sábado, 12 de junho de 2010

Um Tributo a John Wayne


Cavalgando pelas pradarias do Oeste Cinematográfico, ele se tornou uma lenda imortal. Filho de Clyde e Mary Morrison, Marion Michael Morrison, que o mundo conheceria como JOHN WAYNE, nasceu a 26 de maio de 1907, em Wintenset, Iowa. Mas a vida teve de lá suas ironias. O nome Marion foi motivo de gozação por parte dos garotos de sua idade. Quem diria que o maior astro do cinema mundial, símbolo do machismo e virilidade, tinha em seu nome de batismo um nome de mulher.

A Trajetória de Wayne se confunde com a própria história do cinema americano, já que iniciou sua carreira em 1927. Ganhou um apelido tão logo ingressou na Meca do cinema, Hollywood, a alcunha de “Duke”. Isto porque o jovem Marion costumava passear com seu cachorro de estimação, que tinha aquele nome. Desde a tenra idade, Marion começou a lutar pela vida, depois de estudar na Universidade de Southern Califórnia. Daí sucedeu-se uma série de pequenos biscates: Foi motorista de caminhão, consertador de fios eletrônicos, carpinteiro de cenários cinematográficos, e até mesmo dublê. Assim, pagava seus estudos, pois tinha pretensão em se formar em direito.



No entanto, quanto mais trabalhava nos estúdios de cinema, mas ficava fascinado com o mundo da chamada Sétima Arte. A essa época, seu físico avantajado, de 1m94 de altura, chamou a atenção dos produtores e diretores. Assim, ele foi aproveitado em pequenas pontas de filmes. Mas em 1930, o lendário diretor Raoul Walsh (1889-1980) que sugeriu que o ator tivesse o nome artístico de John Wayne, deu a ele o seu primeiro papel principal, no filme A GRANDE JORNADA (The Big Traill). Entretanto, a produção foi lançada em plena época de depressão americana, o que fez com que sua atuação não fosse notada, pois o filme não teve o retorno esperado nas bilheterias.



Logo, Wayne foi “rebaixado” para produções menores e baratas. Se tornou um astro de filmes de cowboys das matinês, trabalhando para pequenos estúdios, como a Lone Star, e atuando em filmes de pequena duração. Assim, “Duke” Wayne se tornou o ídolo infantil das crianças dos anos de 1930, notabilizando-se como um dos “Reis dos Cowboys” ao lado de Tom Mix, Buck Jones, e Tim McCoy. Graças também a Yakima Canutt, respeitado coordenador de cenas de ação e perito em cenas de perigo (ele seria o diretor de segunda unidade de “BEN HUR” em 1959, supervisionando a famosa corrida de quadrigas) que John Wayne começou a aprimorar seu estilo Cowboy. Padronizou a maneira de andar, e treinou um sotaque que se encaixava bem num herói do oeste. No entanto, sua carreira vertiginosa só começou quando conheceu um cineasta que mudaria sua vida para sempre. Seu nome: John Ford (1895-1973). Ford simpatizou-se com Wayne a primeira vista, e ambos se tornaram grandes amigos por toda vida, apesar de Ford sempre tentar impor palpites na vida e carreira do “Duke”.



Em 1939, acontece a grande chance de sua carreira: NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (“Stagecoach”, 1939), considerado um dos maiores clássicos do Western. A Princípio, os produtores relutaram em aceitar um principiante saído de faroestinhos baratos e de orçamento duvidoso para o papel célebre de Ringo Kid. Mas John Ford decidiu que já havia dado o papel a Wayne e que jamais voltaria atrás, e que queria fazer um filme que não devia nada de seu sucesso à popularidade dos intérpretes, e sim o oposto, o filme que os tornaria populares. E não deu outra, pois além de Wayne, despontaram em celebridades Claire Trevor, Thomas Mitchell (ganhador do Oscar), e John Carradine.

Assim, John Wayne ingressou no rol dos artistas CLASSE A, e um dos que mais atraíam público aos cinemas, segundo a revista Motion Pictures Herald.



Na vida pessoal , Wayne também tinha suas preferências. Com acentuada atração por mulheres latinas, John Wayne foi casado com duas mexicanas: Josephine Saenz (33/44) de quem teve os filhos Melinda, Michael (que se tornou produtor) e Patrick (ator) e Esperanza Bauer (46/53). Em 1954 casou-se com a peruana Pilar Palette, que lhe deu os filhos Aissa, Marisa e Ethan (nome de seu personagem em Rastros de ódio).



Quando os EUA entraram para a Segunda Guerra, Wayne pediu dispensa do serviço de guerra alegando comprometimento com a carreira, casamento e filhos. No entanto, mesmo não atuando em fronts reais, contribuiu com suas atuações em filmes bélicos que eram praticamente propagandas de guerra americana contra o nazismo. Assim, muitos dos soldados americanos que iam para a guerra se inspiravam nos personagens heróicos, fortes e dignos, interpretados por John Wayne. Aliás, Wayne era um conservador na política, um republicano convicto.





Passada esta fase da Segunda Guerra, os papéis que Wayne tipicamente representava estavam decaindo, assim, o escritor Borden Chase lançou em 1948 um scripit que o lendário Howard Hawks (1899-1977) dirigiu especialmente para Wayne: RIO VERMELHO (Red River), trazendo de volta o prestígio do ator, mesmo que quase ofuscado pelo estreante Montgomery Clift (1920-1966), que para deleite do público feminino, estava em sua estréia cinematográfica.



Em RASTROS DE ÓDIO (The Searchers), obra-prima dirigida por John Ford em 1956, o eterno caubói John Wayne encarna com perfeição o herói amargurado Ethan Edwards, violento e até preconceituoso que percorre vales e desertos em busca da sobrinha raptada pelos índios (Natalie Wood, 1938-1981) ao lado de seu sobrinho de criação Martin Pawley (Jeffrey Hunter, 1925-1969) que por ser mestiço não tem boas relações com Ethan, muito embora ambos esqueçam suas diferenças por um obstinado objetivo comum. Clássico do cinema, belo e ao mesmo tempo cruel e que, sem a presença madura do velho Duke, não teria a intensidade necessária. Um pungente retrato da solidão humana.



Wayne fez grandes filmes com outros cineastas, como Cecil B. De Mille (no filme Vendaval de paixões, de 1942) e até sob a batuta do progressista e existencialista John Huston (autor de O Bárbaro e a Gueixa, de 1957). Com Howard Hawks atuou ainda em Onde começa o inferno (1958), El Dorado (1966) e Rio Lobo (1971) e na aventura ambientada na África, Hatari (1961).



Dirigiu os filmes "O Alamo" e "Os Boinas verdes". O primeiro, de 1960. foi um antigo projeto seu, patriótico, que contava a luta entre americanos e mexicanos pela posse do território do Texas, em 1836. Fracasso nas bilheterias que quase arruinou a carreira de Wayne, mesmo ganhando o Oscar de melhor som. O Segundo, de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar norte-americana, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.

Foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes (há quem diga que o ator brasileiro Wilson Grey o superou). Também foi dirigido por outros grandes diretores além dos já merncionados: William Wellman, Mark Rydell, John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, Susan Hayward, James Stewart, Maureen O´Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Dean Martin, Kirk Douglas, Montgomery Clift, Robert Ryan, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema.







A Academia jamais se lembrou de John Wayne antes como candidato para o Oscar - apesar de seus bons desempenhos, como em Rastros de ódio - e acabou lhe dando por BRAVURA INDÔMITA, um faroeste outonal, em que o ator aparece como uma ruína de si mesmo, velho e gordo, mas com muita garra e seu habitual carisma.



Mas o maior inimigo que teve em vida não foi no cinema, e sim, na vida real, e começou a caçá-lo em 1964. Era o Câncer, por ele chamado de Big C. Em 1964, Wayne foi obrigado a tirar um pulmão. Mesmo recuperado, voltou aos filmes e as cenas de ação. Isto pode ser notado em seu primeiro filme depois desta cirurgia, OS FILHOS DE KATIE ELDER (The sons of Katie Elder), em 1965, onde o veterano astro dispensou dublês nas cenas de lutas e arriscou um mergulho nas águas geladas de um rio na locação onde a produção foi filmada.

Com a chegada dos anos de 1970, o BIG C voltava a caça-lo, e desta vez parecia iminente uma guerra terrível entre eles, mas mesmo assim, nunca pensou em se aposentar:


"A única que sei fazer é trabalhar. A aposentadoria vai me matar", dizia ele, que lutou bravamente contra o câncer que se abateu sobre ele e sempre afirmava quando perguntado sobre seu estado de saúde: "Liquidei-o. Comigo não há câncer que agüente. Para o inferno com o Big C!". No final de sua carreira, já velho e cansado, Wayne deu uma entrevista para a revista de cinema Variety e afirmou: "É possível que não se interessem mais pelos serviços deste cavalo velho e o larguem no pasto, mas trabalharei até isso acontecer" Também brincou com o fato de algumas revistas afirmarem que estava ficando sem cabelos: "Não tenho vergonha da minha careca, mas não vejo por que obrigar as pessoas a vê-la".



Em 1976, Wayne se despediu das telas e fez seu derradeiro filme, O ÚLTIMO PISTOLEIRO (The Shootist) , com Lauren Bacall e Ron Howard (que se tornaria um grande cineasta e realizou os sucessos “Código da Vinci” e o mais recente “Anjos e Demônios”), no papel de um velho caubói morrendo de câncer mas ainda lutando. O roteiro, que tinha muito a ver com a própria vida do astro trazia a história de um velho e lendário pistoleiro que sofria de câncer e procurava um local onde pudesse morrer em paz. Mas não conseguia escapar de sua reputação. Este foi o último filme da vida e fascinante carreira de John Wayne.
TÚMULO DE WAYNE
Num último ato, o Velho Guerreiro Cowboy ainda pretendia derrotar o BIG C, mesmo que isso implicasse no sacrifício de sua própria vida: se ofereceu como COBAIA para qualquer tipo de pesquisa no centro Médico da Universidade de Los Angeles. O mundo., estupefato, acolheu com lágrimas esta última declaração pública do ator.

Em 11 de junho de 1979, o homem que melhor se identificou com os heróis do Oeste Americano morreu vítima de câncer nos pulmões, mas que naquele momento, mesmo perdendo a última batalha, entrava para sempre para a imortalidade. E Sempre será eterno nos corações de seus fãs, e nas reprises de seus filmes.


Paulo Néry Telles Pereira

Bibliografia: A VIDA E A OBRA DE JOHN WAYNE- EDITORA BLOCH, com ilustrações do talentoso desenhista JOSÉ MENEZES, amigo querido a quem dedico esta matéria - e o documentário JOHN WAYNE, UM HERÓI AMERICANO- do canal Mundo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Cinema e a Televisão- antigos rivais

Foi no final do século XIX, em 1895 (para ser mais exato, no dia 28 de dezembro), na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinema. Na primeira metade deste século a fotografia já havia sido inventada por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, possibilitando esta criação revolucionária no mundo das artes e da indústria cultural: o cinema. O público que assistiu a primeira sessão de cinema se espantou e se cativou com as imagens em movimento.Desde então, tornou-se além de uma arte (considerada a Sétima Arte) um dos entretenimentos mais acessíveis ao público. Para isto, a nova arte teve que passar por processos evolutivos de transformação, como as melhorias técnicas e a qualidade das imagens. Com a chegada do filme sonoro, a inclusão do som foi o ápice da revolução tecnológica do Cinema.

Durante as primeiras quatro décadas após o surgimento do cinema, esta se manteve no topo das diversões. Assim como hoje entendemos o que faz um amante pelo futebol pagar um ingresso para ver o jogo do fla-flu, os americanos, e de um modo geral quase que o mundo todo, não se importavam em pagar um ingresso para ver seus filmes preferidos, e talvez mais ainda, ver seus astros e estrelas nas grandes telas. Qual a mulher nos anos de 1920 não faria de tudo para assistir a Rudolph Valentino em “O Sheik”? e como Valentino, que morreu prematuramente em 1926 com apenas 31 anos de idade, seguiriam outros astros viris e galantes que seduziam não somente as mulheres, mas o público em geral, como Clark Gable, Robert Taylor, Gary Cooper, Tyrone Power, e tantos outros que com encanto e carisma conseguiam manter seus topos nas bilheterias, também mantendo assim, o prestígio da Sétima Arte.
E por falas nas grandes estrelas? Elas também com sua beleza e sensualidade magnetizavam as platéias, como Jean Harlow, Joan Crawford, Carole Lombard, Bette Davis, Barbara Stanwyck e Lana Turner.

Mas enquanto isto, outra modalidade de transmissão de imagens em movimento estavasendo projetada: a Televisão. Tudo começou em 1817, quando o cientista sueco Jakob Berzelius descobriu e isolou o selênio, observando a fotossensibilidade do elemento químico que desprendia elétrons quando exposto à luz. Mas a tese de que o selênio possuía a propriedade de transformar a energia luminosa em energia elétrica foi comprovada apenas 56 anos depois, em 1873, pelo inglês Willoughby Smith. Em 1884, o alemão Paul Nipkow patenteou uma proposta de transmissão de imagens à distância, e foi chamado de o "fundador da técnica de TV". Em 1892, Juluis Elster e Hans Getbel inventaram a célula fotoelétrica.

A palavra televisão foi inventada em 1900, pelo francês Constantin Perskyi. Vem da junção das palavras tele (longe, em grego) e videre (ver, em latim). Perskyi apresentou uma tese no Congresso Internacional de Eletricidade, em Paris cujo título era "Televisão". A tese descrevia um equipamento baseado nas propriedades fotocondutoras do selênio, que transmitia imagens à distância. Em 1906, Arbwhnett desenvolveu o sistema de televisão por raios catódicos, que empregava a exploração mecânica de espelhos somada ao tubo de raios catódicos. O mesmo seria feito na Rússia, por Boris Rosing. Por isso não se pode atribuir a invenção da televisão a uma única pessoa. Os novos equipamentos eram construídos a partir de experiências anteriores de outros pesquisadores.

Em março de 1935, a Alemanha, primeiro país a oferecer um serviço de televisão pública, emitiu oficialmente a televisão, adotando um padrão de média definição: 180 linhas e 25 quadros por segundo. A BBC foi inaugurada em 1936, na Inglaterra, com imagem composta por 240 linhas, padrão mínimo que os técnicos chamavam de "alta definição", por garantir boa qualidade e nitidez. Em três meses seu sistema oficial já era de 405 linhas. No ano seguinte, três câmeras eletrônicas transmitiram a cerimônia da Coroação de Jorge VI, com cerca de 50 mil telespectadores. Na Rússia, a televisão começou a funcionar em 1938 e, um ano depois, nos Estados Unidos, sendo este o país que melhor entendeu e absorveu a nova mídia. A NBC estreou em 1941, com anunciantes e patrocinadores sustentando a programação. Lworykin encabeçou a equipe da RCA que produziu o primeiro tubo de televisão, chamado orticon, e que passou a ser produzido em escala industrial a partir de 1945.


Voltando ao Cinema, para entreter mais as platéias, superproduções foram sendo investidas, mas estava ficando cada vez mais caro produzir um filme, mesmo os faroestes B, aqueles de baixo orçamento, que estavam ficando cinco vezes mais caro. Assim, para não falirem, os produtores foram obrigados a reduzir os custos ao mínimo. Entretanto, uma ameaça surge por volta desta mesma época, uma nova forma de diversão que já estava invadindo os lares de centenas de americanos, nada mais nada menos que a televisão. Não demorou, e grandes estúdios de TV (as iniciais de Tele – Visão) começaram também a produzir filmes. Se nos áureos de 1930 e 1940 havia produções do cinema em série, os chamados SERIADOS DE CINEMA, que eram filmes exibidos nas matinês semanalmente, geralmente com 12 a 15 capítulos (como “A Mulher Tigre”, “Perigos de Nyoka”, “O Fantasma Voador”, “Império Submarino”, e tantos outros) eram assistidos pela maioria público infanto-juvenil, a televisão, pouco tempo depois, começou a produzir séries televisivas, similares aos moldes destes seriados das grandes telas. Podemos dizer que os seriados de cinema, involuntariamente, se tornaram precursora das chamadas séries de televisão.

O público de cinema foi diminuindo com o advento da Televisão. Produtores e cineastas se preocupavam com os rumos (quase incerto) que a Sétima Arte tramitava. Entretanto, graças ao talento de seus engenheiros e técnicos, o cinema não se tornaria algo extinto.



A crise dos anos de 1950, como declínio da afluência aos cinemas pelo êxodo das multidões para a casa , a fim de se robotizarem assistindo TV, fez a Indústria cinematográfica reagir. Os engenheiros americanos ressuscitam antigos sistemas arquivados em 1930, de recursos de telas amplas. Em 1952, é lançado o CINERAMA, cuja tela côncava e o som estereofônico de sete canais produzem efeito semitridimensional. O filme é captado por uma câmara de três objetivas convergentes. Três projetores sincronizados jogam o filme numa tela de três vezes maior que a tradicional, feitas de lâminas de aço justapostas. As o Cinerama era dispendioso, exigia drásticas inovações na filmagem e na exibição, e as linhas divisórias das imagens incomodavam os espectadores (nota-se bem isso no filme “A Conquista do Oeste”/”How the West Was Won”, de 1962). O uso dos óculos polaróides de 3-D causava dor de cabeça e trazia riscos a saúde.



Mas é em 1953, que a 20ªth Century-Fox desenterrou o processo anamórfico do francês Henri Chréstien, sendo rebatizado de CINESMACOPE, para projeção em tela côncava na proporção de 1 x 2,55, vitrificada para garantir mais brilho e nitidez. Este é gravado em quatro faixas ou canais. Na reprodução por sistema de alto falantes distribuídos na platéia (em média, doze). O Cinemascope exige adaptações caras no projetor. Inconveniente: o som pode ser desmagnetizado, apagado. O primeiro filme por este processo de tela foi “O Manto Sagrado”/”The Robe”, de 1953, e obteve enormes êxitos de bilheteria, e um ano depois, boa parte das salas exibidoras do mundo inteiro estavam equipadas para o processo. Logo mais, iriam surgir outros sistemas estereoscópicos e estereofônicos que contribuíram para a volta das grandes platéias as salas de cinema. Nem por isso a televisão foi ignorada e jogada para escanteio, pois ela também, além de produzir filmes (diferentemente do cinema), poderia transmitir telejornais, ou seja, a TV veio para ser tornar também um grande veículo de comunicação.

Mesmo passada esta ameaça de perder o seu público, profissionais da área da Sétima Arte, em sua grande maioria, desprezava a Televisão. Todavia, eram poucos os visionários, como atores, diretores, e técnicos, que viam na telinha algo inovador, e não foram poucos os profissionais de cinema que também foram para TV. Contudo, isto não era bem visto pelos profissionais mais tradicionais no ramo cinematográfico. O astro Clark Gable, por exemplo, apostava as fichas que a Televisão não iria vigorar e que era algo “passageiro”, e ainda, em sua visão, eram considerados “traidores” da Sétima Arte os atores e que aderissem a ela. Gable jamais apareceu na TV durante sua carreira, e sempre recusou convites, mesmo para entrevistas.

Tanto o cinema quanto a TV geraram inovações ao longo dos anos, e hoje a disputa já não é tão acirrada como nos anos de 1950, pois hoje se sabe que cada uma presta um serviço em comum, embora por modalidades bem diferentes: a do entretenimento público, e ambas são grandes veículos de comunicação. Aqui se encerra esta breve disputa de IMAGENS.

Paulo Néry Telles Pereira.

Filmes Antigos Club Artigos: Sejam Bem Vindos!!!



Hoje inicio um espaço dedicado a artigos sobre filmes antigos, que considero particularmente como o "Cinema de Ouro". A você é dedicado este espaço que curte, como eu, os velhos (e em grande parte já saudosos) astros e estrelas do passado, em seus filmes mais inesquecíveis, e grandes diretores que fizeram seu marco na História da Sétima Arte.

Vamos aqui também falar sobre alguns profissionais ligados a ela, e sobre assuntos ligados ao cinema, Hollywood, e afins. Se você gosta de escrever e curte muito histórias ou artigos relacionados ao Cinema, me escreva e seja um de nossos colaboradores. Queremos dar um espaço salutar e de troca de informações para todos aqueles que amam cinema, especialmente o antigo.

Grande abraço para todos.

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