terça-feira, 26 de novembro de 2013

Vivien Leigh: A Vida e a Obra de uma Diva da Sétima Arte.


No dia 5 de novembro de 2013, o mundo celebrou o centenário de uma das grandes atrizes e deusas do cinema, Vivien Leigh (1913-1967), que se tornou um símbolo da mulher ousada e independente, através de seu mais famoso personagem, a Scarlet O’ Hara de E O VENTO LEVOU, de 1939. Há quem diga que as duas mulheres se confundem por suas personalidades, mas Vivien era mais frágil. Memorável artista que brilhou nas telas de cinema e também no teatro, o FILMES ANTIGOS CLUB presta uma homenagem a esta diva da Sétima Arte.


Vivien Leigh, cujo verdadeiro nome era Vivian Mary Hartley, nasceu a 5 de novembro de 1913, na cidade de Darjeeling, à sombra do Monte Everest, na Índia (quando o páis fazia parte do Império Britânico).

Vivian chegara no final da era de ouro do Império Britânico. Vinda de uma família burguesa inglesa, seu pai, Ernest Hartley, era agente de câmbio e, paralelamente, atuava no teatro amador. No fim da Primeira Guerra Mundial, ele levou a família de volta à Inglaterra.


Aos 6 anos de idade, sua mãe, Gertrude, decidiu interná-la no Convento do Sagrado Coração, ainda que ela fosse dois anos mais nova que qualquer outra aluna. O único conforto para a criança solitária era um gato que vagava pelo pátio do convento, e que as freiras a deixaram levar para o dormitório.

Sua primeira e melhor amiga na escola era uma menina de 8 anos, que mais tarde também se tornaria estrela em Hollywood: Maureen O'Sullivan (1911-1998), que viera da Irlanda, e que seria a Jane mais famosa dos filmes de Tarzan, protagonizados por Johnny Weissmuller (1904-1984). Na quietude do convento, as duas brincavam de recriar os lugares que haviam deixado, e imaginavam como seriam os que desejavam visitar. Lá, ela se destacou na dança, no violoncelo e nas peças de final de ano.


De 1927 a 1932, ela se juntou aos pais na Europa. Os Hartley haviam deixado definitivamente a Índia, onde Vivian nascera. Ela aprendeu a falar fluentemente o francês e o alemão, além de fazer um curso de dicção. Em 1932, aos 18 anos, entrou na Academia Real de Artes Dramáticas de Londres.

Surpreendentemente, no entanto, ela saiu no outono do mesmo ano, quando decidiu se casar. Vivian conhecera e se apaixonara pelo jovem advogado Hebert Leigh Holman, de 31 anos, e os dois se casaram em 20 de dezembro de 1932. Logo em seguida, em 1933, nasceu Suzanne Holman, a filha do casal. Depois, retornou à Academia Real de Artes Dramáticas de Londres para concluir seus estudos e se tornar uma atriz.


Primeiros trabalhos no cinema e teatro

Vivian fez teste e foi escolhida para um pequeno papel num filme chamado Things Are Looking Up (1935). Embora o papel fosse pequeno, chamou a atenção de um empresário, John Glidden, do qual ela se tornou cliente. Depois, no mesmo ano, veio um filme barato: The Village Squire. John Glidden também criou um nome artístico para Vivian, usando o primeiro nome dela e um sobrenome do marido. Pouco depois, o produtor Sidney Carroll sugeriu que a letra "a", nome Vivian, fosse substituído por uma letra "e", para dar mais feminilidade.

Vivien Leigh estreou nos palcos de Londres interpretando a esposa namoradeira em The Green Sash. A carreira dela deu uma guinada quando ela protagonizou a produção de Sidney Carroll da peça The Mask Of Virtue. A peça, que estreou em 15 de maio de 1935 foi um estrondoso sucesso e, quase da noite para o dia, Viv se tornou o assunto de Londres.




Começo do Sucesso

Os elogios da crítica a Viv, unidos a sua incomparável beleza, chamaram a atenção do produtor Alexander Korda, que a contratou por 5 anos. Antes de filmar o primeiro filme do contrato, Viv conseguiu aparecer em mais três peças.

Em 1937, Korda estava preparado para trabalhar com sua revelação no filme Fogo sobre a Inglaterra, um filme sobre a rainha Elizabeth I na época da Armada Espanhola. Viv estava entusiasmada com o filme e especialmente contente porque iria trabalhar com Laurence Olivier (1907-1989), um ator que ela e seu marido conheciam socialmente. Laurence Olivier e Vivien Leigh ficaram íntimos demais durante a filmagem, e restava pouca dúvida de que os dois estavam apaixonados.

Vivien, ao lado do seu segundo marido, LAURENCE OLIVIER
No mesmo ano, ao atuarem juntos na peça Hamlet, no Castelo de Elseneur, local da tragédia de Shakespeare, o sucesso foi enorme, a ponto do príncipe da Dinamarca vir vê-los. Depois disso, os jovens amantes perceberam que havia chegado a hora de falar a seus respectivos consortes do seu amor, e que queriam se divorciar para se casar. Viv deixou definitivamente seu marido e foi morar com Olivier, deixando a educação de sua filha, Suzanne, por conta de sua mãe.

Robert Taylor, entre Maureen O' Sullivan e Vivien Leigh: UM IANQUE EM OXFORD.
 Em seguida, eles filmaram Três Semanas de Loucura, mas o filme foi considerado bobo e nem chegou a ser lançado (só o foi em 1940, quando ambos se tornaram estrelas).

Para o próximo filme, Alexander Korda emprestou Vivien a MGM (Metro Goldwin Mayer) para estrelar a produção inglesa Um Ianque em Oxford (1938), com Robert Taylor (1911-1969), então no auge da popularidade. O entusiasmo inicial de Viv tornou-se decepção quando ela soube que não interpretaria a protagonista, que acabou ficando para Maureen O'Sullivan, sua ex-coleguinha de escola.


SURGE A SCARLET O’ HARA – O AUGE

Em 1938, Laurence Olivier foi contratado para interpretar Heathcliff na produção de Samuel Goldwyn (1879-1974),  O Morro dos Ventos Uivantes (1939). Ele desejava que Viv interpretasse seu par-romântico no filme, que acabou com Merle Oberon (1911-1979). Mais tarde, Viv decidiu que precisava vê-lo, e partiu a bordo do Queen Mary. Dizem que, durante a viagem, ela ficava na cabine, lendo o livro E o Vento Levou, de Margareth Mitchell (1900-1949). Viv não só estava ansiosa para rever seu amado Olivier, mas também planejava conquistar o papel de Scarlett O'Hara, a protagonista do romance E o Vento Levou, de 1939.


Pelo que se sabe, Vivien Leigh queria interpretar Scarlett havia muito tempo. Segundo o livro de Hugo Vickers, Vivien Leigh publicado em 1988, fala do que houve durante a produção de um filme na Inglaterra, em 1937: "Alguém disse a Laurence Olivier: 'Larry, você daria um ótimo Rhett Butler'. Ele apenas riu, mas a discussão sobre o elenco prosseguiu, e Vivien causou um silêncio repentino ao dizer: 'Larry não será Rhett Butler, mas eu serei Scarlett O'Hara. Esperem e verão' ."

Isso era, no mínimo, muito curioso, uma vez que ela era uma total desconhecida na América e na época, havia muita divergência sobre quem deveria interpretar Scarlett. A escolha de sua intérprete de fascinou o mundo. Centenas de mulheres fizeram testes, algumas desconhecidas e amadoras, de setembro de 1936 até dezembro de 1938, entre elas Tallulah Bankhead, Jean Arthur, Joan Bennett, Lana Turner, Susan Hayward, e Paulette Goddard, esta quase escolhida.


Vivien tinha tanta certeza que seria Scarlett, papel que valeu seu primeiro Oscar, que no início de sua aventura americana se recusou a ficar à disposição de Cecil B. de Mille para o monumental western Aliança de Aço e também a um contrato com a Paramount para quatro filmes, apenas para estar disponível para Gone With the Wind. O mesmo empenho pôs a jovem e casada Vivien em perseguir Laurence Olivier, convencida que o ator era o grande amor de sua vida. Ele também era casado quando a então promissora atriz se apresentou de surpresa, simulando um encontro casual, no mesmo hotel de Capri onde ele passava uns dias de férias com sua esposa.

O produtor do filme, David O. Selznick (1902-1965), sempre preferia achar uma atriz novata, algum rosto novo que não fosse identificado por papéis anteriores. Atrizes bastante famosas que estiveram cotadas, mas que por várias razões não fizeram o teste, incluem estrelas da época, como Margaret Sullavan, Miriam Hopkins, Joan Crawford, Norma Shearer, Loretta Young, Bette Davis e Katharine Hepburn.


Viv dizia que o livro era maravilhoso e que daria um ótimo filme. Ouviram-na até dizendo: "Eu me escolhi como Scarlett O'Hara. O que acha?". Está claro que Viv falava tanto de Scarlett na esperança que alguém da Selznick International Pictures registrasse seu interesse e investigasse o caso. Em seu livro de 1989, Vivien a love affair in câmera, o famoso fotógrafo Angus McBean escreveu sobre ela, quem fotografara em inúmeras ocasiões, durante 30 anos. McBean relatou que em 1936 ele foi convidado a levar umas fotos até a casa dela em Londres. Nesse trecho, ela diz: "São maravilhosas (as fotos), Angus, querido. Como eu queria (interpretar Scarlett). Você leu o livro? 'Que livro?' E O VENTO LEVOU, claro. É a minha Bíblia. E vou interpretar Scarlett nem que seja a última coisa que eu faça. Você não leu? Precisa ler." E ela lhe deu uma cópia do livro, com esta dedicatória: "Ao querido Angus, com amor. Scarlett O'Hara".


Em 1941 David O. Selznick (o produtor de E o vento levou) escreveu um artigo para uma revista, que dizia: "Antes que meu irmão, Myron Selznick, o maior empresário de Hollywood, levasse Laurence Olivier e Vivien Leigh para ver a cena do incêndio de Atlanta, eu nunca vira Vivien. Quando Myron nos apresentou, as chamas iluminavam o rosto dela, e ele disse: 'Quero apresentar Scarlett O'Hara'. Naquele momento, tive certeza de que era a atriz perfeita, pelo menos fisicamente". Mais tarde, os testes, feitos sob a brilhante direção de George Cukor, mostraram que ela também "estraçalhava" no papel. Mas não demorou muito, Cukor foi despedido pelo astro do filme, Clark Gable (1901-1960), por ele ser gay e que o diretor afetava a sua masculinidade nas telas. A obra teve outros cineastas, mas só Victor Fleming (1889-1949) foi creditado.


Embora houvesse química perante as plateias entre Clark e Viv, esta nunca suportou o ator americano, assim como este nunca gostou da atriz britânica, tanto que ele fazia questão de comer cebolas pouco antes de rodas as cenas de amor, o que ocasionou declarações de Vivien sobre o ator ter mau hálito.


Depois de várias pré-estreias de gala em dezembro de 1939, E O Vento Levou tornou-se o filme mais famoso, mais assistido e mais aclamado da História, e Vivien Leigh, interpretando Scarlett, foi força motriz dele. O clássico ganhou o impressionante número de 10 prêmios Oscar (incluindo o de melhor filme e, também, o primeiro Oscar dado a uma atriz afro-americana, Hattie McDaniel).  Viv ganhou o primeiro de seus dois Oscars de melhor atriz.


A Segunda Guerra

Depois do estrondoso sucesso de E o Vento Levou, Viv protagonizou A Ponte de Waterloo (1940), da MGM, ao lado de Robert Taylor. No mesmo ano, ela e Laurence Olivier fizeram Lady Hamilton, a Divina Dama , o filme preferido do famoso primeiro-ministro Winston Churchill. Durante essa filmagem, souberam que seus respectivos divórcios tinham saído, mas o ex-marido de Viv ficou com a guarda da filha, Suzanne. Com isso, ela e Laurence finalmente casaram-se numa cerimônia íntima em Santa Barbara, no dia 31 de agosto de 1940.


 Depois de aparecer numa montagem de The Doctor's Dilemma, Viv fez turnê pelo norte da África para animar as tropas na Segunda Guerra. Ela e Olivier montaram em Londres The Skin Of Our Teeth, de Thornton Wilder, dirigida por Olivier e estrelada por Leigh. A peça foi um estrondoso sucesso mas, três meses após a estreia, Leigh recebeu um diagnóstico de tuberculose e foi obrigada a parar o trabalho e ficar convalescente por oito meses. A saúde de Leigh, sempre frágil, continuou pior nos anos seguintes.


 Em 1947, Laurence Olivier foi sagrado cavaleiro e o casal passou a ser Sir e Lady Olivier; os dois tornam-se o casal mais popular da Grã Bretanha, depois dos Windsors.


Em 1949, Viv obteve o papel que só ficaria atrás de Scarlett: o de Blanche DuBois na montagem londrina de Uma Rua Chamada Pecado, de Tennessee Williams. A peça foi dirigida por Laurence Olivier, e Vivien Leigh foi coberta de elogios por seu desempenho como a frágil bela do sul.



Blanche DuBois

Quando, em 1951, a Warner anunciou a versão cinematográfica de Uma Rua Chamada Pecado, E pensou-se em Olivia de Havilland (com quem Vivien havia contracenado em E o Vento Levou) para o papel principal. Mas ofereceram o papel para Viv, que recebeu cem mil dólares, tornando-se a atriz inglesa mais bem-paga da época. Contracenou ao lado de outro poderoso das telas, Marlon Brando (1924-2004).


Viv e Laurence não iam a Hollywood há quase dez anos, e a chegada deles no outono de 1950 despertou entusiasmo no ramo. Ele também ia fazer um filme lá: Perdição por Amor, de William Wyler, que já o dirigira antes em O Morro dos Ventos Uivantes.


Vivien Leigh teve um desempenho magnífico em Uma Rua Chamada Pecado e, por isso, foi recompensada com seu segundo Oscar de melhor atriz, mas seu trunfo teve um preço alto; ela diria depois: "Blanche DuBois é uma mulher da qual tudo foi arrancado, uma figura trágica e eu a entendo, mas interpretá-la me fez mergulhar na loucura."


Problemas de Saúde.

Vivien Leigh e Laurence Olivier trabalharam nas peças César e Cleópatra e Antônio e Cleópatra em noites alternadas, para o Festival da Grã Bretanha de 1951. Naquela época, a vida de Vivien estava mudando. Ela, que sofria de tuberculose, também sofreu dois abortos, e foi diagnosticada como maníaco-depressiva. Contudo, o público ainda a amava. Como o ritmo alucinado de trabalho era excessivo, Viv começou a cair em longos períodos de depressão. De fato, ela teve de se afastar do trabalho durante boa parte de 1952. Sua volta ao trabalho, no filme No Caminho dos Elefantes (1953), só piorou as coisas: Viv teve um colapso no set, e precisou ser substituída por Elizabeth Taylor. Em seguida, começaram os boatos sobre a situação de seu casamento com Olivier.


A Década de 1960 e o fim dos anos.

Em 1960 os boatos sobre o fim do casamento de Vivien Leigh e Laurence Olivier se confirmaram, quando ele a abandonou para ficar com a comediante Joan Plowright, 22 anos mais nova do que ele. Ela pediu o divórcio por adultério, que foi concedido a 2 de dezembro de 1960. Depois disso, nunca mais se casou.


Em 1961, ela rodou Em Roma na Primavera, dirigido por Jose Quintero (1924-1999), com Warren Beatty, baseado em peça de Tennessee Williams. Apesar de seu grande desempenho, foi acometida, novamente, de outro colapso nervoso durante as filmagens, a pior de todas que havia sofrido. Hoje, se tem conhecimento que a diva sofria de distúrbio bipolar. Em 1962, Viv excursionou com a célebre companhia Old Vic, inclusive chegando ao Brasil.


Em 1963, Viv ganhou um Tony por seu desempenho na comédia musical Tovarich. E fato é que a intérprete de olhos azuis e vidrados nunca abandonou o teatro, sua paixão desde criança. A recompensa chegou, embora tardia, na forma de um Tony de melhor atriz, apesar de seu estado de saúde já estar muito delicado e ter chegado a desmaiar no palco.

Em outubro de 1964, ela retornou pela primeira vez à Índia, desde que saíra ainda criança. Ela visitou sua filha, Suzanne.No ano seguinte, ela voltou a Hollywood para viver outra sulista no filme A Nau dos Insensatos (1965).


 Vivien Leigh ensaiava A Delicate Balance, de Edward Albee, em Londres, quando teve uma recaída (causada pela tuberculose que a atormentava havia décadas) e morreu, em 7 de julho de 1967, aos 53 anos quando, além de sua filha, ainda viviam sua mãe e avó. Na época, ela estava morando com o ator John Merivale. Seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas no Lago no moinho Tickerage, perto de Blackboys, Sussex na Inglaterra.


Lembrada como a hostess perfeita, Vivien lutou a vida inteira para ter seu talento reconhecido acima de sua beleza. A maravilhosa história de Scarlett é impactante por si, mas é a fantástica interpretação de Vivien Leigh que nos faz lembrar da personagem como uma força dinâmica e viva. É virtualmente impossível imaginar outra pessoa nesse papel, e este é o legado dessa grande artista, que parece ter nascida para ser Scarlett O’ Hara.

Produção e Pesquisa: Paulo Telles
Atualizado em 5 de novembro de 2016


Filmografia (em ordem decrescente)

Ship of Fools - A Nau dos Insensatos (1965)
The Roman Spring of Mrs. Stone - Em Roma na Primavera (1961)
The Deep Blue Sea - Profundo como o Mar (1955)
A Streetcar Named Desire - Um Bonde Chamado Desejo (1951)
Anna Karenina (1948)

Com Stewart Granger: CÉSAR E CLEÓPATRA (1945)
Caesar and Cleopatra - César e Cleópatra (1945)
That Hamilton Woman - Lady Hamilton, a Divina Dama (1941)
Waterloo Bridge - A Ponte de Waterloo (1940)
21 Days - Três semanas de loucura (1940)
Gone with the Wind - E o Vento Levou (1939)
Sidewalks of London (1938)
A Yank at Oxford - Um ianque em Oxford (1938)
Storm in a Teacup - Tempestade em copo d'água (1937)
Dark Journey (1937)
Fire Over England - Fogo sobre a Inglaterra (1937)
The Village Squire (1935)
Gentlemen's Agreement (1935)
Things Are Looking Up (1935)
Look Up and Laugh (1935)

18 comentários:

  1. Parabéns Paulo! Excelente post Viv, ah, como eu amo essa mulher. Eterna Scarlett, Blanche. Dois papéis fundamentais para a sua vida que evidenciam o seu lado forte e frágil.

    Tem um documentário completíssimo dela na edição do 70º aniversário de E O VENTO LEVOU - que vem 5 discos - que você com certeza já viu. Adoro essa edição em minha coleção (tem do Gable tb). Enfim, centenário show de bola, informações preciosas sobre a vida dela do auge ao tumultuado fim....é triste saber da doença e morte precoce desta grande estrela. Assisti-la no palco deve ter sido uma experiência memorável para quem teve chance.

    Não lembrava da relação dela com Maureen O'Sullivan nos tempos de menina.

    "Amanhã é outro dia"... "Depender da ajuda de desconhecidos"...quotes famosas ditas por uma lenda centenária.


    Abraço meu amigo!

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    1. Nobre Rodrigo, esta frase “Amanhã é outro dia”, realmente é uma injeção de estímulo humano, querendo dizer que o dia seguinte, e o outro, e mais outro sempre é um recomeço. Vivien em sua realidade deveria ser mais frágil do que forte, mas reconheçamos sua determinação impar só de desejar e obter o papel que tanto lhe consagrou.

      Obrigado Rodrigo, e um forte abraço do editor

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  2. Mai uma vez tenho o grande prazer de parabeniza-lo por mais um excelente trabalho, concernente à minha atriz favorita a grande VIVIEN LEIGH. Todavia só vou escrever s respeito do monumental ...E O VENTO LEVOU...
    ENTRE OS MAIORES – NO ANO GLORIOSO DO CINEMA ESTUNIDENSE - ...E O VENTO LEVOU, É O MAIOR DE TODOS.

    Espetacular, Esplendoroso, Monumental, Fantástico, com estes adjetivos, podemos afirmar e reafirmar que ...E O VENTO LEVOU, é o PRIMUS INTER PARES, bem como podemos afirmar e reafirmar que a performance de Vivien Leigh é a melhor e a maior performance da Sétima Arte. Vivien Leigh, como Scarlett O’Hara está simplesmente soberba – uma maravilha. Pela primeira vez o cinema pôde nos mostrar e apresentar a mulher como sujeito na ação e não como mero objeto, como até então era mostrado...

    O elenco de ...E O VENTO LEVOU é sensacional, onde podemos destacar as atuações marcantes de Clark Gable, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Thomas Mitchell, Hattie McDaniell e Butterfly McQueen.


    ...E O VENTO LEVOU é mais valorizado ainda porque teve concorrentes de alto quilate. Alias o ano de 1939 foi denominado pela crítica cinematográfica como o ano glorioso do cinema estadunidense, pois foi um dos anos mais rico da criação cinematográfica em toda a história de Hollywood. ...E O VENTO LEVOU teve como concorrentes na categoria de melhor filme: Adeus, Mr. Chips(Goodbye, Mr. Chips) de Sam Wood, Carícia Fatal( Of Mice and Men), Lewis Milestone, Duas Vidas(Love Affair), de Leo McCarey, O Mágico de Oz(The Wizar of Oz), de Victor Fleming, O Morro dos Ventos Uivantes(Wuthering Heights), de William Wyler. A Mulher Faz o Homem(Mr. Smith Goes to Washington), de Franck Capra. Ninotchka(Ninotchka), de Ernst Lubtsch. Vitória Amarga(Dark Victory), de Edmund Gouldin. No Tempo das Diligências(Stagecoach), de John Ford. O mais curioso ainda, é que até os dias de hoje, são considerados como clássicos da Sétima Arte. É o caso específico de No Tempo das Diligências, que, a par de ser um dos maiores westerns de todos os tempos, ainda teve o mérito de introduzir no gênero o estudo do caráter humano. Isso graças ao excelente roteiro de Dudley Nichols que ousou apresentar como personagem central feminina uma prostituta, interpretada por Claire Trevor. Além de catapultar a carreira de John Wayne, tornando-o um astro de primeira grandeza. Após esse trabalho John Wayne tornou-se símbolo da virilidade do homem estadunidense e um nome freqüente nas listas dos atores campeões de bilheteria, especializando em filmes de ação, aventuras e westerns.

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  3. CONTINUANDO...

    Apesar da grande concorrência não foi surpresa nenhuma ...E O VENTO LEVOU ganhar o Oscar de melhor filme. O filme tornou-se um dos maiores recordistas de bilheteria da história, permanecendo o seu recorde até o surgimento do filme Titanic. Todavia se levarmos em conta a inflação e a desvalorização do dólar, ...E VENTO LEVOU continua imbatível...

    Grande parte da glória de ...E O VENTO LEVOU deve ser creditada ao produtor David O’Selznick que foi sua figura central.

    Para levar avante o projeto de ...E O VENTO LEVOU, David O’Selznick teve que se associar a Metro Goldwin Mayer. Afinal tudo saiu mais caro daquilo que fora estimado, desde os direitos autorais do livro, no valor de 50 mil dólares, pagos em 1936 à escritora Margareth Mitchell, até as despesas de realização do filme no processo Tecnicolor, até então pouco explorado e muito dispendioso. Igualmente a escalação de Clark Gable para o papel de Rhett Butler pesou sobremaneira na associação da Selznick International com a MGM de Louis B. Mayer, pois Selznick sabia de antemão que o público queria Clark Gable para o papel, e que a Metro não estava disposta apenas emprestá-lo.

    As filmagens foram muito complicadas. Duraram cerca de cinco meses e foram iniciadas sob a direção de George Cukor, todavia após 18 dias de trabalho o diretor pediu demissão, pressionado pela insatisfação de Clark Gable, que o acusa de dar mais atenção e destaques às atrizes. George Cukor, na realidade, era conhecido como um grande diretor de atrizes. A Metro deu apoio total ao seu contratado, exigindo a saída de Cukor. Para substituir Cukor, Louis B. Meyer sugeriu Victor Fleming que estava terminando a direção de O Mágico de Oz, na própria MGM. Esse diretor que a par de ser muito respeitado por Gable, era um diretor de homens, ao contrário de Cukor que dizem era homossexual. Mesmo assim às escondidas Vivien Leigh e Olivia de Havilland visitavam Cukor, para que este as pudesse orientá-las...


    Desta forma Selznick suspendeu as filmagens de ....E O VENTO LEVOU por duas semanas para que Fleming terminasse o seu trabalho. No dia 02 de março de 1939, ele já estava à frente da direção de ...E O VENTO LEVOU. Porém o trabalho era árduo e Fleming sofreu um colapso nervoso durante as filmagens dessa grande produção, o que lhe exigiu um afastamento temporário. Selznick então chamou o diretor Sam Wood, para filmar algumas cenas enquanto Fleming estivesse ausente. Isso fez com que Fleming voltasse em seguida para dar continuidade ao seu trabalho. Mas como a produção estava bem atrasada, Sam Wood foi mantido para dirigir algumas sequências secundárias, enquanto Fleming dirigia as grandes cenas.

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  4. CONTINUANDO...


    Quem sofreu a maior surpresa da noite foi Clark Gable, que compareceu à cerimônia do Los Angeles Ambassador Hotel acompanhado de sua deslumbrante esposa Carole Lombard, certo de que ganharia o seu segundo Oscar, o primeiro foi por Aconteceu Naquela Noite. Pudera ele tinha sido escolhido por unanimidade para fazer o papel do cínico e apaixonado Rhett Butler de ...E O VENTO LEVOU. Infelizmente para ele e para Laurence Olivier e para surpresa geral o premio de melhor ator foi para o inglês Robert Donat pelo filme Adeus, Mr. Chips. Clark Gable mal disfarçou o seu descontentamento. O mesmo ocorreu com Laurence Olivier, que também concorria ao Oscar, que concorria ao Oscar por seu papel em O Morro dos Ventos Uivantes. Todavia a decepção deste parece mais acentuada no momento em que sua amada Vivien Leigh foi anunciada como ganhadora do Oscar de melhor atriz de 1939 por ...E O VENTO LEVOU. O mais curioso é que Vivien Leigh uma inglesa nascida na Índia e batizada como Vivian Mary Hartley foi, praticamente a última a chegar à acirrada luta pelo papel de Scarlett O’Hara, que foi aclamada como a mais festiva caça de talentos femininos da história de Hollywood. Estrelas consagradas, tais como: Bette Davis, Katharine Hepburn, Norma Shearer, Joan Crawford, Jean Arthur, entre outras, já tinham sido cogitadas para o papel, mas Selznick as considerava ultrapassadas para fazer a personagem, além de não querer que estrelas tão famosas fizessem o ambicioso papel, para evitar que mais tarde dissessem que era mais um filme de Bette Davis ou Norma Shearer, por exemplo. Entretanto os testes não se limitaram apenas a Hollywood, mas por todo o país, especialmente no Sul. Como curiosidade, Alicia Rhett, uma candidata ao papel de Scarlett, acabou ganhando o papel de Índia Wilkes, irmã de Ashley.

    A escolha já estava chegando ao seu final e Selznick estava indeciso entre Susan Hayward, Joan Benett e Paulette Goddard. Esta última estava praticamente contratada, quando, como um golpe de mágica, surgiu, com todo seu esplendor, Vivien Leigh, uma ilustre desconhecida que tinha ido a Hollywood para acompanhar Laurence Olivier com quem mantinha um romance, e este iria fazer o papel principal no filme O Morro dos Ventos Uivantes.

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  5. CONTINUANDO...
    Foi aí que o irmão de David Selznick, Myron Selznick, resolveu levar Olivier e Vivien para assistirem às filmagens iniciais de ...E O VENTO LEVOU. Eram planos gerais do incêndio de Atlanta, sem os atores principais, e tinham como dublês Yakima Canutt e Dorothy Fargo, no lugar de Rhett e Scarlett na carroça em fuga. Foi quando Myron resolveu apresentar Vivien para o irmão: David, esta é a sua Scarlett. Selznick estupefato olhou para Vivien, e a procura tinha finalmente chegado ao seu término. Entretanto foram muitas vozes que se levantaram contra esta escolha, uma vez que a luta pela personagem tinha ganho farto espaço na imprensa. A colunista Hedda Hopper, uma das maiores fofoqueiras de Hollywood, ficou escandalizada com o fato de uma inglesa interpretar uma heroína do sul dos Estados Unidos. Vivien, que ficaria casada com Laurence Olivier de 1940 a 1960, não se deixou abalar e dedicou-se à personagem de corpo e alma, mas se quer imaginava que seu desempenho iria ter as mesmas e amplas ressonâncias do filme. Consta que em certa ocasião exasperada com as inúmeras repetições, que não eram tão freqüentes no cinema inglês, ela reclamou para o operador de câmera, Art Arling. Este, para acalmá-la disse que tudo isso seria esquecido no momento que ela recebesse o Oscar. Vivien não acreditando ri, mas a profecia se concretizou e, na competição ela acabou derrotando tanto a novata Greer Garson, por Adeus Mr. Chips, bem como deusas do porte de Irene Dunne, por Duas Vidas, de Bette Davis, por Vitória Amarga, e de Greta Garbo, por Ninotchka. Vivien então se tornou uma estrela de fama internacional. Mas apesar disso a sua filmografia não é uma extensa, posto que ela se dedicava mais ao teatro, mormente os espetáculos com textos de Shakespeare, que fazia com Laurence Olivier. Entre seus desempenhos mais marcantes, podemos citar: A Ponte do Waterloo, com Roberto Taylor, Uma Rua Chamada Pecado, com Marlon Brando, que muitos julgam a sua maior interpretação, quando abiscoitou o seu segundo Oscar, Em Roma Na Primavera, com Warren Beatty, e A Nau dos Insensatos, ao lado de Simone Signoret e Lee Marvin.

    Outra surpresa da noite foi a academia ter premiado pela primeira vez uma atriz negra. Os palpites favoreciam Olivia de Havilland por ...E O VENTO LEVOU. Ela estava certa da vitória, afinal, na luta pelo papel da doce e altruísta Melanie, havia derrotado estrelas do prestígio de Mirian Hopkins. E, após o lançamento do filme, os elogios por sua atuação foram muitos.

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  6. CONTINUANDO...
    Mas Olivia perdeu a estatueta para sua colega de elenco, a gorda Hattie McDaniell, como a fiel e dedicada Mummy. Emocionada, Hattie recebeu o troféu das mãos de Fay Bainter, consciente do momento histórico que vivia, já que era a primeira atriz negra a receber tamanha honraria. Foi também o coroamento de uma carreira de rádio, onde também foi a primeira negra a cantar num programa radiofônico nos Estados Unidos. Estreando em 1932, Hattie fez cerca de 100 filmes, incluindo Zenobia, com Oliver Hardy.

    ...E O VENTO LEVOU ganhou 10 premios da academia, a saber: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor fotografia em cores, pela primeira vez conferida, entregue a Ernest Halleer e Ray Renaham, melhor montagem, dado a Hal C. Kern e James E. Newcom, direção de arte, para Lyle Wheller e melhor roteiro. Este acabou sendo um prêmio póstumo, já que seu autor, Sidney Howard, havia falecido pouco tempo antes da entrega. E, embora não conste dos créditos, a adaptação cinematográfica de Margareth Mitchell contou com a colaboração de gente famosa, com Ben Hech e Scott Fitzgerald e de intervenções do próprio David Selznick.

    Por tudo que foi dito ...E O VENTO LEVOU é um filme imbatível em todos os sentidos, por isso mesmo deve ser visto e revisto, pois é tão grande, que jamais envelhecerá... É uma pena que os cinemas do Brasil não exibem reprises, pois a nova geração deveria assistir ao filme em tela grande, pois assim valorizaria muito mais ao filme.

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    1. PAULO, ATÉ AQUI FUI QUEM POSTOU. EDIVALDO MARTINS.

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    2. NOBRE MAJOR EDDIE LANCASTER, EDIVALDO MARTINS.

      Já reconheço seu estilo único de escrever, além de uma monumental aula de cinema que você presta ao meu blog e para meus leitores e seguidores aos comentários. E O VENTO LEVOU bem que merece um artigo para o próximo ano e tanta epopeia quanto o próprio espetáculo cinematográfico é sua suntuosa produção, que entre outros contos, a própria busca, e por fim, a escolha de Vivien para o papel, é uma saga de proporções épicas.

      Pouco tenho a acrescentar sobre sua tremenda participação que só valoriza ainda mais meu tópico, e agradecendo em meu nome e em nome dos leitores estas incríveis informações sobre um dos maiores filmes de todos os tempos (ou se não, quem sabe, o maior deles).

      Obrigado amigo Edivaldo, e um grande abraço deste editor que sempre lhe prestigia.

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  7. Paulo, uma curiosidade sobre Vivien que eu não sabia, o casamento com Olivier cara que bacana... eu gosto demais desse ator... mais saber que ela morreu tão nova... ainda tinha muita filme pela frente... ótima matéria! Parabéns!!
    Priscila

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    1. Priscila, minha querida amiga!

      Satisfação em tê-la novamente conosco. Agora sabe, que ela e Laurence Olivier foram um dos casais mais badalados do Século XX. Confesso a vc que Olivier não esta entre meus prediletos, mas reconheço que era um ator de categoria e participou de obras famosas reconhecidas pela cinematografia mundial.

      Quanto a Vivien, a filmografia dela não chega a 20 filmes, pois era mais teatral, e seus trabalhos na tela grande se resumiram em apenas dois filmes: E O VENTO LEVOU e UM BONDE CHAMADO DESEJO, que é extraída de peça teatral.

      Obrigado Priscila. Abraços do editor.

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  8. Vivien super poderosa, de um país ao outro tornou-se uma mulher famosa, admirada eternamente. Compro todos os filmes dela em DVD que saem no Brasil. Pena que são raros e pouco saem.Qualquer filme com ela é uma raridade.
    A matéria está linda e super gostosa de ler. Não há palavras para descrever a emoção que sentia lendo e relendo...
    Parabéns Paulo, és mu escritor muito criativo.

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    1. Sibely, como falei com a Priscila Moreira la em cima, a filmografia de Vi é pequena, tendo em vista que ela se dedicou mais ao teatro, e se formos perceber, muito de seus trabalhos no cinema eram baseadas em peças teatrais (exceção de E O VENTO LEVOU). Fáceis são de achar trabalhos como CÉSAR E CLEÓPATRA, que foi um teatro filmado, e que esta a disposição em DVD.

      Obrigado a vc minha querida amiga Sibely por sua participação. Abraços deste editor.

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  9. EM TEMPO: NA MINHA OPINIÃO DEVERIA TER GANHO O PREMIO OSCAR PELA TRILHA SONORA, QUE FOI DADO AO GRANDE FILME O MÁGICO DE OZ. TER GANHO COMO MELHOR CANÇÃO,TUDO BEM, MAS EM TERMOS DE TRILHA SONORA,REPITO, NÃO CONCORDO!!!!!!!!!!!

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    1. O OSCAR tem destas coisas, amigo Eddie. Com certeza, bem mais conhecida pela maioria do público foi a trilha composta pelo grande MAX STEINER, que cai bem aos ouvidos do público em geral, muito embora reconheçamos que apenas a canção (cantada pela eterna Judy Garland) foi um marco em toda História do Cinema Mundial.

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  10. Um bom trabalho, Paulo. Aliás, mas um bom trabalho.

    Olha; não conhecia nada do que consta nesta materia sobre a Viv, a não ser que foi casada com Laurence, que fez ...E O Vento Levou e A Ponte de Waterloo, únicos filmes que assisti com a boa e lutadora atriz.

    Louvo sua luta para conquistar o papel de Scarlet, fazendo o que se faz muito hoje em dia, ou seja, ela propagandeou seu nome.

    E isso se aliou a mais algumas coincidencias, como sua arrebatadora beleza, seu incrivel talento e uma perseverança inacreditável para conseguir o papel que lhe deu seu primeiro Oscar.

    Porém, vejo que ela tem sua história. E uma historia de luta, de uma formidável confiança em si, de talento, de doenças e muito mais.

    Achei válido quando citaste, caro Telles, que não conseguia ver a personagem Scarlet O'Hara em outra pele, senão na da Viv.
    Eu também não.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. FALA NOBRE BAIANO JURANDIR LIMA!!!

      Meu querido amigo, falo e repito que é difícil ver outra atriz, seja em que época for, que não fosse a Vi para o papel de Scarlet. Vivien é uma mulher interessante principalmente nos dias de hoje, que apesar de todas as dificuldades, se sobressaiu e foi independente e ousada, e isto é notável no ser humano. Mas como todos os seres mortais e falhos, ela também pagou um alto preço. Mas o que importa é que esta brilhante artista legou seu talento, se tornando mesmo um exemplo para outras atrizes nos dias de hoje que iniciam suas carreiras.

      Muito obrigado Baiano. Abraços do irmão carioca e editor.

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  11. Lancaster,

    Certissimo. Uma injustiça quase que igual a como se não dessem a Ben Hur o premio por sua trilha sonora, do Miklos. Pecado mortal este da Academia negar este premio ao Max Steiner.

    Não vi O Mágico de Oz. Entretanto, ...E O Vento Levou não seria tanto ...E O Vento Levou sem aquela maravilha de trilha sonora. Ela levanta o filme, enleva os seus grandes momentos e consegue até dar um tom alternativamente positivo na já magnifica fita.

    A musica de Max é como se saboreassemos um bom pudim, iguaria que nunca sentimos desejo que termine.

    Para completar, caro Lancaster, fizeste, sobre a postagem do Paulo, um tão magnifico comentário que chega o mesmo a emparelhar com a do editor em termos de informações.

    Muito boa. Um pouco mais longa, porém super informativa e muito deliciosa de ler. Isto porque, as informações adicionais à postagem do Paulo, e que forneceste em mais detalhes, é uma leitura que nunca nos cansamos de ler pelo seu conteudo cheio de interesses ao bom cinéfilo.

    Parabens. Acho que este foi o melhor comentário que já fizeste mas, claro, sem tirar qualquer minimo valor dos demais.

    Um grnade abraço do baihiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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