sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Jock Mahoney: Dublê, Astro-Cowboy, e Tarzan.


...e Padrasto de Sally Field.

Jock Mahoney, cujo verdadeiro nome era Jacques O’ Mahoney, era de origem francesa e irlandesa, embora tivesse um pouco de sangue indio “Cherokee”. Nascido em Chicago, Illinois, a 7 de fevereiro de 1919, Mahoney antes de iniciar em Hollywood estudou na Universidade de Iowa, onde se tornou um proeminente atleta na natação, no basketball, e no football. Alto, atingido 1m93, se tornou bastante popular graças aos seus dotes esportivos.

Quando os Estados Unidos entrou na II Guerra Mundial, o jovem Mahoney alistou-se como piloto e instrutor de natação para Homens Rãs. Com o fim da Guerra, foi para Hollywood, onde conseguiu, graças as suas notáveis performances atléticas, o emprego de “Stunt Man”, ou melhor, dizendo, dublê.

Mahoney sabia cavalgar, laçar, e tinha experiência técnica em lutas, principalmente em judô e boxe. Realizou notáveis cenas de perigo para muitos astros das telas, como Errol Flynn, John Wayne , Randolph Scott, e Gregory Peck.



Diretor Vincent Sherman (1906-2006) lembrou das filmagens do clímax das cenas de luta do seu clássico de 1948 As Aventuras de Don Juan , ao encontrar apenas um dublê de Hollywood que estava disposto a pular de uma escada alta na cena, substituindo o astro da fita, Errol Flynn (1909-1959). Este dublê foi Jock Mahoney, que exigiu e recebeu US $ 1.000 para desempenhar a cena de perigo, aliás, uma das mais brilhantes e arriscadas do cinema.

Creditado em seu início de carreira com o nome artístico de Jacques O'Mahoney no final de 1940, ele atuou em várias produções, além de curtas e seriados para a Columbia Pictures . Ele conseguiu notoriedade como dublê de Charles Starrett (1904-1986) para sua fabulosa série Durango Kid . Durango Kid, que usava sempre uma máscara em volta do nariz e da boca, o que permitiu Mahoney substituir Starrett seguramente nas cenas de ação. As acrobacias usadas por Mahoney na série fez parecer que com que o próprio Starrett mesmo executasse as cenas, já que também era tão atlético quanto seu dublê.


Somente mesmo nossa concepção de infância outrora para não notarmos tais detalhes...

Como muitos contratados da Columbia, Mahoney atuou no estúdio em filmes de dois rolos (curtas). No Início de 1947, o roteirista e diretor Edward Bernds (1905-2000) convidou Mahoney para integrar em comédias pastelão estrelada pelos Três Patetas . Foi a primeira vez que Mahoney teve papéis com falas nesses filmes, e muitas vezes atuando em cenas hilárias, fazendo o público rir.

Foi estranho e, ao mesmo tempo, diferente em ver até então um destemido astro-cowboy, em porte heroico, atuar repentinamente em atitudes desajeitadas, tropeçando em algo ou se alastrar em quedas (que fazia ele mesmo com muita propriedade e competência). A Columbia tinha bem notado as habilidades de Mahoney, e deu-lhe papéis em seriados de aventura (os fabulosos seriados de cinema das matinês), iniciando esta fase em 1950.

Foi Gene Autry (1907-1998), famoso cowboy-cantor do cinema, que deu seu nome artístico, inicialmente, para Jack O’ Mahoney. Quando se tornou dublê de Charles Starrett em filmes de Durango Kid, o então dublê passou também a atuar como ator (ao tempo que Mahoney realizava ele mesmo suas cenas de perigo) na mesma série de filmes do personagem, sendo creditado com o nome artístico dado por Autry. Ele ainda teve seu nome artístico mudado por pelo menos três ou quatro vezes, até finalmente decidir por Jock Mahoney, em meados dos anos de 1950.




Em 1953, foi astro da série televisiva The Range Rider (inédito no Brasil, mas conhecido por fãs brasileiros de faroestes através de Histórias em Quadrinhos publicadas por aqui na revista “Aí Mocinho”, editada pela saudosa Editora Brasil-América (EBAL), com o nome de Tim Relâmpago). A série teve 79 episódios rodados de meia hora cada, entre temporadas de 1951 a 1953, e depois em 1959 (um episódio perdido mostrado seis anos após a série cancelada) e foi produzida pela empresa de Gene Autry. Mahoney foi creditado como Jack Mahoney. O personagem, no original, não tinha nome diferente de Range Rider. Jock teve na série como co-astro o ator Dick Jones , no papel de Dick Oeste, seu jovem parceiro de aventuras.



NO CINEMA , a Partir de 1955, Mahoney atuou em muitas produções B no gênero westerns, em cores, se firmando como um dos grandes mocinhos do gênero. São desta fase os ótimos O Covil da Desordem (Showdown at Abilene), de Charles Hass; Domingo Sangrento (Day of Fury), de 1956, direção de Harmon Jones; A Desforra do Estranho (Joe Dakota), de 1957, sob a direção de Richard Bartlett, e uma sequência impressionante de briga “suja” entre Mahoney e Charles McGraw (1914-1980) dentro de um reservatório de petróleo.

Em 1958, Falta um para Vingar (Women and Guns), onde Mahoney é o mocinho e o par romântico de Kim Hunter (1922-2002), a futura macaca Zira da primeira versão de O Planeta dos Macacos (e atuando ainda em mais duas sequencias da série). E ainda no mesmo ano, Cavalgada para o Inferno (The Last of the Fast Guns), onde Mahoney vem a contracenar com três ícones sagrados do cine Far-West americano: Lorne Greene (1915-1987), o futuro Ben Cartwright da série BONANZA; Gilbert Roland (1905-1994), veterano Latin Lover que com o passar dos anos atuou em diversas produções cinematográficas, mas peculiarmente um rosto conhecido no gênero western; e a bela Linda Cristal (nascida na Argentina em 1934), que atuaria em duas obras importantíssimas na Sétima Arte: O Álamo, dirigido e estrelado por John Wayne em 1960, e Terra Bruta (Two Rode Together), em 1961, sob a direção de John Ford, atuando com James Stewart (1908-1997). Em 1967, faria maior sucesso na TV, com a série CHAPARRAL, ao lado de Cameron Mitchell (1919-1994) e Leif Erickson (1904-1986).






Mahoney ainda atuou, nesta época, em diversas produções fora do gênero Cowboy, mas na maioria como coadjuvante. Como principal, atuou em filmes B de ficção, como A Terra Desconhecida (The Land Unknown), em 1957, e sob a direção de Virgil W. Voge.; e uma produção de guerra, Barcos ao Mar* (Away All Boats), realizada em 1956, e estrelada por Jeff Chandler (1918-1961) e Lex Barker (1919-1973), aponta para uma curiosidade: Mahoney integrou no elenco no papel de um marinheiro, como um dos subordinados de Barker, este como um oficial. Foi o primeiro encontro de um ator com quem dividiu um papel muito importante no cinema, como veremos a seguir.


JOCK E OS FILMES DE TARZAN.

Em 1948, Jock Mahoney foi testado para substituir Johnny Weissmuller (1904-1984), que entregava naquele momento o cetro de “Rei da Selva” como Tarzan, mas perdeu a vaga para Lex Barker. Entretanto, o também dublê chegou a fazer algumas cenas de perigo, dublando o recém-empossado Barker nas sequencias que exigiam mais ação. Contava então o ator 30 anos de idade.

Em 1960, ele apareceu como o vilão Coy Banton, em Tarzan, o Magnífico , estrelado por Gordon Scott (1926-2007) . Scott, em seu último filme como o personagem criado por Edgar Rice Burroughs (1875-1951), atuou com Mahoney nas cenas realísticas de ação e combate em plena selva africana. Além disso, foi o primeiro filme sobre o Rei das Selvas filmado realmente na África.

A determinação de Jock levou o produtor Sy Weintraub (1923-2000) a notar sua exuberante presença física e porte atlético, pois apesar de não ser tão musculoso como Scott (que era um fisiculturista) era um pouco mais alto, e demonstrava mais agilidade nas sequencias de ação. Sabendo da experiência de Mahoney como dublê, Weintraub resolveu empregá-lo para o lugar de Scott como o Homem-Macaco, já que queria mostrar ao público uma nova visão de Tarzan, uma releitura que precisava ser apresentada as platéias mundiais, apresentando o Homem Macaco como um personagem inteligente e articulado, conforme os romances originais de Burroughs. Esta interpretação seguiria adiante com os sucessores de Mahoney no papel, que foram Mike Henry, e Ron Ely na TV.


Em 1962, Mahoney tornou-se o décimo terceiro ator a interpretar Tarzan quando ele apareceu em Tarzan vai à India , rodado em locações na Índia. Um ano depois, novamente ele desempenhou o papel em Três Desafios de Tarzan, filmado na Tailândia





Quando este último filme foi lançado, Mahoney, tinha 44 anos, tornou-se o mais antigo ator a interpretar o rei da selva, um recorde que continua de pé. Entretanto, o ator não teve sorte, pois neste último filme contraiu disenteria e febre alta, o que atormentou o então atlético ator veterano. Durante as filmagens nas selvas da Tailândia, ele chegou a perder quase 30 quilos. Levou um ano e meio para recuperar sua saúde.




Devido a seus problemas de saúde e o fato de que o produtor Weintraub optou por escolher um ator mais jovem para o homem-macaco, seu contrato, que seria para mais três filmes como Tarzan, foi dissolvido através de um acordo mútuo. Assim foi escolhido o jogador de futebol americano Mike Henry, de 28 anos. Contudo, este também teve uma maré de azar pior do que Mahoney, mas isto já é outra história.

Atuou em três episódios da série estrelada por Ron Ely no papel do Rei das Selvas, entre 1966 e 1967, sendo que O Silêncio Mortal figura entre o melhor deles, onde interpretou um sádico e violento Coronel que domina e espalha o terror pela selva, e que tem como ajudante um sargento negro interpretado pelo saudoso Woody Strode (que foi seu vilão em Os 3 Desafios de Tarzan), acabando por atingir Tarzan (Ely) com granadas em pleno lago, que fica ferido e com perda da audição. Episódio de duas partes da série que acabou sendo até exibido nos cinemas brasileiros como um longa-metragem.




Nesta época, foi realizado um evento para promover a série televisiva com Ron Ely. Neste evento, participaram, além de Jock, Johhny Weissmuller e James Pierce (Tarzan no tempo do cinema mudo). Um segundo evento realizado em 1975, para celebrar o centenário de Edgar Rice Burroughs, reuniu além destes três, Gordon Scott, Buster Crabbe, e Denny Miller (última foto).

OUTROS TRABALHOS E VIDA PESSOAL

Jock Mahoney casou-se três vezes: Sua primeira esposa foi Lorena O’ Donnell, com quem teve dois filhos. Ignora-se o ano de casamento e divórcio. Em 1952, casou-se com a atriz Margareth Field (1922-2011), que já era mãe de uma menina, a futura atriz Sally Field. Desta união nasceu Princess O’Mahoney, que também viria a ser atriz e diretora de TV. Em 1965, Mahoney e Margareth Field se divorciaram. Finalmente, em 1969, Jock casou –se com Autumn Mahoney Russell, com quem viveu até o fim de sua vida.





Após um período de anos recuperando as forças e o peso após seu último filme de Tarzan, Jock retornou a trabalhar, inclusíve na Televisão onde participou das séries Batman (1966-1968), Havaí 5-0 (onde o vemos aqui atuando com Pernell Roberts), Daniel Boone, entre outras.

Mais gordo, e já assumindo uma barba cheia grisalha, Mahoney teve sua carreira interrompida em 1973, quando sofreu um colapso cardíaco quando filmava um episódio da série de TV Kung Fu, com David Carradine, em 1972. Recuperado, voltou a trabalhar, embora em um ritmo menor. Seu último filme para o Cinema foi contracenando com sua ex-enteada, Sally Field, em 1978, o Se não me mato, morro, estrelado por Burt Reynolds e Dom DeLuise, e dirigido por Burt.

Em 1981, Jock foi ainda o coordenador dos dublês e cenas de perigo para o filme Tarzan, o Homem Macaco, estrelado por Bo Derek e Richard Harris, dirigido por John Derek (1924-1998). Ainda participou, no início da década de 1980, de outras séries televisivas, como As Aventuras de BJ e Duro na Queda, esta estrelada por Lee Majors.


Durante os últimos anos de sua vida Mahoney era um convidado popular nas convenções de filmes e shows de autógrafos.

Jock Mahoney morreu em Bremerton, Washington, a 14 de dezembro de 1989, de acidente vascular cerebral. Tinha sido hospitalizado após acidente de carro dois dias antes. Deixou a esposa Autumn Russel, a filha Princess O’Mahoney(de sua união com Margareth Field), e um filho de seu primeiro casamento, Jim. O ator foi cremado e suas cinzas foram espalhadas pelo Pacífico.


Uma homenagem a Mahoney, intitulado Coming Home é encontrada na Internet no site do falecido colecionador Joe Bowman, de Houston, Texas, um amigo próximo Mahoney. Em 06 de fevereiro de 1990, o poema foi lido em uma homenagem ao memorial Mahoney realizada no Lodge de desportistas em Studio City , Califórnia. Mais de 350 pessoas, entre amigos e fãs, participaram, incluído Bowman. A leitura foi realizada pela viúva de Mahoney.


Eis o poema traduzido para português:


Para Jock O'Mahoney
07 de fevereiro de 1919 - 15 de dezembro de 1989

Estou voltando para casa
Estive longe por muito tempo.
Uma fogueira no deserto solitário;
O cheiro de sálvia, e distribuição de café;
Diamantes cintilantes em um céu de veludo preto,
Chamando-me para casa.
Eu estive aqui por muito tempo, eu paguei minhas dívidas.
Eu gastei meu tempo.
Eu estive dando meu amor
Eu não feri ninguém, ou coisas por vaidade.
Eu dei uma mão amiga, e recebi uma.
Eu conheci o frio, a fome, e a abundância.
Agora eu sinto as estrelas me chamando para casa.
Eu não sei como cheguei aqui.
Não me lembro de onde.
Mas em casa eu vou saber, quando eu vê-lo.
Eu sei que quando eu estou lá.
Minha mente está pronta.
Eu não tenho nada para se preparar.
O corpo é deste mundo, assim que eu deixá-lo.
Eu nada tomo para mim, para mudar meu destino.
O Senhor é meu pastor, me levando em casa.
As estrelas estão me chamando, me chamando para casa.
Site do original deste poema: http://www.joebowman.com/mahoneytribute.html


Produção e pesquisa de Paulo Telles

28 comentários:

  1. Quem faz licenciatura em história e ama cinema, como eu, é obrigatório ser fã do seu site.

    Não sabia da participação dele no seriado do Batman.

    Abraços

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    1. Saudações Renato.

      Então vc não deve ter acompanhado a série com Adam West, ou deixou passar desapercebido a participação de Mahoney. Seja como for, já ficou ciente.

      Grato pelo comentário, forte abraço

      Paulo Néry

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  2. Olá, paulo. Belíssimo post! É muitíssimo importante a divulgação de artistas que não encontram espaço na maioria dos blogs, caso de Mahoney. Uma carreira completa. Espetacular stuntman (a rigor Starrett deixava o perigo sempre para Mahoney, sob a enganadora máscara e nós moleques achávamos o Durango kid sensacional), boa estampa para mocinho, ótimo como bandido e até Tarzan. Para falar a verdade, como comediante Mahoney não convence muito atuando com os Três Patetas, mas vale pelos incríveis saltos e cambalhotas que dá nesses curtas. Como westernmaníaco aplaudo de pé. Lembra do bonequinho do jornal O Globo?
    Grande abraço do Darci.
    PS - O nobre amigo está na postagem atual do Cinewesternmania.

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    1. Darci, eu de propósito coloquei o nome de Sally Field como chamada para este post. Jock Mahoney, infelizmente, não é de conhecimento geral a não ser para nós amantes do cinema antigo, uma vez que sua afilhada veio a se tornar uma atriz mais notória e ganhadora do Oscar, em 1979, por NORMA RAE.

      Mas Mahoney teve como vc bem disse uma carreira completa e não merece ser esquecido. Estas peculiaridades de criança sempre me fascinaram, já que sempre estamos prontos a acreditar que é o próprio herói ou ator que faz todas aquelas proezas. Quando crescemos e lemos certas coisas, a realidade é outra, mas nem por isso devemos subestimar quem, de alguma forma, nos proporcionou momentos de intensa felicidade em nossos momentos de pura inocência.

      Mahoney era de fato um convincente ator. Gosto dele como Tarzan também, apesar de muitas opiniões contrárias.

      É uma eterna lembrança de bons momentos, seja em frente da tela do cinema ou na TV. Conheço bem o bonequinho aplaudindo de pé, usei até no mês passado em meu avatar pessoal, rsrs. Estou até pensando em usa-lo como referência em outros assuntos.

      Darci, não esqueci de sua consideração. Estarei lá na “sua casa”, amigo, abração e obrigado pelo comentário sobre Jock.

      Paulo Néry

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  3. PAULO, SEM SOMBRAS DE DÚVIDAS ESTE É O MELHOR TRABALHO FEITO CONCERNENTE A JOCK MAHONEY. PELO MENOS EM TERMOS DE BRASIL. PARABÉNS.
    NO CINECLUBE DOS AMIGOS DO WESTERN QUANDO É EXIBIDO ALGUM FILME DO CHARLES STARRETT É FÁCIL PERCEBER QUE NAS CENAS DE PERIGO É JOCK MAHONEY QUE ENTRA EM AÇÃO. NAS CENAS NOTURNAS QUANDO DURANGO KID ESCALA UM TELHADO DÁ PARA PERCEBER QUE MAHONEY, NESSAS CENAS, USA TENIS! QUANDO MAHONEY APARECE EM CENA E AINDA É DUBLÊ EU DIGO"O JOCK DEVERIA GANHAR EM DOBRO".
    PS- Mesmo nas cavalgadas é Jock Mahoney quem cavalga!No western Invasão Sangrenta(Blazing Across the Pecos)1948,é bem evidente. Aliás foi a melhor cópia de todas que assisti...

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    1. Verdadeiramente, Eddie! Jock Mahoney tinha mútiplos talentos. Como falei aqui, quando se é criança estas coisas não se observa porque estamos mais compenetrados na ação e na figura do personagem, entretanto quando crescemos e sabemos dos "truques", passamos a valorizar o profissional por traz do ator, sem claro que com isto, desvalorizemos o trabalho deste.

      Ainda fiz aqui umas correções, Eddie, porque escrevi este artigo com problemas de net e conexão, o que atrapalhou um pouco meu raciocínio, mas fico bastante honrado com seus comentários a respeito do artigo presente, e concordo quando diz que Jock deveria ter ganho o dobro. Bem evidente suas façanhas nas telas.

      Abraços, e vou fazer uma visita ao site do cineclube dos amigos do Western. Até lá!

      Paulo Néry

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  4. Ótimo artigo, Paulo. Bela homenagem. Gostei das tuas fotos e do detalhe na citação da série Batman: a reprodução do folheto que acompanha o View-Master do episódio da Mulher-Gato com fotos 3D.

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    1. Devo isto a vc, Ivan! Suas fotos cedidas a mim realçaram ainda mais este artigo, que de fato é uma justa homenagem a Jock, que se fosse vivo completaria no próximo dia 7, 93 anos de idade.

      Seja em Batman, Durango Kid, nos westerns B, ou como Tarza, , Jock é o Jock!

      Abraços

      Paulo Néry

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  5. Oh!, amigo Nery!

    Que beleza de poema, que momento de emoção deve ter sido aquele e que beleza de vida teve esta criatura bendita do Mahoney! Eu o adorava, era fã seu de carteirinha, embora somente o visse como o homem macaco em Tarzan Vai à India, embora como coadjuvante ele fizesse muitos e eu o vi em quase todos.

    Jamais pensei que alguém um dia, pudesse fazer uma homenagem como esta a um ator que, se não foi lá uma estrela de grandeza maior, viveu marcado em nossa memória desde nossa adolescencia pelo seu modesto trabalho,por sua tranquila presença em cena, por sua marcante figura em nossas retinas.

    Mahoney era meu idolo. Desde que o vi em O Covil da Desordem, nunca mais esqueci seu nome; Jock Mahoney. E vivia catando no cast dos cartazes de filmes nas portas dos cinemas se seu nome ali constava. Que época, amigo Nery! Que dias belos e inesquecíveis!

    Poucas postagens eu li que me inundassem tanto de prazer e de um saudosismo de ferir como esta!

    Muito bem, amigo. Agiu muito bem em nos trazer à baila da memoria pessoas como Mahoney, que me pareceu ser sempre uma criatura do bem, pois quase todas suas fotos o mostra com seu largo e belo sorriso na face. Era como se o homen vivesse eternamente na mais plena felicidade. Observem este detalhe.

    Isso, independente de ser uma pessoa com traços muito finos e de porte atletico invejável. Em poucas palavras, Jock Mahoney era um homem de belos traços faciais, alegre, trabalhador, valente e muito querido.

    Justissima homenagem ao homem que teve que liquidar o ótimo Gilbert Roland em Cavalgada para o Inferno. Ele somente fez faroestes simples, mas que gostavamos deles tanto que nunca os esquecemos.

    A propósito, amigo, o filme que ele, Mahoney, fez com Chandler e o insosso Barker, teve seu titulo no Brasil de Barcos ao Mar. Aliás, uma fita muito bem feita e com cenas de guerra como muito pouco se faz hoje. E note-se; não haviam os efeitos especiais em 1956 como hoje os temos. Ótimo trabalho de Pevney.

    Parabenizo ao amigo por me proporcionar esta felicidade de rever fotos inéditas para mim de um astro que aprendi a gostar e com quem vi 14 filmes.

    Alem do filme de guerra do Pevney, Mahoney fez também, com Sirk, Hino de Uma Consciencia, outra fita de guerra, mas que nada acrescentou à bela carreira deste magnifico cineasta. Mas, isto é uma outra historia.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Amigo Jurandir, agradeço de antemão por me informar o nome do filme em que Mahoney atuou com Jeff Chandler e Lex Barker, pois fui tentar pesquisar em todos os meios disponíveis e não havia encontrado referências. Obrigado mesmo, grande baiano.

      O que mais me cativou para falar a verdade ao me inteirar na pesquisa sobre Mahoney para compor este post foi a descoberta deste poema. Jamais pensei que ele pudesse ser tão querido não somente por nós, cinéfilos e fãs, como também foi recheado de amigos ao longo de sua vida. Tudo que vc diz sobre Jock é pura verdade e é desnecessária mais qualquer observação.

      Sua presença no cinema ou na TV sempre foi um marco em cada trabalho em que atuou. Seus talentos definitivamente não foram somente seus dotes atléticos, mas sua graça e presença de espírito foram, de fato, suas reais características artísticas, de um tipo de ídolo que o cinema moderno não produz mais hoje em dia.

      Obrigado Jurandir, forte abraço!

      Paulo Néry

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  6. Incrível pesquisa!!!! Eu nao o conhecia e mais uma vez aprendi muito aqui... By the way: Kim Hunter nao foi só a "futura macaca" :-)) Ele contracena brilhantemente com Vivien Leigh em "Streetcar named Desire" como Stella, a irma mais jovem...
    Parabéns por este fantástico Blog!!!!!!!

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    1. Exatamente, Ricardo! Kim Hunter foi uma brilhante atriz e de fato se tornou um pouco esquecida, salvo sua atuação como a "macaca" Drª Zira, em PLANET OF THE APES.

      Acredito que muitos tem maior lembrança dela neste personagem, o que não deixa de ser um pouco injusto, visto a considerar sua primorosa atuação com Brando e Vivien, e entre tantos outros papéis que ela desempenhou antes de se afamar como a "futura macaca". Merecia certamente maior destaque.

      Obrigado, Ricardo. Abraços!!!

      Paulo Néry

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  7. Cada vez mais adorando este espaço. Desconhecia totalmente Mahoney, agora posso falar dele pelo sobrenome, rs!

    Excelente matéria Paulo, mais uma vez, interessante e super completo. Eu também assisti a poucos filmes do Tarzan, na verdade nunca fui muito fã. Não assisti a todos os filmes do seguimento Cowboy, apesar de adorar um faroeste e realmente nunca notei para os dublês. Bom saber, o cara fez muita coisa.

    Obrigado pelas infos.!
    Forte abraço.

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    1. Rodrigo Mendes é um jovem tem um blog fantástico chamado CINEMA RODRIGO, que sigo com muita satisfação.

      Ao acessarmos, nos deparamos não somente com verdadeiras pérolas de postagens dinâmicas e inteligentes referentes as produções mais recentes da Sétima Arte, como também com um espaço delicioso de ler e participar.

      Agradeço de imenso seus cumprimentos, amigo, e fico feliz em lhe prestar estas informações sobre Jock Mahoney.

      UM grande abraço e uma ótima semana.

      Paulo Néry

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  8. Lembro dele como Tarzan, mas prefiro o Barker, o Crabber e o Weismuller.

    O Falcão Maltês

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    1. Sem dúvida Mahoney pode não ter sido um marcante Tarzan, mas sem dúvida foi um brilhante dublê e melhor ainda como astro-cowboy.

      Paulo Néry

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  9. Mais uma bela postagem, bastante informativa: devo confessar que me lembrava dele por alguns filmes "menores" de Tarzan, mas nada sabia de suas participações no seriado que amava na minha infância, "Batman e Robin", tampouco da sua ligação pessoal a Sally Field... Ei, excelentes ideias para novas (e completas) postagens por aqui, não? Que tal o amigo falar de "A Noviça Voadora" e "Batman e Robin", da década de 60! Meu abraço (e apareça nos Morcegos: tem Cinema saudosista adolescente dos anos 80 por lá! Apareça!)!

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    1. hehehe... Batman com Adam West já esta na programação, Dil. Também gosto desta série porque cresci assistindo grande parte destes seriados CULTS dos anos 60.

      Outro dia fui em seu blog e tinha um artigo de um filme predileto meu dos anos 80, CURTINDO A VIDA ADOIDADO, pelo menos eu vi o anuncio, mas não encontrei a matéria. O amigo deletou?

      Pode contar sempre com minha presença, fui um adolescente nos anos 80.

      Abração e uma ótima semana

      Paulo

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    2. Caro Paulo: o que aconteceu foi que eu, ainda na construção da postagem, em fase apenas e teste publiquei um 'post' apenas com o vídeo do novo comercial da Honda que homenageia esse clássico absolutos oitentista; somente depois é que acrescentei o texto, uma ode àquelas pérolas adolescentes do John Hughes em consonância com uma pequena homenagem ao aniversário da minha esposa, que cresceu amando esses filmes!

      Passe lá novamente e me alegre com o seu comentário: acho que você vai gostar da postagem! E já tem uma novinha sobre Cinema, não deixe de conferir! Meu abraço!

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    3. Positivo, meu nobre.

      Os anos 80 também foram anos de grande safra no campo cinematográfico, especialmente os filmes que tiveram a "fase adolescente" como tema. Hoje, são verdadeiros clássicos.

      Pode contar com a presença desse seu amigo no "Morcegos". Meu abraço também!

      Paulo

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  10. Mais Um Rio de Novidades para mim. Ótimo Texto, Ótimas Fotos, Ótimo Aprendizado.
    Quem precisa comprar a biografia de alguém após visitar seu Blog Paulo?

    Parabens pois a cada post vc se supera, ótima matéria.

    Abração

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    1. Mais uma vez, meu nobre Jefferson, fico lisonjeado com seus comentários, e fico também feliz em estar cumprindo uma missão que realmente me agrada.

      Abraços

      Paulo Néry

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  11. Amigo Lancaster,

    De fato, esta matéria é o de mais completo e perfeita que já conheci sobre nosso querido Jock Mahoney.

    Poucos o conhecem como nós, abelhudos por detalhes e fãs de bons extras e cawbois.

    O Mahoney foi tão importante para mim que digeri esta matéria rapidinho e ainda a indiquei para alguns amigos que gostam de cinema, mas que desconhecem como muita coisa surgiu.
    Abraço do amigo bahiano.
    PS; que poema, heim?! Mais que lindo e uma prova presente de que o nosso querido Mahoney não era querido apenas por nós.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  12. Eia, companheiro Ivan Peixoto;

    Muito legal seus parabena ao Nery pela matéria que você próprio o ajudou com estas belas fotos e que ele as soube utilizar muito bem, inserindo seu texto sempre no momento certo de cada foto.

    Um gesto desta nobreza somente poderia vir de um gentleman como ti.

    Fica com meu abraço e parabens por um gesto simples, mas enorme no coração.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  13. Oi, Paulo! Dessa vez me pegou, este filme eu não conhecia! Fiquei curiosa para assisti-lo, e como adoro escritos, gostei do poema traduzido que postou. Um grande abraço, ótimo domingo!

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    1. Bia, minha amiga. Este poema não é tirado de nenhum filme. Foi uma homenagem que fizeram a este ator chamado JOCK MAHONEY dois meses depois de seu falecimento, em dezembro de 1989. O poema, aqui traduzido, foi lido perante uma platéia de fãs e amigos de Jock.

      O original dele vc pode encontrar no link abaixo do poema, e realmente, é um tributo emocionante, uma justa homenagem a este carismático ator.

      Abraços amiga, ótimo domingo também!

      Paulo

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  14. Olá, o que mais me lembra Jock foi sua atuação como o cornel no episódio The Deadly Silence ao lado do Tarzan Ron Ely e do saudoso Woody Strode. Adorei essa matéria. É muito bom ver e saber um pouco mais da vida de um ator. Eu fiquei com aquela imagem do perverso coronel pois eu era fã da série e a assistia em minha juventude. Muito obrigado pelos belos momentos. Fiquei comovido quando soube que foi cremado e as cinzas espalhas pelo Pacifico. Abraços/W.

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  15. Heróis sem quadrinhos

    Em suas páginas agimos como meninos
    Abrindo a grande cortina de recordações
    Para viver cenas em preto e branco.

    Das tiras de jornais
    Mocinhos e bandidos
    Tornaram-se heróis e vilões.
    Como éramos felizes
    E não sabíamos!
    Como é triste hoje enxergamos
    O vazio do amanhã!

    Aí vem o Roy Rogers galopando,
    Buck Jones e Tom Mix ali acenam
    Final feliz ou incógnito?
    A resposta ficou nas lágrimas
    De uma donzela.

    Nossos heróis se foram
    Deixando-nos apenas saudade.
    Levaram consigo a certeza
    De que homens nos tornaríamos.

    Crescemos num mundo concreto
    Real, carnívoro, traiçoeiro,
    Mísero de valores culturais
    Abastado de líderes sem valores.

    Os heróis de ontem não têm mais quadrinhos,
    Nem espaço nas recordações,
    Mas enquanto existir a criança de ontem
    Continuarão aventurando-se em nossos corações.
    ---------------------------------
    *Agamenon Troyan, poeta mineiro é autor do livro (O Anjo e a Tempestade)

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