência como um homem seguro, mesmo com cara de menino, e na maior parte das vezes sempre ao lado da justiça, mostrado em seus westerns, foi parte da história do faroeste americano. Ele manejava difíceis e complexas situações com autoconfiança e segurança que ele mesmo explorava nos campos de batalha. Seus oficiais companheiros de luta o rotularam como “o soldado dos soldados”. Murphy tinha tanto amor pelo exército que em meados da década de 1950, ele fez um pronunciamento público, promovendo um programa de seis meses para todos os jovens garotos que se interessassem e fossem aptos para tal.




Audie era uma pessoa reservada e modesta que não revelava seus sentimentos mais íntimos. Uma vez, ele disse o seguinte sobre si próprio: Fui abençoado com uma super abundante sorte”.



Decerto, tanto o povo norte americano, militares, e os fãs de seus westerns, irão manter o nome de AUDIE MURPHY vivo, de geração a geração, e os Estados Unidos nunca se esqueceu deste homem que tanto fez por seu país. Se uma única só pessoa lembra dele, esquecido jamais será.




Pamela Archer Murphy, a viúva de Audie, sobreviveu a memória do querido marido por quase 40 anos e não casou novamente, e ao longo destes anos, ela, os filhos, e os parentes sobreviventes de Murphy, foram forças motrizes para a perpetuação de sua memória. Pamela faleceu a 8 de abril de 2010, aos 86 anos.




DECLARAÇÃO DE CORAGEM E FÉ


Audie recebeu várias condecorações por sua bravura, inclusive a Cruz de Honra, da Bélgica, e a Cruz de Guerra da França, que eram símbolos de vitória. Apesar do peso e do valor destas medalhas, Audie sempre declarou que “os verdadeiros heróis são aqueles com cruz de madeira”, declarando com isso, que os verdadeiros combatentes são aqueles que creem em Deus e em Jesus Cristo, e que além de tudo, possuem fé. 


filmografia
GRANDES ENCONTROS: AUDIE MURPHY, ROY ROGERS E EDDIE ARNOLD
1948: Código de Honra (Beyond Glory)
1949: Caminho de Perdição (Bad Boy)
1950: Serras Sangrentas (Sierra)
1950: Cavaleiros da Bandeira Negra (Kansas Raiders)
1950: Duelo Sangrento (The Kid from Texas)


1951: A Glória de um Covarde (The Red Badge of Courage)
1952: Onde Impera a Traição (The Duel at Silver Creek)
1953: Jornada Sangrenta (Column South)
1953: A Morte tem seu Preço (Gunsmoke)
1953: Ronda da Vingança (Trumblewed)


1954: Tambores da Morte (Drums Across the River)
1954: Traição Cruel (Ride Clear of Diabolo)
1954: Antro de Perdição (Destry)
1955: Terrível como o Inferno (To Hell and Back)
1956: Honra de Selvagens (Walk the Proud Land)
1956: O Mundo entre Cordas (World um My Corner)


1957: O Renegado do Forte Petticoat (Guns for Fort Petticoat)
1957: A Rosa do Oriente (Joe Butterfly)
1957: Passagem da Noite (Night Passage)
1958: Na Rota dos Proscritos (Ride a Crooked Trail)
1958: Contrabando de Armas (The Gun Runners)
1958: Um Americano Tranquilo (The Quiet American)


1959: Antro de Desalmados (The Wild and the Innocent)
1959: Um Homem Contra o Destino ou A Sombra do Mal (Cast a Long Shadow)
1959: Balas que não Erram (No Name on the Bullet)
1959: Whispering Smith (Série de TV com 26 episódios)
1960: Com o Dedo no Gatilho (Hell Bent for Leather)


1960: O Passado Não Perdoa (The Unforgiven)
1960: Matar por Dever (Seven Ways from Sundown)
1961: Sangue na Praia (Battle at Bloody Beach)
1961: Quadrilha do Inferno (Posse from Hell)
1962: Gatilhos em Duelo (Six Black Horses)


1963: War is Hell (como narrador)
1963: Abatendo Um a Um (Showdown)
1964: Pistoleiro Relâmpago (The Quick Gun)
1964: Batalha em Riacho Comanche (Título da TV) ou Fúria de Brutos (Gunfight at Comanche Creek)


1964: Balas para um Bandido (Bullet for a Badman)
1964: Rifles Apaches (Apache Rifles)
1965: Bandoleiros do Arizona (Arizona Raiders)
1966:  Bandoleiro Temerário (The Texican)
1966: Matar ou Cair (Gunpoint)


1966: Missão Secreta no Cairo (Trunk to Cairo)
1967: Os Rifles da Desforra (Forty Guns to Apache Pass)

1970: Gatilhos da Violência (A Time for Dying)


AGRADECIMENTOS
A ESTRELA DE AUDIE NO CALÇADÃO DA FAMA, EM HOLLYWOOD

A SAGA DE AUDIE MURPHY chega ao seu fim com dever cumprido, e certo que o homenageado tem muitos admiradores no Brasil, o espaço não poderia deixar de lhe prestar este tributo, através do editor e do parceiro
JORGE LUIS DO NASCIMENTO

Amigo de longa data do editor deste blog, que teve um papel fundamental para a construção deste artigo em quatro partes, emprestando para o escritor material de seu acervo particular para as pesquisas. Graças a sua admiração por Audie Leon Murphy desde menino que levou ele a sugerir ao editor do Blog FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA, uma biografia especial sobre este consagrado herói e ídolo dos faroestes americanos.

PAULO TELLES  - EDITOR

As quatro partes atualizadas em 31 de maio de 2016

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EM TEMPO
IN MEMORIAN


DENNY MILLER
(1934-2014)

Denny Miller foi um dos intérpretes de Tarzan no cinema, atuando apenas em um único filme da série, TARZAN, O FILHO DAS SELVAS, de 1959, dirigido por Joseph Newman, que não passava de um remake do primeiro filme estrelado por Johnny Weissmuller em 1932. Mesmo interpretando uma única vez o Homem Macaco criado pelo célebre Edgar Rice Burroughs, sua imagem serviu de fonte de inspiração e modelo para alguns desenhistas de Histórias em Quadrinhos, que se utilizaram dele para esboçar nas capas dos gibis os traços do personagem.

DENNY na série CARAVANA
Ex-jogador de basquete (1m93cm), Miller nasceu em Bloomington, no Estado norte-americano de Indiana, a 25 de abril de 1934, e começou a carreira artística nos anos 1950.


Miller também ficou conhecido por seu trabalho na série de TV "Caravana", no ar entre 1957 e 1965, e no filme "Um Convidado Trapalhão" (1968), de Blake Edwards, contracenando ao lado de Peter Sellers.

DOIS TARZANS: Ao lado de RON ELY, numa convenção em 2011
Nos últimos anos, participava de eventos e convenções sobre séries de TV e do personagem Tarzan. Denny Miller era amigo do editor do blog no espaço do Facebook. O ator foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica em janeiro deste ano. Faleceu em 9 de setembro, em Las Vegas.


RICHARD KIEL
(1939-2014)



RICHARD ATTEMBOROUGH
(1923-2014)
No último dia 24 de agosto o cinema perdeu o cineasta e ator  Richard Attemborough, aos 90 anos de idade. O britânico artista ganhou o Oscar de melhor diretor em 1983 por "Gandhi", que também venceu o prêmio de melhor filme. Segundo a BBC, Attenborough morreu ao lado de seus familiares, em sua residência no Reino Unido.


Natural de Cambridge, Attenborough dedicou 60 anos de sua vida à sétima arte. Como diretor, destacam-se também seus trabalhos em "Chaplin" e 'Um grito de liberdade". Já como ator, teve papéis em filmes populares como "Elisabeth" e "Jurassic Park" (intepretou o bilionário John Hammond, o criador do parque).

Nos últimos anos, ele e sua mulher viveram em uma casa de repouso. O ator e diretor também estava há seis anos em uma cadeira de rodas, após cair de uma escada.

17 comentários:

  1. GRANDE AMIGO PAULO, COMO VOCÊ JÁ DISSE TUDO, APENAS TENHO ACRESCENTAR O SEGUINTE: NÓS FÃS DO GRANDE AUDIE MURPHY, LEMBRAMOS DELE COMO UM ATOR DE CINEMA, TODAVIA NÃO DEVEMOS NOS ESQUECER DE QUE ELE FEZ MAIS DO QUE NOS OFERECER ENTRETENIMENTO.
    ELE PROVOU NOS CAMPOS DE BATALHA DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, DE QUE ERA DOTADO DE UMA CORAGEM E DE UMA INTREPIDEZ FORA DO COMUM.
    COMO PODEMOS PERCEBER QUE O MUNDO SERIA BEM MELHOR, SE HOMENS COMO ELE NÃO TIVESSEM PERECIDOS NOS CAMPOS DE BATALHA.
    AUDIE CONSEGUIU SUPERAR UMA INFÂNCIA TERRÍVEL E SOFREU HORRIVEIS FERIMENTOS...
    NO FIM DE SUA VIDA PARECIA QUE IRIA DESMORONAR , MAS SUA DECÊNCIA INATA JAMAIS O ABANDONOU - EM SUMA, UM HERÓI INESQUECÍVEL NO CINEMA E NA VIDA REAL!

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    1. Edivaldo, desde a primeira parte da matéria, senti o quanto Audie tinha uma força interior muito grande. Ele tinha tudo para não ir ao front, mas conseguiu extraordinariamente superar suas limitações. Acho que era mesmo um homem de muita fé, e a fé remove verdadeiramente montanhas quando se tem garra e determinação, e Audie é um exemplo disso.

      Sem dúvida, um herói inesquecível.

      Abraços do editor.

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  2. Que delícia de matéria , mas muito triste ler sobre sua morte.
    Ainda quero ver todos seus filmes e claro o último tão falado por ti Paulo.
    ''Gatilhos da Violência (A Time for Dying)''.
    Percebemos a dimensão e grandiosidade deste ator ao ler esta matéria, além de lindinho o Audie era um ator que encantava as mulheres. A Pamela Archer deve ter amado muito ele porque nunca mais se casou. Isso é muito bonito de se ver.
    Parabéns Paulo querido, mais uma matéria super bem escrita, com uma riqueza de detalhes que somente você sabe fazer.
    Beijos

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    1. Obrigado querida amiga Sibely. Pamela com certeza deve ter sido uma mulher extraordinariamente magnífica, pois se adaptou bem aos problemas do marido e ela foi força motriz para sua superação. Audie a amava muito e nunca “pulou a cerca”. Pelas fotos, Audie era muito “Família” e avesso a badalações hollywoodianas. Belo isso.

      Um beijo do amigo e editor.

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  3. Ola querido amigo,não há o que dizer depois desta espetacular matéria que tive o privilégio de ler.A riqueza de tudo que nos apresenta é incrívelmente fantástica.Uma boa -noite e meu grande abraço.SU

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    1. Olá minha querida Su, prazer revê-la aqui em nosso espaço. Muito obrigado pela sua visita e um grande abraço do editor.

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  4. Amigo Telles,

    Acabo de ler que o Audie repousa numa cova muito visitada, com muitos acessos, e que somente o Elvis tem mais visitas que ele.

    Sinceramente, não acho isso tanta honra assim, pois um homem como ele, que precisou se virar para viver, mesmo cheio de medalhas no peito, teve mesmo muito pouco suporte por parte do governo de seu país no seu costado.

    Pelo menos o povo americano segue o tendo onde ele deveria estar, vendo-o como ele precisava ser visto e vigiando-o com este respeito e admiração, talvez até em patamar muito maior que quando em vida.

    Depois que somos finados sempre passamos a ser muito venerados, falados, postos em patamares altissimos quando, tudo isto que cito deveriam ter proporcionado ao Audie em vida e não apenas após sua morte.

    Sigo achando que lhe ofertaram muito pouco do que merecia.
    Ele foi um heroi apenas muito condecorado.

    Insisto em por em pauta que ele foi muito pouco subsidiado em patamares que mais lhe fariam viver melhor que apenas lhe encherem de medalhas e lhe porem para trabalhar em prol do engrandecimento de outros, senão dele.

    Estamos na parte IV de uma mostragem muito abrangente da vida de um grande homem e herói de seu país.

    O medo de falar em quatro partes sobre uma pessoa é o risco corrente de se repetir, razão pela qual fujo um pouco do teor da postagem para me ater apenas ao que negaram a este grande heroi, que teve que suar para ter seu nome e sua familia viva, e dizer algo sobre algumas suas atuações.

    Sinto muito este desabafo depois de ler tudo o que li sobre esta formidável criatura. Pessoa que passei a ter muito mais respeito e uma admiração acima de que muitos compatriotas seu tiveram para com ele.

    E para mostrar que o que cito tem razão de ser, depois da primeira postagem deste heroi eu, catando aqui e ali, procurando e achando na Internet, consegui ver, ou rever, sete fitas suas.

    Tudo isso me condicionou a olha-lo melhor, a observar com mais atenção às suas atuações e às qualidades de seus filmes.

    E constatei, conforme ja citei, que ele não era assim um ator não pequeno e nem seus filmes eram filmes sem muita qualidade ou despreocupação em suas confecções.

    Muito ao contrário, e até uma ratificação do que observou o nosso Eddie Lancaster em um de seus comentários, acho que na primeira postagem, de que os filmes do Audie eram filmes cuidadosos, feito com algum esmero e com status de filmes A, e muitos deles proibidos para menores.
    Pura verdade tais palavras e observações aos menos atentos.

    Isso se formos considerar que nesta linha A ele apenas fizera O Passado Não Perdoa, A Passagem da Noite e Balas Que Não Erram.

    Eu revi Pistoleiro Relampago/64, do Salkow, e que é uma remontagem de Ágil no Gatilho, de 1955, do R Nazarro, onde o S Hayden faz exatamente o papel do Murphy na fita do Salkow, porém com o Audie muito mais competente que o Hayden na fita do Nazarro.

    E assim o pude analisar em O Passado...do Huston, um filme sensacional, em o Renegado do Forte Petticoat, neste com uma atuação muito moderada, em A Passagem da Noite, numa fita um tanto quanto podada na sua atuação por culpa de uma direção sem a competencia ideal, podendo deste modo fazer uma análise de que ele não era um ator assim cheio das limitações que o imputam.

    Em uma sintese geral uma postagem repleta de informações mais que preciosas para fãs mais desinformados do ator e uma premiação acima de merecida para este ator e heroi norte americano.

    Amei tudo o que li e registrei fatos de importancia máxima da vida deste homem que passem a ver como um ser grandioso e um homem que soube lutar por sua vida e muitas outras vidas.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Nobre baiano!

      Vc tem razão, razão mesmo, mas ainda assim, por mais pequenas e honrosas homenagens que Audie venha a receber mesmo depois de mais de 40 anos de sua morte, elas ainda são justas. O que vem a diferenciar os americanos dos brasileiros é isto, meu amigo: o povo norte americano ainda venera seus heróis, seus artistas, e suas celebridades de tempos idos. E nós? O povo brasileiro não tem memória, e verdade seja dita, nua e crua. Os americanos, ao menos, são um povo patriota que venera seu passado e sua história.

      Audie realmente não foi apenas um herói, mas um artista notável. Seu curso de atuação se sucedeu ao longo de seus trabalhos. Ele era um homem esforçado e dedicado, isto sem a menor dúvida, e se não fosse assim, o próprio John Huston não se lembraria dele em O PASSADO NÃO PERDOA. Mas no fim, o que ficou, foi a imagem do cowboy com cara de menino que tão bem o conhecemos. Sua atuação em BALAS QUE NÃO ERRAM foi, sem dúvida, uma das melhores de sua carreira também.

      Eu, ao contrário de você e do amigo Eddie, já conheci Audie pela TV, nas extintas sessões bang bang ou westerns, e quando lá por volta de 1981 ou 82 (com meus 11 ou 12 anos) os assistia em ação, jamais poderia imaginar que ele tinha sido herói de guerra ou que já tivesse falecido. Somente poucos anos depois, quando minha veia de cinéfilo estava se aflorando, ao longo de leituras e informações, fiquei sabendo destes fatos sobre a vida deste pequeno mas grande notável.

      De qualquer forma, amigo baiano, Audie fez por merecer muito mais. Foi digno até mesmo quando foi julgado por tentativa de assassinato por causa de uma briga de bar (parte 3 da saga), mas Audie era um homem pacífico e agia corretamente em sociedade, e não portava arma de fogo. Foi absolvido graças a franqueza que o nutria, pois tanto o juiz quanto seu advogado tinham ciência de que se tivesse uma arma, certamente ele não erraria a mira contra seu acusador.

      Audie Murphy era assim. Um homem íntegro, que amava sua família, amava ajudar as pessoas, era comunicativo, e mesmo com todo seu trauma psicológico pós-guerra, ele não deixou de pensar em seu semelhante. Talvez se tivesse sobrevivido uns anos mais, quem sabe, ele não seria mais homenageado, visto que ele tinha projetos (e muitos), que infelizmente, ele não conseguiu realizar por ter tido sua vida abreviada?

      O editor.

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  5. Caro Telles,

    Desejo aqui pedir desculpas aos leitores pela sempre elasticidade de meus comentários, fato que, possivelmente, inibe alguns leitores de conhece-los, pelo volume do que existe para ser lido.

    Ocorre que não sei escrever menor, não sem descrever algo que preciso mostrar em tópicos que não fiquem suficientemente claros.

    Por esta razão eu, assim como observo no Eddie Lancaster, somos conversadores de cinema que simplesmente expomos com mais abrangencia nossos pensamentos e posições, sempre escrevendo um pouco acima do ideal de uma dissertação moderada.

    Compreendo que se mostra mais fácil e salutar de se ler os comentários mais moderados, menos densos, mais formais.

    Entretanto, lamentavelmente, eu não sei escrever desta forma, o que me traz aos leitores deste blog a pedir aos mesmos que saibam perdoar estes momentos de densas considerações minhas

    Com todo respeito e atenção

    jurandir_lima@bol.com.br.

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    1. Meu querido baiano.

      Vc já é da família FILMES ANTIGOS CLUB se não me engano há cerca de três anos (só o espaço tem quatro), e seus comentários são de imensa importância e relevância, pois são degraus que somam para um bom conteúdo e elevada troca de ideias entre os leitores e amigos.

      A sinceridade é um ponto vital para o entendimento, meu amigo. Não importa se vc tenha que escrever mais ou menos, o que importa, repito, é o conteúdo da ideia, e a argumentação, que são sempre felizes no seu parecer. Se existe apenas algo que se discorde, não é motivo para criarmos algo do tipo “TERRÍVEL COMO O INFERNO”, não é mesmo??? (risos!). Fique na paz, meu amigão Ju. Vc é sempre muito bem vindo, pois a casa é nossa.

      Abraços do editor.

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  6. Obrigado, caro Telles,

    Suas palavras amigas e sinceras, me instigam a seguir os meus normais passos em meus comentários.

    E sobre a vossa resposta ao meu comentário, são linhas que se digere com uma satisfação e prazer acima de intenso, isso dado às verdades que constam da escrita.

    No mais seguir vivendo, escrevendo e falando de cinema, não é isso?

    Por falar em Terrivel Como o Inferno, fita que vi em 1956, gostaria de reve-la, mas a procuro muito e nunca a encontro.

    Acaso o amigo a possui ou tem idéia onde acha-la? Está me parecendo um filme muito raro e dificil de ve-lo, por seu valor como historia e realidade, além de se ater a fatos ocorridos com nosso heroi na guerra que participou.

    Devoto um forte e nobre abraço ao amigo de datas longas.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Amigo Ju, se não estou enganado, este filme já saiu no mercado de DVD no Brasil, creio que pela Classicline. Dê uma pesquisada no Google, talvez vc encontre por um bom preço.

      Grande abraço do editor.

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  7. Telles,

    Sou um detalhista por indole e grande observador de frases ou posições que são citadas em tudo o que leio.

    Como nas palavras do Summers, o homem que conheceu de perto o Audie, onde captei a veracidade com que dita suas palavras e aquela sensação que todos sentiram ao saber do miserável acidente com o ator.

    Aquela paralisação geral é um instante que, tenha certeza, já experimentei.
    E como ele é um momento perverso, mau, injusto e infeliz!
    Ele é uma sensação que nos desagarra da realidade do instante, nos faz divagar e nos ferroa profundamente.

    E isso se passou comigo exatamente no momento em que tomei conhecimento da morte de Gary Cooper naquela manhá do mes de maio de 1961 . Eu era um rapaz, ainda um garoto, mas fui atacado ainda assim.

    Eu parei, me percebi estático e pensativo, com uma tristeza enorme me envolvendo de tal forma, que parecia que eu não estava existindo naquele momento.

    E note-se que foi uma noticia radiofonica, uma noticia de um fato já ocorrido a algum tempo, mas que me abalou a ponto de eu poder imaginar agora como se sentiu todo aquele grupo ao lado do Summers.

    Isso a ponto de uma colega sua, no auge de sua insatisfação, dor e indignação para com acordes da vida como este, citar feroz; "um miserável acidente de avião consegue fazer o que todo o exército alemão nunca conseguiu".

    Um belo e grande instante de tentativa de expulsão de uma dor terrivel!

    Perfeito tal desabafo no auge de uma forte amargura e sentimento. Um momento duro de se degustar, dificil de vará-lo e supremamente inaceitável.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Ju, passei a conhecer, na realidade, Neill Summers a pouco tempo. Até dois anos atrás, fazendo uma pesquisa sobre o Randolph Scott, encontrei uma foto dele na internet ao lado do grande ator e também junto ao ator Victor French, datado de 1985, uma foto rara do Randy em seus últimos anos. Summers era ator e dublê, e fez questão de bater fotos juntos com várias celebridades de Hollywood. Ele trabalhou com muitos destes artistas, entre os quais, incluía o próprio Audie.

      Tudo que vc leu também me impactou, e não melhor do que uma pessoa que tão bem o conheceu para externar seus sentimentos para com este grande e pequeno homem. O sentimento então para um fã, realmente, é de vazio e muita tristeza, imaginamos o quanto foi profunda esta tristeza, com o grupo todo reunido num set de filmagem ao receber a notícia de sua morte? Algo inesquecível e doloroso de fato.

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  8. Telles,

    Para finalizar, caro amigo:

    Tenho certeza de que o nosso querido e inesquecivel Audie, de algum lugar no infinito de seu seguimento de existencia, estará a ver, ouvir e apreciar, gloriosamente, tudo o quanto citamos de si nestes ultimos dias.

    Vai estar se sentindo muito bem, acredito nisso.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  9. Boa Tarde!!!
    Meu nome é Vilson Antonio Stempinhaki, sou fã deste que foi para mim um sensacional ator de faroeste. Tenho vários filmes, e essa matéria foi muito boa!!!Parabéns!!

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    1. Agradecendo pelo cumprimento, Vilson! Certamente Audie foi um dos grandes "mocinhos" do faroeste americano. Abraços do editor.

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