quarta-feira, 21 de maio de 2014

No Mundo de 2020: Ficção Apocalíptica e Charlton Heston como Policial do Futuro.


O ANO DE 2020 – Faltam apenas seis anos para chegarmos lá, e no atual panorama geral, estamos presenciando um giro de mudanças radicais, graças a internet cuja informação se torna mais rápida e precisa, e a acessibilidade de recursos que parecem tornar a vida do ser humano mais prática e confortável. Mas não para todos.



Quando em 1973, Richard Fleischer (1916-2006), o cineasta de Vinte Mil Léguas Submarinas (1954) e Estranha Compulsão (1959) realizou NO MUNDO DE 2020 (Soylent Green), a ideia de futuro promovida pela ficção-científica não estava destinada apenas a espaçonaves ou seres alienígenas em galáxias distantes vindos para atacar a Terra, mas com a chegada dos anos de 1970, a ficção científica dava um tratamento mais reflexivo, pois seria hora de pensar nas guerras nucleares e no futuro da Humanidade. Isto era bastante pano para a manga de muitos produtores, que viam nas guerras armamentistas o perigo de todo o planeta, dando inspirações para muitos escritores e roteiristas.




Charlton Heston, que já foi A Última Esperança da Terra (de Boris Sagal, 1971), representa o derradeiro vislumbre de boa consciência. Tanto na fita de Sagal como em O Planeta dos Macacos (de Franklin J. Schaffner, 1968) – que aliás breve a sequencia do reboot estará nos cinemas – Heston estava só, num mundo dizimado pela guerra atômica e tentando arduamente conservar a espécie humana numa civilização de símios ou mutantes.  Os perigos da guerra nuclear e da mutação biológica acabaram sendo temáticas em desuso, sendo substituídos por outra solene advertência da ficção-científica: a hipótese de que a explosão demográfica e a poluição venham a saturar a beleza e os recursos naturais do planeta e a humanidade passe a vegetar em guetos urbanos, numa sociedade de plutocratas e escravos.




NO MUNDO DE 2020 faz esta premonição ecológica e Heston tem nova oportunidade de guerrear estoicamente contra a extinção da raça humana, o que ele faz com a mesma têmpera bíblica de Moisés e o titânico rictus facial Ben-Hur. Seu personagem, o detetive Thorn, é a rigor um herói de moral duvidosa e comportamento ambíguo. Investigando o assassinato de William R. Simonson (Joseph Cotten, 1905-1994), diretor da Soylent Corporation, responsável pela produção de alimento sintético em tabletes para os 40 milhões de habitantes de Nova York do ano 2022, Thorn age com petulância e o rigor ético dos melhores detetives da literatura policial, uma versão futurológica de Sam Spade ou Philip Marlowe.




Neste transe tão apocalíptico, este policial do futuro acaba por descobrir, horrorizado, que ante a carência de recursos de flora e fauna submarina, a Soylent continua alimentando seus consumidores com os últimos elementos de vida orgânica existentes na natureza poluída: a carne ainda fresca dos cadáveres humanos. Thorn desobedece a ordens superiores, rebela-se contra a engrenagem policial corrompida e sacrifica a própria vida em nome desse protesto desesperador.




Em compensação, é com idêntica sinceridade que Thorn desfruta de suas prerrogativas de agente do estado policial. Aproveita as imunidades legais para roubar comida dos ricos, repartindo com o amigo Sol (Edward G. Robinson, 1893-1972, em sua última atuação no cinema) em um nostálgico banquete de verduras, carnes, e frutas naturais – esse tesouro ecológico que o velho Sol revê com lágrimas nos olhos e degusta com requintes de apetite.




Sol é o personagem mais curioso desta ficção apocalíptica, parábola sobre os funestos destinos do homem. Depois de recordar para Thorn como eram verdes os vales de sua infância, ele se entrega à doce agonia proporcionada por uma organização significativamente chamada de “Lar” e dedicada a prestar aos anciãos, aleijados e desiludidos a mais feliz viagem para um mundo melhor. Diante de uma tela de cinerama, Sol exala o último suspiro, assistindo embevecido as imagens dos bons tempos em que os cavalos comiam a relva das planícies verdejantes, as flores vicejavam multicores, e a água corria fresca pelos regatos.




Embora tais evocações emocionem Thorn, ele nem parece perceber o papel que executa, como policial das forças de choque, na repressão aos pobres humanos. Nem se preocupa com as insinuações afetivas de Shirl (Leigh Taylor-Young), uma “garota alugada” que simboliza na sua resignada apatia, a radical conversão em objeto da mulher do futuro.



O verdadeiro arqui-inimigo deste policial do futuro é Tab Fielding (Chuck Connors, 1921-1992), ex motorista de Simonson, que Thorn descobre que é seu assassino. Mas Tab não age só e o agente sabe que por trás há uma terrível conspiração que pode muito bem fazê-lo calar em suas investigações. Com este estranho protagonista e uma narrativa lançada entre as saídas convencionais de aventura policial e os adornos da ficção-científica, esta fita de Richard Fleischer encantou o júri do Festival de Ficção-Científica de Avorias, que o laureou com o Grande Prêmio, de melhor filme, de 1974, chegando a convencer as plateias sobre os soturnos horizontes antecipados sem exagero pelos arautos da ecologia.




      NO MUNDO DE 2020
(Soylent Green)

·       Direção: Richard Fleischer

Ano: 1973

        Roteiro: Stanley R. Greenberg (roteiro), Harry Harrison (romance)

        Gênero: Ficção-Científica/Policial

        Origem: Estados Unidos

        Duração: 97 minutos

·       ESTÚDIO: METRO GOLDWYN MAYER

ELENCO


• Charlton Heston  - Detetive Thorn

• Leigh Taylor-Young- Shirl

• Joseph Cotten  - William R. Simonson

• Chuck Connors -Tab Fielding

• Brock Peters - Chefe Hatcher

• Paula Kelly – Martha

• Edward G. Robinson – Sol Roth

·       Stephen Young – Gilbert

·       Mike Henry – Kulozik

·       Roy Jenson- Donovan

·       Whit Bissel- Governador Santini

Produção e Pesquisa: 
Paulo Telles

27 comentários:

  1. É um filme em que a premissa é melhor que a realização. Vendo hoje o visual é datado e a trama irregular. Gosto mais de "A Última Esperança da Terra".

    Abraço

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    1. Verdade, envelheceu mal mas a ideia e a premissa ainda são bem contagiantes, e a trama tem uma mensagem totalmente pessimista. THE OMEGA MAN, de fato, é superior. Obrigado Hugo, abraço do editor.

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  2. Heston, sempre um herói, amo seus filmes que me deixam apaixonada pelo cinema antigo cada vez mais.
    Queria ver todos seus filmes, mas faltam alguns.
    Excelente matéria Paulo.
    Beijos

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    1. Também me falta alguns, Siby! vc já assistiu AMBIÇÃO QUE MATA, em que ele interpreta um médico, casado com Lizabeth Scott? este é um filme com o nobre Chuck que adoraria assistir.

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  3. Perfeito, Paulo Telles, perfeito.

    Na década de 1970, exatamente como citas, era mesmo o momento para este tipo de reflexão. E os produtores não perderam tempo, na tentativa de um alerta (acho que foi também isso ) para que o pão não se transformasse numa torrada sem qualidades para se digerir.

    Foi de fato um tempo em que surgiram filmes opocalipticos, muitos deles aproveitadores e sem a qualidade de No Mundo de 2020 mas, de qualquer modo uma chama de alerta, de pessismismo e até de muitos receios deste futuro que se aproximava muito sombrio.

    O Fleischer foi um diretor de minha época. Era um homem com uma visão firme sobre tudo o que fazia pois, se formos avaliar a filmografia deste homem iremos nos deparar com verdadeiras joias preciosas e com muitos poucos ou quase nenhum desastre.

    Quem pode se esquecer de Vera Cruz/54, No Mundo de 2020/73, Barrabas/61, Tora, Tora, Tora/70, 20.000 Leguas Submarinas/54 e mais, apenas para fechar, Viking, os Conquistadores/58, obras vistas e revistas, sempre filmes com conteudos e também para todo o publico.

    O filme em pauta desta postagem é um bom filme, mas um dos que menos aprecio, não só na carreira do Heston como na do Fleischer.

    Não é um filme ruim, no entanto seu ponto alto é a decadencia fisica de Edward G Robinson, que veio a falecer logo após estas filmagens e um homem que nos deu espetáculos dos quais arrastaram multidões para ser seus ardorosos fãs, como eu.

    E, durante as filmagens andei sabendo do cuidado, do carinho e da atenção toda especial que o Heston dedicava a este seu amigo (o Robinson) ao percebe-lo nos seus ultimos dias ou momentos.

    Isso por si só, gestos como estes são de valores inexistentes de quantias suficiente para pagamento, assim como uma das razões mil para se amar de coração, como foi mesmo amado, este grande astro que foi o Heston.

    E, por razões como esta é que sua carreira como astro foi de uma ascendência tão esfuziante que não conheço outro astro que teve os triunfos de fazer os filmes grandiosos que este homem fez.

    Possivelmente merecesse tudo isso.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Jurandir, NO MUNDO DE 2020 também coto com três estrelas, mas definitivamente não supera A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA. Notamos a evolução de Charlton Heston, que deixa de ser o herói dos filmes épicos e bíblicos passando a ser o herói consciente de toda a Humanidade, evitando o holocausto, como podemos ver desde o início da saga PLANETA DOS MACACOS.

      Sem dúvida NO MUNDO DE 2020 não seja a ser um mau filme (com exceção da fotografia), mas o que prima neste filme de Fleischer é a trama com dose de pessimismo muito pertinente para aquela época, e pelo registro da última atuação de Edward G Robinson, que naquela época já tinha 80 anos de idade.

      Muitos falam mal de Charlton Heston devido a sua opção em defesa do armamento, e o direito a legítima defesa nos Estados Unidos, mas o que poucos sabem e muitos ignoram (e digo, até por leviandade, pelo simples fato de não gostar dele) é que ele foi um ativista, que participou pela marcha de Martin Luther King, e entre outros feitos, abriu mão de seu próprio salário em seu trabalho para Sam Peckinpah, JULRAMENTO DE VINGANÇA, para pagar aos profissionais técnicos que haviam feito uma greve durante a produção, como também assessorou a amiga Caroll Baker (com quem trabalhou em DA TERRA NASCEM OS HOMENS) que estava sendo lesada por um sindicato – e como vemos, Heston ajudou muito ao velho G. Robinson em muitos momentos durante a confecção de NO MUNDO DE 2020, já que velho e doente, já estava até mesmo esquecendo os textos e o nobre Chuck sempre o amparava. No Oscar de 1974, acompanhou a Susan Hayward, já com câncer e usando uma peruca, em uma de suas últimas aparições públicas, ajudando-a a subir nos degraus do palco.

      E Então, nobre Ju...o Heston era pouca coisa?

      Parabéns Ju, obrigado mesmo por vc pautar para todos nós esta magnitude em relação ao G. Robinson que talvez poucos saibam deste grande ator e ser humano que foi Charlton Heston. Isto eu já sabia também!



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  4. Amiga Sy,

    Quanto tempo sem nos falarmos!
    Sinto a falta de suas palavras amigas e seus comentários de filmes com o amor que os deposita neles.

    Olha: acho que lhe mandei minha lista de filmes que tenho em casa e nunca me respondeste nada sobre o assunto.

    Fiz isto para ver se alguma coisa ali poderia lhe interessar.
    Agora vou enviar para ti mais as listas de dois amigos e, quem sabe por aí encontrarás o que lhe falta ver do Heston?

    Um grande e afetuoso abraço do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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  5. Caro Hugo,

    Tenho esta mesma visão sua quanto ao mediano filme do Fleischer, No Mundo de 2020.

    Também acho A Ultima Esperança da Terra mais profundo, com mais conteudo, enfim, o considero mais filme que o em pauta

    Porém ainda assim atrás de O Planeta dos Macacos/;68, um marco no divisor de águas de filmes cientificos, tanto que gerou diversas continuações assim até como séries de TV e desenhos animados.

    Grande abraço

    jurandir_laima@bol.com.br

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  6. Amigo Telles,

    Sou meio conservadorista e não me envergonhe de dizer isso.

    Olha; costumo ligar no seu blog e ficar ouvindo estas delicias que passaram a acompanhar seu muito bom blog.

    Mas, vamos e convenhamos; a musica de Jerome Moss para The Bi Country é demais, não? Fico ouvindoa seguida e embascadamente.

    Isto sem falar na de Tiomki para Giante. Que maravilha de tema!

    Veja se consegue mais a de Viking, Os Conqiuistadores, Sansão e Dalila, Os Intocáveis e Era Uma vez no Oeste (ambas do Morriconi), entre muitas outras lindissimas que conheces.

    Enorme abraço

    jurandir_lima@bol.com.br

    PS; o amigo tem condições de enviar para mim em email a musica de The Big Country e a de Giant? Como vos agradeceria, caro companheiro!

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    1. Olá baiano

      Vou atualizar aos poucos nossa JUNK BOX. Vou mandar um email para vc e falamos fora dos bastidores, beleza?

      Imenso abraço do redator.

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  7. Olá, Paulo;

    Quando vi este filme, em 1976, eu trabalhava no finado Cine Odeon de Viçosa/MG, em cuja universidade - a UFV - estava me graduando em Agronomia. O impacto foi grande. NO MUNDO DE 2020 gerou muitas discussões em meu grupo colegas da universidade, sem esquecer do Cine Clube do DCE, do qual fazia parte. Mais tarde conseguimos exibi-lo no nosso espaço. É um filme premonitório. Como destaquei em comentário escrito por mim, na época em que foi feito não existia, ainda, a consciência ecológica e algo parecido a partidos verdes. Os poucos que se preocupavam com isso eram vistos com estranheza e classificados como loucos. O mais incrível é que o livro PRIMAVERA SILENCIOSA, um antecessor do pensamento ecológico e preservacionista, fazia muito sucesso. Gosto muito de NO MUNDO DE 2020. Richard Fleischer, além de unir com maestria a ficção científica ao gênero policial, talvez tenha feito também algo que poucos destacaram: dado o caráter dos personagens e a atmosfera incerta e angustiante na qual se movimentam, é também um filme que pode, sem problema algum, entrar na classificação 'noir".

    Não sei se você conhece A MAIS CRUEL BATALHA ("No blade of grass", 1970), de Cornel Wilde (lembra dele?). Caso não, procure conhecer. Faz parte desses seletos filmes pioneiros de ficção científica que descortinam um horizonte muito pouco animador para nós. De certo modo, serve de prólogo a NO MUNDO DE 2020.

    Hoje, A MAIS CRUEL BATALHA é um filme esquecido. Mas causou furor quando foi exibido.

    Abraços.

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    1. Saudações Eugênio, do Blog EUGÊNIO EM FILMES.

      Sem dúvida, NO MUNDO DE 2020 esta entre os filmes apocalípticos com mensagens pessimistas e de alerta para a humanidade. Claro que os efeitos especiais já estão um tanto ultrapassados, afinal, já passou mais de 40 anos da sua realização, e quando este filme foi produzido, certamente os produtores pensavam que o ano 2020 estava a uma longa distância, um futuro bem remoto.

      Hoje, como estamos em 2014, e bem próximo a 2020, não estamos a enfrentar uma situação de tamanho porte como vemos no filme em questão, mas enfrentamos outras calamidades, e claro, a preocupação quanto a ecologia não foge a regra.

      Quanto a MAIS CRUEL BATALHA, já tinha ouvido falar desse filme, e já me apeteceu a curiosidade, e claro que todos nos lembramos de Cornel Wilde. Só não sabia que era voltada para a mesma temática. Valeu a dica para todos!!!

      Abraços

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  8. Caro José Eugênio,

    Como fiel frequentador e critico de matérias deste blog, jamais deixo passar uma critica sem que a leia. E, lendo a do companheiro, que peço desculpas por me dirigir assim tão abruptamente a ti, mas me interessei intensamente por suas palavras e que estou ora ratificando.

    Verdade pura que na época que citas não existia mesmo qualquer sentimento pelo ecologismo. Quase ninguém ligava para nada.

    Até mesmo eu, que sou pessoa extremamente ecológica, e que penso por demais neste planeta em que vivemos, era um desleixado quanto ao tema.

    E o filme do Fleischer veio mesmo num momento exato, pois ali começou a se abrir uma nova mentalidade para esta delicada situação.

    Comentamos mais ou menos iguais com palavras diferentes. Mas é isso, já que muitos dizem as mesmas coisas escrevendo de diferentes formas.

    Quanto ao filme do Wilde, ator que por si só sempre primou nos trabalhos que fez para que estes deixassem mensagens positivas, informo ao amigo que jamais ouvi falar de A Mais Cruel Batalha.

    Acho que a única coisa que vi do bom ator/produtor/diretor desta época foi o ótimo A Prova do Leão. Mas sua noticia me alertou e vou deixar este filme de sobreaviso para ve-lo tão logo me surja a oportunidade.

    No atinente ao blog do companheiro, o Talles me deu um toque.
    Fico aqui comprometido com o novo companheiro que andarei passando por lá e deixando algumas palavras com todo carinho e atenção, já que andei olhando o perfil do mesmo, que me deixou com muito agrado.

    Sem mais segura um grande abraço do bahiano


    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Olá, Jurandir!

      Somente agora vi a sua resposta ao meu arrazoado. Desculpe-me pela demora em me manifestar. Mas nem sempre tenho tempo para fazer isso isso de pronto, como já sabe o Paulo Telles. Espero que tenhamos oportunidades de mais encontros assim. Aliás, acredito que isso. Acredito que foi você que se manifestou no meu blog com três mensagens acerca de minha postagem sobre Samuell Fuller e CASA DE BAMBU. Em breve me manifestarei a respeito, caro Jurandir (Faroeste, como assinou lá, se não estou enganado. Posso tardar mas não falho. Disso o Paulo Teles também pode oferecer garantias. Hehehe!

      Um grande abraço.

      José Eugenio Guimarães
      http://cineugenio.blogspot.com

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    2. Claro que ofereço garantias, meu amigo Eugenio! o FAROESTE alcunhado tão bem nas assinaturas nada mais é do que o baiano Jurandir Bernardes Lima, que como nós, ama tudo que se refere ao cinema clássico e antigo. Também como lhe falei, Eugênio, tive o tempo bem escasso e só agora estou podendo liberar e responder os comentários de amigos e leitores. Vou mandar um email para o baiano, que lerá sua resposta e vai participar mais constantemente de seu espaço.

      Um forte abraço!

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    3. Olá, Paulo!

      Mais uma vez, agradeço pela intermediação que possibilitou o conhecimento do Jurandir e também a bem vinda dinamização que você e ele deram aos comentários no meu espaço. Há pouco, consegui responder a mais um tanto. Espero que, sabe-se lá, chegue a época em que eu possa responder a todos de pronto e ficar em dia com os demais e, principalmente, com a minha consciência.

      Mais uma vez, obrigado e um grande abraço e você e ao Ju.

      José Eugenio Guimarães
      http://cineugenio.blogspot.com

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  9. Nery,

    Quando sou fã de um astro, e neste caso falamos do excelente Heston, eu procuro ler tudo que aparece a respeito do mesmo.

    Conhecia este problema dele sobre armas e o vi, num documentário do Harry Belafonte, ele participando de passeatas com o Luther King.

    Quando ao seu caráter como homem acho que normalmente existe uma certa ligação com o que se faz na tela como demonstração do que se é na vida real. E nada do que me falou me surpreende sobre o Heston, pois seu perfil de pessoa qualificada como ser humano está explicito em sua face, em seus modos, em sua fala e no seu comportamento.

    E cito mais para o amigo. É algo que talvez até já saiba, pois andei por aqui mesmo dando muitas porradas no Ford por seu comportamento meio
    anti humano para com seus colegas de trabalho.

    Pois olha uma coisa que eu vou dizer para o amigo; todos nós estamos aqui nesta vida para andar de mãos dadas com nossos irmãos. Se temos um pouco a mais, se a providencia nos previu de alguma coisa além do que necessitamos, é NOSSA OBRIGAÇÃO doar um pouco do que temos para os que foram menos abençoados. Isso não é favor, é obrigação de quem está neste mundo passageiro.

    O Heston, o Peck e outros que fizeram boas ações para com seus irmãos, não fizeram mais que suas obrigações, como eu faço por aqui diariamente.

    Falaste sobre a Susan sendo amparada pelo Heston no auge de sua enfermidade e me lembrei de algo de uma importancia enorme.

    Sabe quem entregou ao Heston o Oscar ganho como melhor ator em 1959? Ela, a Susan Hayward.
    Que beleza, não amigo? Viste como é a vida?

    Enorme abraço do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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  10. Falou e disse nobre Ju!

    Sabe-se lá os motivos que levaram Charlton a aderir em armas, mas é compreensível. Isto me fez lembrar, ao assistir aquele sensacionalista e farsante documentário do Michael Moore, TIROS EM COLUMBINE (2001), a respeito dos americanos serem fixados por armas de fogo. Moore é tão hipócrita que ele mesmo tem a carteira da Associação Nacional do Rifle, entidade que Heston presidiu, com louvor.

    Mas o que mais me deixou indignado, Jurandir, foi o cretino abusar da hospitalidade do já alquebrado Charlton, já doente, que o recebeu com a máxima educação, quando este calhorda começou a fazer uma série de questionamentos que o velho ator não tinha a mínima obrigação de responder. Muita folga, não respeitando o dono da casa e querendo cerca-lo de todos os lados. Até Clint Eastwood se indignou com o abuso e a invasão de privacidade do cineasta para com o veterano ator de “BEN-HUR”, ao que brilhantemente, num evento, deixou claro uma coisa para Moore: “OS ESTADOS UNIDOS É UM PAÍS SOBERANO E DEMOCRÁTICO, E EU E MICHAEL MOORE DIVIDIMOS A OPINIÃO QUE A LIBERDADE DEVE SER EXERCIDA. MAS MICHAEL, SE EU ENCONTRA-LO RODANDO A MINHA CASA COM UMA CÂMERA, EU ATIRO EM VC”.

    Sobre Heston ter recebido das mãos Susan Hayward seu Oscar por BEN-HUR, isto é registrado também nas edições em DVD e BLU-RAY do clássico de William Wyler, em suas edições especiais. Notável, já que Susan era amiga de Heston e da esposa, e nos momentos derradeiros da atriz, Chuck fez de tudo para que sua querida amiga ficasse a vontade. Momentos da vida!

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  11. Telles,

    Sinceramente, desconhecia em definitivo esta mesquinha atitude do bolofa do Michael Moore, mesmo porque eu só vi um documentário seu, depois que captei sua gana pelo sencionalismo.

    Infeliz o sujeito, que recebeu como resposta do aporrinhado Eastwood a melhor resposta que alquém poderia lhe dar, vai passar a saber em que buraco meter seu bedelho e onde despejar suas maldades.

    E olhe que o Clint seria mesmo capaz de fazer o que disse, ainda mais depois de observar o aperto sencionalista que o sacana deu no colega adoentado Heston.

    Bom saber de coisas assim pois, desta forma não vejo mais nada que ele faça, além de já não ser mesmo apreciador de seu trabalho.

    E olhe-se mais em tudo isso; não somente não respeitando o dono da casa com sua educação e hospitalidade e ainda abusando de uma pessoa que se encontrava bastante enfermo.

    E tudo isso em nome de algo que lhe poderia render mais alguma fama e fortuna.
    Fica dificil situar-se em tipos assim. Melhor esquece-lo que o mundo fornece a ele todos os trocos que ele necessita receber.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Meu amigo Ju, nunca vi sujeito mais chato e nojento do que este Michael Moore. Não duvidaria que Clint atirasse até mesmo para matar, e não usasse sua MAGNUM 44 para arrancar a cabeça deste cara. Prestaria até um favor a Humanidade, rs. Em contrapartida, a sujeira que ia ficar com suas tripas e sangue, quem se encarregaria de limpar? rs

      Ultimamente, pouco tem se falado deste “cineasta”, fadado ao esquecimento, mas ainda se fala mais de Charlton Heston, mesmo já ido, que deixou grandes contribuições para o cinema e celebrou seu invejável currículo de filmes com seus grandes e inesquecíveis papéis. Charlton Heston era sim, um homem de verdade.

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  12. Grande Telles,

    Falou e disse. Falou e disse tudo, tudo mesmo.

    Pronto, não preciso falar mais nada. O sacana vive no ostracismo e o seu troco mais severo vem a cavalo.

    Sabe, companheiro? Acho até que ficamos a perder tempo falando em bostas deste tipo.

    Quem limparia a sujeira do disparo da Magnum 44 do Clint? As aves de rapina, meu caro. Estas mesmas que vivem como ele, o sacana, viveu. Rsrsrsrs

    Enorme abraço do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

    PS; já dei um pulo no blog do amigo Eugenio.
    Olha? O camarada escreve bem pra caramba e claríssimo. Leitura linear, fácil, limpa e muito informativa.
    Um ótimo lugar para deixar boas dicas como já o fiz umas 6 vezes.

    E caso o nobre Telles venha a ter um contato mais pessoal com o José Eugenio, fala para ele que não precisa ter pressa alguma em me por respostas ao que digo em suas pautas.
    VALEU.
    Diga-lhe que continuarei estando por lá.

    jurandir_lima@bol.com.br

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Oi, Jurandir!!!

      Obrigado pelo carinho. Obrigado, mesmo!

      Como sou um sujeito que veio das profundezas de Minas Gerais, sendo, por isso, um bocado tímido, devo ter ficado bastante vermelho com as suas gentis palavras. Tanto que o teclado que opero parece emitir uma rubra luminosidade que, certamente, não deve ser dele. Hehehe!

      Grande abraço.

      José Eugenio Guimarães
      http://cineugenio.blogspot.com

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  13. Baiano, este traste do Moore não mereceria nem menção neste espaço, mas como o nobre Chuck em seus últimos momentos foi muito vilipendiado por ele, ele com certeza mereceu as críticas negativas que lhe lançamos. Nem Kirk Douglas que é um democrata gostou da atitude covarde deste cineasta.
    Mas vamos lá!

    O Professor Eugênio não apenas escreve bem, mas possuí o dom da oratória em versos. Ele é parceiro meu e nossos espaços estão interligados e sintonizados. Já venho a considerar como um dos grandes blogs relacionados à Sétima Arte. Estou em dívida com ele (e com vc também), pois pouco me sobra tempo para responder seus comentários e dos demais leitores. Também quero divulgar o espaço dele e comentar, aliás, com informações precisas e primorosas sobre os grandes eventos das telas.

    Com certeza, amigo Ju, ele também tem um tempo escasso, mas não vai deixar de responder nem a mim, nem a vc, e nem a outro leitor ou leitora. O Eugênio é um gentleman, pode acreditar! E lhe direi do seu empenho e admiração pelo blog dele.

    Um forte abraço do editor carioca e uma ótima semana, meu amigo. Lhe estimo muito!

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    Respostas
    1. Meus caros,

      Confirmo ciência desse apreço manifestado à minha pessoa e aos meus textos. Francamente, fiquei inebriado. Mas não mereço. Vocês sim, Jurandir e Paulo, estão entre os melhores!!!!

      Um grande abraço aos dois.

      José Eugenio Guimarães
      http://cineugenio.blogspot.com

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    2. Nobre Eugenio, vc merece as devidas honras minhas e a do nobre baiano!!!! É e um prazer tê-lo em nossa "organização cultural".que preza a antiga Sétima Arte.

      Abraços do editor e seja benvenuto sempre!

      Excluir
  14. Viajar neste blog é sensacional!Além de informações tão interessantes e seguras sobre filmes e nossos queridos astros, curto demais os comentários, que sempre enriquecem o texto por si só espetacular.
    Agradeço imensamente, Paulo Telles!

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    Respostas
    1. Olá minha amiga! Bom tê-la por aqui. Agradeço de imenso suas palavras, o que me motiva a prosseguir cada vez mais com essa missão. Sou eu que agradeço, amiga.
      Abraço do editor.

      Excluir

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